Histórias 1
Capítulos 111
Palavras 215,6 K
Comentários 879
Tempo de Leitura 11 horas, 58 minutos11 hrs, 58 m

por P.R.R Assunção — Um cavaleiro acordou poucos momentos depois de Bert recomeçar seu treino mental. Quis ter com o ele, porém estava fraco demais para conversar. Um boticário administrou uma erva fedorenta em sua boca, e ele logo caiu de sono. Pouco depois, fizeram o mesmo com Hydele e Willmina, mesmo que já estivessem desmaiadas há mais de dias, rijas como rochas. Agora a noite tomava o castelo com intensidade; seus olhos começavam a pesar. Ele saiu do banco com suas costas estralando, e, coçando sua ferida,… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Como é difícil buscar boas razões para fazer o que quer quando seu querer é idiótico. É ainda mais árduo quando o idiótico é o que se precisa.” Izandi, a Oniromante “Para onde vou?”, pensou Bert. A saída de Ereken fora quase que imediata. Não esperou ordem ou concordância. Abandonou a conversa junto dele. Queria pedir um último combate antes do seu pai adotivo ir para o lugar dito como inóspito, todavia não esperava que ele fosse partir sem nem parar para ver a filha e… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Ah, que tamanha escuridão é o medo Que retorna o homem às suas raízes! Vil segredo, das dores infelizes!” Izandi, a Oniromante O âmago de Ereken estava contorcendo-se de dor. De repente tudo ficou era escuro. Uma miríade de tons de penumbra densa, com um ar viscoso e sombrio que ocultavam até seus bons olhos. Um fio de espada parecia correr por suas veias, uma espada fria que enchia seu peito e mente de dor. Rapidamente deixou de ser um frio e se tornou queimar. Sua cabeça… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Que dor de cabeça…” Uma brisa gelada lambeu sua bochecha com gosto. O frio jamais a incomodou, todavia agora seu corpo fervia. “Seja lá o que verdadeiramente for o Sangue, não me fez bem… Estou ficando sóbria de novo?” Rapidamente bateu o punho na palma, ignorando o barulho. “Meus dedos estão azuis. Estou com alguma doença? Bem, ao menos agora tenho mais manchas na pele do que mamãe.” Não havia nada circundando o castelo além de uma vasta planície de neve e nevadeiras até… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Ó, brilho negro da noite Não há cansaço para ti E não a rei que não se ajoelhe.” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” — Filha do maar, sou filha do maar! Faina arrotou alto como um vulcão, como se fosse a própria filha do Deus Gritante. Parecia se derreter em vários pedacinhos, cada um levando algum pedaço da sua sobriedade e devolvendo com alegria. Alegria! — Vamos, comemorem! Comemorem! Toda situação lhe fazia rir. Abriram baús… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — Um leve cheiro de lavanda, groselha e ervas se levantou. Um estrondo soou pela porta fechada à força. As janelas estrondaram — fechadas. Hydele parou de cantar e tentou se levantar. Nianna fechou o rosto e a princesa levou a mão a boca, dando um passo longo para frente. Ereken se levantou de supetão, e um dos cavaleiros do rei deu passos longos em direção à porta, vestido apenas com um tabardo de couro e brigantina como armadura — Cei Cortiz. Os nobres o fitaram, mas o conde Siward saiu… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “A moeda de todas as coisas é o sangue.” Izandi, a Oniromante O frisco de coral projetava estrelas que eram espalhadas por todo o escritório, criando figuras luminosas que seguiam o oscilar da fraca chama da vela de incenso recifano. Havia outras luzes em castiçais bem espalhados em sua estante, mas suas luzes vacilavam tano quanto. A chuva forte e estrondos deixavam as orelhas de Ezekel em desconserto. “Trovões e chuva enquanto há neve”, pensou. Era quase como se os Deuses… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Havia uma canção em Flassam que dizia assim: ‘Pobrezinhos roedores! Pulinhos na neve, congelando! Dançando na chuva, não sentem dores? Que triste brincar, assim, roendo!’” Izandi, a Oniromante Inspirou até o máximo dos seus pulmões. Detestava a sensação do couro apertada contra os olhos e nariz, mas desta vez queria ir até mais longe. Imaginou os seis de sempre — e desta vez, começara contra o gigante. “Fios massudos”, sussurrou-se. “Grande, maior que o castelo, maior… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — O céu mesclava com a palidez das Luas e o alaranjado fraco do poente. Saíram da Torre de Visitas mais bem vestidos — Willmina com um vestido de lã justo com um broche de escudo no peitoril e botas, e Ereken com um colete de couro escuro cosido, com o mesmo broche, um gibão de linho de mangas longas e calças da mesma cor. Puseram-se a observar o pátio pela balaustra, enquanto desciam as escadarias. Apertou seu xale; concentrando-se para perceber o pouco que sabia sobre esgrima, notou como a… 215,6 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — Houve aclamações. Os Chefes regojizavam, mas Faina sentia um olhar raivoso caindo pelas costas. A gato se aproximou dela e sussurrou na sua orelha: deixa ele comigo um pouco, Oy rassa. Assim que a velha devolveu o filho, Faina entregou-o para a meia-irmã e retribuiu um sorriso e agradeceu. Podia ser uma gato, não tendo muito dos Arrundria, mas era tão linda que a deixava feliz só de olhar. Em seguida, Faina se acomodou um pouco no cadeirão. Reparou o pai. Estava… 215,6 K Palavras • Ongoing