Índice de Capítulo

    “Você fez um belo show agora pouco, Yang.” Uma voz masculina passava pelo sistema de som de um monitor.

    “Eu me empolguei e a Strike Down acabou se envolvendo. Uma falha total”, Yang falou em um tom decepcionado. Tendo perdido a chance de ‘recrutar’ Mayck, Yang voltou para sua base e um dos seus companheiros entrou em contato.

    “Você deveria ter sido mais discreto. Se a polícia se envolver, os problemas só aumentarão e os superiores podem te dar alguma subtração.”

    Dar uma subtração. Essa expressão corria entre os membros da Ascension, e queria dizer que uma punição seria aplicada ao indivíduo.

    “Não se preocupe. Eu não faria algo tão chamativo apenas para brincar. Logo, logo, os resultados chegarão.” Yang sentou em uma cadeira de couro preta e cruzou as pernas, demonstrando confiança.

    “É bom que nada dê errado. Se isso acontecer, você pode perder o seu cargo atual. Mas, mudando de assunto, você realmente liberou os Ninkais?” O tom de voz do homem mudou e ele ficou mais sério.

    Um sorriso maligno brotou no rosto de Yang.

    “Sim. Eles estão apenas esperando para serem soltos. E quando isso acontecer, o caminho para a segunda calamidade vai ficar bem menor.”

    “Você é muito ambicioso. Mas esse é o principal ponto da organização, então porquê não, né?”

    “Precisamente. Agora, eu tenho que cuidar de uns assuntos. Até breve.”

    “Sim.” Com apenas essa resposta, o homem do outro lado da tela encerrou a chamada.

    Yang saiu de sua sala e seguiu para o corredor. Cerca de oito homens trajados com uniformes militares, bateram continência com sua passagem.

    “Enviem uma mensagem para aqueles dois. Diga que eles têm uma missão.”

    “Sim, senhor.” Yang deu a ordem e ela começou a ser realizada imediatamente.

    “Vamos fazer um jogo, Mayck Mizuki-kun”, disse para si mesmo com um sorriso estampado no rosto.

    |×××|

    Eram 6:40. Mayck levantou mais cedo dessa vez.

    Se ele tivesse saído no horário habitual, as chances de encontrar Tsubaki no caminho seriam maiores e isso era algo que ele queria evitar, pelo menos, por um tempo. Mas não poderia ser tão óbvio, para que ela não desconfiasse.

    No caminho, ele passou na loja de conveniência e comprou uma marmita, por não querer passar outro longo tempo sem comer. Pagou sua compra e seguiu para a escola.

    Como não saia de casa cedo muitas vezes, ver um grupo enorme de estudantes indo para o mesmo local que ele, o deixou um pouco seguro.

    Quando entrou em sua sala, viu que nem Haruki, nem Chika se encontravam lá, apenas cinco alunos estavam presentes.

    Ele andou até sua carteira e respondeu aos cumprimentos matinais de seus colegas de classe.

    Passados poucos minutos, Akari chegou e se sentou, cumprimentando Mayck.

    “Bom dia”, ela disse com um sorriso.

    “Uh. Bom dia”, respondeu com um aceno.

    Os dois ficaram em silêncio, sem trocar uma palavra a mais. Akari começou a ler um livro que tirou da bolsa.

    Mayck pegou seu celular e começou a olhar suas redes sociais. Em um aplicativo, viu o número um, que representava uma mensagem. Por não conversar muito com outras pessoas, o aplicativo ficava vazio por um bom tempo, embora esteja cheio de contatos.

    Mais cinco minutos se passaram e as pessoas restantes da classe começaram a aparecer. Dentre elas, Haruki e Chika.

    “Bom~dia~.”

    “Bom dia…”

    Chika cumprimentou da maneira enérgica de sempre, mas Haruki desmostrou bastante desânimo. Receando perguntar o que houve, Mayck apenas respondeu à saudação.

    “Bom dia.”

    Akari também devolveu o cumprimento aos dois e guardou o seu livro, imaginado que uma conversa poderia se iniciar.

    “O que aconteceu? Yukimura. Você foi afetado pela síndrome de Mayck?” Chika indagou inclinando a cabeça, mas foi repreendida.

    “Eu não sou assim. E que negócio é esse de síndrome de Mayck? Não me trate como uma doença”, disse sem querer elevar a voz.

    “Hehe.” A garota apenas soltou um pequeno riso.

    “Ah… não é nada. Eu apenas virei a noite jogando”, Haruki respondeu a pergunta de Chika com o rosto pálido.

    “Você, hein. Durma normalmente.”

    “Você deve tomar cuidado com seu horário de dormir. Isso pode afetar sua saúde.” Akari recomendou a Haruki.

    “Obrigado pela preocupação, Miyabe-san. Você é um anjo.” Como se entrasse em um campo florido, Haruki começou a sorrir com os olhos fechados.

    “Não precisa agradecer.”

    Enquanto conversavam tranquilamente, como sempre o sinal tocou e as aulas começaram.

    O dia seguiu seu curso normal na vida dos estudantes. O horário do almoço chegou e Mayck saiu da sala.

    O garoto decidiu almoçar sozinho, então procurou por um lugar isolado, onde pudesse relaxar.

    Depois de andar por um tempo, ele pensou que seria melhor ir para o telhado da escola. Mesmo que tenha alguém por lá, o telhado é um lugar grande, então poderia apenas se distanciar.

    Como planejado, subiu para o telhado e não encontrou ninguém.

    “Ótimo.” Procurou por um bom lugar e se dirigiu para um banco que viu ao longe. Se sentou e abriu a embalagem do almoço que comprou mais cedo.

    Pela primeira vez, Mayck pediu que esquentassem sua marmita na loja de conveniência. Era surpreendente o fato de que ela ainda estava aquecida desde as 7 horas da manhã.

    Iniciou sua refeição e levou dez minutos para terminá-la, o que lhe proporcionou algum tempo livre.

    “O tempo passa muito devagar”, Mayck soltou essas palavras no ar, reclamando.

    Uma brisa fresca bateu em seu rosto. O único som que ele ouvia era a canção do vento, que sussurrava em seus ouvidos.

    Parando para pensar, aquelas coisas de ontem foram surpreendentes. E imaginar que eu poderia fazer algo daquele tipo, é estranho. Não parece real.

    Os fatos da noite passada visitaram o garoto, enquanto ele relaxava debaixo da luz da primavera.

    “Ah, me lembrei de algo desagradável. Aconteceu tanta coisa ultimamente, que eu já tinha me esquecido.” Mayck se lembrou de que algo horrível que ele fez estava em andamento.

    “Alguma hora eu vou dar um fim nisso. Se bem que ela deve estar crescendo mais agora.” Olhou para o céu e exalou um suspiro.

    “Mas o que eu faço com aquele Yang? Se ele vir atrás de mim de novo vai ser um saco.” O garoto pensou que foi burrice não aceitar a oferta que recebeu de Tsubaki, mas ele não achou que estava errado em recusar.

    Acho que vou voltar.

    Ele desceu as escadas lentamente. Quando chegou no pátio, viu uma multidão formada ao redor de uma das mesas.

    Chika estava entre elas.

    “Chika, o que aconteceu?” O garoto deu um toque no ombro da garota, o que a surpreendeu.

    “Ah, Mayck. Eu não sei muito bem, mas parece que o Nagi da classe D passou mal”, respondeu olhando para baixo. No centro da multidão, dois professores seguravam o garoto, que tinha sangue saindo de sua boca.

    “Pessoal, por favor, se afastem.” Um dos professores tentou conter a multidão curiosa.

    “Já chamaram a ambulância?”

    “Sim. Ela vai chegar em breve.”

    “Com licença, pessoal me deixem passar”, enfermeira da escola disse passando com alguns lenços nas mãos.

    Cerca de dez minutos se passaram e duas pessoas chegam no local. Dois homens vestidos com uniforme de paramédicos. Eles realizaram os procedimentos e colocaram o garoto numa maca para ser levado ao hospital.

    “Saiam da frente”, o paramédico pediu para abrirem passagem para que eles pudessem levar o garoto até o veículo. Saíram e a comoção no pátio foi finalizada.

    A ambulância se retirou da escola e os professores foram fazer as ligações necessárias.

    Mayck observou tudo de perto e, quando olhou para o lugar onde o garoto tinha caído, ele notou um pequeno objeto do tamanho de uma agulha, próximo ao sangue que o garoto soltou.

    A imagem de Yang veio à mente dele. Tinha certeza de que a mão dele estava nisso.

    “Será mesmo?”, disse em voz baixa.

    A equipe de limpeza chegou e limpou o sangue do local, levando o objeto junto.

    Ao olhar para o lado, Haruki estava parado olhando para a porta por onde a vítima saiu. Seu olhar foi notado por Mayck, que o analisou cuidadosamente antes de falar com ele.

    “Haruki, vamos voltar para a sala.”

    “Huh? Ah, sim. Vamos”, respondeu com surpresa nos olhos. Mayck se virou e percebeu Chika na mesma situação.

    O que tá rolando aqui?

    “Chika, vamos indo.” Ele pôs a mão no ombro da garota.

    “A-ah! Tá bom.” Outra reação suspeita.

    Os três voltaram para a sala e o sinal tocou em seguida. Quando as aulas chegaram ao fim, Haruki e Chika se despediram rapidamente e afirmaram que iriam faltar às atividades do clube.

    “Então porque não vamos juntos? Podemos tomar um sorvete por aí. Quer vir junto, Miyabe-san?” Mayck fez um convite inesperado.

    “Eu não tenho nada para hoje depois da escola, então por mim tudo bem.” Akari confirmou sua presença.

    Chika empalideceu e Haruki também.

    “Bom… é… me desculpem, hoje eu tenho algo urgente para fazer em casa.” Haruki pôs as mãos para cima e abaixou a cabeça, dando uma desculpa.

    “Que pena. Bom, tudo bem. Será apenas nós três então. Certo, Chika-chan?” Pressionando a garota, Mayck evitou que ela criasse uma desculpa para fugir também.

    “Claro.” Não vendo saídas, ela apenas concordou.

    |×××|

    O primeiro passo foi completado. Se o que aconteceu foi mesmo coisa de Yang, Mayck poderia evitar contato com ele estando acompanhado.

    Mas esse não era o único motivo para trazer Chika com ele. As reações da garota e de Haruki antes o incomodaram, deixando-lhe curioso para descobrir o que havia com eles.

    “O que será que aconteceu com aquele garoto mais cedo?” Akari tomou a iniciativa.

    “Eu ouvi os professores dizendo que foi um ataque de uma doença que ele possui”, Mayck, andando um pouco atrás das duas garotas, respondeu.

    A conversa continuou se desenvolvendo, mas Chika permaneceu em silêncio. Akari olhou para Mayck perguntando se ele sabia o que tinha acontecido, mas o garoto a olhou de volta e fechou os olhos brevemente, passando a mensagem de que não tinha ideia.

    “Chika-san, aconteceu alguma coisa?” Akari decidiu perguntar diretamente.

    “Ah… não é nada. Não se preocupe. Aonde nós vamos tomar sorvete, Mayck?” A garota disfarçou, retomando sua energia de sempre.

    “Que tal perto da estação? Lá tem alguns sabores novos”, sugeriu casualmente.

    “Parece bom, né? Vamos lá~”

    Eles seguiram pela rua movimentada e chegaram na estação dentro de quinze minutos. O local estava bem cheio, mas ainda era possível ver lugares vagos.

    Mayck e suas duas amigas procuraram um bom assento e viram um perto da janela.

    “Que tal aquele?” Akari apontou para o lugar em questão.

    “Certo, vamos.” Mayck tomou a liderança e andou até o lugar apontado por Akari.

    Quando chegou, viu que uma pessoa estava ocupando o assento.

    “Huh?” Mayck notou que a pessoa era Hana, saboreando um sorvete de cor rosa.

    “Tsubaki?”

    Hana olhou para ele e paralisou por um momento.

    “Ma-Mayck? O que está fazendo aqui?”

    “Oii~ Hana-chan.” Chika acenou alegremente.

    “Vocês estão juntos?” Hana fez a pergunta parecendo um pouco incomodada.

    “Uhum.” Mayck acenou.

    Se fosse apenas Chika, sem problemas. Mas, ela não tinha conhecimento sobre Akari.

    “Você é a aluna nova…”

    “Eu ainda não te apresentei, né? Essa é minha amiga Miyabe Akari.” Mayck abriu espaço para Hana e Akari.

    “Prazer em conhecê-la.” Akari se curvou.

    “O prazer é todo meu. Eu sou Tsubaki Hana.”

    Os três se sentaram fazendo companhia para ela. Em alguns minutos, uma mulher de cabelos claros se aproximou.

    “Com licença. O que vai querer?”

    “Eu quero um sorvete de baunilha.” Chika levantou a mão, fazendo seu pedido.

    “Eu vou querer esse também.” Mayck afirmou.

    “Acho que vou querer um de chocomenta.”

    “Wow, ótima escolha, Akari-chan.” Chika parabenizou Akari sem motivo algum.

    “Dois de baunilha e um de chocomenta, certo? Aguardem um momento.” A garçonete deu um sorriso e se retirou com os pedidos. Mayck a observou indo embora e, Hana que estava ao seu lado, chutou sua perna dele.

    “Pra que isso?” Mayck reagiu ao ataque e pôs a mão sobre o local atingido.

    “Hmpf.” Hana ignorou a pergunta.

    Chika e Akari observaram sem entender.

    “O que foi?”

    “Não é nada.” Mayck encarou Hana e suspirou. Em seu bolso, seu celular começou a vibrar. Ele o pegou e checou a notificação. O número não estava registrado no seu telefone.

    Após analisar os 11 dígitos, uma mensagem apareceu. Ele a abriu e um link havia sido enviado. Clicou e foi direcionado para um vídeo.

    Mayck apertou play e o vídeo foi reproduzido.

    Um garoto estava numa maca com dois paramédicos ao redor dele. O garoto em questão era Nagi, o aluno que passou mal na escola depois do almoço.

    Algumas agulhas no braço dele transferiam um líquido roxo. Em alguns segundos, Nagi começou a se debater e sangue saiu de seus olhos e boca. O corpo do garoto encheu-se de bolhas grandes, que estouraram e um processo de transformação se iniciou.

    Os paramédicos apenas observavam o curso da transformação, mas ela falhou resultando na explosão da cabeça de Nagi.

    A tela ficou vermelha e logo se escureceu. O vídeo se encerrou com algumas palavras: “Que pena. Mais uma falha.”

    Os olhos de Mayck tremeram e sua respiração travou. A duração de 10 segundos do vídeo foi o suficiente para causar um grande choque no garoto.

    “Mayck?” Hana o chamou, mas ele não reagiu. Sua mente ficou presa no conteúdo do vídeo e não quis retornar.

    O que é isso? Mayck repetia dentro dele. Por que isso está acontecendo?

    “Mayck.” Hana aumentou seu tom de voz e deu uma leve batida na mesa.

    “Huh?” Mayck olhou para ela. As três garotas demostravam preocupação em seus rostos.

    “Mayck, o que foi? Aconteceu alguma coisa?” Chika perguntou calmamente.

    “Ah… ah, não, não é nada.” Mayck se levantou. “Desculpem, eu preciso ir. Pegou sua carteira e tirou uma nota de 1000 ienes, a colocando na mesa.

    “Espera e seu sorvete?”

    “Pode ficar com ele.”

    Mayck se retirou do estabelecimento. Sua expressão traumatizada se tornou uma expressão de ódio.

    Caminhou mordendo os lábios, indo na direção oposta a de sua casa.

    Eu vou acabar com você, Yang.

    Mais uma vez, o peso de ser o único a saber da morte de alguém caiu sobre ele. O fato de estar carregando o sofrimento de uma família, que não timha ideia do que houve com o garoto, era algo muito difícil.

    “Mayck! Pra onde você vai?” Hana, que saiu logo depois dele, o chamou, mas ele não deu atenção. Ela correu até ele e segurou seu braço esquerdo.

    “O que deu em você? Aconteceu algo ruim?”

    “Não se preocupe. Não é nada.” Mayck criou uma desculpa em sua cabeça. “Eu preciso fazer a janta. Meu pai vai voltar mais cedo hoje.”

    “Se for mentir, crie algo melhor. Você nem estava na direção da sua casa.” Antes de Mayck responder, o telefone de Tsubaki tocou. Ela pegou o aparelho e, na tela, apareceu o nome: Irina Airi.

    Hana hesitou por alguns segundos, mas logo atendeu a ligação e se afastou de Mayck.

    “Alô? Irina-san?”

    “Hana, precisamos que você venha agora. É uma emergência.”

    “Emergência? O que aconteceu?” A garota entrou em estado de alerta.

    “Vamos te dar os detalhes quando você chegar.”

    “Espera-” A ligação foi encerrada por Airi.

    Hana guardou o celular e, quando se deu conta, Mayck não está mais lá.

    “Droga.” A única escolha dela foi voltar e ir para até seus companheiros. Ela foi até a sorveteria e pegar sua bolsa.

    “Desculpe, meninas. Surgiu algo e eu tenho que ir embora.”

    “Tudo bem. Já estávamos indo também”, Chika disse terminando o sorvete de baunilha. “Até mais, Hana-chan.”

    “Sim. Até.” Hana se despediu e saiu do estabelecimento.

    Chika e Akari passaram mais alguns minutos para terminarem os seus sorvetes.

    “Vamos. Akari.” Chika se levantou e chamou a garçonete para pagar a conta.

    “Sim. Ichinose-senpai.” Akari respondeu.

    |×××|

    Quando Tsubaki recebeu a ligação, ela deu as costas a Mayck. Nesse mesmo momento, uma pessoa surgiu atrás dele repentinamente e como se fizesse um teleporte desapareceu com ele.

    O garoto foi vendado e levado para um local desconhecido. Pelo o que ele pôde ouvir, os sons dos veículos sumiram e algumas gotas de água caíam no chão. O cheiro insuportável impregnou seu nariz e, por conta do calor, a respiração dele foi ficando cada vez mais pesada e abafada.

    “Pra onde você está me levando?” Mayck perguntou com uma certa dificuldade para respirar. Seus braços e pernas foram amarrados firmemente, para evitar que ele tentasse escapar. Estava sendo levado no ombro do indivíduo como se fosse um saco de cimento.

    “…” Não houve resposta, a figura apenas continuou caminhando silenciosamente.

    “Você sabe que eu vou atrás de Yang, não sabe?”

    “Não tenho ligação com este homem.” Dando uma resposta diferente da que esperava, o indivíduo revelou ser um homem.

    “Hum… Então quem é você?”

    “Meus superiores dirão.” A voz grave do homem dava a sensação de que ele não tinha sentimentos e nem vontade própria.

    Mayck notou que eles pararam e ouviu o som de uma porta sendo aberta. O som estridente e agudo que ela emitiu, mostrou que era uma porta de metal.

    “Nossa organização prioriza o anonimato. Então coloque esta máscara no rosto.” O homem pôs Mayck no chão e tirou sua venda. Mayck viu que o seu sequestrador era um homem muito alto e, apesar dos trajes pesados, dava para perceber que também tinha muitos músculos.

    Ele portava uma máscara branca no rosto que parecia ser feita de metal.

    “Pode fazer isso por mim? Minhas mãos estão amarradas e não posso usá-las.” Como se não tivesse notado até agora, o homem recuou, um pouco surpreso. Mayck percebeu isso mesmo com o rosto dele coberto.

    “É sério isso? Qual é o seu nome?” O gigante começou a desamarrar as mãos dele.

    “Não posso dar informações.” Ele respondeu sem mudança aparente de humor.

    “Não é nenhuma informação confidencial. Que seja, se não quiser dizer não vou insistir.” Suspirou e expressou um semblante decepcionado. “Ao ao menos me diga para onde estamos indo.”

    “Não posso dar informações.” O maromba repetiu.

    “Escuta, eu não sei o que vocês querem me trazendo aqui, mas se pretendem me impedir de fazer alguma coisa com Yang, pode apostar que não vou deixar barato. Então me diga, para onde estamos indo?” Mayck teve uma alteração no seu humor e simplesmente decidiu ser direto e agressivo, para ter certeza de que sua companhia o entendeu bem.

    “Eu não posso dizer”, afirmou uma terceira vez, terminando de desamarrar os braços de Mayck.

    Irritado, o garoto puxou a gola do traje do homem e o fez ficar na sua altura.

    Normalmente, alguém como Mayck não poderia sequer empurrar um homem daquele, mas ele não estava em condições normais.

    Seus olhos mudaram para o mesmo formato que estavam na luta com Yang. Isso aumentou sua força consideravelmente, mesmo sem se mostrar fisicamente.

    “Não fique brincando comigo. Se insistir nisso, eu vou acabar com você agora.” Sua voz estava calma como sempre, mas seus olhos mostravam que não era assim que Mayck se sentia.

    “Eu não-” Antes que respondesse, Mayck puxou sua cabeça com força e a acertou no chão.

    “Se não vai desistir, então vou fazer você falar.” Mayck pôs o pé sobre a cabeça do homem, forçando ela contra o chão.

    “Creio que isto não seja necessário.” Uma voz calma ecoou juntamente com o cheiro ruim do esgoto. “Por favor, não seja violento com ele. Apesar de sua aparência, ele não é agressivo sem ordens.” Uma garota em trajes pretos e uma máscara que lembrava um gato, surgiu na porta de metal.

    “Então, você vai me dizer o que eu quero saber?” Mayck, sem tirar o pé da cabeça do homem, perguntou olhando para ela pelo canto dos olhos.

    “Você terá sua resposta. Por favor, venha comigo. E coloque esta máscara antes.” A mulher levantou uma máscara branca. Ela possuia dois furos para os olhos e duas pontas que lembravam as orelhas de um lobo. Na parte da testa, tinha um círculo azul desenhado, com dois traços que se estendiam até a parte inferior dela.

    “…” Mayck não deu resposta. Ele tirou o pé de cima da cabeça do homem e caminhou até ela, pegando a máscara. Ela não tinha um fio para amarrar.

    “Como eu vou usar isso?”

    “Apenas a coloque.”

    Mayck seguiu as instruções e, quando pôs o objeto sobre seu rosto, ela ficou presa como se tivesse colada. Pensou que seria algo perigoso e tentou tirá-la, mas ela saiu sem nenhum problema.

    “Não se preocupe. Não é nenhuma armadilha. Agora, venha.” A mulher passou pela porta guiando o garoto.

    O homem também os seguiu. Os três caminharam por um corredor extenso, até chegarem a outra porta, que quando foi aberta, revelou um elevador. Desceram por ele e chegaram a outro corredor. Nele, havia uma porta no final. Seguiram até ela e quando se aproximaram, a mulher colocou a mão sobre um display que leu suas digitais e abriu a porta.

    “Isso é…” Mayck ficou surpreso com o tamanho do local. Ele era quase 100% cinza, com exceção do piso e alguns designs nas paredes. Várias pessoas caminhavam de um lado para o outro com os mesmos trajes pretos militares e máscaras brancas, de diferentes tipos.

    Ao verem o grupo que acabara de chegar, eles rapidamente formaram uma fila dos dois lados do elevador e bateram continência.

    “Bom trabalho, senhora”, todos disseram em uníssono.

    Surpreendente, Mayck pensou. Ele já tinha visto coisas parecidas quando ia com seu pai para o trabalho, mas não em uma escala tão grande.

    “Por aqui.” A mulher, que aparentemente fazia parte dos superiores da organização, continuou guiando Mayck até um determinado local.

    Caminhando por entre a multidão, um homem se aproximou. Assim como os outros, ele também usava uma máscara.

    “Então você conseguiu trazê-lo? Ótimo.” O homem se dirigiu à mulher.

    “Os meios foram um pouco bruscos, mas não houve erros.”

    Um pouco? Desde quando sequestrar alguém é só um pouco brusco? Mayck queria soltar suas queixas, mas privou-se disso, guardando esse pensamento para si.

    “Muito prazer. Eu me chamo Zero. Os dois que te trouxeram são Nikkie e Keize. Me desculpe pela forma como te trataram.”

    “Não se preocupe com apresentações, eu só quero saber porque fui trazido aqui”, falou apertando um pouco os olhos.

    “Muito bem. Eu explicarei tudo. Vamos até minha sala.” Zero virou-se e guiando Mayck para além do pátio.

    Ele manteve-se quieto e reservado. Estando em um lugar assim pela primeira vez, não sabia como se comportar. E se essas pessoas tentassem fazer ele sumir? Ou então trancá-lo e pedir resgate? Poderia ser apenas uma divagação de sua mente, mas não podia descartar essas possibilidades.

    O tempo parecia passar devagar enquanto os quatro andavam no meio do caminho formado pelos soldados. Mayck sentia os olhares e ficava desconfortável com a situação. Isso durou por uns cinco minutos.

    Finalmente chegaram na tal sala. Por conta do desconforto de ter as atenções de muitas pessoas, Mayck sentiu que se passou um longo tempo.

    “Entre.” Zero abriu a porta e fez o convite.

    “Volte para o seu esquadrão, Keize. E diga para eles virem em 30 minutos”, Nikkie ordenou ao grandalhão, que obedeceu sem uma palavra de objeção.

    Na cabeça de Mayck, ele parecia um cão fiel.

    Entraram na sala seguidos pela mulher de cabelos longos, pretos e lisos, um exemplar de uma kunoichi, segundo os mangás.

    “Como já foi dito a você anteriormente, aqui nós prezamos o anonimato. Portanto, não usaremos seu nome e então evite dizê-lo.” Zero se sentou em uma cadeira e pôs as mãos sobre a mesa de madeira.

    A sala era bem comum. Não se via nada além de uma mesa no centro, um armário no canto da parede e um sofá ao lado.

    “Anonimato, é? Então todos os nomes que eu ouvir aqui serão apenas apelidos?”

    “Para a maioria, sim. Existem aqueles que se juntam a nós e, para protegerem suas famílias, evitam qualquer informação de sua vida lá fora.”

    “E existem os que não precisam disso pois não tem uma vida lá, certo?” Mayck usou sua intuição e respondeu da forma mais óbvia. Zero assentiu.

    “Vamos parar de enrolar. Porque me trouxe aqui?” Mayck desviou para o assunto original, olhando diretamente para os olhos escondidos de Zero.

    “Tudo bem. O que queremos é te fazer um pedido: Não lute contra Yang.”

    “Você está pedindo o impossível. Desista.” Pedir que Mack deixasse Yang de lado era algo completamente egoísta.

    O garoto tinha assuntos pendentes com ele, então não mudaria de ideia a não ser que existisse um bom motivo para tal.

    “É claro que não estou pedindo que você o deixe em paz. Apenas quero que espere por um tempo.”

    “Você sabe o que ele fez, certo? Se eu desistir de ir atrás dele, sabe-se lá o que pode acontecer.”

    “Seja lá o que ele te fez, com certeza é uma armadilha. Pare e pense bem, Yang deve ter outra coisa preparada.” Zero não estava dizendo isso sem fundamento.

    “Minha organização tem estado em constante conflito com a Ascension. É natural sabermos como ele age.”

    “E porque Yang ainda está vivo? Se vocês sabem de como ele faz as coisas, já deveriam ter tomado algumas medidas.” Mayck estava lutando para se manter calmo. O ritmo de sua respiração começou a mudar gradualmente e suas mãos foram cerradas.

    “Não é assim que funciona. Outras organizações como Strike Down, estão envolvidas nisso. Portanto, não podemos tomar medidas drásticas, caso contrário, uma guerra de grande escala pode ocorrer.”

    “Então quanto mais inocentes morrerem, melhor. Que superficial.” Mayck cruzou os braços. O garoto sempre tentou ser o mais paciente possível, para não criar problemas desnecessários. Mas, algumas vezes saia pela culatra e ele só ficava mais irritado.

    “Eu não disse isso.”

    “Mas é isso o que parece. O que realmente são os pets que ele falou?” Mayck se aproximou da mesa e pegou seu celular.

    “Ninkais são monstros, criados pela Ascension.”

    Mayck pôs o celular que pegou em cima da mesa e o empurrou até Zero. Um vídeo de 10 segundos começou a rodar.

    “Então. Porque mais uma falha? Isso não quer dizer que já houveram outras? O que vocês têm feito? Aposto que os desaparecimentos têm alguma ligação com isso.” O vídeo acabou e Zero ficou em silêncio.

    Mayck estendeu a mão e tomou o celular de volta, o colocando no bolso.

    “Se não tem mais nada a dizer, eu estou indo.” Mayck se virou, pronto para deixar o lugar. Ele se aproximou da porta, mas teve seu braço segurado por Nikkie. “Me solta.” Tentou forçar suas saída, porém, a mulher tinha uma força um tanto incomum e o impediu.

    “Escute o que temos a dizer.” A voz da mulher parecia apreensiva. Ela não queria que o garoto saisse por aquela porta.

    “Não estou interessado.” Mayck rejeitou fortemente, mas a mulher não cedeu.

    “E o que você pode fazer sozinho?” Zero indagou, sem mudar o tom de sua voz.

    Confrontado pela realidade, Mayck parou por um momento, refletindo sobre o que poderia fazer.

    “Se você for contra ele, apenas será morto. É isso o que quer?” Nikkie usou um argumento válido.

    Mayck sequer entendia como seu poder funcionava. Se fosse contra Yang dessa forma, seria uma luta em vão. Mayck cerrou os dentes, sentindo o peso de sua incapacidade.

    No momento de silêncio a porta foi aberta repentinamente.

    “Senhor! Nós recebemos uma chamada”, o homem disse com os olhos esbugalhados e sem fôlego.

    “Isso não é incomum. O que há de errado?”

    “É uma chamada de Yang, senhor”, depois de alguns segundos para recuperar o ar, o mensageiro mencionou o nome que Mayck menos queria ouvir.

    A palavra despertou a raiva no garoto mais uma vez. Ele se soltou de Nikkie e passou pela porta.

    “Espere.” Nikkie foi atrás dele.

    Zero observou o andamento da situação e suspirou; uma chamada de Yang não era bom sinal.

    Assim como todas as outras organizações, a Ascension tem olhos por todo o Japão. Não era estranho que eles tivessem notado o ‘sequestro’ de Mayck.

    “Yang, é? O que ele tá pensando?” Zero saiu da sala para ir até a equipe de comunicação. O mensageiro seguiu com ele.

    |×××|

    Mayck caminhava sem prestar atenção ao seu redor. Yang entrou em contato, então a oportunidade perfeita para descobrir sua localização surgiu.

    Junto com Nikkie, chegaram até uma porta metálica branca, com uma plaquinha afirmando ser a sala procurada.

    “Apenas pessoas autorizadas podem entrar aí”, Nikkie mencionou ao lado do garoto.

    “Você é uma delas, não é? Então abra a porta.” Os sentimentos de Mayck estavam para explodir.

    Nikkie o olhou nos olhos. Sua resposta a um pedido desses sempre seria um “não”. No entanto, as circunstâncias desta vez eram diferentes de todas as outras. Ela sabia perfeitamente como Mayck estava se sentindo.

    Ao lado da porta, havia um dispositivo acoplado na parede. Nikkie pôs a mão sobre ele e suas digitais foram lidas. Em uma tela apareceu o rosto dela com seu codinome. A porta foi aberta depois de um ‘bip’, que confirmou sua identidade.

    A sala estava escura e só se podia ver a luz emitida por diversos computadores sendo administrados por várias pessoas. No centro, havia uma pequena escada de três degraus que levavam a uma tela grande, cheia de informações.

    No momento, esta tela transmitia o rosto de Yang. Com ódio nos olhos, Mayck adentrou a sala. Nikkie correu atrás dele e o parou.

    “Não diga nada. O uso dessas máscaras são para evitar sermos reconhecidos. Mesmo que as pessoas que te conhecem o vejam, estando com ela, não vão te reconhecer. Portanto, não diga nada e apenas ouça.” Nikkie tomou a frente e se apresentou a Yang e Mayck a seguiu.

    “Ora, ora. Nikkie-san. Há quento tempo não te vejo. Tem passado bem?” Yang saudou.

    “Teria passado mais, se você não tivesse entrado em contato.”

    “Que pena. Me desculpe ter acabado com sua onda de felicidade. Huh?” Yang notou a figura ao lado de Nikkie. “Um novo subordinado? Nunca tinha visto ele.” Mayck se mordia de raiva, mas atentou para o conselho de Nikkie e se manteve quieto, mesmo que sua vontade fosse xingar Yang até não ter mais xingamentos em português.

    “Não enrole. O que você quer?”

    “Pensei em dar um aviso pessoalmente. Não cheguem perto dos olhos azuis.”

    “Olhos azuis? Do que você está falando?”

    “Ei, ei. Não se faça de boba. Eu tenho certeza que vocês já tem informações suficientes dele por minha causa.”

    “Você tem razão. Nós temos todas as informações.” Zero entrou na sala. “Mas não pretendemos deixar você ou a Strike Down botarem suas mãos nele.”

    “Opa, opa. Isso é um desafio? Não se preocupem. Eu farei ele escolher o meu lado. A não ser que Mayck Mizuki não se importe com aquela… qual o nome dela mesmo? Ah, me lembrei, Yukino Haruna.” Um nome totalmente inesperado. Como Yang sabia sobre ela? O que ele pretendia fazer? Peguntas invadiram a mente de Mayck e o ódio em seu coração disparou e o conselho de Nikkie não pôde mais contê-lo.

    “Yukino Haruna? De quem você está falando?” Zero perguntou confuso.

    “Toque nela e eu te mato.” Essas palavras fizeram Yang sorrir.

    “Eu sabia.”

    “Se você se aproximar dela e de mais alguém, eu vou arrancar sua cabeça.” O toma de voz estava grave, mas dava pra ouvir claramente a raiva que expressava.

    “Tente não chegar muito tarde, Mayck Mizuki-kun. Ou sua futura família pode quebrar,” Yang deu uma pequena gargalhada maliciosa e encerrou a chamada.

    “Disgraçado.” Mayck rangeu os dentes e cogitou sair de lá, mas outra ideia brotou em sua mente. “Ei. Vamos fazer um acordo.” Se dirigindo à Zero.

    “Que tipo de acordo?” “Eu não vou atrás de Yang agora. Então me ensine a usar essa coisa de ID.”

    “Você nem sabe usá-la? Como sobreviveu contra Yang?” Nikkie perguntou um pouco surpresa.

    “Por sorte. E aí? Aceita minha proposta?” Zero ficou em silêncio por alguns segundos e logo continuou.

    “Vou aceitá-la se puder adicionar outras condições.”

    “E quais são?” Mayck franziu a testa disposto a ouvir.

    “Primeiro”, Zero disse levantando o indicador. “Você tem que nos ajudar quando for necessário. Segundo”, continuou com o dedo médio”, Não pode se juntar a nenhuma outra organização.” Ele foi claro em suas duas cláusulas.

    Firmar um contrato com Mayck seria um lucro para a organização em si.

    “Se você me fornecer equipamento necessário e prometer sigilo sobre mim, eu aceito. Mas também não serei nada mais que um aliado, Mayck completou.

    “Tudo bem.” Zero estendeu a mão para o acordo ser finalizado e Mayck assentiu, apertando sua mão.

    “Esse acordo foi registrado em vídeo. Então não se preocupe em ser traído. Nossa política, além do anonimato, é sempre manter uma palavra”, Nikkie mencionou.

    Com a raiva sendo guardada no fundo de seu coração, Mayck se juntou a eles.

    “Muito bem. Seja bem-vindo ao Black Room.” Zero o recebeu. Depois de todas as formalidades, Mayck acompanhou Zero e Nikkie para a sala em que estavam anteriormente.

    Quando a porta foi aberta, um grupo de cinco pessoas estavam sentadas no sofá. Keize estava entre eles.

    “Você, finalmente, chegou.” Uma garota loira se levantou, indo até Zero.

    “Tivemos um imprevisto. Desculpem a demora.”

    “Você é o chefe, né? Não precisa pedir desculpas.” Um garoto continuou sentado, virando uma xícara nos lábios.

    “Então, porque nós chamou aqui?” Uma garota de cabelos vermelhos perguntou.

    “Vamos nos acalmar. Primeiro deixe-me apresentá-los o nosso novo integrante.”

    Todos olharam para Zero, surpresos. Mayck adentrou a sala e analisou todos ali presentes, curvando a cabeça sem dizer nada.

    “Por enquanto, vamos chamá-lo de M.”

    “Huum~, então é um garoto novo?” A garota loira se aproximou de Mayck e segurou sua mão. “Eu me chamo Stella. Prazer em conhecê-lo, M-kun.”

    Mayck apenas acenou. “Eu me chamo Ruby. Seja bem-vindo.” A garota de cabelos vermelhos se apresentou. “Vamos, vocês dois, se apresentem também.”

    “Acho que deveria fazer ao menos isso. Me chamo Flame.” O garoto moveu seus cabelos amarelados para trás.

    “Isha”, a garota disse de forma indiferente, sem tirar seus olhos de um videogame portátil.

    “Se ele está aqui, quer dizer que vai fazer parte do nosso time?” Stella perguntou, segurando a mão de Mayck como se fossem um casal.

    “Na verdade, não. Ele está em uma situação especial. Além do mais, cada equipe só possui cinco membros.”

    “Huuum…” a garota inflou as bochechas.

    “Eu vou sair agora. Está tudo bem, não é?” Mayck soltou a mão da garota e se dirigiu a Zero.

    “Por enquanto sim. Mas peço que não vá embora ainda. Quero falar com você sobre algumas coisas.”

    “Ok”, Mayck concordou e saiu da sala, deixando os sete para trás.

    Depois de alguns passos para longe da sala, o garoto começou a se arrepender do acordo que fez.

    Droga

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