Capítulo 16: Dark, sim. Pionla, sim. Livre nunca! #Presa
(Os olhos da jovem se abrem. Ela acabou caindo no sono lendo um livro. Sendo diferente das outras garotas, ela lê livros — algo impressionante, né?)
— Que voz é essa? O que me falta é a queda ter me feito começar a escutar vozes como a tia Rimuru.
(A jovem dama não imaginava que, muito perto, acharia alguém que odiava.)
— Tá, já tão gongando com a minha cara — Pionla olha ao redor e vê uma cafeteria normal.
(A porta da cafeteria se abre. Um homem bonito e bem alto entra, com semblante sério e roupas ricas. Ele se senta em uma das mesas.)
— Ricas? Essas roupas simples são de gente rica? Não me faça rir — Pionla vai até a porta da cafeteria e tenta sair, mas ao tocar na maçaneta uma dor imensa faz ela recuar. — Que porr@ foi essa?
(O homem se aproxima dela, ficando atrás a poucos centímetros.)
— Tem algo de errado, garota — a voz dele é séria, mas também perigosa.
(A voz dele é grave, mas não perigosa, como alguns estão a insinuar.)
— Estou ótima. Agora vai um pouco mais longe, tá meio que invadindo meu espaço — Pionla olha para baixo para encarar ele.
— Se fazendo de difícil, não é? Eu gosto disso.
Ele não se afasta. Na verdade, se aproxima ainda mais.
(Ele solta um sorriso encantador, vendo nos olhos dela a excitação.)
— Eu mandei se afastar! E essa voz que eu não sei de onde vem… sei lá, cale a boca! — ela fecha a mão em punho, com o rosto sério.
(Ele prende os pulsos da jovem de maneira dominante.)
— Eu avisei.
Ela se solta do aperto e dá um soco na cara dele, fazendo-o cair para trás.
— Pera… por que eu tô saindo na mão? Eu tenho isso!
Com um pouco de dificuldade, Pionla invoca a tesoura e dá um golpe nele.
O ambiente rasga como uma folha de livro.
(A jovem faz um ato ruim, mas logo cai em cima de uma cama. Atrás dela há uma grande pintura… dela mesma.)
— Pintura? Como assim…?
Ela olha para trás e dá um pulo quando vê a tal pintura.
— Que…?
(A jovem não teve tempo de se impressionar com a grande expressão de amor na pintura. Um homem forte e belo aparece no quarto.)
— Que bom que você acordou… mas você não vai sair.
Ele tenta se aproximar, mas Pionla se afasta e segura a tesoura com mais força.
— Esse papo de psicopata de novo, não.
Ela abre e fecha a tesoura.
Tudo rasga novamente.
Ela cai no chão de um quarto com uma grande janela aberta.
(Novamente a jovem age com agilidade exagerada. Mas mais uma vez ela teria sua “chance de amar”.)
— Essa voz… cale a boca! Você tá falando merd@. Você tá inventando!
Ela se levanta do chão e olha através da janela.
— Tá bom… agora o que eu faço?
Ela olha para a tesoura.
De repente, ela se assusta quando sente alguém pressionando ela por trás. O corpo dele está próximo — um rapaz jovem e forte.
— E aí, gatinha. O que tá olhando? Não tá olhando outro cara, né? Porque se estiver… você vai se ver.
Ele cai para trás quando ela bate com o cabo da tesoura nas bolas dele.
— Lá vamos nós de novo…
Ela abre e fecha a tesoura no ar, fazendo o ambiente rasgar.
Rasga.
Rasga de novo.
Rasga outra vez.
Até que ela cai para frente.
Uma mensagem aparece.
BANIDO
— Como assim eu fui banida… de “S/N com seu romance”?
Pionla olha ao redor, confusa.
— Então isso era um lugar…?
Ela cruza os braços.
— Que bizarro.
(A jovem amargurada e triste deu fim em seu romance.)
— Então aí está você, seu nadadorzinho xereta — Pionla pega no ar uma janela de texto. — Eu estava esperando para te transformar em retalhos.
(Por favor, não faça…)
— Shiu… já falou demais.
Um corte rápido cala a voz dele.
Que bom voltar ao meu trabalho integral.
Agora que Pionla olha ao redor, ela vê Simulacrum no mundo virtual.
— Que loucura…
Pionla tenta fazer a tesoura sumir, mas não consegue.
— Vou ter que segurar isso pelo jeito.
Ela anda pela cidade digital. Algumas pessoas que usam aparelhos de levitação olham para ela e depois para uma tela na frente delas.
Pionla nota isso.
Ela entra em um beco e começa a escalar com cuidado para não ser notada. Ela sobe o suficiente para não ser vista de baixo, mas ainda consegue observar tudo de cima.
— Agora… onde vocês estão?
Pionla olha para cima e vê pôsteres de procurado dela e do resto do grupo.
O vídeo de Opala começa a tocar.
— Estão vendo eles? Eles vieram pegar algo que é nosso… apagar nossas luzes novamente. Agora vamos acabar com esses bugs do nosso sistema.
O vídeo termina e começa a repetir.
— Que merda…
Ela se senta para descansar e olha para cima.
Então fica surpresa ao ver uma enorme janela se abrir, e a própria Opala sair dela.
O olhar de Pionla percebe o carretel preso na cintura dela. Fios dourados cobrem o torso de Opala, mas o carretel ainda parece inteiro.
Pionla se esconde um pouco e começa a escutar.
— Encontraram eles? Eu joguei eles bem perto da central, e a menina peão eu joguei naquele local literário. Não deve ser difícil encontrar eles — a voz dela parece bem mais calma que no último encontro.
— Ainda nada, Madame Charmomilla. Pelo jeito pegaram uma rota diferente. E há pouco foi informado o banimento da menina peão — o subordinado diz enquanto ela flutua pelo ar como se fosse algo rotineiro.
— Banida? Não me impressiona. Alguém como ela realmente não deve se dar bem com romances… amargurada como ela é.
Opala solta um riso.
— Deveria informar nossos soldados para patrulhar todos os cantos de Simulacrum?
— Sim, faça isso. Sem os poderes deles vai ficar muito mais fácil… mas não subestime eles.
Ela sorri.
— Eu quero que eles paguem. E eu vou fazer isso.
Ela olha para a cidade.
— Mas acho que só soldados não vão adiantar. Talvez uma medida a mais não faça mal.
Com um movimento da mão, fios de ouro surgem por vários cantos de toda a extensão de Simulacrum.
— Ficará mais fácil achar eles.
Ela se vira.
— Agora vamos. Precisamos cuidar de assuntos mais urgentes.
Pionla se move um pouco para longe de um fio que surgiu a poucos centímetros dela.
Ela usa a tesoura para cortar.
Assim que corta…
Várias janelas se abrem na frente dela.
Delas começam a sair fios tentando amarrá-la.
— Ah, droga!
Ela corre.
Pionla sobe em um prédio e começa a pular entre os telhados. Em um salto maior, ela usa a tesoura para se prender na parede.
Depois puxa o corpo para cima e chega a uma rua elevada onde existe um bar.
Ela olha para a porta.
— Talvez álcool seja bom… para algo que eu possa usar no futuro.
Ela bate o cabelo para trás e dá um sorriso.

Regras dos Comentários:
Para receber notificações por e-mail quando seu comentário for respondido, ative o sininho ao lado do botão de Publicar Comentário.