— Você pode escrever seu nome agora, certo?

    — Claro. Tenho aprendido durante dias.

    Fidelis, sorrindo generosamente, escreveu seu nome claramente no caderno e Hakan a abraçou por trás, dizendo que sua caligrafia era linda e encantadora.

    Quando ela começou a aprender o alfabeto, teve dificuldades, pois todas pareciam iguais. Os textos em itálico eram ininteligíveis, fazendo seus olhos girarem.

    Mas, após vários dias de ensino alternado entre Iseult e Hakan, ela conseguiu aprender sem dificuldades e agora podia ler um livro comum, não apenas um livro de contos de fadas. Fidelis ficou feliz por ter uma boa capacidade de aprendizado e sorriu.

    — E o meu nome?

    — Claro que sei.

    Quando lhe ensinaram pela primeira vez, Hakan e Iseult escreveram seus nomes e ela os memorizou. Como alguém que se considerava igual a eles, Fidelis costumava rir em segredo.

    Não podia esquecer os nomes deles, claro. O nome de Hakan também estava escrito ao lado do de Fidelis.

    — Então, você também pode ler isso, certo?

    — O quê?

    — Vou escrever, então leia.

    — Vou ler tudo para você!

    Depois de beijar Fidelis na bochecha, ele escreveu uma frase no caderno.

    — O que você lê aí?

    — Mmm… vamos nos casar?

    — Sim, vamos nos casar.

    Quando ela leu naturalmente, Hakan respondeu com um pequeno beijo no pescoço. Finalmente, ela havia se acostumado, por isso pôde rir mais do que antes.

    — Hakan não parece se cansar.

    Ele segurou suavemente seu queixo e a girou como se não gostasse do que ela disse, continuando a seduzi-la tão naturalmente quanto respirar.

    — Não posso me cansar, isso é muito pouco tempo.

    Hakan, que estava puxando seu queixo para tentar beijá-la, naturalmente sentiu a força de uma mana familiar. Eça pegou Fidelis nos braços e se dirigiu para Iseult. Hakan de repente a abraçou e começou a correr, como se fosse algo urgente. Fidelis o chamou com cuidado.

    — Hakan?

    — Sim. Lembrei de algo que preciso fazer, então vou ali com Iseult.

    Ele abriu a porta do escritório depois de sorrir afetuosamente para ela.

    — … o que é isso?

    Hakan nunca visitava Iseult quando estava a sós com ela. Mas apareceu com Fidelis e estava dizendo algo com um rosnado. Ele gesticulou “diabo” para Iseult, para que Fidelis não visse, e Iseult franziu a testa e saltou de seu assento.

    — Reese, venha aqui.

    — … o que está acontecendo, Hakan?

    — Nada, só lembrei de algo importante. Volto já, então fique por aqui.

    Depois de um leve beijo na testa de Fidelis, ele desapareceu.

    — … o que foi isso?

    — O quê?

    — Mmm, não importa.

    Fidelis não queria se forçar a perguntar o que eles não queriam dizer. Ela tentou seguir fielmente o pedido que Iseult sempre fazia: “Não se preocupe com nada e aproveite sem pensar”. Isso era o que Iseult e Hakan mais queriam.

    Não importava o quanto pensasse, acreditava que era bom demais para ela, mas os dois diziam o mesmo a Fidelis, que sempre se preocupava com isso.

    “Se Reese gosta, eu também gosto.”

    “Estou feliz quando Reese está feliz.”

    Eram realmente duas pessoas encantadoras que só sabiam tratá-la bem.


    Embora estivesse irritado por seu tempo com Fidelis ter sido interrompido, Hakan imediatamente se dirigiu a um lugar onde sentia essa energia. Não estava longe. Uma vez capturada, a mana se manteve estável.

    Mesmo que escapasse, estava nas mãos de Hakan de qualquer maneira. Enquanto a perseguiam, ele viu um pequeno demônio correndo com força à sua frente. Hakan o agarrou imediatamente.

    — Você é um informante de Pecua?

    — Me solte, me solte!

    — … o que você está dizendo?

    Lecter fechou a boca como se tivesse ficado sem palavras. Descaradamente disse para soltá-lo, mas não podia deixá-lo ir. Como Pecua sugeriu, ele se dirigiu à mansão de Swaldgar, mas não esperava que Hakan estivesse lá.

    Por precaução, era tarde da noite…

    Deveria ter investigado mais antes de ir. Era tarde demais para se arrepender. Hakan apertou o pescoço de Lecter e se dirigiu à torre. Ele sabia que não responderia suas perguntas facilmente.

    Então era melhor capturá-lo vivo e prendê-lo. Harold, que estava por perto há algum tempo, se aproximou de Hakan e o cumprimentou.

    — O que está acontecendo?

    Como não respondeu à sua saudação, ele perguntou, e o olhar indiferente de Hakan se voltou para Lecter. Os olhos de Harold se arregalaram ao ver o pequeno demônio em sua mão.

    — Você é um demônio, não é?

    — Tem que estar relacionado com Pecua.

    — Finalmente temos uma pista.

    Harold não pôde esconder sua alegria. Hakan se dirigiu ao porão, jogou Lecter em algo que parecia uma prisão com barras.

    Ele estendeu uma barreira tão poderosa que nunca poderiam passar, e colocou um feitiço mágico na língua dele para que não pudesse morrer imprudentemente.

    Talvez um demônio tão fraco não fosse imortal, então ele fez isso. Hakan agora não deixava passar nem as menores coisas para evitar cometer erros.

    — Você não pode morder a língua assim.

    — Me solte, me solte!

    — Não pense que essas palavras inúteis vão me deter. Não vou deixá-lo ir.

    Os olhos de Hakan se acalmaram. Lecter, enfrentando uma parede cercada por estranhos traços, ele estremeceu sem querer.

    — Tenho que voltar para Reese agora.

    Enquanto olhava para Harold, Lecter gritou sem querer.

    — Aquela mulher, Fidelis também estava viva!

    — … é como você esperava?

    — Meu Deus!1

    Lecter respirou fundo bem baixo, seu rosto ficou pálido em um instante e seu corpo inteiro se enrijeceu. A presença de Hakan gerava medo mesmo sem se mover, estimulando o medo de Lecter. Ao olhar para a parede que afundava suavemente, os pelos se arrepiaram.

    — Sim, vim para ter certeza de que Fidelis estava viva.

    Ele, que já havia confirmado, começou a ficar com raiva silenciosamente. O corpo de Lecter se encolheu ao máximo por causa de seu surto implacável. Pecua os observava o tempo todo. Sua mandíbula estava cheia de força. Hakan olhou para Lecter sem piscar.

    — Pecua logo aparecerá na nossa frente, e não há razão para te manter vivo.

    Ele se aproximou lentamente da prisão. O homem era claramente um ser humano e ele mesmo um demônio, mas não conseguia pensar em uma maneira de vencer aquele monstro. Ia perder a vida assim? Seu cérebro, paralisado pelo medo, era incapaz de pensar normalmente.

    Desde o momento em que o nome de Fidelis saiu, seu impulso assassino começou a se intensificar. Harold também sentiu um arrepio por todo o corpo e não conseguiu se mover por um tempo. Mal conseguindo apertar os dentes, ele o chamou.

    — Hakan! Não está fazendo a senhorita Fidelis esperar?

    Seu ânimo relaxou instantaneamente. Harold e Lecter respiraram ao mesmo tempo, como se o ar tivesse voltado.

    — Deixe-me cuidar disso. Vou aprofundar tudo e te avisar!

    Quando Hakan viu os punhos cerrados de Harold cheios de determinação, olhou para Lecter, assentiu com a cabeça e desapareceu do lugar. Ao ser informado de que Fidelis o esperava,ele decidiu que não precisava mais estar ali.

    Cedo ou tarde, Pecua apareceria. Como o informante não apareceu, ele não poderia ficar quieto quando ouviu o boato de que Fidelis, que achava estar morta, estava viva. Harold sorriu ironicamente ao ver o lugar vazio onde Hakan desapareceu, e depois olhou para Lecter.

    — Bem, vamos nos divertir um pouco.

    — … eu… me solte!

    — Sabe de uma coisa? Minha especialidade é magia negra.

    — …

    — Eu sei usar maldições e magia das trevas muito bem. E mais uma coisa.

    Com o sorriso sinistro de Harold, Lecter engoliu em seco.

    — Eu odeio Pecua.

    Olhando para Harold, que cruzou os olhos maravilhosamente e sorriu alegremente, Lecter pensou que havia visto o diabo.


    Quando Fidelis adormeceu, Iseult se levantou cuidadosamente da cama e saiu do quarto, depois colocou vários guardas ao redor e um guarda capaz dentro do quarto. Todos se moviam silenciosamente e sem fazer barulho, seguindo as ordens de Iseult.

    Depois de verificar cuidadosamente a segurança de Fidelis, ela dirigiu-se ao salão. Quando entrou, Harold, Zion e Hakan estavam sentados.

    — Reese?

    — Ela adormeceu. Você não sabe o quão fofa ela é mesmo dormindo, não é?

    — Eu sei, mesmo sem ver.

    Hakan arqueou as sobrancelhas e respondeu como se não fosse perder, e Iseult sentou-se com um grande sorriso e cruzou as pernas.

    — Então, o que sabemos sobre o demônio?

    — Não é um demônio tão capaz quanto Pecua. Nem parecia forte. Parecia muito bom em esconder seus sinais.

    Em pouco tempo, Harold descobriu muitas coisas. Lecter, um pequeno demônio, foi bloqueado pelo cristal de Hakan e não pôde escapar.

    — Ele é imortal?

    — Acho que não.

    Ele usou magia negra para assustá-lo e fazê-lo falar. Ao contrário de Pecua, não sentia muita mana e sua resistência era pouca.

    Acima de tudo, ele tinha medo da morte. Ali, percebeu que nem todos os demônios eram imortais. Era impossível matá-lo para confirmar. Não era tão desumano.

    — Talvez eu deva investigar um pouco mais.

    Seus olhos brilhavam, ele obteve uma descoberta inesperada e queria ajudar Fidelis, claro, mas também queria estudá-lo.

    — E acho que ele estava ouvindo notícias sobre nós.

    — Por que está tão interessado em nós?

    Iseult ficou incomodada com as palavras de Hakan.

    — Quer ir ver o demônio?

    Com a sugestão de Harold, Iseult e Hakan balançaram a cabeça imediatamente.

    — Não vou deixar Fidelis sozinha.

    Ela está sob estrita segurança, mas a ansiedade era a mesma. Hakan ou ela mesma tinham que estar ao lado de Fidelis. Outros não eram confiáveis.

    — Eu ficarei ao lado de Reese, então vá e volte.

    — Isso é um não absoluto. Não pense em ver Reese dormindo.

    — Eu a verei todos os dias quando nos casarmos, de qualquer forma.

    — O quê?!

    Zion, que correu para Iseult, que estava prestes a desmaiar, agarrou-a pela costa e pressionou seus ombros.

    — E outro assunto está surgindo neste lugar…

    Harold murmurou ao ver os dois discutindo por coisas inúteis.

    — Talvez Pecua apareça em breve. O que você acha de mudar de assunto?

    Sentando-se confortavelmente no sofá novamente, Iseult suspirou. Todos assentiram em concordância com ela.

    — Não abaixe a guarda nem por um momento. Não se afaste do lado de Reese, se possível.

    — Desta vez, temos que garantir que nos livraremos daqueles que ameaçam Reese.

    Não havia nada que pudessem fazer a respeito dentro da mansão, mas a localização do predador mudou após saírem da mansão. Agora era a vez deles caçarem.

    1. Que irônico kkkkkkkkkkkkk[]
    Ajude-me a comprar os caps - Soy pobre

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