E aí, pessoal!! Tranquilos? Espero que sim, bem… eu sei que fiquei todo esse tempo sem postar, sei também que a história tá toda bagunçada. Erro meu pois eu escrevi essa história em primeira pessoa e depois mudei, mas a história será em primeira mesmo. Peço desculpas a todos vocês. Leitores e o pessoal da staff. Vou focar na história apartir de agora, eu prometo. Vou transformar tudo em primeira pessoa e cortar certas cenas que não fazem sentido. Obrigado por tudo e como o capítulo diz: Um novo dia.

    Eu acordei gritando.

    O som que saiu da minha boca não parecia com nada que eu já tivesse ouvido antes. Era agudo, fraco, descontrolado. 

    Algo estava errado, muito errado.

    Eu não conseguia abrir os olhos direito. Tudo era luz borrada e sombras grandes demais. Pareciam vultos. Minhas mãos se mexiam sozinhas, pequenas, desajeitadas, como se não obedecessem ao que eu queria fazer. Primeira redflag. 

    O ar entrou nos meus pulmões de uma vez, queimando a garganta. Instintivamente, chorei mais forte. O que claro, só piorou.

    — Ele está respirando! — disse uma voz feminina, muito perto.

    Outra voz respondeu logo em seguida, mais grave,  e mais nervosa?

    — Graças aos  deuses… achei que o tínhamos perdido.

    Eu tentei abrir a boca. Perguntar onde estava, sei lá. Mas nada. Segunda redflag.

    Só mais choro.

    Foi aí que a  minha ficha caiu. Não, isso não podia está acontecendo. Mas sim, de alguma forma eu reencarnei. 

    Minha visão clareou um pouco. Vi um teto de madeira escura. Vigas grossas. Uma lâmpada presa por correntes, com uma chama fraca dentro de um vidro amarelado.

    Não era hospital. Não era minha casa. Não era lugar nenhum que eu conhecia. Nem mesmo algum hospício. 

    O cheiro era forte: Ferro, sangue, fumaça, Sabão barato e…leite?

    — Ele é forte — disse a mulher, com a voz cansada. — O choro dele, assim que nasceu, foi diferente de todos.

    Nasceu. Ainda era difícil de acreditar. 

    A palavra bateu na minha cabeça como um soco do saitama. 

    Meu coração começou a disparar. Eu sentia cada batida. Rápida. Descompassada, nem sabia o que era essa palavra, mas achei interessante. 

    Não. Não tinha como. Eu lembrava de estar em um lugar estranho antes. Escuro. Frio. Depois… nada. Um vazio enorme. E agora isso?

    Eu tentei me mexer de novo. Minhas pernas chutaram o ar, fracas. Meus braços balançaram sem controle.

    — Calma, pequeno — disse a mulher, me ajeitando melhor nos braços. — Está tudo bem agora.

    Não estava. Nada estava nada bem, perua.

    Ela tinha o rosto cansado, suado. Cabelos presos às pressas. Usava um vestido simples, manchado. Não parecia rica. Nem um pouco. 

    Atrás dela, vi um homem. Barba curta. Roupas escuras. Mais velho do que eu em minha vida passada. Ainda era difícil de dizer isso.

    Ele segurava um relógio de bolso. Dourado. Antigo. Observava a mim e à mulher como se estivesse tentando gravar aquele momento na cabeça.

    — Ele sobreviveu — murmurou o homem. — Isso é o que importa.

    O relógio fez um som seco ao ser fechado.

    “Relógio…?”

    Não sei por que, mas aquilo me chamou atenção. Talvez porque fosse a única coisa ali que parecia, sei lá. 

    Meu choro foi diminuindo aos poucos. Não porque eu quisesse, mas porque meu corpo parecia cansado demais para continuar.

    Minha mente, porém, estava a mil.

    Ok. Pensa. Pensa direito.

    Eu não conseguia me mexer direito. Não conseguia falar. Meu corpo não obedecia. Mas eu estava consciente. Eu estava pensando. E isso era um bom sinal… 

     E Isso só deixava tudo mais assustador.

    — Vamos chamá-lo de Kino — disse o homem, depois de alguns segundos. — É um nome forte.

    Kino. 
    Mas esse era meu nome de antes. Tá, eu admito. Um nome bem peculiar onde a maioria dos bebês que nascem no meu país eram: João, Pedro e Enzo. 
    Minha mãe que tinha colocado esse meu nome. Kino.

    A mulher sorriu fraco.

    — Kino… sim. Combina com ele.

    Ela me apertou um pouco mais, como se tivesse medo de me soltar. Eu senti o calor. O cheiro. O peso dos braços. E o cheiro de leite das tetas dela. Mas não me senti excitado. Já que ela era minha nova mãe e aquele lá com um sorriso bobo no rosto era meu pai.

    Tudo era real demais para ser um sonho.

    Minha visão começou a escurecer de novo. Não de medo, mas de cansaço. Um cansaço absurdo, como se meu corpo estivesse desligando à força.

    Antes de apagar, ouvi algo estranho.

    Um estalo.

    Não alto. Não perto. Mas… estranho. 

    Quando acordei de novo, horas — ou dias — depois, eu estava em um berço.

    Madeira escura. Bordas gastas. Um cobertor simples sobre mim.

    Consegui abrir os olhos melhor dessa vez.

    O quarto era pequeno. Paredes de pedra. Uma janela alta deixava entrar um pouco de luz cinzenta. Do lado de fora, ouvi passos, rodas de metal passando pela rua, vozes distantes.

    Uma cidade.

    Definitivamente não o mundo que eu conhecia.

    Tentei mexer os dedos. Funcionou. Devagar, mas funcionou.

    Beleza… então era isso.

    Não adiantava entrar em pânico. Não adiantava gritar por respostas que ninguém ali poderia me dar.

    Se eu estava vivo de novo — seja lá como isso aconteceu — então eu ia sobreviver. 

    Eu não fazia ideia de onde estava. Não sabia as regras desse mundo. Não sabia quem eu era agora além de um bebê chamado Kino. Que por coincidência era o meu mesmo nome da minha vida passada. 

    Mas uma coisa eu sabia.

    Eu não ia desperdiçar essa chance. Não mesmo. 

    Se esse mundo tivesse magia como nos animes que eu assistia eu ia aprender o mais rápido possível e ficar  mais forte. Quem sabe eu teria até mesmo um harém.  Com esposas lindas e fiéis a mim. Diferente da minha ex que… esqueça, Kino, ano novo, vida nova. Nem sabia como funcionava o esquema dos anos aqui. Enfim, no fundo eu também queria uma vida sossegada. Mas de uma coisa eu vou sentir falta: Internet.  Viver sem ela vai ser um porre. Mas se aqui tiver magia como eu espero, não vai ser tão entediante.

    A porta do quarto se abriu. O homem de antes entrou. O relógio de bolso pendia da corrente em seu colete.

    Ele me olhou e sorriu de leve.

    — Você vai ser alguém importante, Kino — disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. 

    Em todos os meus longos vinte e um anos ninguém tinha dito isso para mim,  queria agradecer com um: Valeu chefe.  Mas é claro que eu não consegui responder. 

    — Você é um predestinado. Nosso pequeno milagre. Um príncipe forte.

    Dentro da minha cabeça, respondi assim:

    “Então é melhor esse mundo se preparar.”

    E pela primeira vez desde que acordei aqui…

    Eu sorri.

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