Índice de Capítulo

    — O quê? Está me achando com cara de mercador de escravo, hein?

    — Não, se tá mais para um velho que não descobriu a cura para a calvície.

    — Grr!

    “Se for ter uma escrava, cuida dela bem caramba!”

    Dante pensou. Esse pensamento dele iria ser ignorado facilmente, porque geralmente os escravos não são tratados bem, pelo menos foi assim na história.

    — E-Ei, Dante. Vem cá.

    Falou Rishia.

    — Tudo bem.

    Falou o homem.

    — …

    Ao ouvir o que o homem falou, Rishia ficou surpresa.

    — Então vamos lá. Quero cinquenta moedas de ouro.

    O homem pediu essa quantia, porque achou que o garoto não teria tudo isso. Porém…

    — Bele, abre a mãozinha.

    — O quêêêêêêêêê?!!

    Dante começou a botar a quantia de moedas que ele queria na mão dele.

    — Ahn…

    Dante deu um sorriso e falou:

    — Pronto, pago. Me de a menina.

    O homem coçou a cabeça, guardou o dinheiro em uma bolsa e falou:

    — Venha comigo.

    — Oi? Para onde?

    — Vamos até o mercador de escravos.

    A garotinha que estava perto do homem ficou assustada. Após isso, eles andaram até um beco.

    — Ahn? É aqui?

    — Calma ae.

    No lado do beco, tinha uma portinha que parecia que levava a lugar nenhum.

    — Aqui, entrem nessa portinha.

    — Ô, peraí. A entrada é por aí?

    — Cês queriam entrar pelo esgoto?

    Tanto Dante quanto Rishia balançaram a cabeça com um sinal de negação.

    — Pode esperar um pouco?

    Rishia perguntou.

    — Ah? O quê? Por quê?

    — É rapidinho.

    — Tudo bem, então.

    — Ei, Dante. Chega aqui.

    Rishia puxou Dante para o canto do beco, em seguida, perguntou:

    — Ei, Dante. Você sabe o que está fazendo?

    — Claro, eu vou pegar ela como escrava, e depois libertá-la.

    — Hã? Mas o que você… E se essa garota não tiver uma família, para onde ela vai?

    — Ahn… Eu penso em algo na hora.

    — Espero.

    Após isso, eles entraram na portinha do local, e de lá, acabaram descendo para um local pouco iluminado.

    — Vamos.

    Disse o homem, enquanto puxava a garota com força.

    — Ô, machuca a criança não.

    Dante falou.

    — Cala-boca!

    No meio disso tudo, Dante percebeu uma coisa, Rishia estava usando uma roupa casual, bem diferente do que ela estava usando no dia anterior.

    — Aí, você fica bem com essa roupa.

    — Hã? Obrigada! Mas por que isso agora?

    — Sei lá.

    Após isso, eles pararam em uma porta, e o homem abriu ela.

    — Olá, o que faz aqui de novo? Quer comprar mais uma escrava?

    Um homem de tamanho médio falou para o outro homem que estava em sua frente.

    — O caso é diferente agora. Quero transferir a posse desta coisa para aquela garotinha ali.

    — Eu sou um garoto, pô!

    — O quê?

    Após isso, o comerciante de escravos levou todos para dentro. Lá, tinha vários demi-humanos enjaulados, também tinha demi-humanos que se pareciam mais com animais do que humanos em si.

    — Aqui, vamos fazer a transferência.

    Disse o comerciante que estava com um sorriso no rosto.

    — Aqui, isso cobre o custo?

    — Cobre sim.

    O homem deu uma certa quantia de moedas para o comerciante de escravos, pelo visto, para fazer uma transferência tinha que pagar.

    — Ótimo, me dê a escrava.

    — Aqui.

    Falou o homem que chutou a garotinha, fazendo ela cair no chão. A escrava foi até o comerciante, ela andou mancando até ele. Dava para ver que ela tinha arranhões e machucados por todo o corpo. Além disso, a garota não tinha brilho nos seus olhos, era como se ela estivesse preparada para o pior e aceitando isso.

    — Ótimo, vamos ver.

    O comerciante pôs a sua mão na frente da coleira da garota, em seguida, ele sussurrou palavras bem baixinhas, que ninguém estava ouvindo.

    — Isso que ele tá fazendo é magia?

    Perguntou Dante diretamente para Rishia.

    — Não, provavelmente é feitiço.

    — Ah… Pera, tem diferença?

    Sim, magia e feitiço naquele local tinha diferença. Mas Rishia errou, não era um feitiço, era uma maldição posta na coleira.

    A coleira de repente se abriu, e caiu no chão. O comerciante pegou outra coleira e falou:

    — Ei, garoto. Venha aqui.

    Dante foi em direção ao homem, e o comerciante falou:

    — Ótimo, para transformar ela em sua escrava, preciso de seu sangue.

    O comerciante falou enquanto segurava um pequeno pote com um líquido azul.

    — Ah, tudo bem.

    Dante mordeu o seu dedo, e de lá, saiu um pouco de sangue. Uma pequena e aguda dor se estendeu no dedo dele. A dor não era tão forte, mas era o suficiente para ele soltar um “Ai!”.

    O garoto despejou o seu sangue no pequeno pote. O líquido azul, virou roxo instantaneamente.

    — Ótimo.

    A coleira tinha um pequeno buraco na parte de trás, o comerciante despejou o líquido no buraco da coleira. Repentinamente, o buraco se fechou, como se fosse mágica.

    — Ótimo.

    Em seguida, o comerciante botou a coleira na garota e ela se prendeu sozinha.

    — Parabéns garoto, ela agora é a sua escrava.

    — Ótimo — logo em seguida, Dante deu um sorriso e falou — Agora, liberta ela pra mim?

    Ao ouvirem isso, tanto o homem quanto o comerciante ficaram surpresos, eles não esperavam por essa.

    — Tudo bem, trinta moedas de ouro, e eu liberto ela.

    — Bele, trinta moedas de… Eita.

    O garoto pegou a sua bolsa de moeda e percebeu que não tinha mais nenhuma moeda de ouro ou de prata, e sim de cobre, poucas moedas de cobre

    — Ah, Rishia!

    — Nã-Não olhe para mim, eu já não tenho mais nenhum dinheiro.

    O comerciante vendo aquela cena, começou a dar risadas baixinhas, em seguida, falou:

    — Ah, então já não possuem mais nenhum dinheiro, é? Então não poderei atender o seu pedido.

    — Ih.

    Dante teve uma ideia, ele decidiu pedir ajuda da Sabedoria.

    “Ei, ei, Sabedoria. Me ajuda aqui!”

    “Tenho uma sugestão.”

    “Qual?”

    “Trabalhe, para ganhar dinheiro o bastante. Você foi muito irresponsável com a sua quantia de dinheiro. Então irei orientá-lo a partir de agora.”

    “Oh, então meu plano não deu certo, né?”

    “Cinquenta por cento do seu plano foi feito com eficácia, os outros cinquenta por cento foram completamente arruinados.”

    “Bosta.”

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