Esses capítulos tão sem hora do chá, mas é bom avisar, esse capítulo tem muuuitos referência as músicas geeks do Itoshi Rin, alerta dado, bom capítulo
Capítulo 117: Dança contra o destruir
— Filho do rei, foi você quem derrotou Adalgisa, você deverá me enfrentar!
Um orgulho manchado, pois aquele estava uma posição abaixo daquela mulher. A batalha foi vitoriosa para Absalom porque ele usou um ritual. Mesmo assim, a vitória era dele. E o mesmo ainda portava a arma daquela mulher. Uma lança bifurcada.
— Então, você, moleque Kuokoa, ficará dançando comigo. Está pronto para bailar?
— Se eu puder ser seu par, eu ficarei honrado.
Então, as duas duplas de ataque foram definidos, a luta iria começar.
*
KIzimu avançou, girou, cortou e permeou. Mas a dificuldade nunca esteve tão presente, era impossível. A arma dele era avassaladora.
Avançava como uma bala de canhão, e era mais cortante do que obsidiana, atravessando excelentemente sua defesa. Conseguia por pouco desviar o percurso de um ataque, para logo outro se iniciar.
Enquanto isso, Ismael dançava. Sua luta era um baile de ataques cortantes e dançantes, onde ele girava sua arma com perfeição, devolvendo com brutalidade e excentricidade. Nunca existiu um homem tão forte quanto ele.
Infelizmente seu limite era ser o sexto mais forte, mas isso era o suficiente para ele.
— Vamos moleque Kuokoa, eu sei que pode mais, sei que consegue mais. Venha, me acompanhe!
Era apenas por pouco, sempre por pouco. Kizimu começava a sentir medo, pois se falhasse morreria. A brutalidade desigual daqueles golpes eram impermeáveis, enquanto isso, sentia-se aliviado por conseguir sobreviver.
— Desculpa não conseguir me divertir tanto quanto você, eu tô quase morrendo aqui!
— Eu consigo sentir a vibe das pessoas. Você não é alguém chato, mas está tão preocupado com sua sobrevivência que tudo vai atrapalhar você. Se conseguir descobrir sua essência, vai conseguir se tornar tão forte quanto eu.
Kizimu ainda sofria para sobreviver, e começou a prestar atenção nas dicas.
— Mas por que está me ajudando? Seu objetivo não é me derrotar?
— Claro que não, eu não sigo o rei ou os cavaleiros, eu apenas quero mostrar minha dança para todos. E se você conseguir me acompanhar no meu bailar, eu sei que pode ir muuito mais.
Medo não sumia, força não fluía, mesmo assim, sentia um comparar claro quanto lutar contra ele. Era como se, mesmo no limite do desespero, existisse uma luz. E essa luz era a dança de Ismael.
— Se divirta lutando, e sua luta ficará mais intensa do que nunca!
Assim, as correntes fizeram um gongolô e as duas lâminas vieram em sua direção. Usando a faca e o escudo de braço, defendeu ambas com um risível limite, seus braços foram levemente cortados, mesmo que de leve.
— Isso é loucura!
Algo na batida das correntes representava um som suave, era como se as batidas ritmadas das correntes gritassem uma música inteira. Esse som fazia o coração de Kizimu pulsar.
Quando ele já se sentiu assim, tão afoito antes?
Então, avançou com o coração, seu coração que não parava de pulsar.
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Absalom estava em uma luta bem complicada, cada golpe que dava Edmund defendia com uma precisão excelente. Era uma defesa primordial impensável de vencer. Mesmo assim, não era nada além disso. O estilo de ataque dele era previsível demais para Absalom, então, se tornava uma luta de quem conseguiria superar o outro primeiro.
O príncipe mais novo, era capaz, com seus olhos grandes e energéticos, conseguia visualizar aquela luta em um cenário não 3d, mas 4d. Onde o cenário visto era todos os ataques que viriam, mesmo assim, ele não conseguia criar um ataque perfeito que superava a defesa perfeita.
Existiam duas formas de defesa, a defesa do escudo, que era o menos eficiente, e a defesa com a própria espada, que trazia um resultado excelentemente maior que com o escudo. Absalom usava o tridente bifurcado para cortar e não era capaz de superar.
Os estilos se cruzaram em um limite cada vez maior.
— Ridículo. Eu diria patético.
— Vamos lá grandão, lute comigo até os acréscimos.
E ambos cruzaram novamente, tudo para superar o outro em excelência.
Edmund tinha a defesa perfeita, mas seu ataque era previsível demais.
Absalom tinha a visão perfeita, mas seu ataque era frágil demais.
Nessa luta, quem tivesse mais resistência, venceria, e então, eles voltaram a se acertar.
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— Quantas vezes vai precisar defender para entender que está lutando do jeito errado. Se divirta!
Mas como iria se divertir quase morrendo? Claro que a luta e suas batidas ecoavam como um tambor em seu coração. Ainda não tinha certeza de quando sentiu isso antes, mas com certeza já sentiu.
Precisava avançar para superar aquela luta, se ficasse apenas na defesa, uma hora ele falharia e perderia o combate, então se arriscar em um combate mais próximo era essencial.
— Só que isso é loucura!
Aproximar daquele canhão de golpes eram acusadores, pois prever eles não existia. Sua dança era perfeitamente calculada, em seus golpes eram essenciais sob medida.
— Mas que absurdo!
O metal redobrou sua essência, quando coloria os ares raspando na lâmina de Kizimu. Quanto mais a luta se desdobrava, parecia que Ismael ficava mais intenso em seus golpes, e isso deixava Kizimu em apuros.
— Aceleração energética! 30%
— Vejo que fará algo bem intenso, então, vamos aumentar a intensidade também!
No mesmo instante que Kizimu avançou como um foguete, a arma dançou em um giro fenomenal, desdobrando sua essência e avançando em subsequência até a frente de seu alvo.
— Quê?
Kizimu defendeu no limite, mas em seguida recebeu um chute, onde desorientado, a arma dançou e prendeu seu corpo, enroscado como serpente, então, a outra lâmina girou, caiu e — Corte de energia!
Sua lâmina antes em chamas, agora um grande espadão elétrico, raspou e rompeu um corte que defendeu ele. Foi apenas por um instante, mas aquele espadão ganhou tamanho e forma grande o suficiente para o defender.
Soltando-se das correntes, correu em um pulo para trás. E sentiu o cansaço excessivo. A luta não poderia continuar mais. Se não, ele desmaiaria de cansaço. Usar o núcleo Gama era problemático, pois usava a própria energia corporal.
— Eu preciso de algo que me ajude a vencer. Mas o quê? O que eu preciso fazer para vencer essa luta?
— Você ainda não entendeu? Já disse, que precisa se soltar! Lute como se fosse a última coisa de sua vida, entendeu?
— A última coisa da minha vida?
— Olha, eu danço para me divertir, e luto pela mesma maneira. Você já se divertiu lutando antes?
Lutar era divertido? Apenas sentia um frio na espinha por quase morrer, algo essencialmente eficaz era lutar pela própria sobrevivência. Bem… quando foi sua primeira boa experiência em luta?
Quando?
Quando?
Quando?
E algo brilhou em seu coração.
O rosto tão belo quanto uma tempestade seca ecoou em sua mente. Ela era feroz e bela ao mesmo tempo. Com ela, teve uma luta intensa, louca e divertida. Mas, sua própria essência estava insana.
Ali foi seu ápice, conseguiu comparecer em uma luta frente a frente com a top 3. Conseguiu entrar em um combate excelente, e sua força e velocidade nunca estiveram tão alto.
Por isso….
— O que eu preciso fazer para alcançar aquilo… é lutar, como se estivesse querendo acabar com ele?
O sentimento que ecoou em seu coração, foi o desejo de destruir Amara, foi a forma indecente de lutar. Perdeu a compostura, e sua forma entrou na sua forma mais desesperada.
Kizimu sorriu.
— Kuzimu, nós sofremos com a maldição de Amara, certo?
“Com certeza.”
— Replique sua maldição em mim. Quero sentir o gosto da… destruição!
E assim, as escleras de Kizimu se tornaram negras, e ele sorriu mais demoniacamente do que nunca.
— Prepare-se para um baile inesquecível, Ismael.
— Vamos! Vamos! Vamos dançar!
E assim, eles avançaram para se matar mais uma vez.
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— Filho do rei, seus ataques são tão fracos que nem vale a pena esquivá-los.
— Claro, com sua defesa impenetrável, como eu poderia fazer alguma coisa?
— Estou irritado. Como pode vencer Adalgisa? Ela era capaz de superar minha defesa!
Absalom lembrou do contra golpe brutal que recebeu. Seu peito foi perfurado com uma excelência enorme.
*Espera! Então, sua fraqueza é essa?*
Absalom riu. Claro que ele não tinha habilidade para fazer o que ele imaginou. Sua habilidade com espada era nula, ele não era tão forte quanto o necessário. Sua vantagem é prever e não ser atingido, mas se fosse para lutar contra o estilo de esgrima, nunca conseguiria.
Mesmo assim, achou a brecha na defesa de Edmund Alden e tal era, atacar o ataque dele. Absalom esquivava no momento que ele atacava, pois não conseguiria defender com qualidade.
Mas se for necessário, ele precisaria se dar melhor do que nunca. Isso que significava voar até os céus.
— Vamos, apenas preciso fazer igual Leo!
Seu sangue fluiu. Suas correntes sanguíneas estrapularam, e sua essência ficou mais intensa. Mais feroz, mais rápido, mais poderoso. O sangue pulsava, quente ardia, então se preparou.
Deu seu ataque, extremamente veloz — defendido com facilidade.
Recuou e pronto estava para receber o ataque do oponente, mas… viu a arma vir, antes dela acontecer. Previu exatamente o próximo movimento. Conseguiu roteirizar em sua mente. Explodiu em carga, e no avanço final do ataque do alvo.
Cortou intensamente o peito de Edmund.
Ele caiu para trás.
— Como? Como? Como?
Absalom tinha conseguido superar a defesa, ou melhor, superou o ataque. Então, Absalom riu.
— Você serve meu pai, mas espero que fique atento. Pois eu vou herdar o trono, eu serei o próximo rei!
Absalom nunca teve interesse em lutar. Mesmo assim estudou muito para ensinar ao seu irmão. Ensinar truques, métodos, mecanismos. Aprendeu tanto, evoluiu tanto. Seu corpo era , o ritual de sangue evoluiria isso também.
‘Abyss. Quando algo parece ser impossível, é quando você tem que olhar com mais desejo. Querer voar ou ultrapassar muralhas. É isso que é ser um homem. Sinta paixão.’
— Paixão é! Vamos sentir paixão!
A armadura de Edmund seria algo chato, mas não iria parar. Os olhos de Absalom estavam mais intensos, maiores, com um brilho profano. Dimensão estava no seu ápice.
Avançou, pulou e cruzou. Atacou a defesa perfeita. Recuou, esperou, e quando recebeu o ataque, contra golpeou não perfeitamente, mas com tamanha excelência que conseguia superar até o fraco ataque de Edmund.
Fez uma, duas, três, cinco, até que finalmente Edmund se ajoelhou.
— Seu toloooo. Nunca que vou aceitá-lo como meu rei!
— Então, veja, eu alcançar os céus e me tornar um grande herói!
Tinha amor nas histórias de heróis, agora, queria ser como eles. Superaria os céus. E agora, superou uma verdadeira muralha.
Edmund Alden caiu no chão com diversos cortes e sangramento.
— Que coisa insana.
Absalom olhou para o lado e viu. Uma dança perfeita, ambos estavam em uma luta tão intensa que suas velocidades se tornavam intensas. Kizimu estava alcançando algo muito além do esperado.
O que aconteceu com Kizimu? O que fez ele tornar aquela aura negra tão intensa? Mas Absalom riu, pois outro rei estava prestes a voar aos céus.
— Voe Kizimu! VOEEEE!
E a luta de Kizimu se encaminhou para seu desenrolar final.
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A primeira coisa que sentiu em seu corpo foi uma raiva ardente.
Ismael sentiu de imediato aquela mudança, e deu uma risada súbita, ele visualizou algo extremo, era como um reflexo de algo que um dia existiu.
Kizimu refletia a imagem da grande líder de caça. E ele avançou brutalmente.
A faca de caça correu perfurando o ar, como quem busca uma vida inteira. Mas a dança lobotizada quebrou aquela estrutura. Kizimu sentiu uma pressão excedente, mas acima disso, sentiu um desejo ardente de querer superar aquela dança.
— Kuzimu, vamos usar o Lambda, quero aprender essa dança também!
“Isso vai se tornar divertido, avance!”
Medo sumiu quando o desejo ardente que corroía sua alma apenas gritava por uma coisa. A vontade de acabar com a raça daquela dança tão inabalável. Queria superar ele.
Uma diversão a todo custo, para se tornar o melhor daquela luta.
— Divertido, engraçado, prazeroso. Sei que pode me dar mais que isso, moleque!
Kizimu avançou, cruzou um sentimento de superação e atacou entre as brechas. Mas o gingado era irritável e superantemente tudo.
— Que tal prestar mais atenção em mim, moleque!
A luta ali redobrou. Um estilo de lutar, dançante, onde ele sabe o que se tornou.
— Moleque Kuokoa se prepara que é hora do show. É que na luta a gente dança, noix ginga, e balança, passo por todo seu contra-ataque. Qual foi já cansou?
Ele brilhava enquanto dançava e redobrava mortalmente seu ataque em Kizimu, uma arte invejável, insuperável, um encanto perfeito.
— Olha meus acertos, não engana, e agora eu marco meu primeiro gol!
E brilhantemente a corrente se retorceu acertando o ombro de Kizimu, fazendo ele cair no chão, a lâmina brutalmente caiu e prestes a atingi-lo — defendeu com o escudo.
Parecia que a dor era a única amiga, mas maior que tudo, era o olhar profundo de Kizimu.
Com aquela mudança do garoto de cabelos negros, o clima se tornou mais pesado, e sua energia ficou mais destrutiva. Como um reflexo de quem um dia já lutou, a cada segundo que estavam lutando, em cada ataque ele apostava em sua vida.
Se para sobreviver a essa guerra….
Se perder aquela luta era igual morte….
Precisava fazer igual Amara, e respirar esse esporte.
Lutar precisava não apenas ser amedrontável, precisava ser divertido, então, para se divertir ainda mais, apostaria sua vida. E aprenderia a dança do seu oponente.
O que eu faço para superar essa dança? Devo adaptar ou aprendê-la do começo?
Nem ferrando.
Então como eu vou criar uma oportunidade?
Mesmo assim a luta não parava, ela ficava mais intensa, mais brutal, mais enlouquecedora, e a aceleração energética estava quase acabando.
Estamos sangrando, o que nós faremos, Kuzimu?
“Você está quase completando o aprendizado da dança. Logo, logo, vamos começar o massacre”
Então vou fazer meu trabalho.
Magicamente ele passou pela dança de Ismael e fez um ataque em prol do mestre, se posicionando de fato. Posição preparada, postura de tudo que aprendeu com Guto e Ernesto.
Mas Ismael driblou calmamente, sua dança é extremamente calculada, sua forma era tão perfeita que não existe quem compete.
Até que surgiu um ataque perfeito.
— Essa perfeição, se chama, dance impact!
Girando sua arma perfeitamente em um arco cinestésico avassalador, ele fez um golpe tão rápido que Kizimu apenas viu um clarão. Ela veio direto em seu peito e apenas conseguiu bloquear em X.
Se não fosse seu escudo que retira qualquer impacto, aquele golpe seria o suficiente para lançar Kizimu por quilômetros. Mas, então, ele sorriu.
— Incrível, isso é incrível! Eu sabia, moleque, que você iria me divertir para caramba.
Kizimu avançou e girou seu corpo com excelência, ele avançou e cruzou por dentro do ataque brutal, evitando com uma determinação de um animal feroz. Então, adentrou o ataque e atacou com tudo.
O dançarino conseguiu retorcer sua arma e segurar com as duas mãos diretamente na base. Antes ele segurava pelas correntes, e era apenas isso o necessário. Agora segurando com a mão, ele brutalmente atacava e atacava.
Mas aquilo ainda não era o suficiente, então, Kizimu fez.
Ele dançou por aquele ataque sobrando um ataque dentro do outro, ele refez o estilo de giro do oponente, fluindo seu corpo por entre os movimentos, então, ambos começaram a dançar.
Ismael tinha um estilo de luta única, onde, ele criava um elemento principal em ação. Além de seu estilo de luta ser agressivo em essência, qualquer um que lute fica mais intenso, mas acima disso, algo sempre acontece se o inimigo é forte demais.
Ismael é o rei da dança. Até o oponente se encanta.
— E antes que morrer, até o inimigo samba.
O primeiro lance de dança de Kizimu era para mostrar que Ismael era nada para o senhor da casa Kuokoa. Parecia irreal, era antes como um muro, mas agora, Kizimu via esse muro se romper, enquanto com o despertar da destruição, ele entrava no fluxo.
Tanta concentração na mente. Com aquele despertar ele estava ignorando tudo em volta. E agora aprendeu o estilo de dança completamente.
Ismael Shama buscava fazer a melhor jogada, a dança mais bela para sua arma. Usava a fraqueza de Kizimu para brilhar. Mas o garoto de cabelos negros era o oposto, ele queria esmagar o dançarino no que ele mais dominava.
Não era mais para vencer, era para humilhar, humilhar, humilhar.
Kizimu dançava, pulava, corria, avançava, sua intensidade era ainda palpável, assim como um dia já entendeu. Ele perdia a noção do lógico, enquanto a sua raiva se tornava insana. Ele precisava vencer, não porque queria salvar a todos, mas porque seu único desejo era a vitória.
Era para caçar, executar, massacrar, eliminar, é para subjugar. Para pisar, destroçar, arrancar, devorar. Pra matar, pra matar, pra matar, pra matar.
Ismael estava vendo aquela luta indo para uma dança distorcida, cada vez mais corrompida, e sentiu arrepios, então, preparado para demonstrar sua posição. Ele evoluiria ali e agora.
Nunca se contentaria com seu limite, ele precisava ser mais do que todos, perfeito, a dança perfeita, então, alcançaria a perfeição. Se ele estava sendo superado, apenas precisava se divertir e se superar mais.
— Chega de erros, pois eu não aceitarei. O título de 6° melhor de Insurgia pertence a mim e a mais ninguém.
A dança dele se mostrava perfeita e fez Kizimu entender bem. Uma característica rara, com uma mente trabalhada, que não trava, que não para, que não hesita nem um segundo.
Com um corpo abençoado, com talento destacado, ele lutava com a essência do melhor dançarino do mundo.
Kizimu mal conseguia se impor, na luta, quando ele evoluiu de forma absoluta. Refletindo a todos aqueles que treinou que tanto admirou, percebeu que cometeu um erro, aprender aquela dança era impossível, porque ele era um dançarino perfeito.
— Kuzimu, não vamos perder de forma alguma!
Sua energia multiplicou, era como se ele tivesse sacrificado um estágio de sua existência para um impulso energético, ainda mais surreal.
Desde que enfrentou Amara, ele treinou incansavelmente. Não era para alcançar aquele modo, mas era para não ser ineficiente. Ver Ismael superar o estilo de combate dançante que tinha aprendido na sua frente.
— Se eu continuar o mesmo de antes…
Ele perderia assim como perdeu para Amara.
De novo essa sensação.
Ele percebeu amar lutar.
Acho que agora entendi.
Ele poderia até amar lutar.
Mas…
— Eu amo destruir!
Os que são fortes, apenas precisava vencer na força bruta. Todos os rivais que fez e nunca venceu a luta. Então Ismael evoluia em uma dança absoluta. Apenas é superar, então por que Kizimu não superava?
Lembrou da luta de Kim.
Sim, Kim faria melhor!
Então, escolheu recomeçar a luta.
Ele fez o avanço mais cruel.
— Espera, ele ficou maluco?
Os cortes avançaram e acertaram no mesmo segundo. Avançando, fatiando, e rasgando sua pele. Ao invés de defender escolheu, avançar com tudo.
A dança que supera até o último mínimo.
— Eu não me importo de morrer para fazer o ataque que supera tudo!
Apenas se esquivou da morte — não! — ele dançou por todos os cortes, mesmo sendo acertado com tudo, avançou com um vacilar perfeito, e fez o que ninguém conseguiria fazer, mesmo que seu limite fosse claro, ele dançou em meio aos ataques e — cortou com um espadão elétrico todo o peito de Ismael.
— Incrível!
— Incrível!
— Incrível! — gritaram em uníssono.
Kizimu estava sangrando muito. Braços, pernas, barriga, peito, pescoço. Apenas escolher dançar em meio aqueles ataques predestinados foi um custo infindável, mas não deve como ser evitado. Sua velocidade tinha que ser tão incrível quanto Kim um dia foi.
— Incrível, incrível, incrível!
— Moleque, você enlouqueceu!
— Incrível! Incrível! Incrível!
Kizimu estava louco. Mas finalmente respirou fundo, e gritou:
— O melhor sou eu!
Fim da luta, percebeu um pouco tarde demais, mas Kizimu ali tinha vencido com sua própria força e limite, o segundo de seus rivais.

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