Índice de Capítulo

    Colin estava sentado, os cotovelos apoiados nas coxas, a cabeça baixa em contemplação. O silêncio foi quebrado abruptamente quando Ayla e Brighid adentraram o aposento, os olhos arregalados de preocupação.

    — O que aconteceu? — Ayla perguntou, a urgência em sua voz. — O que foram todas aquelas notificações?

    Colin levantou a cabeça, os olhos brilhando com uma intensidade quase selvagem.

    — Tornei Morwyna minha consorte — disse ele calmamente. — Provavelmente foi isso.

    Brighid franziu o cenho, preocupação desenhando seu semblante.

    — Colin, você deveria pensar nas consequências de fazer isso com um oráculo — advertiu, sua voz carregada de cautela. — Não sabemos o que resultará disso, nem se estamos a salvo da influência das entidades que a habitam.

    Colin balançou a cabeça, impaciente.

    — Não temos tempo para isso — respondeu ele. — Pelo menos vocês duas ganharam 100 pontos de atributos em tudo. Isso deve servir para alguma coisa.

    Ayla virou-se para Brighid, a dúvida nos olhos.

    — Podemos mesmo usar o poder dessas entidades?

    Brighid suspirou, refletindo.

    — Inicialmente, não — admitiu. — Mas não sei ao certo, é a primeira vez dividindo a alma com um oráculo. Precisaremos ser cautelosas…

    Ela fez uma pausa, ponderando.

    — Precisamos treinar. O poder que recebemos é como um livro cheio de conhecimento. Temos que estudá-lo, meditando e treinando.

    Ayla soltou um suspiro pesado.

    — Colin, você vai mesmo ficar na cidade?

    Ele assentiu, um sorriso sombrio se formando em seus lábios.

    — É nossa melhor saída. Vou esperar as coisas piorarem — respondeu ele, o tom frio e calculista. — Para que meus homens fiquem com raiva e lutem mais impiedosamente.

    — E quanto tempo isso vai levar? — perguntou Brighid. — Você prometeu que não iria nos deixar…

    — Os planos mudaram, Brighid. Usem esse tempo para se fortalecer, eu ficarei bem.

    Cabisbaixas, elas se entreolharam.

    Suspirando, ele ergueu-se, retirando o anel de Claymore do dedo e apoiando na mesa, caminhando até uma adega no fim do quarto.

    — Anton vai partir com vocês junto com alguns fiéis. Falei com alguns anões na fronteira da extinta Noron com o norte, eles vão nos enviar dezenas de Wyverns para o transporte. São em torno de 1500 pessoas contando com Elfos, refugiados e fiéis. Nossos cofres estão vazios. 

    — Estamos falidos? — indagou Ayla e Colin assentiu.

    — Por enquanto. Runyra está condenada, é melhor saírem daqui antes que tudo isso piore.

    — Mas e resto do povo, não vão achar que estamos os abandonando? — perguntou Ayla.

    Sem cerimônia, Colin agarrou uma garrafa de vinho, tirou a rolha com os dentes e bebeu tudo em segundos. Após um suspiro lento, ele apanhou outra garrafa.

    — Vou contar uma história do meu mundo — começou ele. — No século XV, em um país chamado Inglaterra, houve um rei chamado Henrique V. Seus homens estavam exaustos, em menor número e encurralados pelos franceses em Agincourt. Todos pensavam que a batalha estava perdida, que seu rei os havia abandonado à derrota certa.

    Ayla ouviu atentamente, seus olhos fixos nele.

    — Mas Henrique V não os abandonou — continuou Colin, sua voz ganhando força. — Ele voltou, montado em seu cavalo, andando entre suas tropas, falando com cada soldado, dando-lhes coragem. Ele disse que, mesmo em menor número, eles lutariam até o fim. E naquela manhã chuvosa, contra todas as probabilidades, os ingleses venceram. Henrique V transformou uma derrota certa em uma das maiores vitórias da história.

    Ele fez uma pausa, deixando a história ressoar no silêncio da sala.

    — As pessoas pensaram que seu rei havia os abandonado, que não havia esperança. Mas ele voltou, e juntos, eles conquistaram uma vitória que parecia impossível. — Colin caminhou até elas, seus olhos queimando de determinação. — É isso que faremos. Quando todos pensarem que estamos derrotados, quando a esperança parecer perdida, nós voltaremos. E venceremos.

    Ayla sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

    — Havia outro, o chamavam de Alexandre, o Grande — começou ele. — Um jovem rei, assumiu o trono de um lugar chamado de Macedônia e em poucos anos conquistou um império que se estendia da Grécia ao Egito e até a Índia. Isso seria do tamanho do império do sul, mas naquela época, foi um feito e tanto. Ele nunca duvidou de sua própria grandeza, e essa confiança inabalável o levou a vitórias impossíveis.

    Ele fez uma pausa, observando o impacto de suas palavras naquelas duas.

    — E Júlio César? — continuou ele. — Cruzou o Rubicão, desafiando o Senado romano e conquistando Roma. Ele sabia que não poderia ser derrotado, e essa certeza o transformou em um dos maiores líderes da história do meu mundo.

    Colin entregou uma garrafa a cada uma de suas esposas.

    — E havia o maior de todos — continuou ele sua voz ecoando pelas paredes de pedra. — Um rei que unificou a Europa em um tempo de caos e trevas. Ele construiu um império sobre as cinzas da queda de Roma, e sua vontade de ferro trouxe ordem e progresso onde antes havia apenas destruição. Não lembra algo?

    Ele fez uma pausa, bebendo metade da garrafa.

    — Carlos Magno sabia que para manter o controle, ele precisava da lealdade inquestionável de seus seguidores. Ele não permitia dúvida, não aceitava fraqueza. E por isso, seu nome ecoa pelos séculos como o do grande imperador que ele foi.

    Colin ergueu a garrafa de vinho e, em um único movimento, esvaziou-a completamente.
     
    Bam!
     
    O som da garrafa se chocando contra a mesa ecoou pela sala, como um trovão após um relâmpago. Ele olhou diretamente para suas esposas, seus olhos brilhando com uma intensidade beirando o sobrenatural.

    — Eu sou como Carlos Magno — disse ele, sua voz carregada de poder, penetrando suas mentes e reverberando em suas almas. — O melhor, o mais forte. Não serei derrotado.

    Ayla e Brighid sentiram um calafrio percorrer suas espinhas, como se a própria essência de Colin estivesse se infiltrando em seus corpos, infundindo-lhes com sua determinação inabalável, seu poder.

    Era como se a presença dele fosse uma força tangível, uma corrente elétrica que pulsava através delas, carregando-as com a mesma intensidade feroz que ardia nos olhos de Colin.

    — Odeio quando vocês duvidam de mim, me questionam.

    Sua declaração final caiu sobre elas como um martelo, esmagando qualquer resquício de incerteza.

    Era impossível não sentir o peso da autoridade do marido. O poder de suas palavras não deixou espaço para hesitação.

    Ambas se encontraram respirando em sincronia com ele, seus corações batendo ao ritmo da confiança e da força que emanavam do Conquistador.

    A determinação dele se tornou a delas, e naquele momento souberam que seguiriam seu rei até o fim do mundo, sem questionar. 

    — Brindem comigo — ordenou ele, erguendo outra garrafa. — Ao nosso sucesso, à nossa força. A Runyra e ao nosso legado!

    Sem hesitar, elas entornaram a garrafa, só pararam quando estava vazia.

    — Nós três nunca dormimos juntos, mesmo vocês sendo minhas esposas — disse, a voz um pouco alterada. — Não sei quanto tempo vamos ficar sem nos ver, então queria fazer isso com as duas, não temos tempo.

    Ayla e Brighid se entreolharam, a surpresa e a curiosidade nos olhos. Colin sorriu, um sorriso que carregava desejo.

    — Está tudo bem. Não há nada aqui que vocês já não tenham visto.

    Ele se aproximou de Brighid, começando a beijá-la suavemente, descendo pelo pescoço. Brighid, inicialmente hesitante, murmurou: — As crianças não vão ouvir?

    Colin balançou a cabeça. — O quarto delas fica do outro lado do corredor. E quando a porta está fechada, ninguém nos incomoda.

    Ayla observava, a tensão lentamente se dissipando à medida que o desejo tomava conta. Ela já havia imaginado aquele cenário na mente algumas vezes, mas nunca pensou que se concretizaria.

    Colin, sentindo a mudança no ar, estendeu a mão para ela também.

    Ela hesitou um breve instante, mas a necessidade de proximidade e desejo a arrastou para a companhia deles, seus corpos se entrelaçando em um abraço que oferecia tanto conforto quanto uma febril expectativa.

    Colin observou suas esposas, seus olhares turvos e brilhantes, um reflexo tanto do vinho quanto da excitação que não cessava de crescer.

    O poder de suas palavras breves já havia capturado seus corações, e agora ele se preparava para a intimidade de um ritual privado.

    Com uma calma meticulosa, ele começou a remover as roupas delas, peça por peça, como se estivesse desnudando algo de imenso valor.

    Suas mãos moviam-se com uma precisão quase cerimonial. Primeiro, ele desabotoou o vestido de Brighid, seus dedos trabalhando com uma destreza que parecia respeitar a essência do tecido.

    O vestido escorregou lentamente pelos ombros dela, caindo ao chão com um sussurro de seda.

    Ayla, observando com um olhar de crescente antecipação, sentiu seu próprio vestido sendo desabotoado logo em seguida.

    A embriaguez que as envolvia havia dissipado qualquer resquício de hesitação ou vergonha. Colin desceu suas mãos pelo corpo de Ayla com um toque de reverência e exploração, sentindo a maciez de sua pele exposta enquanto a despia completamente.

    Brighid, agora completamente nua, avançou em direção a Colin com uma determinação ardente. Suas mãos, firmes e decididas, começaram a despir o rei com uma urgência palpável, suas ações alimentadas por um desejo que não podia mais ser contido.

    O calor dos corpos se fundia, uma mistura de pele e respiração que intensificava a excitação que pairava no ar. O ambiente estava carregado, um calor tão tangível que parecia queimar.

    Quando finalmente todos estavam despojados de suas vestes, Colin puxou Brighid e Ayla para a cama com um gesto firme e possessivo.

    Seus corpos se entrelaçaram em um abraço apertado, e a cama tornou-se um campo de exploradores, com Colin e as duas mulheres trocando beijos e toques apaixonados.

    A noite avançava em um ritmo lento e cadenciado, como se o tempo estivesse se desenrolando com uma paciência quase mística.

    Brighid foi a primeira a soltar um gemido suave e trêmulo, sua voz um sussurro de prazer enquanto Colin explorava cada curva de seu corpo com beijos intensos. Ao lado deles, Ayla acariciava Colin, sentindo o calor dele em sua pele e compartilhando o calor da experiência.

    Nota do autor: Daqui pra baixo é putaria, sinta-se livre pra pular.

    O rei se voltou para Ayla, seus lábios encontrando os dela em um beijo profundo e apaixonado, enquanto suas mãos continuavam a explorar o corpo de Brighid.

    O calor e a intensidade do momento formavam uma conexão elétrica e intensa, um entrelaçar de corpos e almas que criava uma atmosfera de desejo e devoção.

    Cada movimento era uma coreografia íntima e ancestral, um entrelaçar de corpos que parecia dançar ao ritmo de uma melodia primordial. Gemidos de prazer se fundiam com suspiros de satisfação, e a cama rangia sob o peso dos corpos entrelaçados, como se estivesse protestando contra a intensidade da noite.

    O Conquistador, com um domínio absoluto, alternava entre suas esposas com um cuidado meticuloso, garantindo que cada uma recebesse a atenção e o prazer que desejava. Ele conhecia cada curva, cada desejo, como se fossem notas de uma sinfonia que ele tocava com maestria.

    Brighid soltou um gemido profundo quando Colin a beijou entre as coxas, seu corpo arqueando-se em resposta à onda de prazer. Ayla observava a cena com um olhar intenso, mordendo o lábio inferior enquanto Colin se movia entre elas, seus olhos brilhando com um desejo que parecia incandescer.

    O quarto estava saturado com os sons de prazer, e a noite parecia se estender eternamente. À medida que as horas passavam, a dinâmica entre os três começou a mudar. O ritmo, antes lento e cadenciado, acelerava, uma urgência crescente tomando conta de cada toque e cada movimento.

    Colin, sentindo uma nova onda de ímpeto, deixou seu lado mais bárbaro se manifestar. Seus movimentos tornaram-se mais rápidos e agressivos, um estilo que suas esposas conheciam e apreciavam, pois refletia a habitual impetuosidade do marido. Ele puxou Ayla para mais perto, suas mãos firmes em suas costas, enquanto a beijava com uma paixão voraz, cada contato carregado de uma necessidade visceral.

    Ayla gemeu, suas unhas cravando-se nas costas de Colin, deixando marcas profundas em sua pele dura como aço. O prazer e a dor se fundiam, intensificando a experiência com uma combinação selvagem de sensações.

    Brighid se uniu ao frenesi com a mesma energia, suas mãos explorando o corpo de Colin com um fervor que igualava o dele.

    A excitação de Brighid crescia ao testemunhar a paixão desenfreada entre seu marido e a mulher que considerava uma irmã, seu próprio desejo alimentado pela visão ardente diante dela.

    Os gemidos de Ayla se tornaram mais agudos e intensos quando Colin a penetrou com um ritmo firme e decidido. Ela segurou os ombros dele com força, suas unhas deixando novas marcas na pele áspera de seu esposo. Brighid, ao lado deles, observava com uma excitação crescente, ansiosa por sua vez, mergulhando na intensidade que envolvia o trio.

     Colin se virou para Brighid, puxando-a para si.

    Ela arfou quando ele a beijou com força, suas línguas se entrelaçando em um beijo ardente enquanto ele ainda estava dentro de Ayla, os gemidos dela ficando mais altos até que ela chegou ao clímax.

    Eles se beijaram, até que Ayla saiu de seu colo, dando lugar a Brighid. Colin a deitou na cama, suas mãos segurando firmemente seus quadris enquanto ele a penetrava com força.

    Brighid gemeu alto, suas unhas também cravando nas costas de Colin, deixando rastros de prazer e dor, algo que ele passou a amar.

    Ayla, ainda ofegante, se aproximou e começou a beijar o pescoço de Colin, suas mãos explorando o corpo dele.

    Esses três se moviam em uma sincronia perfeita, seus corpos entrelaçados em uma dança de puro desejo, paixão e luxúria.

    Os gemidos de prazer enchiam o quarto, o som das respirações pesadas e dos corpos se chocando, criando uma sinfonia erótica.

    Colin alternava entre suas esposas, suas investidas rápidas e agressivas. Ele segurava Ayla pelos cabelos, puxando-a para um beijo feroz enquanto suas mãos exploravam cada centímetro de seu corpo.

    Brighid, ao lado deles, gemeu alto quando Colin a puxou de volta para ele, suas mãos apertando firmemente seus quadris enquanto a penetrava com ainda mais força.

    A intensidade aumentava a cada momento, os três completamente entregues à luxúria. Os corpos suados e ofegantes se moviam juntos, a cama rangendo sob o peso e a força de seus movimentos.

    As unhas de Ayla e Brighid deixavam marcas profundas nas costas de Colin, cada arranhão aumentando ainda mais sua excitação.

     




     

    Enquanto a madrugada avançava, a intensidade entre eles não diminuía.

    O ambiente estava carregado de desejo e necessidade crua, transformando Colin de um marido em um senhor, e suas esposas em servas, prontas para atender a cada um de seus comandos.

    Ele as manobrava com autoridade, suas mãos firmes guiando cada movimento com precisão. Ayla e Brighid, seus rostos ainda corados e olhos semicerrados de prazer e exaustão, obedeciam sem questionar.

    Suas mentes estavam enebriadas demais para pensar, e elas não queriam questionar, não queriam que aquilo terminasse.

    O conquistador movia-se entre elas com uma autoridade inquestionável, cada gesto e ordem reforçando sua posição dominante.

    Seu olhar era frio como a lâmina de uma espada, cortante e sem piedade, ele não precisa ter e elas não queriam que ele tivesse.

    — No chão, as duas — ordenou, a voz firme e implacável.

    Sem uma palavra de protesto, elas obedeceram, descendo ao chão com uma obediência silenciosa.

    De joelhos, suas mãos apoiadas no chão, as duas mulheres olhavam para ele com um misto de submissão e desejo. Colin deu um passo atrás, seus olhos observando-as com uma intensidade quase predatória.

    — Vão ficar sem isso por um tempo, então aproveitem — disse ele, sua voz carregada de uma promessa implícita.

    Ele sentia uma onda de excitação ao vê-las naquela posição, submissas e prontas para atender a cada um de seus desejos.

    A visão das duas prostradas diante dele, completamente sob seu domínio, alimentava seu ego e seu prazer, reforçando a sensação de poder absoluto que ele exercia sobre elas.

    Ele se aproximou novamente, colocando uma mão firme na cintura de cada uma, suas presenças imponentes criando uma sensação de antecipação palpável no ar.

    Colin inclinou-se, seu corpo robusto e dominante pairando sobre elas como uma sombra inevitável. Montou em Brighid primeiro, suas mãos segurando firmemente seus quadris, guiando seus movimentos com a precisão de um mestre.

    Ayla virou o rosto, observando a expressão extasiada da irmã enquanto aguardava sua vez, seus olhos fixos na cena diante dela.

    Colin as movimentava com uma facilidade que falava de sua força e controle, trocando-as de posição como peças em um tabuleiro de xadrez.

    Seus comandos eram precisos e firmes, sua mão puxando os cabelos de Ayla enquanto a penetrava novamente, suas investidas rápidas e agressivas.

    A sensação de poder sobre elas alimentava o rei, alimentava sua visão distorcida de amor a elas.

    Para ele, não havia nada que afirmasse mais seu domínio do que aquilo.

    Ele as usava como queria.

    Ayla e Brighid, apesar da exaustão, seguiam suas ordens com fervor, seus corpos respondendo a cada comando com uma necessidade desesperada de satisfazê-lo.

    Suas formas tremiam sob o peso e a força de Colin, os gemidos crescendo em volume à medida que a intensidade aumentava.

    Influenciadas uma pela outra, mas principalmente pelo domínio irresistível de seu marido, Ayla e Brighid se entregaram completamente.

    Seus corpos e mentes estavam cativados pela presença avassaladora do rei. Unhas arranhavam o chão de pedra, os gemidos se fundindo em uma sinfonia de prazer enquanto ele continuava a montá-las com fervor implacável.

    Colin, sentindo a onda crescente de prazer novamente, aumentou o ritmo, suas mãos firmes e controladoras segurando suas cinturas com autoridade.

    Ele se movia com uma combinação de poder bruto e precisão, um verdadeiro bárbaro, um animal se movendo por instinto.

    A noite havia sido consumida naquela intimidade animalesca e cheia de luxúria.

    À medida que os primeiros raios de sol começavam a iluminar o horizonte, Colin sabia que era hora de terminar.

    O dia estava nascendo e suas esposas logo partiriam. Ele intensificou seus movimentos, garantindo que o domínio dele estivesse gravado em suas mentes antes de se separarem.

    Desvencilhando-se, Colin se sentou na beirada da cama. — De joelhos — ordenou, sua voz rouca e carregada de autoridade. As duas prontamente obedeceram, ajoelhando-se aos pés da cama. Colin as observou com um olhar predatório, seu corpo irradiando poder e controle.

    Ele sentiu um prazer sombrio ao ver como elas se submetiam. O castelo estava despertando, e alguns já caminhavam pelos corredores, se dirigindo ao topo do palácio e se preparando para a partida.

    No entanto, o corredor do quarto do rei costumava permanecer vazio, longe de olhos curiosos, pois os servos conheciam bem o que acontecia lá dentro.

    Contudo, nem todos estavam cientes dessa regra.

    Morwyna caminhava pelo corredor. Seu cabelo preso em um rabo de cavalo. Ela usava uma blusa branca de botões, o tecido fino e bem ajustado ao corpo, contrastando com a austeridade de suas calças escuras.

    Um cinto de couro marrom marcava sua cintura e as botas de couro, gastas pelo uso, mas ainda robustas, completavam o conjunto.

    Ela parou diante da porta do quarto de Colin, levantando a mão para bater. Mas antes que seus nós dos dedos tocassem a madeira, algo chamou sua atenção.

    Uma fresta na porta estava entreaberta, e a luz que escapava do quarto projetava sombras no corredor escuro.

    Curiosa, ela se aproximou mais, espiando pelo espaço estreito.

    O que viu a fez congelar, o coração batendo forte no peito. Colin estava sentado na beira da cama, nu, sua presença dominante e imponente como de costume.

    Suas duas esposas, Ayla e Brighid, estavam ajoelhadas à sua frente, suas cabeças inclinadas em submissão e reverência.

    O rosto de Morwyna ficou vermelho de imediato, o calor subindo pelo pescoço até as bochechas.

    Seus olhos se arregalaram, fixos na cena íntima e poderosa. Ela tentou desviar o olhar, mas parecia incapaz de se mover, paralisada pela mistura de choque, curiosidade e uma estranha sensação de fascínio.

    O silêncio do corredor parecia amplificar cada pequeno som que vinha do quarto. O leve murmúrio das vozes de Ayla e Brighid, a respiração controlada de Colin, o crepitar distante das tochas nas paredes.

    Morwyna sentiu seu coração acelerar, sua mente inundada por uma miríade de pensamentos conflitantes.

    Ela sabia que deveria se afastar, respeitar a privacidade do momento. Mas algo a prendia ali, uma força invisível que a mantinha enraizada no lugar.

    O poder que Colin exalava era quase palpável, e Morwyna sentiu uma onda de respeito misturada com uma atração inexplicável.

    O conquistador agarrou os cabelos de Brighid com violência, puxando-a para um beijo profundo e possessivo. Seus lábios se moviam com urgência, e Brighid gemeu em resposta, suas mãos se apoiando nos ombros dele. Ele a soltou abruptamente e se voltou para Ayla, segurando-a pelo queixo e forçando seus olhos a encontrarem os dele.

    — Você também — murmurou, antes de beijá-la com a mesma intensidade. Ayla arfou, suas mãos instintivamente se levantando para segurar os pulsos de Colin, mas ela não resistiu. Ele se afastou, deixando ambas ofegantes e ansiosas por mais.

    — Logo é hora de vocês irem, vamos terminar com isso.

    Suas mãos acariciavam os cabelos delas de maneira possessiva.

    Ele as guiou para mais perto de seu membro, rígido como aço, e elas obedeciam, deixando-se levar, suas mãos e bocas atendendo a cada comando de Colin, seus movimentos carregados de uma combinação de devoção e desejo.

    Colin sentia o ápice do prazer se aproximando, e com ele, uma onda de excitação crescente, um desejo primordial de concluir aquela noite de luxúria de maneira absoluta, dominante.

    Seus movimentos se aceleraram, a respiração pesada e irregular, a consciência aguda de que o clímax estava próximo.

    Ele se afastou abruptamente de Ayla e Brighid, que estavam de joelhos diante dele, seus corpos exaustos e ainda ansiando por mais.

    Com um olhar de comando, segurou seus cabelos, inclinando suas cabeças para trás. Seus rostos estavam corados, os olhos brilhando com a mesma mistura de submissão e desejo que ele havia cultivado durante toda a noite.

    — Fiquem assim — ordenou, sua voz grave e rouca, enquanto seu corpo tremia de antecipação. Elas obedeceram sem hesitar, suas respirações ofegantes e os olhos fixos em Colin.

    Com um gemido final de prazer, Colin atingiu o clímax, finalizando em seus rostos. Ambas, com as feições manchadas, mantiveram-se imóveis, aceitando seu domínio com uma devoção silenciosa.

    Colin respirava pesadamente, observando-as com um olhar satisfeito e possessivo.

    Sentia-se poderoso, cada fibra de seu ser, reforçando a sensação de controle e autoridade que ele exercia sobre suas esposas.

    Ele se inclinou, tocando gentilmente os rostos delas, seus dedos traçando linhas suaves nas suas bochechas.

    Ayla e Brighid olharam para ele com adoração, seus corpos ainda tremendo levemente de satisfação.

    — Agora vão se trocar, tomar um banho, vocês partem em algumas horas, não deixem as pessoas esperando — ele disse, sua voz suave, mas ainda com uma nota de comando.

    A ordem de Colin reverberava em suas mentes, um eco persistente que as impelia a agir. O efeito do álcool havia se dissipado há horas, mas a intensidade das palavras dele ainda reverberava com uma urgência que elas não podiam desconsiderar.

    Compartilhar a cama com o marido era uma experiência nova para ambas, uma fusão de excitação e prazer que deixou uma marca profunda em seus corpos e mentes.

    Colin se afastou e caminhou até a gaveta do quarto, abrindo-a lentamente. Retirou uma caixa de cigarros e, após acender um, deu uma longa tragada.

    A fumaça serpenteava no ar, formando uma nuvem espessa que ele expeliu com um suspiro profundo. Sentou-se na beira da cama, seus olhos fixos no canto do quarto, perdidos em pensamentos distantes.

    — Era o preferido do Dasken — murmurou ele, a voz arrastada e reflexiva.

    Ayla, ainda ajoelhada e observando-o com curiosidade, franziu o cenho. — Desde quando você fuma?

    Colin deu outra tragada, mantendo os olhos fixos no vazio, como se procurasse algo além das paredes do quarto. — Eu não fumo — respondeu ele. — O que vocês ainda estão fazendo aqui?

    A luxúria da noite intensa ainda estava impressa em seus corpos, um resquício tangível da paixão que haviam compartilhado.

    Sem questionar, Ayla e Brighid levantaram-se, sentindo a urgência nas palavras de Colin. Obedeceram sem hesitar, seus corpos ainda ressoando com a lembrança da experiência compartilhada.

    Elas se dirigiram ao banheiro em silêncio, suas mentes ainda capturadas pela intensidade da noite.

    Colin as observou desaparecer pela porta, um sorriso enigmático brincando em seus lábios. Ele deu uma última tragada no cigarro, a fumaça se espiralando no ar antes de se dissipar lentamente.

    — Não sei como Dasken gostava disso, o gosto é horrível.

    Finalmente, Morwyna conseguiu recuperar um pouco de controle sobre si mesma. Deu um passo para trás, as pernas trêmulas, tentando reunir forças para se afastar. Mas as imagens já estavam gravadas em sua mente, e ela sabia que aquela visão a acompanharia por muito tempo.

    Com um último olhar furtivo, ela se virou e caminhou de volta pelo corredor, o coração ainda disparado.

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