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    『 Tradutor: Crimson 』


    “O exército do Reino Bodam está mais forte do que esperávamos”, disse um homem, sua voz firme, mas carregada de tensão. “Se recuarmos agora, seremos esmagados. Precisamos colocar tudo em jogo.”

    “Concordo”, respondeu outro imediatamente. “Os ataques deles são implacáveis. Não recuam e não hesitam. Se passaram por nossas linhas…”

    Ele fez uma pausa, sua expressão escurecendo.

    “Não teremos como nos recuperar.”

    Um terceiro se inclinou para frente, as sobrancelhas franzidas.

    “Os especialistas de alto nível são o verdadeiro problema. Já os ferimos mais de uma vez. E ainda assim…” Seu maxilar se contraiu. “Eles voltam.”

    Um murmúrio se espalhou pela sala.

    Inquietação e descrença cresceram lentamente.

    “… Regeneração?” Alguém murmurou.

    “Não.” Outra voz interrompeu, baixa e sombria. “A regeneração deles é estranha. Ela carrega mais poder.”

    O silêncio caiu por um instante antes que uma única frase emergisse.

    “Os Segredos da Imortalidade…”

    As palavras permaneceram no ar como uma maldição.

    Havia rumores de que o Reino Bodam havia descoberto isso anteriormente.

    “Mas onde está Freida?!” Um deles disparou, sua voz subitamente carregada de raiva. “Uma guerra dessa escala está acontecendo, e ela não aparece?!”

    Ninguém respondeu imediatamente.

    Em vez disso, hesitaram. Um pensamento começou a surgir.

    “…E se…”

    A voz foi baixa, cuidadosa — mas suficiente.

    A sala mergulhou em silêncio absoluto.

    Olhares se encontraram. Expressões se tornaram rígidas.

    Naquele silêncio pesado e sufocante, todos chegaram à mesma conclusão.

    “Vocês acham… que Freida morreu?”

    Trocaram olhares, a incredulidade evidente em seus rostos. A ideia em si parecia absurda. Eles sabiam melhor do que ninguém o quão monstruosamente poderosa Freida era. Nenhum deles conseguiria enfrentá-la sozinho.

    “Não… é mais provável que esteja gravemente ferida e em recuperação”, disse um deles, com a voz baixa, mas firme. “Já vimos isso antes — os especialistas de alto nível do Reino Bodam possuem habilidades regenerativas. Se for esse o caso, então Kras’ah pode não ser diferente.”

    “… É possível.”

    Antes que o pensamento se estabilizasse, as portas da câmara se abriram com estrondo.

    –BANG!!

    Todas as cabeças se voltaram para a entrada, irritação surgindo imediatamente.

    Aquele era o Conselho Supremo — entrar sem aviso era uma ofensa grave.

    Mas o homem que entrou ignorou completamente a reação deles. Seu rosto estava pálido, sua respiração irregular.

    “C-Conselheiros Anciãos… algo aconteceu no campo de batalha”, ele gaguejou. “O flanco direito foi completamente destruído. Nossa linha de suprimentos vinda da Cidade Água Fria… foi cortada.”

    “O QUÊ?!”

    Uma explosão de energia tomou conta da sala enquanto todos os membros do Conselho Supremo se levantavam ao mesmo tempo, suas auras fazendo a câmara inteira tremer.

    Perder a linha de suprimentos da Cidade Água Fria era catastrófico.

    Aquela cidade era o coração da produção de pílulas do país — a fonte de praticamente todos os recursos medicinais que sustentavam o exército. Sem ela, suas forças seriam enfraquecidas, forçadas a entrar em uma guerra de desgaste com recursos cada vez mais escassos.

    Cidade Ferro-Aquático, a fortaleza de aço na fronteira da Nação Tarrant.

    Uma cidade forjada para a guerra.

    Suas estruturas colossais se erguiam sob as águas escuras como os ossos de um leviatã ancestral — implacáveis e eternos. Era ali que os mais fortes da nação se reuniam, uma fortaleza oceânica repleta de guerreiros de elite, cada um uma arma viva jurada a impedir o avanço do Reino Bodam.

    Ali, recuar não existia.

    Ali… a guerra devorava tudo.

    –RUMBLE!!

    O mar se contorceu.

    A pressão se espalhou pelas profundezas como uma onda de choque, enviando correntes violentas pelo campo de batalha. A própria água parecia gemer sob o peso, agitada pelos resquícios de poderes que ultrapassavam limites mortais.

    E no coração da cidade… ela flutuava.

    Uma mulher suspensa nas profundezas esmagadoras, como se o próprio oceano não ousasse tocá-la. Sua pele brilhava em um tom azul abissal. Brânquias em seu pescoço se abriam e fechavam ritmicamente, absorvendo a água como se fosse ar. Seus cabelos branco-prateados se espalhavam ao redor, cintilando como luz fragmentada no mar escuro.

    Dois pares de braços pendiam ao longo de seu corpo, relaxados — mas carregando um peso silencioso e aterrador. Ao seu redor, as correntes enfurecidas desaceleravam, se curvavam… e se submetiam. Seu olhar atravessava o campo de batalha — frio, vasto e implacável.

    Explosões de poder, soldados morrendo, formações colapsando… nada escapava à sua percepção.

    Ela não estava apenas observando a guerra.

    Ela estava mensurando.

    Pesando vidas. Calculando desfechos.

    Ela era a Senhora da Cidade Ferro-Aquático, a Comandante Suprema das forças da Nação Tarrant.

    A autoridade absoluta naquele campo de batalha — alguém cuja vontade superava todos, exceto o Conselho Supremo.

    Seu nome ecoava como um decreto silencioso pelas profundezas: Wavey Lensar.

    O campo de batalha inteiro tremia sem cessar.

    O oceano se contorcia em espasmos violentos, pressão colidindo em ondas incessantes enquanto poder após poder explodia nas profundezas.

    E ainda assim… Wavey permanecia imóvel.

    “Especialistas na Sétima Algema entraram em ação…” murmurou, sua voz calma, quase distante. “Até mesmo aqueles monstros de quinto estágio inicial estão se revelando…”

    Seu olhar se elevou levemente, como se atravessasse o próprio campo de batalha.

    “… Essa guerra está prestes a sair do meu controle.” Uma breve pausa. “O Reino Bodam… não está mais nos testando. Eles se comprometeram.”

    Muito abaixo, uma forma monstruosa rasgava o campo de batalha.

    Uma baleia colossal — seu corpo de um azul abissal marcado por linhas brancas irregulares — avançava como uma catástrofe viva. Com mais de cem metros de comprimento, sua massa deslocava o próprio oceano, esmagando tudo em seu caminho.

    Formações se quebravam. O solo desmoronava.

    Os soldados nem sequer tinham tempo de gritar.

    Eram simplesmente apagados — corpos pulverizados em névoa vermelha e fragmentos de carne que se dispersavam na água.

    –BOOM!!

    Dois rastros de luz cortaram as profundezas, colidindo de frente com a criatura. O impacto liberou uma onda de choque violenta que rasgou as correntes e lançou destroços como poeira.

    Duas figuras surgiram.

    Suas auras explodiam com poder inconfundível.

    Reino da Sétima Algema.

    Eles se moviam como fantasmas — desaparecendo e reaparecendo em sequência, atacando com perfeita coordenação. Um atraía a atenção da baleia enquanto o outro dilacerava seu flanco, seus ataques precisos e incessantes.

    Ainda assim… a criatura não caiu.

    Ela rugiu — e o oceano respondeu.

    Em outros pontos do campo de batalha, a devastação era ainda maior.

    Múltiplos especialistas na Sétima Algema lutavam sem restrições, seus poderes colidindo em explosões catastróficas.

    Ondas de choque rasgavam o leito marinho, destruindo tudo ao alcance. Extensões inteiras de terreno — dezenas de quilômetros — eram reduzidas a ruínas, o oceano antes estável agora um campo fragmentado de caos e destroços.

    As correntes se torciam violentamente.

    O próprio mar parecia se partir sob a pressão.

    E, através de tudo isso…

    Wavey Lensar observava.

    Cada movimento. Cada morte. Cada explosão de poder.

    Nada escapava ao seu olhar.

    De repente, ela virou a cabeça.

    Ela havia sentido algo.

    No instante seguinte,

    –BOOM!!

    Uma explosão colossal irrompeu a leste da Cidade Ferro-Aquático.

    A expressão de Wavey escureceu.

    Uma quantidade imensa de mana explodiu de seu corpo. A pressão esmagadora fez com que os especialistas próximos sentissem como se uma montanha estivesse pressionando suas cabeças.

    Seu corpo se transformou em um feixe de luz, disparando na direção da explosão.

    –Swoosh!!

    Sua velocidade era absurda — e ainda assim, não criou sequer uma única ondulação na água.

    Em questão de segundos, ela já estava acima do local.

    Do lado de fora da cidade, corpos flutuavam.

    O sangue lentamente tingia a água.

    “Como ousam?!!”

    Ao ver os soldados caídos, a fúria de Wavey explodiu. Sua energia se tornou selvagem, sacudindo o espaço e varrendo toda a área.

    Seu olhar se voltou — atravessando areia e destroços — fixando-se em dezenas de silhuetas à distância.

    Ela percebeu imediatamente.

    Toda a rota até a Cidade Água Fria havia sido destruída.

    Os especialistas que a protegiam estavam mortos.

    Os suprimentos… haviam desaparecido.

    Mesmo furiosa, Wavey não atacou imediatamente.

    Ela analisou.

    Observou.

    “São pessoas do reino…?” Murmurou, franzindo profundamente a testa.

    Como haviam passado pela vigilância?

    Não me diga…

    Um traidor.

    Algo semelhante já havia acontecido com a Casa Rulman. Ela se lembrava da fúria do Conselho Supremo quando monstros do reino haviam invadido o território sem serem detectados.

    Ninguém deixaria de reconhecer Kras’ah — um monstro de quinto estágio avançado.

    E ainda assim… ele havia entrado sem ser percebido.

    Enquanto analisava a situação, um velho avançou do grupo inimigo.

    “Eu sou Franklin, um mensageiro do grande Senhor do Reino”, apresentou-se, deixando claro que não fazia parte do Reino Bodam. “Viemos tomar esta terra. O Senhor disse que devemos poupar aqueles que se renderem… então vou lhe dar uma chance de se render.”

    “Arrogante!!”

    Wavey zombou ao ouvir aquelas palavras — mas sua curiosidade sobre esse tal Senhor do Reino a fez conter o ataque.

    “De onde vocês vieram?” perguntou.

    Pelo aspecto deles, já sabia — não eram nativos do oceano.

    “Eu já disse que estou lhe dando uma chance de se render — não que vou responder suas perguntas. Você saberá tudo se se render”, respondeu Franklin.

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