Capítulo 122: Jogo Político
Um gato mata um rato e depois é morto por um cachorro… como resultado existe uma proliferação de roedores e eventualmente uma crescente de outros gatos pelo aumento da comida… por fim, os ratos acabam e os gatos morrem de fome… por isso a política é importante, mesmo que nela ainda existam cachorros.
Rascunhos de um interesseiro.
Deixando todos novamente em choque. Uma veia saltou na mão de Kali ao mesmo tempo, em que um sorriso apareceu no rosto de Veritas. Li olhou na direção do homem, que com uma expressão solene não desviou o olhar que encarava o Imperador, tornando impossível saber exatamente o que ele estava pensando. Selene também estava extremamente confusa, ela não gostava e muito menos confiava em alguém como Wang para se ter como companheiro.
— Interessante… — comentou o Imperador.
Ao seu lado, o príncipe primogênito sorriu levemente. Dentre os três descendentes da família real, ele era o mais afeiçoado a política, ver o jogo acontecendo como um espectador o empolgou.
“Agora… como as peças se moverão…” pensou.
— Veritas — Demetrios se direcionou diretamente ao Deus que estava sentado logo atrás de Wang. — Você não me parece incomodado com o pedido.
— Vossa majestade, Xu já havia expressado diretamente a mim o seu desejo de entrar na facção de Arcádia, por já termos conversado sobre antes, esse pedido não vem como uma surpresa.
Kali, no entanto, era a mais surpresa com o acontecimento, mas não da forma que esperavam.
“Então aquelas palavras…” Pensou, lembrando-se da mensagem que o meio elfo havia levado a ela algum no dia anterior. “Quando a hora chegar de retribuir o meu favor, espero que você não me decepcione, minha sobrinha… então era sobre isso que ele estava falando… mas, por quê?”
Olhando na direção de Veritas, a deusa não notou nenhuma movimentação na sua expressão ou olhar. Enquanto isso, sussurros e cochichos surgiam entre os membros da facção de Arcádia, especialmente o grupo de Jihan, que nutria ressentimento contra o albino.
— Será que a senhora ira aceitar? — perguntou Fynn.
— Matheus? — Glória direcionou a pergunta para o líder.
— Provavelmente…
— ‘Provavelmente’? — retrucou o homem que havia consertado seu mullet. — Por que ela faria isso?
— É só um palpite, especialmente depois do pedido de Jihan, se ela não aceitasse poderia abrir espaço para questionamento… não acho que ela se importe com o pedido em si, afinal, Li é só um novato, mas uma pessoa na posição que ela tem não pode abrir espaço para ser questionada.
— Eu odeio política… — acrescentou a latina.
“Mover o próprio filho para Arcádia não lhe trara nenhuma vantagem… muito pelo contrário, é entregar um refém nas minhas mãos sob as minhas ordens… o que você está pensando, tio?” pensou a Deusa.
— Então, Kali, tem alguma coisa a dizer? — perguntou o Imperador.
“Se eu aceitar, farei exatamente o que ele quer, se não, mancharei minha imagem, afinal, na reunião de agora a pouco ele foi o que mais advogou contra a punição pela falha de segurança durante o torneio… além disso, Jihan acabou de fazer algo parecido…” Raciocinou rapidamente. “Droga, é melhor lidar com uma coisa de cada vez.”
— Não tenho nenhuma objeção, mas saiba que não terá nenhuma vantagem de nascimento ou por ter ganho o nível 2 do torneio, em Arcádia todos nascemos do mesmo sangue e viemos do mesmo barro, entende isso?
— Sim, senhora — respondeu educadamente.
— Então, acho que estamos resolvidos…
CLAP
Batendo a palma das mãos, uma centena de homens e mulheres trajados entraram no salão simultaneamente. Alguns deles carregavam instrumentos musicais, outras mesas e recipientes, outros apenas estavam trajados de branco com uma gravata preta.
— A todos os presentes, os meus mais sinceros agradecimentos por terem participado, e com isso, com os poderes investidos a mim, eu encerro o Torneio Anual de Erebus! — declarou eloquentemente o Imperador. — Por favor, sirvam-se!
CLAP CLAP CLAP
Palmas ecoaram por todo o salão e a conversa voltou a correr dominando todo o ambiente rapidamente. Claramente, o tema central era sobre os pedidos de Jihan e Wang.
— Eu posso, posso?
— Claro, mas só me acompanhe, sem gracinhas.
— Sim, pode deixar!
Enquanto Li estava perdido em pensamentos, duas figuras desceram pelas escadas e interromperam seu atordoamento.
— Você deve ser Li.
Retomando seu foco, percebeu que um homem imponente estava a sua frente.
— Vossa alteza…
— Por favor, pode me chamar de Victorios, não somos tão distantes de idade também, então nada de usar senhor. — Seus olhos dourados que lembravam o mais puro ouro eram reluzentes, já seus cabelos eram como fios trançados de fios de puro sol. Além disso, sua pele levemente morena contrastava perfeitamente com seus outros traços. O homem lembrava-o da representação folclórica do que seria de fato um Deus.
— Sim, sen… digo, Victorios…
— Assim esta melhor… essa aqui é…
— Nina Anthrópinos Galheiros Sentinus I… mas pode me chamar de Nina… — A menina baixinha o olhava de baixo como uma fã encara um ídolo.
“É assim que a Lorena se sente quando conversa com a Selene… é um pouco esquisito…” Pensou
— Eu… te incomodo, senhor Siriús…? — Perguntou, o encarando com olhos ainda mais reluzentes do que os de seu irmão.
— De forma alguma, senhorita! — respondeu imediatamente. — Só não estou acostumado a lidar com figuras ilustres… muito menos ser o centro de tantas atenções…
— Bem, não deveria ter tido um desempenho tão espetacular então… muito menos feito um pedido tão… diferente.
— Espero não ter causado problemas…
— Não se preocupe, na verdade, como as limitações que os pedidos impõem não são explicitas, você poderia, por exemplo, ter pedido a minha irmã em casamento.
COF COF COF
Li tossiu, engasgando com a própria Saliva.
— Victorios! — gritou a menina, socando o braço do irmão com a pouca força que tinha.
— É brincadeira, só estou brincando!
— Idiota!
Vendo a interação entre os parentes, Li sorriu. Ele não havia tido tempo de julgar o caráter do homem, mas conseguia pelo menos entender de que o apreço que ele tinha pela sua irmã era genuíno.
— De qualquer forma… sei que é seu dia agora, mas já que estamos aqui, gostaria de já prestar sua visita aos cofres reais?
— Aos cofres reais?
Li parou por um segundo.
“Como vou saber reconhecer o que é um item de valor…” pensou.
— Posso levar alguém comigo?
— Ah… infelizmente, por razões de segurança apenas a pessoa permitida pelo Imperador pode entrar… isso inclui até mesmo nos dá família real, o único motivo de estarmos entrando hoje é já termos adquirido a permissão com nosso pai.
— Entendi…
— Mas não se preocupe — disse Nina. — Se tiver alguma dúvida pode falar comigo que eu te ajudo!
Sorrindo levemente, ele respondeu.
— Fico mais tranquilo dessa forma, vamos então?
— Claro, me siga.
De longe os companheiros de Jihan o observaram se afastando.
— Aonde ele está indo? — perguntou Matheus.
— O vi junto do primogênito e de sua irmã, não precisamos nos preocupar — respondeu Hans.
— Certeza de que não? O Li não é muito convencional quando se trata de costumes em Erebus — avisou Fynn.
— Vai ficar tudo bem, ele não é bobo — retrucou Glória.
Enquanto caminhavam pelos corredores, Nina aproveitou o silêncio para falar sem parar.
— Foi tão legal quando você desceu dos céus e BAM atingiu aquele monstro, eu estava paralisada de medo, mas foi lindo!
— Fico feliz que tenha visto a apresentação.
— Além disso, quando você estava prestes a perder… a menina gritou pedindo ajuda e suas energias pareciam ter voltado e então, e então… Ouoooo… parecia uma cena de romances…
Ouvindo, Li deixou escapar uma expressão ligeiramente preocupada.
— Senhor Siriús, você está preocupado com ela?
— Ah…, sim, um pouco…
— Não precisa se preocupar, eu falei com meu pai e se alguém machucar ela vai ter que se ver comigo!
— Você conhece a Lisa? — perguntou, curioso.
— Bem, eu a vi uma vez, nos temos quase a mesma idade, então ela sempre me acompanhou quando visitei a igreja com meu pai.
— Serio…?
— Aqui, chegamos — Victorios interrompeu o dialogo dos dois assim que chegaram a um grande portão.

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