Capítulo 64
Hakan se instalou no quarto ao lado de Fidelis. Alvin e Zion voltaram para seus quartos. Zion tinha sua própria mansão, mas quando Fidelis desapareceu, ele ficou preocupado com Iseult e se mudou para este lugar.
Zion não queria deixar o lado de Iseult, mesmo que Fidelis tivesse voltado. Desde que se mudou, ele trouxe todo o seu trabalho extra para cá, então não precisava voltar para sua mansão. Harold voltou para casa, dizendo que voltaria na próxima vez. Edu e Essie seguiram Fidelis.
Depois de um banho rápido, Fidelis olhou para o seu quarto e ficou surpresa novamente. Ela já tinha ficado surpresa na primeira vez que entrou no quarto, e não pôde evitar se surpreender novamente ao vê-lo.
Seu quarto era muito espaçoso pela primeira vez na vida. Havia uma grande cama no quarto espaçoso, e acima dela pendia um lustre, o auge do esplendor.
A cama estava cheia de bonecas e havia todo tipo de lixo caro no chão. Havia inúmeros livros na estante da parede, e no quarto pendiam obras de arte de aparência cara.
E em cima do grande sofá, Edu e Essie dormiam em uma almofada macia.
Fidelis, que sorriu levemente para as duas, agora estava vestida com um simples pijama, que tinha o mesmo design do de Iseult.
— Pijamas combinando!
Depois que Iseult tomou um banho, ela abraçou seu corpo quente, que acabara de sair. Não parecia real, mesmo que a abraçasse várias vezes.
Era real, sua irmã voltou, estava na frente dela, com o mesmo pijama e podia dormir uma ao lado da outra na mesma cama com o mesmo pijama. Era algo que ela tinha imaginado várias vezes. Tinha a oportunidade de cantar uma canção de ninar como antes. Depois de dispensar as empregadas, Iseult pessoalmente penteou e secou seu cabelo.
— Eu também queria fazer isso.
— Eu gosto de tudo com minha irmã.
Murmurou Fidelis, fechando os olhos agradavelmente. Os olhos de Iseult doeram e ela franziu a testa. Quando Fidelis farejou, abriu os olhos e olhou para Iseult no espelho.
— …você está chorando?
— Porque eu gosto muito disso.
Fidelis, que se levantou de seu assento, se virou e olhou para Iseult. Fidelis esfregou o pescoço enquanto limpava as lágrimas de Iseult.
— Oh, hmm. Irmã, vamos nos deitar na nossa cama?
— Ainda não sequei seu cabelo…
— É suficiente. Está quase seco.
Iseult sorriu levemente, pegou sua mão e subiu na cama. Ela sempre estava sozinha na cama que pediu apenas para Fidelis, mas agora se deitou ao lado dela, a dona da cama. A alegria estava além de qualquer descrição.
— Você gosta desta cama, não é?
— Sim, nunca vi uma cama como esta.
Os travesseiros macios, a cama macia e os cobertores macios eram suficientes para aquecer o corpo cansado de Fidelis. Fidelis abriu os olhos para vencer o sono. Não podia dormir antes mesmo de conversar. Queria fazer o que Iseult queria.
O esforço imaginário foi tão fofo que Iseult riu ao olhar para ela. Então, enquanto arrumava o cabelo dela, Iseult começou a cantar uma pequena canção de ninar.
— Ainda não conversamos muito…
Falando em um murmúrio, Iseult beliscou dolorosamente a bochecha de Fidelis.
— Temos muito tempo. Certo, Reese? Você não vai mais deixar sua irmã…
— Claro.
— Então vamos para a cama agora. Você pode dormir confortavelmente. Eu estarei ao seu lado.
Fidelis adormeceu com uma sensação agradável. Foi só depois de ver Fidelis adormecer por muito tempo que Iseult também caiu em um sono profundo depois de segurar sua mão.
No dia seguinte, Fidelis, que acabara de acordar, ficou em branco e piscou. Na frente dela estava Iseult, que a olhou com olhos brilhantes quando acordou.
— Bom dia…
Ela cumprimentou Iseult com voz rouca. Comovida por isso, Iseult estremeceu e a abraçou.
— Sim, sim. Bom dia, irmã! Você dormiu bem, Reese?
— Sim, muito.
Fidelis, que sorriu alegremente, não mentiu. Era a primeira vez que dormia tão confortavelmente. Foi a primeira vez que ela dormiu até tarde e a primeira vez que alguém não a acordou.
Seu corpo e mente se renovaram e o humor estava tão bom que ela se sentiu nas nuvens. Iseult sorriu felizmente para Fidelis, que sorriu sem perceber.
Então ela se levantou e entregou a água sobre a mesa. Fidelis se levantou enquanto se contorcia na cama e bebeu depois que lhe entregaram água. Iseult voltou a colocar o copo sobre a mesa e arrumou o cabelo bagunçado de Fidelis.
— Não estava frio ou quente?
— Estava perfeito. O cobertor é bem macio.
Fidelis afundou o rosto no cobertor e resmungou como um gato. Enquanto rolava assim, ouviu uma batida do lado de fora.
— Reese, você está acordada?
— Hakan!
Quando ela o cumprimentou, sua risada refrescante chegou à porta. Iseult se levantou de seu assento, pegou sua jaqueta e a colocou sobre os ombros.
— Vamos, você pode sair agora. Use chinelos.
Tendo estado com ela a noite toda, pensou que não seria uma má ideia ser uma boa irmã que desse a Hakan um pouco de tempo, então Iseult a levou para Hakan. Quando abriu a porta com cuidado de chinelos, pôde ver Hakan sorrindo alegremente. Ele cobriu as bochechas de Fidelis e sorriu afetuosamente.
— Você dormiu bem?
— Sim, e você, Hakan?
— … não sei.
Hakan torceu suas roupas depois de um comentário vago.
— Reese deve estar com fome, então se lave rápido e vá tomar café da manhã, já é tarde.
— E Chester?
Assim que se levantou, o nome de Chester apareceu nos lábios de Fidelis e as sobrancelhas de Hakan se moveram, sem esconder seu desgosto por isso.
— Ele vem depois do almoço.
Ele sorriu timidamente quando ela mencionou o nome de Chester. Ele empurrou suavemente Fidelis para dentro.
— Lave-se e saia. Estarei esperando.
— Sim, vou me lavar rápido.
— Vá devagar.
Depois de um beijo cuidadoso no dorso da mão, fechou a porta. Iseult beijou-a no topo da cabeça e chamou as criadas. Duas mulheres que esperavam entraram e cumprimentaram educadamente.
— E o banho?
— Está pronto. Pode entrar.
— Posso fazer sozinha…
Ontem ela estava tão cansada que não conseguiu recusar a ajuda das criadas. Quando Fidelis recusou, Iseult balançou a cabeça firmemente.
— Não. Apenas relaxe e tome seu banho, Reese.
Sem chance de recusar novamente, Iseult a deixou apressadamente com as criadas e a empurrou para o banheiro. Fechou a porta e Iseult também foi se lavar.
Não é que ela odiasse as mãos das criadas. Era tão confortável que ela se sentiu culpada por estar tão à vontade, e a massagem lhe deu relaxamento suficiente. O banheiro era grande o suficiente para surpreendê-la, e a grande banheira estava cheia de pétalas com um aroma doce, só para Fidelis.
Mesmo depois de um banho refrescante, as criadas cuidaram de tudo sem que ela precisasse levantar um dedo. Se pudesse ajudar em algo, Iseult não a deixaria fazer, e até as criadas tinham pressa em impedi-la.
Finalmente, ela se sentou em silêncio e recebeu seu banho. Depois de simplesmente trançar o cabelo para uma refeição, com um vestido longo de cor rosa pálido, Fidelis pôde se levantar.
A razão pela qual havia uma roupa para a ocasião era porque Iseult a esperou incansavelmente e comprou tudo, incluindo o guarda-roupa. Tudo estava pronto para Fidelis desde o início.
— Reese, vamos às compras. Vou comprar tudo para você.
— Bem…
Fidelis olhou ao redor do quarto e balançou a cabeça.
— Já está cheio.
— Então vamos dar um passeio.
— Isso está bem.
Foi Fidelis quem respondeu imediatamente. Iseult riu da ideia de comprar isso e aquilo para ela durante o passeio. Quando abriu a porta e saíram, Hakan, que estava esperando, a cumprimentou.
— A comida já está pronta. Vamos?
Ela colocou a mão na palma que ele ofereceu educadamente. O calor foi sentido nas mãos um do outro. Depois de beijar cuidadosamente o dorso da mão, ele levou Fidelis para a sala de jantar. Em frente à mesa estavam Zion, Alvin, Edu e Essie.
— Edu, quando você chegou aqui?
[Ree-reese]
[Você se… lavou]
Olhou para os rostos brilhantes de Edu e Essie. Zion a viu, sorriu e abriu a boca.
— Lavei o rosto. Está limpo?
[E como… você se… sente?]
[Você está… fresca?]
— Sim, está refrescante.
Depois que Fidelis se sentou e acariciou Edu e Essie, todos entraram juntos na sala de jantar. Iseult, a dona da casa, sentou-se ao lado de Fidelis como ontem. Hakan também se sentou ao lado de Fidelis, como se fosse um lugar designado agora.
Alvin e Zion, Edu e Essie sentaram-se em frente dela.
Os olhos de Fidelis brilharam enquanto observava o banquete que era maior do que o de ontem. Ela era quem mais apreciava a comida desde ontem. Antes de pegar uma colherada, olhou para Alvin.
— Alvin, coma bastante. Você precisa comer muito para crescer.
— Sim!
— Oh, você comeu carne depois que a maldição foi levantada?
Quando ela tentou comer a salada à sua frente, Hakan levou a salada à boca dela primeiro. Ela naturalmente abriu a boca e comeu.
— Não, estava esperando Fidelis se juntar a mim.
Não havia como ele ter comido sozinho. Chester disse a todos que, na verdade, foi devido à atuação de Fidelis que a maldição foi quebrada. Mas ela removeu a maldição e desapareceu. Ele pensou que ela estava morta naquela época.
Alvin não foi descarado o suficiente para comer carne, e gostou que a maldição fosse resolvida, mas todos estavam tristes. Ele também tinha bons sentimentos por Fidelis.
— Então vamos comer carne esta noite.
Disse Iseult, colocando pão com manteiga na boca.
— Bem!
Alvin gostou, pegou a fruta à sua frente e a levou à boca. Chester estava tomando chá quando foi levado ao salão depois que terminaram a refeição, ouvindo o alvoroço.
— Chester!
— Fidelis, há quanto tempo.
Chester a cumprimentou naturalmente, como se nada tivesse acontecido.
— Ouvi dizer que você tem uma torre só para os alquimistas. Parabéns.
— Tudo isso é graças a Fidelis.
— O quê? Do que você está falando?
Chester estava ocupado zombando dela, apesar de ela negar com a mão. Então, ele ficou curioso sobre o estado de Fidelis.
Fidelis já havia repetido a mesma história pela terceira vez. Depois de ouvir, ele olhou para Edu e Essie com interesse.

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