Capítulo 477 - Dejavu.
Colin se virou para Ryan, observando-o com o olhar afiado. Ryan estava preso, seus movimentos limitados por correntes de pedra que emergiam do chão, envoltas em magia.
— Ele nem me viu chegando! — exclamou Leona.
Colin se aproximou lentamente, quando parou diante de Ryan, ele o observou por um momento, avaliando a situação.
— Vou levá-lo para dentro — Colin disse finalmente. — Você deve ter muita informação escondida, acertei? Deve ser um lacaio leal aos apóstolos.
Ryan ergueu o olhar, os olhos fixos em Colin. — Eu não vou dizer nada! — afirmou, sua voz cheia de desafio.
Colin deu de ombros, um gesto quase despreocupado, mas havia um brilho frio em seus olhos.
— Quero ver você dizer isso com uma adaga enfiada no joelho — respondeu ele. — Vamos levá-lo para as masmorras.
Antes que qualquer um pudesse reagir, um arrepio percorreu suas espinhas, o tipo de sensação que antecede algo terrível.
Todos instintivamente olharam para cima, onde Coen estava flutuando sobre eles, envolto em seu círculo mágico. O ar ao redor dele parecia ondular com poder, e havia um brilho gélido em seus olhos que fez o coração de Colin bater mais rápido.
“Pai? Se ele está aqui, então…”
— Se afastem, agora!
Colin berrou, mas a ordem foi seguida quase que em um frenesi, pois uma nevasca poderosa desceu do céu com a força de um golpe divino, congelando tudo ao redor de Ryan em um instante.
A terra que antes prendia Ryan se quebrou, estilhaçando-se como vidro, e como se fosse puxado por uma força irresistível, Ryan foi levantado do chão.
Walorin surgiu das sombras, apanhando Ryan e o colocando nos ombros com facilidade.
Ao lado de Walorin estavam figuras que Colin reconheceu de imediato: a Bruxa, Var’on, e Bleda. Eles haviam aparecido como espectros, emergindo da tempestade de gelo como se fizessem parte dela.
— E aí, Colin! — cumprimentou Walorin. — Não tem para onde fugir dessa vez, né?
A surpresa era evidente no rosto de Colin e de seus companheiros.
Todos eles surgindo ali, naquele momento, era mais do que alarmante; era um sinal claro de que algo maior estava em jogo.
Colin apertou os punhos, a tensão percorrendo seu corpo exausto. Ele já havia enfrentado Milveg e mal tinha forças para continuar de pé, quanto mais para enfrentar outro combate. Mas o que realmente o deixava nervoso era a presença de Coen.
O fato de Coen estar ali, nunca aparecendo levianamente, só aumentava o peso da situação.
— O que vocês querem? — Colin perguntou, sua voz agora carregada de cautela. Ele estava nervoso, e com razão. Cada músculo em seu corpo estava em alerta máximo, esperando o pior.
— Fiz uma aposta — disse Coen. — A criatura que vive debaixo da cidade apareceria, mas seria por pouco tempo. Claro, ela não poderia aparecer quando estivéssemos enfrentando vocês, então sua batalha contra o apóstolo veio a calhar. — Ele abriu um sorriso convencido. — Estamos completamente livres de surpresas agora.
“Esse é o pior cenário possível…”, pensou Colin. “Mas o que ele veio fazer aqui, me matar? Isso não é bom, se eu morrer, Brighid, Ayla e Morwyna também… tenho que cancelar os pactos!”
Coen apontou o indicador para Heilee.
— Dê ela para mim, filho, e nenhum de vocês precisa se machucar.
Todos eles suaram frio.
“Heilee? Mas… é claro, ela foi feita com partes da raiz da grande árvore, não posso deixar que a levem.”
Esboçando um sorriso de canto, Colin estalou os dedos.
— Você não vai tocar nela.
Coen retribuiu o sorriso. — Que pena.
“Ele está esperando que eu ataque com tudo primeiro?”, pensou Colin, concentrado. “Não, provavelmente meu pai já previu isso… então o que eu deveria fazer? Certo, meu pai deve estar esperando um ataque meu, mas e os outros caídos? Só preciso de um movimento preciso, mas eles estão de olho em mim, não é como se eu pudesse me mover livremente…”
— Devia desistir, garoto — disse Bledha. — É para o seu próprio bem.
Crunch!
Algo veio de longe, atingindo a cabeça de Bledha, abrindo um buraco. Os caídos arregalaram os olhos, e essa era a distração que Colin esperava.
— Passos Fantasmas!
Crunch! Crunch! Ting!
Ele apareceu ao lado de Walorin, banhando sua espada com o máximo de mana que conseguiu. O caído sequer viu a espada de Colin separar sua cabeça do corpo.
O olhar do rei então focou na bruxa. Novamente, ele ativou os passos fantasmas, cortando-a ao meio e usando novamente, mas Var’on conseguiu se defender com uma lâmina de vácuo, afastando Colin.
Os três corpos caíram, despencando de grandes alturas.
Fora uma ação rápida, sequer durou meio segundo.
Coen olhou para de onde havia vindo o golpe que nocauteou Bledha. Kurth estava lá, em cima de uma torre, seus olhos sérios.
— Incrível habilidade, garoto — gracejou Coen. — Uma mana tão refinada que nem mesmo vi chegando. Deve ter pensado que não conseguiria me acertar, por isso focou nos meus companheiros… uma decisão acertada, mas saiba que poderia ter acabado comigo… Seu ataque não funcionará novamente.
— Conheço o seu rosto! — respondeu Kurth. — Foi você que enfeitiçou Safira naquele dia. Senhor Colin comentou de você, não vai fazer minha cabeça dizendo que não esperava por isso, você sempre pensa em tudo, não é?
Coen deu de ombros com um sorriso.
— O garoto é esperto — respondeu Coen. — Mas me diga, por que as Moiras salvaram você? Sempre quis saber. O que você tem de especial?
Kurth preparou outra flecha. — Não entrarei no seu joguinho!
Woosh!
A flecha desapareceu antes de tocar Coen.
“Ele absorveu?”, pensou Kurth. “É o mais lógico, já que ele é um Errante como senhor Colin, mas fez isso sem um único movimento de mãos?”
Colin e seus companheiros estavam tensos, encarando aqueles dois que estavam restando. A calma deles era torturante.
“Por que ele está tão calmo?”, pensou Colin. “Três companheiros dele acabaram de morrer, e mesmo assim… Ele estava planejando isso também?”
— Você também ficou mais forte, filho, sua mãe ficaria orgulhosa.
Colin cerrou os dentes, furioso.
— Não fale dela com essa sua boca suja!
— O que foi? — Coen provocou. — Não posso mencionar aquele pedaço de lixo que o filhote dela fica nervoso?
— Colin! — chamou Heilee. — Ele quer te desestabilizar!
O rei suspirou, tentando se acalmar.
“Ela tem razão, ele sempre faz isso, mas essa calma dele… isso é irritante!”
— Acho que superestimei você, filho, eu não precisaria trazer todos comigo, você não é grande coisa. Dá para ver por suas ações, é alguém movido pelo próprio prazer, não é? Como um animal, é por isso que nunca conseguirá alcançar a mim ou ao deus morto. Você é tão limitado que dá pena.
“Limitado?”
— Ainda assim, o destino é benéfico com você, me pergunto se tudo isso é o cosmos reagindo para manter o status quo que vou quebrar.
“Quebrar o status quo?”
— Walorin, meu filho é todo seu.
“Walorin? Mas eu o matei.”
— E aí, Colin — Walorin estava de pé, estalando o pescoço. — Foi um golpe de sorte, não deixarei isso acontecer de novo.
“Como… ele é… imortal como Milveg?”
— Leona! Liberar restrição de terceiro círculo!
— Não tão rápido! — Bledha apareceu atrás dela empunhando uma espada cheia de bocas que passou por Leona, mas não a cortou, apenas devorou toda sua mana.
Todos os companheiros de Colin tentaram se mover, mas era impossível. A bruxa veio caminhando dos fundos, estendendo as mãos na direção deles.
“Ela está… nos controlando pelo sangue?”
— Quietinhos.
Colin era o único que conseguia se mover.
— Vamos fazer um jogo — disse Coen empolgado. — Vou te dar cinco minutos para derrotar Walorin, se não conseguir, a cada minuto matarei um dos seus amigos. Se eu fosse você, daria tudo de mim.
Sorridente, Walorin se alongou. — Agora você terá que mostrar tudo de si, Colin, não me decepcione!
Colin estava encurralado, pela primeira vez, ele se sentiu colocado contra a parede. Seus amigos estavam nas garras dos caídos, e não havia como ele se mover sem que eles se machucassem. Ele sequer tinha a certeza de que conseguiria vencer todos juntos.
“Merda, merda, o que eu faço?” Suor frio escorria por sua têmpora, a vida de seus companheiros estava em suas mãos.
— Muito bem, podem começar!
Colin foi atraído para perto de Walorin em uma velocidade vertiginosa, e o Caído aproveitou para aplicar uma poderosa cotovelada em suas costelas, quebrando seus ossos.
Crunch!
O rei sequer conseguiu se recuperar quando foi puxado novamente, Walorin cobrindo todo seu punho com rochas e afundando no rosto de Colin, o jogando longe.
Bruuum!
— O que foi? A vida dos seus amigos não é tão importante assim para você? — zombou Walorin. — É claro que não é, nunca foram, é por isso que todos que se aproximam de você acabam morrendo.
Woosh!
Com os passos fantasmas, Colin deixou a fumaça, mas ele ignorou completamente Walorin, indo direto na direção da bruxa, decepando seus dois braços.
Crunch! Crunch!
“Isso foi rápido!”, pensou Coen. “O pirralho… Hehe! Essa habilidade consegue me ultrapassar usando meus portais.”
— Se dispersem! — bradou Colin, mas Walorin o atraiu novamente, encaixando outro soco em suas costelas.
Brum!
Colin não sentiu somente suas costelas sendo trituradas, mas também seus órgãos, fazendo-o capotar por metros. No entanto, Colin se recuperou, golfando sangue.
— Imprevisível como sempre!
Os braços da bruxa estavam se curando, mas Elhad e Yonolondor já estavam a cercando, prontos para um golpe final.
A mana da lâmina de Yonolondor se refinou ao extremo, e no momento em que sua espada iria decepar sua cabeça, mãos de gelo, mais resistentes que diamantes, seguraram aquela espada.
— Deviam ter ouvido o garoto — disse a bruxa antes de assoprar na direção de Yonolondor, o congelando.
Elhad saltou para trás, mas sentiu um arrepio na espinha.
Woosh!
Bledha também devorou toda sua mana com a espada e o chutou no rosto, mas Elhad defendeu-se antes, tendo ambos os braços quebrados, lançando-o longe.
Antes que Leona pudesse agir, Coen foi para trás dela, mas a Pandoriana agiu por instinto, virando em um chute poderoso que destruiu o braço que Coen usou para se defender.
Crunch!
Ele então adentrou o portal e desapareceu.
— Seu covarde! — rosnou a pandoriana. — Acha que preciso da minha mana para acabar com vocês? Podem vir!
— Quanta força — disse Coen, aparecendo ao lado de Var’on. — É uma raposa de nove caudas, afinal, uma criatura que conseguiu rivalizar com Gorred. Sem dúvida, é uma criatura peculiar.
— Quer que eu a mate? — perguntou Var’on.
— Não há necessidade disso, no entanto, não me importo com os outros.
— Certo, senhor.
Swin!
Var’on com sua lâmina de vácuo, lançou um corte na direção de Yonolondor ainda congelado, porém, Leona foi para frente do corte, perdendo seu braço esquerdo.
— Atacando uma pessoa indefesa? — ela cuspiu sangue. — Outro covarde!
Uma nevasca atingiu Leona, congelando-a instantaneamente, mas o gelo logo trincou e estilhaçou, com ela saindo de dentro, quebrando também o gelo que prendia Yonolondor.
— Agora um ataque pelas costas, vocês são patéticos!
Ela olhou ao redor. Colin estava lutando contra Walorin, ele parecia estar levando a pior, enquanto Kurth ainda estava ao longe, Heilee assustada um pouco atrás, Elhad arfando à direita e Yonolondor tremendo de frio ao seu lado.
“Merda, o que mestre Colin está fazendo? Ele não parece o mesmo de sempre, esse filho da puta dos portais mexeu com a cabeça dele! Não tem problema, eu resolvo!”
— Vou deixar todos vocês em segurança primeiro!
Sua perna direita enrijeceu, então ela pisou violentamente no chão, levantando pedras entorno. Pegou Yonolondor pelo braço e o girou, lançando-o longe, tirando-o do perigo.
“Um já foi!”
Ela dobrou os joelhos e avançou na direção de Elhad, chutando e lançando os pedregulhos na direção dos caídos, que foram obrigados a reagir, quebrando as pedras e as partindo ao meio.
— Sua vez!
Foi a vez de Elhad ser jogada longe, e por fim ela avançou na direção de Heilee, mas antes de tocá-la, Coen segurou seu pulso.
— Até que você é uma pandoriana competente.
Woosh!
Um portal abriu no cotovelo de Leona e se fechou, decepando seu braço.
Crunch!
As mãos de Coen ficaram vermelhas como brasa e ele apontou para Leona.
— Você conhece esse poder, né? Roubei da sua amiga, Safira!
Boom!
Uma tormenta de fogo engoliu Leona. Quando Coen abaixou os braços, Leona ainda estava de pé, seu corpo quase todo carbonizado, mas ela ainda estava consciente, abrindo o único olho que lhe restava.
— Uau… — zombou. — Consegue se manter de pé mesmo depois de tudo isso? É mesmo muito competente. Fico curioso para saber o quão forte estará daqui a alguns anos, menina raposa.
— Você vai me pagar! — bradou Heilee e Coen estalou os dedos. Um portal se abriu atrás dela, a sugando.
— Salva a todos, mas não consegue se salvar — continuou Coen. — É mesmo igualzinha ao meu filho.
Crunch! Crunch! Crunch!
Os golpes impiedosos de Walorin continuavam a cair sobre Colin como chuva.
— Vamos! — Walorin continuava a quebrá-lo. — Quero ouvir você implorar, implore por sua vida!
Com ambos os braços quebrados, Colin sequer conseguia se defender, e sua mana estava no limite.
— Por que continua calado?
Brum!
Walorin o chutou no abdômen e Colin caiu, rolando para trás.
— Achou que era especial por ter sangue dos primeiros Elfos, né? Sangue dos Errantes, mas você não é especial, não passa de um qualquer.
Bam!
O Caído pisou no pescoço de Colin, o sufocando.
— Olhe para você, pirralho! — Walorin rosnou, forçando ainda mais o peso sobre o pescoço de Colin. — A grande lenda de Runyra, reduzido a um monte de carne quebrada. Onde está seu orgulho agora? Onde está a arrogância que sempre carregou como um manto?
Colin arfava, tentando puxar o ar que lhe era negado, seus olhos fixos em Walorin, mas sem a força para reagir.
— Você achou que esse sangue antigo lhe daria algum poder especial, alguma glória eterna? — Walorin riu, um som cruel e cheio de desprezo. — Mas sabe o que vejo agora? Um fracasso. O filho de uma vadia com sangue raro. Você não é nada, Colin. Apenas um verme se arrastando na lama, acreditando em uma grandeza que nunca existiu.
Ele se inclinou para mais perto, seus olhos ardendo de ódio.
— Implorar por sua vida, isso é o que deveria fazer agora. Mas nem isso você consegue, não é? Tão arrogante que preferiria morrer do que admitir sua fraqueza. O grande Colin Silva, o rei de papel, incapaz de salvar a si, quanto mais seu reino. E no fim, ninguém vai se lembrar de você. Ninguém lamentará sua morte. Porque você não vale nada. — Walorin pressionou com mais força. — Nada além de um rei fracassado, enterrado no esquecimento.
— Ei — chamou Bledha. — Vamos, já conseguimos o que queríamos.
Walorin, com uma expressão de puro desprezo, tirou o pé do pescoço de Colin e o observou por um instante. O rei estava ofegante, sua pele marcada por hematomas, e seus olhos ainda brilhavam com uma teimosa resistência, mesmo que seu corpo estivesse à beira do colapso.
— Lembre-se, garoto, você só está vivo porque seu papai pediu — Walorin cuspiu as palavras. — Morrer aqui seria um alívio para você, não é?
Com um movimento rápido e brutal, Walorin chutou o rosto de Colin, um estalo seco ecoando pelos escombros.
O corpo de Colin tombou para o lado, inerte, um fio de sangue escorrendo de sua boca. Walorin cuspiu sobre ele, como se estivesse se livrando de algo imundo.
— Sabe o que vou fazer depois que você cair de vez, Colin? — Ele se agachou, falando diretamente ao ouvido do rei, que ainda lutava para permanecer consciente. — Vou caçar seus filhos, um por um. Vou matá-los na sua frente, sentir o prazer de ver a esperança morrer nos seus olhos. E suas esposas… — Ele riu, um som baixo e ameaçador. — Eu as tomarei à força, tornarei cada uma delas minha, e você não poderá fazer nada, exceto assistir, impotente.
Colin, ainda deitado no chão, com o rosto marcado pelo sangue e pela dor, começou a murmurar, suas palavras saindo como um sussurro rouco. Walorin se inclinou para ouvir, curioso.
— Se você… não me matar aqui… — Colin disse com dificuldade. — Eu vou… atrás de você. Vou… matar você, Walorin. Eu vou matar todos vocês.
Walorin arregalou os olhos, surpreso pelo que estava ouvindo. Colin, mesmo à beira da morte, ainda ousava ameaçá-lo.
Mas não era apenas a ameaça em si que o abalou; era a maneira como Colin a fez. Havia uma loucura em seus olhos, uma insanidade fria que fez Walorin engolir em seco.
— Eu vou… destruir tudo que você ama — Colin continuou, seus olhos fixos em Walorin com uma intensidade aterrorizante. — Não importa quanto tempo leve, não importa o que custe… Eu vou… caçar você até o inferno se for preciso. E então, eu farei você… implorar pela morte.
O silêncio que se seguiu foi pesado, e por um momento Walorin sentiu uma pontada de dúvida.
A ferocidade insana nos olhos de Colin não era nada que ele esperava, e por um breve instante, ele se questionou se deveria acabar com aquilo ali mesmo. Mas, em vez disso, ele disfarçou a hesitação, tentando recobrar sua postura.
— Você está delirando — murmurou, sua voz mais baixa, mas ainda tentando manter a superioridade. — Você não tem mais nada, Colin. Está acabado.
Com um último olhar de desprezo, Walorin se virou e partiu, mas o eco das palavras de Colin continuou a reverberar em sua mente.
Prestes a perder a consciência, Colin viu os Caídos adentrarem o portal, Coen dando uma última olhada no filho, seus olhos ainda carregando um ar de deboche.
— Até mais, filho, e obrigado, vamos cuidar muito bem da garota.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.