Capítulo 13 - Quando o Destino Desce como Lâmina
O sangue ainda escorria pela perna de Albrecht Eisenwald.
Mas a postura dele não enfraqueceu.
Pelo contrário.
A atmosfera da arena se tornou opressiva, pesada como ferro. A energia ao redor do cavaleiro mudou — não era apenas defesa agora. Era intenção.
Intenção de encerrar.
Hans sentiu.
O vento ao redor dele, antes vibrante e agressivo, começou a oscilar de forma instável. O Wind Breaker havia funcionado… mas também havia drenado grande parte de sua energia.
Albrecht girou levemente a espada, testando o equilíbrio.
— Eu subestimei você. — disse, a voz calma. — Isso não acontecerá de novo.
Ele deu um passo.
O chão rachou.
Hans instintivamente lançou uma rajada lateral para ganhar distância — mas Albrecht já estava lá.
Rápido demais.
A espada desceu.
Hans bloqueou por reflexo.
CLANG!
O impacto fez seus braços tremerem violentamente. O vento explodiu ao redor dos dois, criando uma onda de choque que varreu poeira e fragmentos de pedra.
Hans foi empurrado vários metros para trás.
— Ele ficou mais rápido… — murmurou Johann na arquibancada.
Albrecht avançou novamente.
Dessa vez não houve teste.
Houve pressão contínua.
Cortes invisíveis cruzaram a arena em sequência. Hans girava, saltava, impulsionava o corpo com rajadas desesperadas para sobreviver. Cada movimento arrancava mais energia.
Uma lâmina invisível rasgou sua coxa.
Outra abriu seu ombro.
O vento já não era elegante.
Era sobrevivência.
— Você está forçando o vento. — disse Albrecht, surgindo à frente dele mais uma vez. — Não está comandando.
Hans tentou contra-atacar.
Ergueu a espada.
Canalizou o que restava de energia numa rajada frontal.
Albrecht simplesmente atravessou.
Ele moveu a espada com precisão absurda.
— Cortes do Destino.
O golpe não mirou Hans.
Mirou a espada.
O som que se seguiu ecoou por toda a arena.
CRACK.
O aço vibrou.
Depois…
Se partiu.
A espada de Hans se quebrou ao meio.
A parte superior girou no ar antes de cair no chão com um som metálico seco.
Silêncio.
Hans ficou imóvel, segurando apenas o cabo quebrado.
Os olhos arregalados.
A respiração falhou.
O vento ao redor dele… se dissipou por um segundo.
Albrecht parou a poucos passos de distância.
Imponente.
Intocável.
— Essa é a diferença entre nós. — disse, firme. — Técnica. Experiência. Poder.
Hans olhou para a própria mão.
Vazia.
Desarmado.
O medo finalmente o atingiu.
Não era o medo de perder.
Era o medo real.
De morrer ali.
Seu peito apertou.
A mente começou a acelerar.
Eu não posso bloquear.
Eu não posso atacar.
Eu não tenho arma.
Albrecht ergueu a espada mais uma vez.
— Renda-se. — disse, sem crueldade. — Ou eu corto mais do que sua arma.
Hans deu um passo para trás.
O vento ao redor dele começou a vibrar de forma errática.
Descontrolada.
Dentro dele…
Algo se mexeu.
Algo que já havia começado a despertar.
O público percebia a diferença.
— Ele acabou…
— Sem espada contra o Eisenwald?
— Isso vai terminar mal…
Na arquibancada superior, Noah observava.
Seus olhos se estreitaram levemente.
Hans estava apavorado.
E o vento…
Não parecia mais apenas vento.
No centro da arena, Albrecht avançou.
E Hans, segurando apenas o cabo quebrado da espada, sentiu o desespero se transformar em algo muito mais perigoso.
Algo que não queria mais apenas sobreviver.
Algo que queria… destruir.
O sangue ainda escorria pela perna de Albrecht Eisenwald.
Mas a postura dele não enfraqueceu.
Pelo contrário.
A atmosfera da arena se tornou opressiva, pesada como ferro. A energia ao redor do cavaleiro mudou — não era apenas defesa agora. Era intenção.
Intenção de encerrar.
Hans sentiu.
O vento ao redor dele, antes vibrante e agressivo, começou a oscilar de forma instável. O Wind Breaker havia funcionado… mas também havia drenado grande parte de sua energia.
Albrecht girou levemente a espada, testando o equilíbrio.
— Eu subestimei você. — disse, a voz calma. — Isso não acontecerá de novo.
Ele deu um passo.
O chão rachou.
Hans instintivamente lançou uma rajada lateral para ganhar distância — mas Albrecht já estava lá.
Rápido demais.
A espada desceu.
Hans bloqueou por reflexo.
CLANG!
O impacto fez seus braços tremerem violentamente. O vento explodiu ao redor dos dois, criando uma onda de choque que varreu poeira e fragmentos de pedra.
Hans foi empurrado vários metros para trás.
— Ele ficou mais rápido… — murmurou Johann na arquibancada.
Albrecht avançou novamente.
Dessa vez não houve teste.
Houve pressão contínua.
Cortes invisíveis cruzaram a arena em sequência. Hans girava, saltava, impulsionava o corpo com rajadas desesperadas para sobreviver. Cada movimento arrancava mais energia.
Uma lâmina invisível rasgou sua coxa.
Outra abriu seu ombro.
O vento já não era elegante.
Era sobrevivência.
— Você está forçando o vento. — disse Albrecht, surgindo à frente dele mais uma vez. — Não está comandando.
Hans tentou contra-atacar.
Ergueu a espada.
Canalizou o que restava de energia numa rajada frontal.
Albrecht simplesmente atravessou.
Ele moveu a espada com precisão absurda.
— Cortes do Destino.
O golpe não mirou Hans.
Mirou a espada.
O som que se seguiu ecoou por toda a arena.
CRACK.
O aço vibrou.
Depois…
Se partiu.
A espada de Hans se quebrou ao meio.
A parte superior girou no ar antes de cair no chão com um som metálico seco.
Silêncio.
Hans ficou imóvel, segurando apenas o cabo quebrado.
Os olhos arregalados.
A respiração falhou.
O vento ao redor dele… se dissipou por um segundo.
Albrecht parou a poucos passos de distância.
Imponente.
Intocável.
— Essa é a diferença entre nós. — disse, firme. — Técnica. Experiência. Poder.
Hans olhou para a própria mão.
Vazia.
Desarmado.
O medo finalmente o atingiu.
Não era o medo de perder.
Era o medo real.
De morrer ali.
Seu peito apertou.
A mente começou a acelerar.
Eu não posso bloquear.
Eu não posso atacar.
Eu não tenho arma.
Albrecht ergueu a espada mais uma vez.
— Renda-se. — disse, sem crueldade. — Ou eu corto mais do que sua arma.
Hans deu um passo para trás.
O vento ao redor dele começou a vibrar de forma errática.
Descontrolada.
Dentro dele…
Algo se mexeu.
Algo que já havia começado a despertar.
O público percebia a diferença.
— Ele acabou…
— Sem espada contra o Eisenwald?
— Isso vai terminar mal…
Na arquibancada superior, Noah observava.
Seus olhos se estreitaram levemente.
Hans estava apavorado.
E o vento…
Não parecia mais apenas vento.
No centro da arena, Albrecht avançou.
E Hans, segurando apenas o cabo quebrado da espada, sentiu o desespero se transformar em algo muito mais perigoso.
Algo que não queria mais apenas sobreviver.
Algo que queria… destruir.
O som da espada quebrada ainda ecoava na mente de Hans.
O cabo inútil em sua mão parecia pesar toneladas.
À sua frente, Albrecht Eisenwald avançava com passos firmes, espada erguida, destino pronto para cair.
— Renda-se. — repetiu o cavaleiro. — Você já provou seu valor.
Mas Hans não ouvia mais direito.
Seu coração batia alto demais.
O vento ao redor dele estava… estranho.
Não soprava para fora.
Estava sendo puxado para dentro.
Para ele.
Medo.
Fracasso.
Eu vou morrer.
Esses pensamentos começaram a se misturar com outro som.
Um sussurro.
Profundo.
Antigo.
Rindo.
Hans apertou o cabo da espada quebrada.
— Não… — murmurou.
Albrecht moveu-se para o golpe final.
A lâmina desceu em um arco perfeito, invisível e inevitável.
Mas, no exato instante do impacto—
O vento explodiu.
Não para fora.
Para todos os lados ao mesmo tempo.
BOOOOM!
Uma onda de pressão varreu a arena inteira. A espada de Albrecht foi desviada por centímetros, cravando no chão ao lado de Hans em vez de atravessá-lo.
O público se levantou em choque.
O chão sob os pés de Hans rachava.
O ar ao redor dele vibrava em frequência absurda.
Ele ainda segurava apenas o cabo quebrado.
Mas agora… ele não precisava mais da lâmina.
Seus olhos estavam diferentes.
Não vazios.
Não desesperados.
Profundos.
Como o centro de um furacão.
Albrecht recuou um passo involuntário.
Não por medo.
Por instinto.
— O que… — murmurou.
Hans respirou fundo.
O vento não girava mais ao redor dele.
Ele girava ao redor do vento.
Pequenas correntes começaram a subir do chão, formando espirais verticais que rasgavam a poeira da arena. As bandeiras nas arquibancadas foram arrancadas de seus mastros. Detritos começaram a flutuar.
— Ele está… — Johann engoliu em seco. — Ele está controlando tudo.
Não.
Ele estava sendo respondido.
Hans deu um passo à frente.
A pressão aumentou.
Albrecht tentou cortar o espaço mais uma vez.
— Cortes do Destino!
A lâmina invisível atravessou o ar—
E foi esmagada.
Como se tivesse entrado em uma parede de pressão absoluta.
Os olhos do cavaleiro se arregalaram.
— Impossível…
Hans ergueu a mão lentamente.
O vento ao redor da arena começou a convergir para ele como um mar sendo sugado por um abismo.
Não era mais técnica.
Não era apenas controle.
Era presença.
A poeira se levantava.
As roupas dos espectadores tremulavam violentamente.
Alguns lutadores sentiram dificuldade para respirar.
Na arquibancada superior, até Noah estreitou os olhos.
Então é isso… pensou.
Hans levantou o rosto.
Sua voz saiu baixa.
Mas ecoou como trovão.
— Eu não vou morrer aqui.
O vento cessou por um segundo.
Silêncio absoluto.
E então—
Uma aura invisível explodiu dele.
Não era luz.
Não era escuridão.
Era pressão.
Uma presença esmagadora que fez todos na arena sentirem o peito apertar ao mesmo tempo.
Veteranos arregalaram os olhos.
Necromantes sentiram a energia vibrar como algo vivo.
Cavaleiros instintivamente levaram a mão às espadas.
Até Albrecht sentiu o próprio corpo reagir.
A perna ferida tremeu.
— Essa energia… — murmurou ele.
Hans permaneceu parado no centro da arena.
O cabelo sendo agitado por ventos que não sopravam em direção alguma.
A poeira formando um círculo perfeito ao redor de seus pés.
E todos ali entenderam, mesmo sem saber explicar:
Algo havia despertado.
E a tempestade…
ainda estava só começando.
A aura de Hans ainda pressionava a arena.
O vento girava ao redor dele como um domínio invisível, esmagando o ar, forçando até veteranos a ajustarem a respiração.
No centro daquele furacão silencioso, Albrecht Eisenwald manteve a postura.
Mas seus olhos… mudaram.
Não havia mais teste.
Não havia mais contenção.
— Então você despertou. — disse ele, firme. — Muito bem.
Ele firmou o pé ferido no chão.
Mesmo sangrando.
Mesmo sob pressão.
A espada foi erguida lentamente à frente do corpo.
Hans sentiu.
Algo diferente.
O vento ao redor dele começou a vibrar de forma instável, como se estivesse sendo observado.
— Essa técnica… — Albrecht continuou — não é para cortar carne.
Ele respirou fundo.
O ar ao redor da lâmina ficou absurdamente calmo.
Calmo demais.
— É para cortar… mentiras.
O público não entendeu.
Hans avançou primeiro.
Um passo — e a arena explodiu em rajadas concêntricas. Ele surgiu diante de Albrecht como um raio, punho envolto em pressão comprimida, pronto para esmagar.
Mas Albrecht não recuou.
Ele desapareceu.
Não foi velocidade comum.
Foi precisão absoluta.
Ele surgiu ao lado de Hans — na zona morta do vento.
E então—
— O Corte da Verdade.
O movimento foi quase invisível.
Sem explosão.
Sem arco amplo.
Apenas um traço fino atravessando o ar.
Hans sentiu o impacto atravessar seu corpo.
Não como dor.
Como silêncio.
A aura explodiu—
E se apagou.
Instantaneamente.
O vento cessou.
A pressão sumiu.
Os detritos caíram no chão ao mesmo tempo.
Hans ficou imóvel.
Os olhos arregalados.
O corpo ainda inclinado para frente, como se o golpe não tivesse terminado.
Mas algo estava errado.
Ele tentou chamar o vento.
Nada.
Tentou puxar a pressão.
Vazio.
— Essa técnica — explicou Albrecht, já atrás dele — corta a conexão entre o portador e sua Energia Monstrificada.
Hans caiu de joelhos.
— Por… quanto tempo…? — murmurou, a voz falhando.
Albrecht virou o rosto levemente.
— Sete segundos.
O público estava em silêncio absoluto.
Hans sentiu o mundo girar.
Sem o vento.
Sem a aura.
Sem a força ampliada.
Ele era apenas… um Rank D.
Seu corpo ainda cansado.
Ferido.
Desarmado.
Albrecht virou-se completamente agora, a espada apontada para ele.
— Sete segundos — repetiu. — São suficientes para decidir qualquer batalha.
Hans tentou se levantar.
As pernas falharam.
O medo voltou.
Não como antes.
Mas mais cru.
Mais real.
Ele olhou para as próprias mãos.
Vazias.
A energia dentro dele estava… trancada.
Como se uma porta tivesse sido selada.
Albrecht começou a caminhar.
Um.
Dois.
Três passos.
Cada um ecoando como contagem regressiva.
Na arquibancada superior, até Noah estreitou o olhar.
— Ele cortou a conexão… — murmurou.
Quatro segundos.
Hans tentou respirar fundo.
Nada respondia.
Cinco segundos.
Albrecht ergueu a espada para o golpe final.
Seis segundos.
A arena inteira parecia congelada.
Sete—
A lâmina começou a descer.
E Hans, ainda sem sua energia, percebeu algo aterrorizante:
Ele teria que sobreviver como humano.
Ou não sobreviveria.
A arena já estava destruída.
O chão rachado.
O ar pesado de energia residual.
O cheiro de sangue misturado com poeira.
Hans estava de pé… tremendo.
Sem a mão esquerda.
O sangue escorria pelo braço mutilado, pingando no chão como uma contagem regressiva cruel.
E então—
— NOAH!
Do alto das arquibancadas destruídas, Noah Kraus gritou com a voz carregada de urgência:
— HANSS! DESISTE! JÁ CHEGA!
Hans virou o rosto lentamente. O suor e o sangue escorriam pelo seu rosto, mas seus olhos ainda queimavam.
— Vai se fuder, Noah…
A resposta veio rouca. Crua. Viva.
Noah cerrou os dentes.
— Você já se provou! Não precisa morrer por isso! Você já mostrou quem é!
Hans deu um passo à frente.
Cambaleante.
Mas firme.
— Se eu morrer… eu vou morrer lutando.
Albrecht observava em silêncio.
Frio.
Imponente.
A armadura prateada marcada por pequenos cortes.
— Patético.
Hans respirou fundo.
E então…
Ele avançou.
Explodiu.
Mesmo com uma mão só, seu corpo parecia ignorar a dor. Ele mergulhou na curta distância e—
CRACK!
Um soco direto no abdômen de Albrecht.
BOOM!
Um chute giratório na lateral da armadura.
THUD!
Uma cabeçada brutal.
Golpe atrás de golpe.
Rápido.
Feroz.
Desesperado.
Albrecht foi empurrado dois metros para trás.
O chão se partiu sob seus pés.
Hans não parava.
Cada ataque era movido por pura vontade.
Por pura insanidade.
Por pura determinação.
O público ficou em silêncio.
Albrecht abaixou a cabeça.
Seus olhos brilharam.
— …Você ousa?
A energia ao redor dele começou a distorcer.
O ar ficou pesado.
A pressão esmagou o chão.
Hans tentou avançar mais uma vez—
Mas Albrecht ergueu a espada.
Sua voz ecoou fria e autoritária:
— Eu vou terminar isso.
A lâmina vibrou.
O espaço à frente dela começou a rachar.
— Aberração.
E então—
SCHRRAAAAAAAAAAACK!
Sete cortes gigantescos se formaram no ar.
Não eram apenas lâminas.
Eram fendas.
Rasgando o próprio espaço.
Uma após a outra.
Em direções diferentes.
Impossíveis de prever.
Todas indo em direção a Hans.
O vento explodiu.
O chão foi cortado como papel.
A pressão esmagou tudo ao redor.
Noah arregalou os olhos.
— HANSSSS!!!
E Hans…
Mesmo exausto.
Mesmo sangrando.
Mesmo com um braço a menos…
Sorriu.
E deu um passo à frente.
Continua.

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