Índice de Capítulo

    Sinto que esse capítulo tá mal feito, mas espero que gostem…

    — Eu já enviei a carta, estamos solteiros, né? Parece uma boa oportunidade.

    As íris carmesim de uma vampira pálida brincaram, a diversão em sua voz, sua zombaria pura e indigna.

    Por outro lado, sua mestra não pareceu ter entendido muito bem. Num movimento instintivo, ela deu um fraco tapa, mas forte o suficiente para deixar a pele de Kynory vermelha.

    — Não toque nele.

    Os olhos da mulher cintilavam; ela recuou percebendo seu erro e desviou o olhar em vergonha.

    — Sinto muito, eu não gostei da brincadeira. — Desviou o olhar.

    Aquilo doeu, tanto que a vampira queria arrancar sua bochecha; aquilo foi o suficiente, suficiente para entender muita coisa.

    “Mestra… sua angústia, eu te odeio por isso, mas te perdoo por tudo que já fez por mim”, ela fechou os olhos e saiu andando.

    Ao longe, Nick veio e ofereceu refrigerante para Mind; ela sorriu e perguntou:

    — O que aconteceu, sua mente pesou pela carta? Sua aluna descobriu? — Cerrou os olhos. — Todo seu sofrimento é merecido, geniazinha. Mas estou aqui, hehe…

    A mulher aceitou e encarou o cabelo negro de sua amiga.

    — A Kynory é frágil, me preocupo se ela aguentaria estar ao lado dele…

    — Mind… — murmurou — Mind… pensei que fosse mais inteligente… Ela é uma Tcitytser, isso não faz a menor diferença.

    Mind encarou-na com receio. No entanto, Nick continuou:

    — Encantamento já é forte, né? Vamos esperar para ver.

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    Deitado sobre a cama, Kevyn encarou o brilhante abajur. “Ainda é tão… não vou sair tão cedo…”, breve suspiro antecipou sua volta para dormir.

    No entanto, tênues batidas vieram a despertar.

    — Kevyn, posso entrar?

    Ela pediu autorização, talvez tenha aprendido um pouco de bom senso? O príncipe abriu um de seus olhos e respondeu:

    — Entre.

    O girar da maçaneta veio; a garota abriu a porta e até a cama chegou, ela encarou-o deitado e se sentou ao seu lado.

    Tirando algo da cintura, Aycity encarou a tela de seu celular. “Não tem internet… a que tem é a mundial, mas ela não é tão boa”, suspirou e encarou o príncipe. “Será que poderia pedir pela internet? Não… depois eu compro um chip”.

    O menino observou-na de olhos cerrados, percebendo o que estava fazendo. “Então isso é um celular? Entendo…”, voltou a dormir.

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    Mais tarde, Aycity e Dayron estudaram juntas. Mesmo não podendo falar, a armadura usou objetos para mostrar as sílabas e as junções de palavras.

    Se aproveitando da tecnologia, a garota usou vídeos para tentar aprender mais e, assim, uma fagulha de conhecimento surgiu.

    Humbra observou e apreciou. “Meu rei parece atrair garotas problemáticas, onde ele está afinal?”

    「❍」

    Sentado sobre uma pedra, Kevyn estava com um livro em mãos; era justamente o “Como ensinar pessoas mais novas”. Curiosamente, seu olhar pareceu apático, mas um sorriso se curvou de seus lábios.

    “Daniel, por que você tem um livro de nove mil anos atrás ainda?” Fechando o livro e sua eutimia, o garoto encarou o céu e pôs a mão sobre um de seus olhos. “Dayron disse que iria ensinar a Aya, talvez eu devesse demorar um pouco mais?”

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    — Kyajurin… — Olhou. — O que está fazendo?

    O homem mencionado encarou a mulher com olhos de caveira enquanto mastigava a comida de sua tênue marmita.

    Então seu olhar se cerrou, sempre tão sério e niilista; ele veio a responder:

    — Star, eu tô no meu horário de almoço, mas agradeço a preocupação.

    — Não quis dizer isso, kuku… — Riu. — Tô perguntando sobre seu trabalho, você é meu general, deveria largar seu emprego e começar a treinar.

    Os dois se encararam por um breve momento; por mais de parecer uma brincadeira, a voz de Night soou firme demais para quem estava brincando.

    — Eu não! — Jogou a mão para cima. — Você não vai me dar dinheiro, sua pobretona.

    Kyajurin levou na brincadeira.

    — Ah, é? — Ela sorriu.

    — Uhum!

    Night encarou ao redor, da fogueira ao centro da sua fortaleza de troncos de madeira, a grama, as barracas; então ela se sentou e observou.

    Moonside, ao lado de uma pilastra com uma bandeira com estampa de caveira, observou atentamente; a garota logo chamou sua espada para sua mão e apontou para o rapaz.

    — O que você vai fazer se uma batalha começar?

    Percebendo que dessa vez era sério, uma gota de suor escorreu pelo rosto de Kyajurin que, dessa vez, concordou com a cabeça e respondeu:

    — Vou fazer o que estiver ao meu alcance.

    — Perfeito — disse Star.

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    Então o sol começou a cair para seu sono; depois do almoço, Kevyn e Aycity trocaram alguns golpes em meio à grama do jardim.

    O ar de seus movimentos fazia a grama vir em frenesi, um ataque mais forte que o outro, mas somente um treinamento.

    De um lado, a garota vinha, seu punho em decadência pronto para acertar. Mas Kevyn defendeu com seu antebraço; rápido, ele pegou o mesmo braço que o acertou e lançou seu corpo em um arco latente.

    Dessa vez, pateticamente ela se aproveitou; usando o gelo, ela pensou: “Como você me ensinou”. No surgimento das partículas de neve, instantaneamente uma barreira se formou e os dois vieram a recuar.

    — Fuh~

    — Você aprendeu rápido. — O príncipe sorriu.

    — Quando você disse para aprender a controlar minha mana, liberar ela é muito fácil.

    — Oh… — Arregalou os olhos. — Então você tá congelando as moléculas de oxigênio, não é?

    — Hehe… exatamente!

    De repente, o garoto notou algo. Com o vibrar de seus olhos, ele não entendeu algo:

    — Eh… Aya, você consegue usar sua mana? Você não é humana? Se fosse, precisaria de um catalisador…

    — Hm…? Eu não sei… — Desviou o olhar e continuou — na real…

    Mesmo sem entender, Kevyn não se incomodou. No entanto, se aproximando, ele ativou o branco e disse:

    — Vou te ensinar outra coisa agora… ontem eu comprei um livro sobre o básico da energia, ele fala que…

    Perto o suficiente, o príncipe tocou o topo da cabeça dela e sentiu a energia no corpo dela. “Ela tem muita energia”…

    — Que para usar seu poder, você precisa aprender com alguém que também tem o mesmo poder; melhor dizendo… eu não vou conseguir te ajudar…

    — Own…

    Triste, a garota ficou cabisbaixa. Entretanto, ele continuou:

    — No entanto, vou te ensinar coisas que pode fazer para quando aprender com alguém da tua família.

    Então, Kevyn se sentou.

    — Eu não sei se tenho família…

    Ela se juntou a ele.

    — É isso o que você pensa, não é? Aycity, qual é o seu nome completo?

    — A-ah… — Desviou seus olhos mais uma vez. — Um amigo disse que era Gin alguma coisa, mas lembro de também ter outro a ver com Van e hells.

    Buscando nas suas memórias, o garoto lembrou de uma família histórica muito famosa, mas não podia ser; talvez fosse sua imaginação, mas os últimos dois nomes eram familiares demais para serem só uma coincidência…

    Mesmo assim, ele encarou as íris de esmeralda dela e disse:

    — Você é da família Bellmont?

    — Hm… acho que não era esse o nome…

    Ela inclinou a cabeça.

    — Certo, certo. — Sorriu.

    Após alguns segundos de silêncio, Kevyn ergueu as palmas para cima e criou um pequeno azul. Uniforme, o ar foi puxado e ele falou:

    — Aya, vê isso? Minha mãe escreveu para mim que quanto mais usamos uma energia por tempo prolongado, mais nos acostumamos e menos ela custa para utilizá-la.

    — Tipo… eh…

    Vendo-na pensativa, o príncipe tentou puxar uma boa referência; sem nada em mente, ele inventou algo:

    — Pensa o seguinte; é tipo quando… quando a gente investe. No primeiro mês, colocamos 10 grafos; se a gente continuar assim, no final do ano teremos 240 grafos no banco, não é?

    — Hm… sim?

    — Errado.

    Sem entender, a garota franziu as sobrancelhas, cruzou os braços e perguntou:

    — Como assim?

    — Quando investimos, a gente ganha uma taxa de juros compostos por aquele dinheiro. Simplificando, o banco dá um dinheiro de agradecimento por guardarmos nossa grana nele e por confiar nele.

    — Oh… — murmurou e franziu a testa — acho que tô entendendo!

    — É o seguinte: quanto mais usamos um poder da nossa energia, mais ele agradece e nos dá uma taxa; essa taxa faz a gente gastar menos energia.

    Coçando a cabeça, pateticamente ela perguntou:

    — Essa taxa vai para outros poderes?

    Percebendo que ela já entendeu, Kevyn aumentou o tamanho do azul e respondeu:

    — Eh… não. Pensa que cada poder é um banco; quanto mais dinheiro a gente investe, menos a gente vai precisar gastar para fazer o próximo investimento.

    — Ah! Entendi!

    Diminuindo mais uma vez, ele enfim finalizou:

    — Então, quanto mais a gente deixar uma habilidade de energia ativada, conforme o tempo, menos energia ela vai gastar, até um dia ela não gastar mais energia, entendeu?

    — Uhum! Obrigada! — Ela sorriu.

    Após ver o sorriso dela, o garoto também sorriu. Fechando seus olhos, o menino aproveitou o momento, mas, como não queria deixá-la à toa, disse:

    — Mesmo você não sabendo usar sua habilidade, tenta controlar sua mana, aqui comigo.

    Aycity encarou-o e um leve rubor surgiu em suas bochechas; se aproximando, ela tentou escorar seus corpos, mas o branco a impediu. Emburrada, ela desviou a cabeça e respondeu:

    — Fuh~… que seja.

    ❍ ≫ ──── ≪ • ◦ ❍ ◦ • ≫ ──── ≪ ❍

    Enfim o sol caiu; Aycity dormiu e Kevyn, acordado, se levantou de sua cama; o cobertor se moveu, dobrou e seus pés, no chão, tocou.

    Solene, o garoto arqueou suas costas em leve desabrochar; ele se espreguiçou, seus ossos estalaram. Cada movimento, uma sentença do futuro, um pretérito desalmado.

    O garoto andou até a porta, seus pés pelo piso gelado, uma sensação. Sua mão se moveu, quase involuntariamente; sua visão noturna, a falta da necessidade de enxergar a luz.

    Ele tocou, girou, dobrou e abriu a porta; do outro lado, o nada. Breve suspirar; cada passo seu, um conhecimento. Kevyn caminhou, desceu as escadas e, do lado de baixo, encarou o relógio, o pêndulo refletindo a escuridão, o mal e o seu coração.

    O garoto sorriu e se direcionou para a forja. Cada ato, uma perfeição; ele entrou no forno, o calor no peito, uma nova sensação.

    Não na bigorna, não no calor, não na brasa. Era sobre negar a tudo e fazer o bem; ético era seu coração e sua palma, transformação. O sangue fluiu no ar como pétalas de cerejeira em pleno verão do despertar; era uma mentira, uma verdade, tudo sobre sua própria essência de aversatilidade.

    Kevyn andou; de seu corpo, cortes de seu amor. Ele queria algo, mas não sabia o que era; ele não pretendia criar soldados depois que Tsushite afirmou todas aquelas palavras de seu pai. Um homem digno, um homem santo, um homem divino em todo o seu canto.

    A voz de Kevyn ecoou; ele se sentou sobre o banco. Conforme cada gracejo, lâminas de metal puro se estenderam sob o ar, plenas e perfeitas.

    Seus olhos mal iluminados em toda incerteza; era como uma mera coincidência, mas certa em um conceito que não era conhecido nem pelo próprio garoto.

    Depois de um dia puxado, ele está lá, pronto para dar seu corpo e alma aos seus soldados, à sua não convidada, mas salva pela sua vontade.

    Sua mente despedaçada, a lembrança machucava; estar perto de Aycity lembrava sua mãe, mas a insegurança virava conforto, já que não havia necessidade de chorar quando ela estava do seu lado.

    Mais de uma vez, mais uma vez ele sangrou; as chamas azuis se colidiram e verdes viraram. Seu poder se elevou, a máscara tirou, mas seu corpo não recuou.

    Algo estava por vir, por ali, por aqui; as espadas foram feitas, mas o sangue… ele não se foi, ficou pleno no ar, pronto para ser aperfeiçoado, reformulado, vivo e imortal. Uma alma, um feto. Do sangue carmesim, do mundo, uma vida queria ser gerada.

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