Capítulo 9 - O Começo do Caos: Time Z VS Time U
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O apito corta o ar.
Nada de cerimônia, nada de respiro.
Hiori já solta a bola para Akira como se os dois fossem um único cérebro dividido em duas pernas.
E logo de cara fica claro:
o Time Z não veio pra jogar — veio pra provar um ponto.
A bola pinga entre Hiori e Akira numa velocidade que ninguém esperava nesses 5 dias.
Passe curto.
Passe longo.
Tabelinha diagonal.
Pivot.
Giro.
Pura sinfonia.
Akira recebe perto da área.
Ele gira o tronco, o pé já carregando intenção de morte.
A Relíquia desperta.
SHOOTER KICK.
A Beretta espiritual surge atrás dele como um fantasma armado.
A galera congela.
É ele mirando… e aí—
Kuro Aizawa aparece como um glitch no campo.
Ele chega colado, pressão perfeita de zagueiro assassino.
Não faz falta, não exagera, só toca.
Só o bastante pra tirar 1% da mecânica do chute.
E esse 1% é o suficiente pra transformar um míssil num chute comum.
Jubei Arakami corta fácil e manda a bola longe.
Akira morde a língua.
— …ele leu meu chute igual o Kira. De novo essa sensação…
Arakami puxa o contra-ataque com sangue nos olhos.
Sobe a cabeça e acha Zan Tetsuro na direita.
Zan acelera.
Velocidade grotesca.
A grama grita quando ele passa.
Keo tenta acompanhar, mas só vira fumaça atrás dele.
No meio, Hiroto Nikoji abre a Visão Astral.
Linhas azuis surgem.
Trajetórias perfeitas.
O campo vira um holograma vivo.
Ele encontra Baraki infiltrando…
Solta o passe…
Mas Akira rasga o espaço, intercepta e reabre o jogo com Hiori.
Ele e Hiori voltam à dança frenética.
É hipnótico.
Hiori cruza.
Akira faz um corta-luz lindo.
Renji pega.
Solta.
Genjiro recebe.
Respira fundo.
E ativa sua Relíquia:
FALCON KICK.
O chute rasga o ar.
O holograma do falcão surge como um espírito vingador, voando direto para o ângulo…
…mas Aizawa surge na linha.
Cabeçada.
Limpa.
Cirúrgica.
O estádio desaba em gritos incrédulos.
Genjiro soca o ar:
— PORRA!
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Akira olha Hiori de canto.
O olhar diz tudo.
— Mano… esse jogo vai ser uma briga de cérebros.
— O Aizawa… eu suspeito que ele tenha a Visão Astral. E Nikoji… os olhos dele são iguais aos seus.
Hiori respira fundo.
— Eu percebi também.
Akira fecha os punhos.
Gelo e fogo na mesma mão.
— Hora da carta na manga.
Os dois começam a tabelar num ritmo tão absurdo que o Time U vira criança atrás de pião.
Em segundos, Akira está dentro da área.
Hiori lança por cima.
Akira domina, vai tocar—
E então…
Uma cobra surgindo do chão.
Real, feita de energia, se enrosca na bola e a puxa de volta para Aizawa.
Até o narrador trava.
Akira pisca duas vezes:
— QUE PORRA FOI ESSA?
Aizawa ergue a cabeça, calmo como quem não sente o peso do mundo nas costas.
— Energia Requiem não é só visual… ela vira matéria também.”
— Coisa linda…, murmura Akira, bufando.
Aizawa dá um sorrisinho de canto:
— Atacantes são ladrões. Eu sou um policial. Minha função é prender vocês.
Akira cospe pro chão:
— Tenta a sorte então, policialzinho de merda. Eu vou botar uma bola nessa rede. Nem que te QUEBRE no processo.
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O caos só começou.
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Zan pega a bola na lateral, mas Keo — roubando os reflexos do Renji — se adianta no timing perfeito e trava.
A bola sobra para Renji.
Ele encontra Genjiro no bico da área.
Genjiro chuta no instinto.
Aizawa corta de novo.
A muralha tá viva.
Respira.
Fala:
— Vocês não vão passar por mim.
Akira observa.
Sente um arrepio subindo a espinha:
— Esse cara… Aizawa… ele é o tipo de zagueiro que destrói sonhos.
Arakami recupera e liga outra transição rápida.
Zan dispara como se tivesse foguete no calcanhar.
Cruza pra Nikoji.
Nikoji gira e ativa a Visão Astral de novo.
Linhas. Rotas. O mapa perfeito.
Ele acha Baraki infiltrando.
Mas Akira pula na frente outra vez.
Intercepção limpa.
Nikoji nem parece irritado:
— Você é bom, Akira. Mas hoje… você não marca.
Akira tenta recompor com Hiori, mas Aizawa corta de novo, como se lesse pensamentos.
Zan recebe.
Explode em velocidade máxima.
Cruza.
Baraki domina.
E então…
O campo cala.
A Relíquia dele surge.
LION KING.
O toque dele vira lei.
A bola vibra.
Sente medo.
É como se o mundo aceitasse que Baraki não chuta…
ele decreta.
Ele ergue o pé.
O chute não tem pressa.
Não tem força exagerada.
Só tem… autoridade.
A bola sobe.
Desenha a parábola perfeita.
E escolhe o ângulo sozinha.
O goleiro pula só por formalidade.
O narrador explode:
GOOOOOOOL DO TIME U!!!
O REI BARAKI ABRE O PLACAR!
Torcida ruge:
— Baraaaaki! O rei do gol!
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O caos ganhou nome.
E o nome é Baraki.
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A bola volta pro meio.
Akira nem pensa: toca pra Renji.
E ali, naquele microsegundo, Renji decide que não vai ser coadjuvante.
A Relíquia explode.
FREESTYLE MONSTER.
É a primeira vez que ele usa num jogo real.
A aura dele muda.
O jeito de andar muda.
O olhar vira o de uma fera afiada.
Aizawa vai parar na frente — mas Renji só passa.
Flui.
Dribla.
Desmonta.
É freestyle puro, mas com a brutalidade de um monstro invisível empurrando o corpo dele pra frente.
Ele acha Tsubasa Ryoma livre na esquerda.
Tsubasa acelera como um foguete querendo quebrar a atmosfera.
Do banco, Koa grita:
— Vai lá e mostra o que a gente treinou, Pantera Vermelha!
A mente de Tsubasa reponde:
Para marcar… preciso ativar. Como Koa ensinou.
A Relíquia acende.
Técnica Atiradora da Pantera Vermelha — 44 Graus.
A velocidade dele vira zigue-zague felino.
Ele corre pela esquerda, mas os olhos dele estão fixos no ponto perfeito —
44 graus, 19 metros do gol.
O território sagrado dele.
Ele corta por dentro com frieza.
Entra na formação adversária como se tivesse lâmina nos pés.
Um toque.
Centraliza.
Carrega o chute.
E solta uma curva venenosa que dança no ar rumo ao canto.
A rede explode.
**GOOOOOOOOOOOOOL DO TIME Z!!
TSUBASA RYOMA EMPATA!!!
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Cronômetro: 15 minutos
Koa levanta do banco como um general que viu seu plano funcionar.
— Agora, Camaleão… e Gênio… é com vocês.
Nakki abre um sorriso provocador.
Keo esbarra ombro com ombro.
— Ei, Keo… nossa vez.
— Vamos fazer o plano virar realidade, Nakki.
FLASHBACK — O CT PRIVADO DE KOA
O lugar parece laboratório secreto de atleta.
Koa encara os três como se estivesse avaliando diamantes brutos.
— Tsubasa, Keo, Nakki. Venham.
Tsubasa pergunta:
— O que você quer da gente, Koa?
O técnico cruza os braços.
— Eu vejo futuro em vocês três.
Ele aponta pra Tsubasa:
— Você… nasceu pra ser Pantera Vermelha. Qual é o seu sonho?
— Quero usar minha velocidade pra marcar meus próprios gols. Sem depender de ninguém.
— Então crie uma Relíquia que te permita isso.
Pra marcar 99% dos chutes, encontre sua zona perfeita.
Tsubasa acena, decidido.
Koa olha pra Keo:
— E você, Camaleão… o que quer?
— Quero copiar qualquer coisa. Jogadas simples… e até Relíquias.
— Então desenvolva uma que faça exatamente isso.
— Eu vou.
Por fim, Koa encara o “gênio” Nakki.
— E você gênio?
Nakki respira fundo.
— Quero criar jogadas sem depender de ninguém.
Koa sorri de canto.
— Isso não nasce de uma Relíquia.
Isso nasce de vontade. De visão.
Mas se você já sabe o caminho… então vá.
Nakki fecha o punho:
— Eu já sei como me tornar o melhor.
O flash dissolve.
A bola volta pro Time U.
Nikoji comanda o ataque, Visão Astral aberta, vendo cada linha possível no campo.
Ele enxerga Baraki correndo no espaço perfeito.
O passe tá pronto pra sair.
Mas…
Keo ativa sua Relíquia.
COPIA E COLA.
Uma cobra roxa surge do chão —
exatamente igual à de Aizawa, mas envenenada de outra vibe.
Ela pega a bola pra Keo.
Do banco, Koa grita:
— Sua hora de brilhar, Camaleão!
Keo não perde tempo.
A Relíquia ainda ativa, ele copia a de Renji:
FREESTYLE MONSTER.
O corpo dele muda.
Ele dribla Arakami como se estivesse dançando em cima da água.
Limpo.
Mortal.
Rápido demais.
Ele chega no ponto perfeito pro chute…
E copia a terceira:
LION KING.
O toque final é majestoso.
A bola sobe com elegância.
Rumo ao ângulo.
Aizawa não alcança.
É impossível.
Já era.
Mas então…
O chão vibra.
Aizawa ativa sua própria Relíquia:
DEFESA DA SERPENTE.
O corpo dele desliza pelo campo como uma cobra gigante feita de aura.
A velocidade é absurda.
Anormal.
Injusta.
Ele corta o chute no último milissegundo.
Keo morde o lábio:
— Maldito!
Genjiro dá um soco no ar:
— Se continuar assim, a gente perde…
Akira coloca a mão no ombro dele.
O olhar dele é outro.
É predatório.
— Relaxa.
Eu ainda nem comecei a mostrar o que tenho.
E ali, por um instante,
o caos sorri.

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