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    『 Tradutor: Crimson 』


    Ele balançou a cabeça. Por ora, o que importava era que ele havia se recuperado completamente e seu douion havia atingido o Estágio IV. Ele podia prosseguir com a próxima fase de seu plano com confiança.

    O olhar de Souta percorreu o Reino Eterno.

    “Tasman está indo bem… fortalecendo o poderio militar da nação. E agora que alcancei [Douion IV], posso transportar pessoas para o reino dos sonhos sem desvantagens… e trazer criaturas dos sonhos para a realidade.”

    Seu plano estava progredindo mais rápido do que ele havia previsto.

    Ele conseguiu avançar para a próxima fase antes do que esperava.

    Como Soberano de Rank 1 da Terra Vanko, era natural que tivesse domínio sobre suas terras.

    “Faz tempo que não visito Vanko… Devo dar uma olhada, ver como estão as coisas.” Ele fez uma pausa, os olhos se voltando para sua tatuagem e dizendo: “Mas primeiro…”

    –Ohm!

    Sua tatuagem de urso brilhava com uma luz carmesim.

    “Venha aqui.”

    No instante seguinte, uma ursa enorme materializou-se no ar. Sua pelagem vermelha flamejava como fogo enquanto avançava em sua direção, mas Souta apenas sorriu, pegando-a sem esforço.

    A ursa era ninguém menos que Yuko.

    “Mestre!!” Sua voz ecoou em seus ouvidos, repleta de alegria.

    “Há quanto tempo”, disse Souta suavemente, acariciando seu pelo grosso e fofo.

    Os membros de Yuko o envolveram num abraço esmagador. Para uma pessoa comum, teria sido fatal, mas para um monstro de quinto estágio como Souta, a força dela não significava nada.

    Após algum tempo, ela o soltou e permaneceu ao seu lado.

    Souta a examinou, impressionado.

    “Você ficou mais forte, Yuko. Quase cinco meses se passaram desde a batalha… e você melhorou tremendamente.”

    Ele pressentia o poder dela agora, no ápice do Quarto Estágio da Evolução, oscilando à beira do Quinto.

    Tanta coisa aconteceu com você enquanto eu dormia…

    “Momento perfeito. Vou te ajudar a chegar ao Quinto Estágio em breve”, disse ele, dando um tapinha leve na cabeça dela.

    Ele não perguntou o que havia acontecido com ela. Haveria tempo para perguntas mais tarde, quando explorassem Vanko.

    “Sigam-me até o reino dos sonhos.” Souta passou a mão pelo ar, e o espaço à sua frente se abriu como uma boca enorme e escancarada.

    “Vamos lá.”

    Sem perturbar uma única alma no Reino Eterno, Souta e Yuko adentraram o reino dos sonhos.

    –Ohm!!

    Uma fenda se abriu sobre a Terra de Vanko, e duas silhuetas emergiram: Souta e Yuko.

    “Voltei mais cedo do que o esperado”, disse Souta, observando a vasta extensão de terra abaixo.

    “Vamos.”

    Eles desceram silenciosamente, ocultos da detecção. Souta suprimiu sua energia, tornando quase impossível para qualquer um senti-los. Somente aqueles com percepção extraordinária saberiam que estavam lá.

    Abaixo, estendia-se um vasto território dominado por um mar de relâmpagos, que fluía pela terra como um oceano de lava. Massas de terra irregulares e flutuantes pairavam acima dele, cada uma abrigando assentamentos como vilarejos, cidades e até mesmo metrópoles, construídas pelos povos que haviam dominado a sobrevivência nessa extensão eletrificada.

    “Esta zona é governada por um Soberano de Rank 23”, observou Souta, examinando os arredores.

    Cada Soberano podia moldar seu território de acordo com sua visão, esculpindo-o na Terra de Vanko com vasto poder dos sonhos e sua conexão com a própria terra. Era por isso que cada zona tinha uma aparência distinta, muitas vezes extraordinária.

    Yuko virou a cabeça para o lado, com os sentidos em alerta. Algo havia chamado sua atenção.

    Os lábios de Souta se curvaram em um pequeno sorriso ao ver a reação dela.

    “Finalmente. Demorou alguns minutos.”

    Yuko inclinou a cabeça, com um olhar questionador, pedindo silenciosamente uma explicação.

    “Bem”, disse Souta, fazendo uma pausa enquanto estalava os dedos. Imagens se materializaram diante de Yuko, cintilando no ar.

    “Existe outra terra que colidiu com Vanko, o que você sentiu é essa terra, agora situada ao lado de Vanko. Ambas existem dentro do Reino dos Pesadelos no Reino dos Sonhos, mas são… distintas. É como encontrar um ser de outro planeta. Essa é a analogia mais próxima que posso lhe dar.” Ele explicou.

    Ele falou com cuidado, simplificando a explicação para que Yuko pudesse compreendê-la.

    De fato, uma enorme massa de terra colidiu com Vanko. O encontro desencadeou um conflito imediato, com seres de ambos os territórios se enfrentando violentamente, e uma guerra se espalhou por diversas zonas. Vários Soberanos foram arrastados para a luta, e incontáveis ​​vidas foram perdidas.

    A Terra de Vanko estava em desvantagem. Vários soberanos haviam caído em batalhas anteriores, apenas alguns meses atrás, deixando brechas em sua defesa.

    Souta já havia previsto esse desfecho. Ele já o tinha visto antes e não se surpreendeu com a devastação.

    “Vamos ver o que podemos fazer”, disse ele, dando um passo leve no ar.

    Ele se movia com calma, caminhando entre as nuvens enquanto observava a paisagem abaixo. Não havia pressa; ele tinha tempo para contemplar aquele cenário singular. Yuko o seguia de perto, com o olhar atento.

    “Você sabe por que viemos parar aqui, dentre todas as regiões da Terra de Vanko?”, perguntou ele.

    Yuko balançou a cabeça negativamente.

    Souta esboçou um leve sorriso.

    “Porque esta região está sob invasão… e os seres daqui ainda não se deram conta disso.”

    Os dois continuaram seu passeio silencioso até chegarem à base de um enorme castelo. Erguendo-se a quinhentos metros de altura, ele se punha como um monumento do mar de relâmpagos, sua imensidão eclipsando as ilhas flutuantes ao redor. Poucas criaturas ousavam viver ali; a área irradiava uma aura de poder inatingível.

    No portão do castelo, dois guardas aguardavam. Eram monstros de terceiro estágio, semelhantes a leões com dois pares de asas, seus olhos brilhando com autoridade.

    Conforme Souta e Yuko se aproximavam, as criaturas abriram os olhos, percebendo imediatamente os dois intrusos.

    “Sem convite do senhor, ninguém pode entrar”, declarou um dos monstros semelhantes a leões.

    Souta lançou um olhar calmo.

    “Não quero causar mortes desnecessárias, então…”

    Antes de terminar a frase, estalou os dedos.

    Num instante, os dois guardas do terceiro estágio desapareceram, deixando apenas espirais de fumaça branca.

    Yuko observou em silêncio, sem saber ao certo o que havia acontecido, mas não perguntou.

    Souta encontrou o olhar dela por um instante, depois disse: “Vamos”, e empurrou os portões maciços.

    Assim que os portões se abriram, um relâmpago atravessou o céu tempestuoso, atingindo o castelo como um julgamento divino.

    Souta apenas observou, impassível, enquanto o relâmpago se dissipava inofensivamente no ar, deixando apenas um tênue eco de seu poder.

    “Você lutará contra o Soberano, Yuko”, disse Souta com firmeza.

    “Eu prometi te ajudar a alcançar o Quinto Estágio, mas isso ainda depende inteiramente de você.” Ele fez uma pausa, deixando suas palavras serem assimiladas. “Usaremos os recursos daqui para aumentar seu poder, então não se preocupe com isso. Quanto ao resto… eu me certificarei de que ninguém te perturbe.”

    Mal ele terminara de falar, o chão tremeu violentamente, sacudindo toda a área. Nuvens escuras rodopiavam sobre o castelo, lançando sombras ameaçadoras sobre a terra abaixo.

    Souta deu um sorriso, dando um tapinha nas costas de Yuko.

    “O Soberano desta região nos sentiu. Você enfrentará aquele monstro, e eu cuidarei de todo o resto.”

    Yuko assentiu com a cabeça. Ela não tinha objeções, pois confiava no plano dele.

    –Boom!!

    Um relâmpago atingiu o solo bem à frente deles. O impacto rasgou a terra, e do terreno destruído emergiu uma criatura colossal. Duas cabeças de leão rugiam em uníssono, seu corpo coberto por penas negras e lustrosas, três caudas carregadas de eletricidade chicoteavam violentamente atrás dele.

    Este não era um monstro comum.

    O Leão Bahalmun Relampejante dos Sonhos, um Monstro de Quarto Estágio e o Soberano de Rank 23 da Terra de Vanko.

    “Quem é você?!” Trovejou, sua voz ressoando como nuvens de tempestade se formando.

    Yuko não respondeu. Em vez disso, abriu a boca, liberando uma torrente de fogo.

    –BOOM!!

    No instante em que Yuko liberou suas chamas, o ar ao redor do campo de batalha irrompeu em luz e energia. Seu fogo colidiu com os relâmpagos do Soberano, enviando ondas de choque que sacudiram as ilhas flutuantes. O cheiro de ozônio se misturava ao calor escaldante, e cada impacto ecoava como tiros de canhão pelo mar de relâmpagos abaixo.

    O Leão Bahalmun Relampejante dos Sonhos rugiu, suas duas cabeças se voltando para Yuko. Suas caudas chicoteavam como varas carregadas de energia elétrica, criando arcos que cortavam o ar. Yuko rolou para o lado, chamas a seguindo como um cometa, escapando por pouco de um golpe que teria vaporizado seres comuns.

    Assim, de repente, o duelo começou.

    Enquanto isso, Souta pairava acima do castelo, contemplando a vasta paisagem abaixo.

    Seu objetivo era claro: o domínio total daquela terra. A Terra de Vanko e o território vizinho que a ela colidia, conhecido como Reem.

    Nenhum ser vivo em nenhuma das duas terras poderia sequer esperar detê-lo.

    Ele fechou os olhos, inspirando profundamente, e então abriu os braços lentamente. Uma onda colossal de energia emanou dele, irradiando-se como o pulso de uma tempestade.

    –Ohm!!

    A força descomunal da onda reverberou pelo céu.

    Todos os seres em Vanko e Reem, sejam Soberanos, monstros ou entidades poderosas, sentiram o tremor de seu poder. Todos viraram suas cabeças, olhos arregalados, para a região governada pelo Soberano de Rank 23.

    A energia era diferente de tudo que já haviam sentido. Crepitava com intensidade, uma força vital que exigia atenção.

    “O que é isso?!!”

    “Essa é… a Região do Relâmpago Azul!!”

    “Outra invasão?!”

    “Preparem-se! Vamos lá!!”

    As próprias terras pareciam estremecer sob o peso da presença de Souta, cada ser instintivamente ciente de que algo cataclísmico havia chegado.

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