Índice de Capítulo


    『 Tradutor: Crimson 』


    O dragão prateado não pôde deixar de estreitar os olhos e encarar o recém-chegado.

    “Quem é você, senhor, e como devo chamá-lo?”

    Depois que as chamas se dispersaram, Greem pousou firmemente sobre a cabeça do golem dragão mágico.

    O dragão possuía dois longos chifres metálicos na cabeça, com uma pequena plataforma de cerca de vinte metros quadrados à frente deles. Greem pousou com firmeza sobre essa plataforma e olhou para o dragão prateado com um sorriso no rosto.

    Um adepto humano de Terceiro Grau.

    O dragão prateado não precisou de nenhum feitiço de detecção para identificar o adepto. Ele determinou rapidamente o poder e os atributos do oponente com base na intensidade das chamas produzidas pelo feitiço de teleporte.

    Além disso, ele também sentiu o fedor de uma maldição de alma impregnada no adepto. Muitos dragões haviam caído por suas mãos. Caso contrário, a maldição de alma que o envolvia não seria tão espessa e repulsiva.

    O dragão prateado mal conseguiu conter a raiva que crescia dentro de si e estreitou os olhos ao falar: “Eu sou Aldres, dos dragões prateados. Você está pisando agora em meu território e matando meus subordinados. Sendo assim, tenho o direito de perguntar: O que exatamente você pretende fazer?”

    “Então era o Lorde Aldres!” O sorriso no rosto de Greem se alargou ainda mais. “Sou conhecido como Greem e venho do Mundo Adepto. Estamos aqui hoje para…”

    A voz de Greem de repente tornou-se baixa nesse ponto da frase, e o restante de suas palavras ficou tão suave quanto o bater das asas de um mosquito.

    O dragão prateado ficou confuso por um instante. No entanto, sua expressão mudou abruptamente antes que pudesse expressar sua dúvida.

    “Desgraçados. Malditos adeptos!”

    Ninguém sabia quando, mas uma silhueta carmesim havia se infiltrado sob a sombra de Aldres. Ela irrompeu do solo e avançou contra ele a uma velocidade trovejante.

    Embora o ataque repentino o tivesse pego de surpresa, haveria alguma chance de um dragão prateado de Terceiro Grau ter vindo até ali completamente despreparado? Um brilho prateado lampejou no ar, e o corpo de Aldres desapareceu do lugar, reaparecendo a cem metros de distância.

    No entanto, no exato momento em que Aldres concluiu seu teleporte, ele sentiu uma turbulência de elementium acima de sua cabeça. Uma enorme bola de fogo caiu diretamente sobre suas costas, explodindo em uma gigantesca nuvem de chamas.

    Jatos escaldantes de fogo irromperam da bola de fogo, quase instantaneamente aquecendo suas escamas até ficarem em brasa. Até mesmo a carne sob as escamas de Aldres começou a chiar.

    Aldres não pôde mais se importar com reputação ou dignidade. Ele bateu rapidamente suas asas prateadas e esguias, enquanto seu corpo inteiro cortava o céu em um arco elegante, como um fio de prata, desviando por pouco de um feixe branco disparado contra ele pelo golem dragão.

    Com sua velocidade extrema e técnica de voo impecável, o Dragão Prateado Aldres conseguiu mais uma vez evitar os ataques combinados de Mary e Greem, escapando por fim de sua situação perigosa.

    “Desgraçados. Vocês não têm nenhuma dignidade ou orgulho de adeptos. Apenas esperem para serem exterminados nesta terra.” O dragão prateado amaldiçoou furiosamente enquanto fugia com todas as forças. Seu rugido pôde ser ouvido a dezenas de quilômetros de distância.

    Um aglomerado de chamas explodiu no céu, e a alta silhueta de Greem surgiu lentamente. Mary bateu as asas e aproximou-se dele.

    “Os dragões prateados são realmente os mais rápidos entre os dragões. São tão problemáticos de lidar quanto os dragões de vento. Será difícil fazer aquele sujeito ficar apenas com nós dois.” Greem balançou a cabeça e suspirou enquanto observava a figura do dragão prateado desaparecer.

    Mary ergueu o braço direito e olhou para a mão que agora havia se transformado em uma garra vermelho-sangue. Ela soltou uma leve risada. “Você deu a ele uma bola de fogo, e eu dei uma garra. Isso já deve ter sido mais do que ele consegue engolir por enquanto. Você realmente pretendia mantê-lo aqui?!”

    Era exatamente como se esperava!

    A robusta Fisiologia dos dragões e seus poderosos poderes de elementium os tornavam combatentes excepcionais entre criaturas do mesmo grau. Em circunstâncias normais, um dragão de Terceiro Grau poderia lidar facilmente com dois ou três adeptos humanos do mesmo nível.

    O motivo pelo qual os ataques de Greem e Mary haviam ferido Aldres de forma tão severa devia-se principalmente à participação do golem dragão de Quarto Grau.

    O golem dragão talvez não fosse capaz de voar ou sequer de se mover rapidamente, mas seus ataques eram poderosos demais!

    Nem mesmo adeptos de elementium de Quarto Grau conseguiam se comparar ao golem dragão mágico em termos de intensidade ofensiva.

    Não havia o que fazer. Não importava o quão resistente fosse o corpo humano ou quão excelente fosse sua afinidade com elementium, nada superava a poderosa fornalha mágica. Tampouco importava o quão largos fossem os vasos sanguíneos de um humano. Eles não eram páreo para os dutos de energia do golem dragão, que eram tão largos que carruagens inteiras poderiam trafegar por eles.

    Assim, o dragão prateado de Terceiro Grau teve de manter a maior parte de sua atenção no golem dragão mesmo enquanto enfrentava Greem e Mary. Foi por isso que os ataques combinados dos dois o feriram e o forçaram a recuar de maneira tão apressada.

    Mary talvez fosse capaz de alcançá-lo, mas não conseguiria fazê-lo ficar. Greem talvez fosse capaz de mantê-lo ali, mas seria quase impossível alcançá-lo.

    Os dois só puderam observar com um pouco de pena enquanto Aldres, de Terceiro Grau, partia diante de seus olhos.

    Ainda assim, nenhum dos dois se incomodou com a fuga de Aldres.

    Afinal, estavam prestes a chegar ao covil dele de qualquer forma. Bastava atacar diretamente sua casa e ver se ele ficaria para defendê-la!

    …………

    O covil do Dragão Prateado Aldres ficava em um local conhecido como Pico da Tempestade.

    Era um pico montanhoso perigoso que se erguia até as nuvens.

    A geografia ao redor da montanha não tinha nada de perigosa. O que era estranho, já que a montanha existia bem no meio de uma vasta planície.

    O pico era absurdamente alto, e o caminho até lá era íngreme e traiçoeiro. Quase não havia meios para que alguém escalasse até o topo.

    O covil do Dragão Prateado Aldres havia sido construído exatamente no cume, completamente isolado do resto do mundo.

    Naturalmente, esse terreno barrava o golem dragão mágico e as carruagens goblins, mas não era capaz de deter o Navio-Mãe.

    Greem e os adeptos do Clã Carmesim deixaram o exército estacionado ao pé da montanha enquanto embarcavam no Navio-Mãe e ascendiam até o topo. O ar no cume era rarefeito, e os ventos eram gelados. Névoa e nuvens podiam ser vistas por toda parte. Humanos comuns teriam dificuldade em sobreviver em um ambiente assim.

    Greem franziu levemente a testa ao chegar ao topo.

    Estava silencioso demais ali. Era evidente que o dragão prateado já havia partido.

    Greem lançou um olhar para a enorme caverna próxima e então se virou para Billis, que estava atrás dele.

    Billis entendeu suas intenções de imediato. Ele avançou um passo, e dezenas de milhares de besouros negros saíram em enxame de dentro de seu manto, avançando para dentro da caverna como uma maré negra.

    Pouco depois, a caverna escura começou a tremer e sacudir, enquanto sons de explosões de elementium ecoavam para fora.

    Billis soltou um grunhido e disse: “Não há mais nada no covil do dragão além de uma grande quantidade de armadilhas de elementium e dispositivos mágicos. Parece que aquele sujeito pretendia nos causar uma boa dor de cabeça aqui.”

    Billis havia perdido quase vinte por cento dos insetos enviados, o que cobriu seu rosto com uma expressão sombria.

    “Hmph! Ele acha que pode nos fazer recuar apenas com algumas armadilhas? Entre em contato com Gonga e diga para ele destruir esta montanha!”

    Pouco depois, quando Greem e seus adeptos já haviam embarcado novamente no Navio-Mãe e deixado a montanha, o pico solitário entre as nuvens começou a tremer violentamente. Em seguida, desabou lentamente em meio a um estrondo ensurdecedor que parecia rasgar a terra.

    A notícia da destruição forçada do Pico da Tempestade pelos adeptos espalhou-se rapidamente.

    Desta vez, aqueles que ainda ignoravam o poder da expedição dos adeptos finalmente despertaram.

    Até mesmo um lorde dragão de Terceiro Grau fora obrigado a fugir em pânico diante do inimigo e ainda perder seu covil no processo. Não era difícil imaginar quão poderoso o inimigo realmente era!

    Durante o restante da jornada, não houve mais idiotas incompetentes que ousassem perturbar o exército dos adeptos.

    Além disso, os dragões também não eram idiotas. Com base na rota de avanço dos adeptos, rapidamente deduziram que o alvo era o território do Lorde Dragão de Quarto Grau, Toril.

    Foi isso que os deixou extremamente chocados e confusos!

    No que estavam se apoiando? Um grupo de adeptos humanos com, no máximo, forças de Segundo e Terceiro Grau ousava desafiar um lorde dragão de Quarto Grau?

    Era simplesmente inacreditável!

    Eles estavam contando com aquele estranho dragão metálico?

    Os dragões expulsos de seus lares rapidamente se reuniram, acreditando ter encontrado o cerne do problema. Passaram a usar todos os meios disponíveis para investigar o verdadeiro poder do dragão metálico.

    É claro que nenhum dragão estaria disposto a arriscar a própria vida para essa investigação, mas não se importavam nem um pouco em enviar draconatos e Cultistas de Dragão de alto nível para o trabalho!

    Assim, boa parte de Lance foi colocada em movimento pelas ordens dos lordes dragões, acompanhadas por uma recompensa gigantesca. Poderosos guerreiros draconatos e criaturas nativas com habilidades especiais convergiram em massa para o exército expedicionário dos adeptos e começaram a lançar ataques contra suas forças.

    E quem poderia imaginar? De fato havia alguns indivíduos excepcionais entre esses talentos reunidos de toda Lance.

    Alguns deles eram especialistas em ocultar seus sinais vitais. Eles se escondiam nas proximidades dos acampamentos goblins e emboscavam os goblins quando estes saíam para buscar água. Isso causou perdas consideráveis entre os goblins.

    No entanto, as patrulhas frequentes das carruagens goblins também infligiram danos significativos ao inimigo. Em média, as elites nativas precisavam pagar o preço de uma dúzia de vidas para matar um único goblin.

    Alguns indivíduos especializados em venenos também tentaram envenenar as fontes de água dos goblins. Infelizmente para eles, o exército possuía um sistema completo de testes e descobriu rapidamente o complô. Com os mestres de poções presentes no exército, não havia qualquer chance de que goblins morressem envenenados.

    Afinal, os envenenadores de Lance mais pareciam médicos vodu quando comparados aos mestres de poções que haviam recebido treinamento sistemático no Mundo Adepto!

    Seus conhecimentos e habilidades sequer estavam no mesmo nível. Após uma única rodada de confronto entre os dois lados, os mestres de poções conseguiram expulsar os nativos de Lance e frustrar completamente suas tentativas de envenenamento.

    Isso também lembrou Greem de que agora era a vez dos adeptos espalharem o seu próprio veneno!

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