Capítulo 106: Pesadelo se inicia.
……..
— —eu…
………
…
— não—
…
………
— Mereço—
Tudo isso…
Tempo, longo tempo, que se passa.
Estava deitado, chorava, apertava seu próprio peito.
Como tudo isso era cruel. O peito apertava tanto que parecia que estava sem ar. Sufocado em sua própria hipocrisia. A dor que ele causou, nem se compara com a dor que sentia.
As lágrimas não acabavam, a culpa, consumia ele extremamente. Matou, com as próprias mãos. Não tinha como escapar disso.
Ele matou a pessoa que amava. E não tinha como trazer ela de volta. Por que ele deveria continuar tentando? Qual o motivo ele deveria continuar?
A pessoa que ele mais amava morreu. Ela cuidou dele, ela viveu com ele. A sua dor aumentava mais. Quanto mais pensava em como ele foi imprudente em ter matado sem pensar.
Quis proteger seu mestre e para quê?
Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia. Matou Dalia.
Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela. Matou Dalia. Matou ela.
Matou Matou Matou Matou Matou Matou Matou
Matou
Matou Matou Matou
Matou Matou Matou Matou Matou Matou Matou Matou Matou
Matou
As vozes não paravam, não conseguia conscientizar com o fato, seu coração perdia para um peso descomunal. Sua respiração estava densa, estava febril. Apertava, segurava o próprio peito e apertava para tentar controlar o próprio aperto no coração. Suava frio, sua espinha dava-lhe choque. Suas unhas arranhavam sua pele. Sua respiração sufocava, estava oscilando.
Sentia-se enjoado, queria vomitar, mas não conseguia, o ácido estava na sua garganta, tossia, engolia. Ele bateu a cabeça na cabeceira da cama para tentar juntar a própria desolação, arrastou seu corpo pela cama. Sua barriga dobrou-se.
— Eu tô mal.
Estava enjoado. Estava com ânsia. Estava péssimo. A vontade de vomitar vinha e ia, até que então, não aguentou. Todo conteúdo estomacal saiu do próprio corpo, como se fosse rejeitado.
— Eu matei—
Vomitou mais, degolou mais. O ácido amarelo junto das comidas que tinha comido do dia anterior. Caiam no chão, a barriga debulhava, fazia sons muito estranhos, ela doía, ela debulhava.
Kim se levantou e correu para o banheiro do quarto e começou a engolir água. Engolia, engolia, e vomitava, estava fazendo uma limpeza de todo seu intestino.
Não tinha mais nada dentro dele, nem comida, nem água, nem alma. Apenas vazio completo. Quanto mais se sentia enjoado, tentando vomitar algo que não existia mais, mais se sentia vazio.
Ele matou ela.
Ele matou eles.
Matou. Matou. Matou.
Quanto mais seu pensamento pulsava em sua mente doía cada vez mais. Mais ele sentia a pressão do fracasso que ele era. Mais ele se culpava pelos fracassos que teve. No fim, estava vazio…
— Quanto mais eu mereço sofrer?
A maldição da Peste foi algo que algum demônio horrendo colocou no seu coração. A peste não era apenas a maldição que causava morte por deteriorar as coisas vivas. Mas selava o destino.
Apenas de Kim estar perto, pessoas morreriam.
Apenas de Kim estar perto, pessoas ele mataria.
Apenas dele estar perto, a morte chegaria.
Matou.
Matou.
Matou; sofreu; agonizou; deitou; chorou; perdeu; desolou; bateu; mordeu; apertou; colou; soluçou; inguiou; arranhou; matou; matou; matou; matou.
Dormiu.
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Kizimu e Aisha estavam a noite toda vendo o anime, toda aquela emoção de ver aquele protagonista superando cada vez mais os problemas que surgiram. Estava em êxtase, esquecendo toda a dor que sentiu.
Viram o famoso “Me escolha”
Kizimu ficou emocionado com a cena, as lágrimas da pouca perna, todo o desdobrar de tudo, formava como perfeito. O fim da temporada, a manhã que se desdobrou, ali a luz se formava iluminando pela janela.
— Aaaah, que anime incrível! — Espreguiçou pelo cansaço.
— Sim, isso foi cinema. — Aisha abraçou seu irmão que estava sentado ao seu lado na cama.
Kizimu sentiu o calor do abraço e ficou bastante feliz. Saber que sua irmã estava ao seu lado a todo momento deixava ele seguro de suas emoções.
— Poxa, Pandora não veio para cá.
— Ela deve ter dormido.
— É…
Ficou triste pelo fato de ter ficado longe dela. Queria estar perto dela também. Queria estar perto das pessoas que amava. E sim, Kizimu depois de ver a segunda temporada, começou a entender ainda mais o que era amor.
Ainda mais sobre beijo, o anime teve uma cena de beijo linda, e emocionante, no qual Kizimu ficou encantado e com o coração quente. Assistir anime era um bom jeito de entender mais sobre sentimentos e sobre o mundo.
— Certo, vamos dormir um pouco? Ao menos devemos descansar para o problema que vai surgir.
— Sim, eu também estou bem cansada. Vou dormir como uma pedra.
Aisha se espreguiçou.
— Deixa eu colocar o alarme para daqui a pouco, temos que estar preparados.
— Sim. Sim.
Kizimu deitou-se na cama, se ajeitou nas cobertas.
— Licençaa.
Aisha adentrou as cobertas, e abraçou seu irmão, o calor de ambos se contemplou e a felicidade se excedeu — Mas…
Um Estrondo Percorreu Como Um Eco Profano Em Todas As Paredes.
Ambos os irmãos se sentaram na cama, onde o estrondo tremeu todas as paredes. Pareceu até que o ar se distorceu por um momento. Algo errado profanou as paredes e os céus.
Kizimu se levantou da cama, e olhou para a janela, quando o céu começou a escurecer. Algo consumiu os céus. Aisha ficou ao seu lado, quando viram a escuridão contemplar tudo.
A escuridão contaminou aquela manhã tão bela. Tudo foi apagado com um umbra profundo. Mais algo aconteceu. O céu tremeu, uma luz intensa cruzou os céus e começou a perfura-lo.
A luz — Vermelha como sangue puro, mais intenso que a vida, mais carmesim do que pétalas de rosas, mais rubras do que a raiva. Mais escarlate do que um ruby. Sim, o infravermelho que estourou nos céus contaminou toda aquela amplidão, a escuridão foi tomada, tudo foi renascido, e no fim, os céus ficaram avermelhados.
— Isso é…
— O pesadelo.
Antes que Kizimu e Aisha pudessem imaginar, antes que tudo pudesse tomar posse, antes deles pudessem repousar, antes que pudessem meramente pregar seus olhos, no fim, eles foram tomados pelo rubra.
Tudo estava tão vermelho e tão quente que parecia contaminar tudo, algo parecia errado. Talvez tão essencial quanto um miasma, só que mais profundo do que toda a essência da vida.
Aquela cor se excedeu e apenas a penumbra vermelha do céu avermelhado, de um sol que foi consumido pela escuridão, e por um vermelho real, vivo.
— Temos que agir…
— Agora!
Kizimu e Aisha estavam decididos, eles juntos correram para fora da cela.
D—————L—————F
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Hora do chá
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Yahalloi
CaiqueDLF aqui!
É assim se encerra a calmaria e entra diretamente e tempestade. Coisas surreais estão prestes a causar.
O que será que é o pesadelo? O que vai acontecer? Qual será a provação que eles terão que enfrentar?
Estejam preparados para ver isso. Amanhã às 20:15
Bem, assim se encerra o Capítulo 1.
Próximo capítulo; Capítulo 2: Início do pesadelo (107 – 111)
Bye, bye
Ass: CaiqueDLF

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