Índice de Capítulo

    Fechei os olhos e esperei lentamente…

    — O quê?

    Não pude evitar abrir os olhos ao não ver nenhum sinal dele se aproximando. Quando nossos olhares se encontraram, ele me olhou de maneira estranha e recuou as mãos.

    — Está bem.

    Senti um peso maior do que o habitual, então toquei meu cabelo e percebi o que acabara de acontecer.

    “Puxa, ele estava tentando me dar um grampo.”

    Quando percebi que tinha interpretado mal a situação anterior, senti vergonha.

    “Por que ele disse para eu fechar os olhos?”

    Fiquei envergonhada por um momento.

    — Bonita.

    Olhei para ele surpresa com as palavras simples que ele disse.

    — Eu sou bonita?

    É uma sensação estranha. Embora tenha ouvido muitas vezes que sou bonita, as palavras dele eram novas e pareciam as primeiras que ouvia na vida. Em pouco tempo, meu coração começou a bater mais rápido.

    “O que está acontecendo comigo?”

    Enquanto me preocupava se meu rosto estava ficando mais quente e vermelho, vi que ele se aproximava de mim. Perguntei apressadamente:

    — O quê?

    Ele respondeu à minha pergunta com uma leve ruga na testa.

    — O grampo está torto.

    Ao ver que ele estendeu a mão para mim, eu me apressei…

    — Oh, eu faço isso!

    Não pude interpretar mal seu comportamento e evitar outro estranho equívoco. Foi quando ajeitei meu cabelo assim e coloquei o grampo que nossos olhos se encontraram novamente.

    “Quantas vezes isso já aconteceu?”

    Já tivemos bastante contato visual. Por vergonha, desviei os olhos, pois ele e eu estávamos nos olhando.

    Max olhou suavemente para Juvelian.

    — Você está bem agora, certo?

    Um suspiro escapou de seus lábios como se não soubesse de nada.

    “Loucura.”

    Ela nunca saberá. O fato de ele ter acabado de colocar um grampo em sua cabeça e estar debatendo se deve beijá-la ou não. Mesmo agora, o fato de ele estar apenas contendo o desejo de morder, sugar e morder seus lábios vermelhos.

    Ele tirou um pequeno espelho de mão, olhou para si mesmo e sorriu de volta.

    Max, novamente encantador, franziu os cantos da boca enquanto estava prestes a soltar uma risadinha.

    “Não era só minha imaginação, também.”

    Max sentiu o peito apertado no momento em que percebeu que ela estava evitando seu olhar de um momento para o outro.

    “Até fiz um presente para você… Qual é o problema?”

    Ele queria agarrar sua cintura esbelta e prendê-la entre seus braços, contemplar seus belos olhos que o olhavam com espanto, queria abrir seus lábios vermelhos e mergulhar em sua boca. Ao tentar alcançá-la inconscientemente, ele apertou o punho.

    “Será que descobriu o que eu estava pensando?”

    Sentindo a garganta seca, Max engoliu em seco. Foi quando ele a olhava fixamente, pensando que se tentasse estragar isso, ele a prenderia.

    — Ei, você sabe o quê? Max.

    Ouvindo a voz que o chamava, Max olhou para ela.

    — Muito obrigado pelo presente de hoje.

    — Ah, sim.

    Enquanto ele respondia de maneira desajeitada, ela sorriu com um sorriso febril no rosto.

    — É a primeira vez que outra pessoa me compra algo que eu queria.

    “Nem sequer foi um presente comum, não é?”

    Foi quando Max franziu a testa, lembrando-se de seu mestre.

    — Max.

    Juvelian virou a cabeça. Max respirou fundo enquanto a olhava com as bochechas coradas. Embora fosse difícil dizer que tipo de resposta sairia de sua boca, não havia outra opção senão esperar.

    Por quanto tempo eles tinham estado fazendo contato visual?

    Juvelian, respirando fundo, falou…

    — Adeus.

    Terminando de falar, ela correu em direção à carruagem do Duque de Floyen. Max olhou para trás e suspirou.

    — É como esperar pelo final?

    Então, alguém se aproximou de Max. Por um momento, ele reagiu à pessoa, e Max, que confirmou quem era, retirou a mão da espada.

    — Você realmente não olhou, não é?

    Fressia saiu rindo diante da pergunta de Max…

    — Eu só vi um pouco. É bastante romântico vê-la com um grampo…

    — Fressia.

    Fressia se virou, engolindo em seco, com a voz maldita de Max.

    — Ah, e ouvi uma notícia chocante.

    — Notícias?

    — Sim, sobre a Imperatriz.

    Max arqueou uma sobrancelha, franzindo a testa no meio da testa, em resposta a Fressia.

    Quando cheguei em casa, troquei de roupa, me enfiei debaixo do cobertor e suspirei.

    “No final, não consegui perguntar.”

    Inicialmente, eu ia perguntar sua identidade, mas estranhamente, a história caiu em um torpor. Por um momento, dei um chute no cobertor com os pés, enquanto lembrava do que tinha acontecido antes.

    “Por que fiz isso hoje?”

    Na verdade, a resposta já estava lá. É impossível que ele não saiba o que sinto quando estou apaixonada por alguém. Ciúmes, ostentar o quanto eu gosto dele, hoje teria sido um espetáculo.

    “Controle-se, Juvelian.”

    A cerimônia de maioridade ainda não aconteceu. Além disso, não sei como meu pai vai reagir sobre o Príncipe Herdeiro desta vez. Não pude relaxar facilmente porque minha Bandeira da Morte não foi resolvida. Se me envolvesse com o Príncipe Herdeiro ou a Princesa, tinha a intenção de romper o contrato por sua segurança pessoal. Então, tentei evitar criar expectativas falsas.

    “Levei isso para dizer sim, mas…”

    Olhei para o grampo que Max me deu. As luzes coloridas eram tão bonitas que meus olhos continuaram caindo sobre elas. Como quem me deu isso, olhei para meu grampo e pensei.

    “Vou ter a cerimônia de maioridade sem problemas. E se nada acontecer, então…”

    Fechei os olhos lentamente, cansada quando estava acordada, mesmo sonhando acordada.

    Quando Max voltou ao Palácio Imperial, era um momento ruim.

    — Senhor, aqui está.

    Quando Víctor trouxe o homem amordaçado, o olhar de Max ficou frio.

    — Solte a mordaça.

    Quando Víctor soltou o homem amordaçado, Max abriu a boca.

    — Quem te enviou?

    Ele respondeu com um sorriso à pergunta de Max.

    — A Imperatriz me enviou. Maldito carniceiro…

    Naquele momento, Max deu um chute no homem.

    Um, dois e vários golpes ecoaram na sala.

    Max voltou a perguntar ao homem sangrando.

    — Durante anos, nunca enviou um assassino de forma tão descarada como esta. Então não fale besteiras, me diga quem é o seu verdadeiro chefe.

    Já é o dia anterior ao banquete. Beatrice se movia ativamente e examinava tudo.

    — Ótimo, perfeito.

    A cena na sala do banquete, decorada com cortinas de ouro e vermelho, toalhas de mesa e a beleza de rosas vermelhas, era bela e bonita. Foi quando Beatrice segurava um ornamento tão satisfeito.

    — Vermelho e dourado, seu gosto é simples.

    Beatrice franziu a testa. Seu meio-irmão, que não queria parecer que estava vestindo uma armadura negra, a seguia por trás e interferia.

    “Esse homem costumava se esconder em seu quarto, mas por que hoje…”

    Ela olhava para Max, se perguntando se as criadas estavam com medo dele. Beatrice, que não o viu, disse friamente.

    — Se você não quer ajudar, por favor, vá embora, irmão.

    Max, que olhava

     fixamente para sua irmã, abriu lentamente a boca.

    — Você quer conversar comigo por um minuto?

    — Não tenho nada para dizer ao meu irmão.

    Max sorriu e abriu a boca diante das palavras rígidas de sua irmã.

    — Venha comigo.

    Beatrice franziu a testa ao ver seu meio-irmão, que normalmente nem sequer lhe dirigia a palavra, agora o fazia.

    “O que está acontecendo com ele?”

    Por um momento, Beatrice intuiu ao ver seu meio-irmão, que olhava para a sala de banquetes. O fato de, se ela o deixasse assim, ele continuaria a incomodá-la.

    “Oh, esse humano infeliz. Eu tenho que persegui-lo como sua esposa ou o que quer que seja.”

    Contra tais provocações, ela respondeu com graça e atenção.

    — Eu vou te acompanhar.

    Quanto tempo havia passado?

    Max virou-se para Beatrice.

    — Oi.

    A chamada repentina foi um simples “oi”. Beatrice se endireitou e olhou para seu meio-irmão.

    — O que?

    Ela respondeu deliberadamente impertinente, mas este irmão sortudo nem se moveu.

    “O que diabos ele está tentando dizer?”

    Eles não tinham falado muito um com o outro, mas não havia boas lembranças.

    — Se você não quer morrer, é melhor não se aproximar da sua mãe.

    Naquele momento, ela não conseguiu dizer nada porque estava com medo dos olhos jovens e brilhantes. Foi quando Beatrice mostrou sua determinação.

    Nesse momento, o irmão abriu a boca.

    — Não se afaste do salão de banquetes, se puder. Nem toque na boca com álcool.

    Beatrice falou, levantando um canto da boca com uma expressão desafiadora.

    — Você veio aqui para brigar comigo, é claro.

    — Por quê? Você teria se envenenado com álcool?

    Eles eram irmão e irmã, mas desde o nascimento eram inimigos, longe de serem amigáveis.

    Os olhos de Beatrice brilhavam de hostilidade, já que era sortuda por não trocar assassinos. Max, que olhava indiferente para seus olhos ardentes e coloridos, não demorou a suspirar.

    — Está claro que você está avisado.

    Beatrice, que observava Max se afastar, murmurou brevemente para si mesma.

    — Maldito louco, por que de repente você está falando bobagens antes do aniversário de outra pessoa?

    Por um momento, Beatrice sorriu com um sorriso febril, lembrando alguns dos hábitos de Juvelian.

    — Espero que você goste.

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