Placar: 0 x 0
    Cronômetro: 0 minutos

    O apito corta o ar.
    Nada de cerimônia, nada de respiro.
    Hiori já solta a bola para Akira como se os dois fossem um único cérebro dividido em duas pernas.

    E logo de cara fica claro:
    o Time Z não veio pra jogar — veio pra provar um ponto.

    A bola pinga entre Hiori e Akira numa velocidade que ninguém esperava nesses 5 dias.
    Passe curto.
    Passe longo.
    Tabelinha diagonal.
    Pivot.
    Giro.
    Pura sinfonia.

    Akira recebe perto da área.
    Ele gira o tronco, o pé já carregando intenção de morte.

    A Relíquia desperta.

    SHOOTER KICK.
    A Beretta espiritual surge atrás dele como um fantasma armado.
    A galera congela.
    É ele mirando… e aí—

    Kuro Aizawa aparece como um glitch no campo.

    Ele chega colado, pressão perfeita de zagueiro assassino.
    Não faz falta, não exagera, só toca.
    Só o bastante pra tirar 1% da mecânica do chute.

    E esse 1% é o suficiente pra transformar um míssil num chute comum.

    Jubei Arakami corta fácil e manda a bola longe.

    Akira morde a língua.
    …ele leu meu chute igual o Kira. De novo essa sensação…

    Arakami puxa o contra-ataque com sangue nos olhos.
    Sobe a cabeça e acha Zan Tetsuro na direita.

    Zan acelera.
    Velocidade grotesca.
    A grama grita quando ele passa.
    Keo tenta acompanhar, mas só vira fumaça atrás dele.

    No meio, Hiroto Nikoji abre a Visão Astral.
    Linhas azuis surgem.
    Trajetórias perfeitas.
    O campo vira um holograma vivo.

    Ele encontra Baraki infiltrando…
    Solta o passe…
    Mas Akira rasga o espaço, intercepta e reabre o jogo com Hiori.

    Ele e Hiori voltam à dança frenética.
    É hipnótico.

    Hiori cruza.
    Akira faz um corta-luz lindo.

    Renji pega.
    Solta.
    Genjiro recebe.

    Respira fundo.

    E ativa sua Relíquia:

    FALCON KICK.

    O chute rasga o ar.
    O holograma do falcão surge como um espírito vingador, voando direto para o ângulo…

    …mas Aizawa surge na linha.
    Cabeçada.
    Limpa.
    Cirúrgica.
    O estádio desaba em gritos incrédulos.

    Genjiro soca o ar:
    PORRA!

    Placar: 0 x 0
    Cronômetro: 3 minutos

    Akira olha Hiori de canto.
    O olhar diz tudo.

    — Mano… esse jogo vai ser uma briga de cérebros.
    — O Aizawa… eu suspeito que ele tenha a Visão Astral. E Nikoji… os olhos dele são iguais aos seus.

    Hiori respira fundo.
    — Eu percebi também.

    Akira fecha os punhos.
    Gelo e fogo na mesma mão.
    — Hora da carta na manga.

    Os dois começam a tabelar num ritmo tão absurdo que o Time U vira criança atrás de pião.

    Em segundos, Akira está dentro da área.
    Hiori lança por cima.

    Akira domina, vai tocar—

    E então…

    Uma cobra surgindo do chão.
    Real, feita de energia, se enrosca na bola e a puxa de volta para Aizawa.

    Até o narrador trava.

    Akira pisca duas vezes:
    — QUE PORRA FOI ESSA?

    Aizawa ergue a cabeça, calmo como quem não sente o peso do mundo nas costas.

    — Energia Requiem não é só visual… ela vira matéria também.”
    — Coisa linda…, murmura Akira, bufando.

    Aizawa dá um sorrisinho de canto:
    — Atacantes são ladrões. Eu sou um policial. Minha função é prender vocês.

    Akira cospe pro chão:
    — Tenta a sorte então, policialzinho de merda. Eu vou botar uma bola nessa rede. Nem que te QUEBRE no processo.

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    Cronômetro: 5 minutos

    O caos só começou.

    Placar: 0 x 0
    Cronômetro: 5 minutos

    Zan pega a bola na lateral, mas Keo — roubando os reflexos do Renji — se adianta no timing perfeito e trava.

    A bola sobra para Renji.
    Ele encontra Genjiro no bico da área.

    Genjiro chuta no instinto.
    Aizawa corta de novo.
    A muralha tá viva.
    Respira.
    Fala:

    — Vocês não vão passar por mim.

    Akira observa.
    Sente um arrepio subindo a espinha:
    Esse cara… Aizawa… ele é o tipo de zagueiro que destrói sonhos.

    Arakami recupera e liga outra transição rápida.
    Zan dispara como se tivesse foguete no calcanhar.
    Cruza pra Nikoji.

    Nikoji gira e ativa a Visão Astral de novo.
    Linhas. Rotas. O mapa perfeito.

    Ele acha Baraki infiltrando.

    Mas Akira pula na frente outra vez.
    Intercepção limpa.

    Nikoji nem parece irritado:
    — Você é bom, Akira. Mas hoje… você não marca.

    Akira tenta recompor com Hiori, mas Aizawa corta de novo, como se lesse pensamentos.

    Zan recebe.
    Explode em velocidade máxima.
    Cruza.

    Baraki domina.
    E então…

    O campo cala.

    A Relíquia dele surge.

    LION KING.

    O toque dele vira lei.
    A bola vibra.
    Sente medo.

    É como se o mundo aceitasse que Baraki não chuta…
    ele decreta.

    Ele ergue o pé.
    O chute não tem pressa.
    Não tem força exagerada.
    Só tem… autoridade.

    A bola sobe.
    Desenha a parábola perfeita.
    E escolhe o ângulo sozinha.

    O goleiro pula só por formalidade.

    O narrador explode:

    GOOOOOOOL DO TIME U!!!
    O REI BARAKI ABRE O PLACAR!

    Torcida ruge:
    — Baraaaaki! O rei do gol!

    Placar: 1 x 0 Time U
    Cronômetro: 10 minutos

    O caos ganhou nome.

    E o nome é Baraki.

    Placar: 1 x 0 Time U
    Cronômetro: 11 minutos

    A bola volta pro meio.
    Akira nem pensa: toca pra Renji.

    E ali, naquele microsegundo, Renji decide que não vai ser coadjuvante.

    A Relíquia explode.

    FREESTYLE MONSTER.

    É a primeira vez que ele usa num jogo real.
    A aura dele muda.
    O jeito de andar muda.
    O olhar vira o de uma fera afiada.

    Aizawa vai parar na frente — mas Renji só passa.
    Flui.
    Dribla.
    Desmonta.
    É freestyle puro, mas com a brutalidade de um monstro invisível empurrando o corpo dele pra frente.

    Ele acha Tsubasa Ryoma livre na esquerda.

    Tsubasa acelera como um foguete querendo quebrar a atmosfera.

    Do banco, Koa grita:
    — Vai lá e mostra o que a gente treinou, Pantera Vermelha!

    A mente de Tsubasa reponde:
    Para marcar… preciso ativar. Como Koa ensinou.

    A Relíquia acende.

    Técnica Atiradora da Pantera Vermelha — 44 Graus.

    A velocidade dele vira zigue-zague felino.
    Ele corre pela esquerda, mas os olhos dele estão fixos no ponto perfeito —
    44 graus, 19 metros do gol.
    O território sagrado dele.

    Ele corta por dentro com frieza.
    Entra na formação adversária como se tivesse lâmina nos pés.

    Um toque.
    Centraliza.
    Carrega o chute.

    E solta uma curva venenosa que dança no ar rumo ao canto.

    A rede explode.

    **GOOOOOOOOOOOOOL DO TIME Z!!

    TSUBASA RYOMA EMPATA!!!

    Placar: 1 x 1
    Cronômetro: 15 minutos

    Koa levanta do banco como um general que viu seu plano funcionar.

    — Agora, Camaleão… e Gênio… é com vocês.

    Nakki abre um sorriso provocador.
    Keo esbarra ombro com ombro.

    — Ei, Keo… nossa vez.
    — Vamos fazer o plano virar realidade, Nakki.

    FLASHBACK — O CT PRIVADO DE KOA

    O lugar parece laboratório secreto de atleta.

    Koa encara os três como se estivesse avaliando diamantes brutos.

    — Tsubasa, Keo, Nakki. Venham.

    Tsubasa pergunta:
    — O que você quer da gente, Koa?

    O técnico cruza os braços.

    — Eu vejo futuro em vocês três.

    Ele aponta pra Tsubasa:
    — Você… nasceu pra ser Pantera Vermelha. Qual é o seu sonho?

    — Quero usar minha velocidade pra marcar meus próprios gols. Sem depender de ninguém.

    — Então crie uma Relíquia que te permita isso.
    Pra marcar 99% dos chutes, encontre sua zona perfeita.

    Tsubasa acena, decidido.

    Koa olha pra Keo:
    — E você, Camaleão… o que quer?

    — Quero copiar qualquer coisa. Jogadas simples… e até Relíquias.

    — Então desenvolva uma que faça exatamente isso.
    — Eu vou.

    Por fim, Koa encara o “gênio” Nakki.

    — E você gênio?

    Nakki respira fundo.
    — Quero criar jogadas sem depender de ninguém.

    Koa sorri de canto.
    — Isso não nasce de uma Relíquia.
    Isso nasce de vontade. De visão.
    Mas se você já sabe o caminho… então vá.

    Nakki fecha o punho:
    — Eu já sei como me tornar o melhor.

    O flash dissolve.

    A bola volta pro Time U.

    Nikoji comanda o ataque, Visão Astral aberta, vendo cada linha possível no campo.

    Ele enxerga Baraki correndo no espaço perfeito.
    O passe tá pronto pra sair.

    Mas…

    Keo ativa sua Relíquia.

    COPIA E COLA.

    Uma cobra roxa surge do chão —
    exatamente igual à de Aizawa, mas envenenada de outra vibe.

    Ela pega a bola pra Keo.

    Do banco, Koa grita:
    — Sua hora de brilhar, Camaleão!

    Keo não perde tempo.

    A Relíquia ainda ativa, ele copia a de Renji:

    FREESTYLE MONSTER.

    O corpo dele muda.
    Ele dribla Arakami como se estivesse dançando em cima da água.
    Limpo.
    Mortal.
    Rápido demais.

    Ele chega no ponto perfeito pro chute…

    E copia a terceira:

    LION KING.

    O toque final é majestoso.
    A bola sobe com elegância.
    Rumo ao ângulo.
    Aizawa não alcança.
    É impossível.
    Já era.

    Mas então…

    O chão vibra.

    Aizawa ativa sua própria Relíquia:

    DEFESA DA SERPENTE.

    O corpo dele desliza pelo campo como uma cobra gigante feita de aura.
    A velocidade é absurda.
    Anormal.
    Injusta.

    Ele corta o chute no último milissegundo.

    Keo morde o lábio:

    — Maldito!

    Genjiro dá um soco no ar:
    — Se continuar assim, a gente perde…

    Akira coloca a mão no ombro dele.
    O olhar dele é outro.
    É predatório.

    — Relaxa.
    Eu ainda nem comecei a mostrar o que tenho.

    E ali, por um instante,
    o caos sorri.

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