P.R.R Assunção

    Histórias 1
    Capítulos 111
    Palavras 215,7 K
    Comentários 812
    Tempo de Leitura 11 horas, 58 minutos11 hrs, 58 m
    • Capítulo 18: Súbita melhora (1)

      Capítulo 18: Súbita melhora (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Como é difícil buscar boas razões para fazer o que quer quando seu querer é idiótico. É ainda mais árduo quando o idiótico é o que se precisa.” Izandi, a Oniromante “Para onde vou?”, pensou Bert. A saída de Ereken fora quase que imediata. Não esperou ordem ou concordância. Abandonou a conversa junto dele. Queria pedir um último combate antes do seu pai adotivo ir para o lugar dito como inóspito, todavia não esperava que ele fosse partir sem nem parar para ver a filha e…
    • Capítulo 16: Medo

      Capítulo 16: Medo Capa
      por P.R.R Assunção “Ah, que tamanha escuridão é o medo Que retorna o homem às suas raízes! Vil segredo, das dores infelizes!” Izandi, a Oniromante O âmago de Ereken estava contorcendo-se de dor. De repente tudo ficou era escuro. Uma miríade de tons de penumbra densa, com um ar viscoso e sombrio que ocultavam até seus bons olhos. Um fio de espada parecia correr por suas veias, uma espada fria que enchia seu peito e mente de dor. Rapidamente deixou de ser um frio e se tornou queimar. Sua cabeça…
    • Capítulo 15: Tradição da neve (2)

      Capítulo 15: Tradição da neve (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Que dor de cabeça…” Uma brisa gelada lambeu sua bochecha com gosto. O frio jamais a incomodou, todavia agora seu corpo fervia. “Seja lá o que verdadeiramente for o Sangue, não me fez bem… Estou ficando sóbria de novo?” Rapidamente bateu o punho na palma, ignorando o barulho. “Meus dedos estão azuis. Estou com alguma doença? Bem, ao menos agora tenho mais manchas na pele do que mamãe.” Não havia nada circundando o castelo além de uma vasta planície de neve e nevadeiras até…
    • Capítulo 15: Tradição da neve (1)

      Capítulo 15: Tradição da neve (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Ó, brilho negro da noite Não há cansaço para ti E não a rei que não se ajoelhe.” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” — Filha do maar, sou filha do maar! Faina arrotou alto como um vulcão, como se fosse a própria filha do Deus Gritante. Parecia se derreter em vários pedacinhos, cada um levando algum pedaço da sua sobriedade e devolvendo com alegria. Alegria! — Vamos, comemorem! Comemorem! Toda situação lhe fazia rir. Abriram baús…
    • Capítulo 14: Sangue Prometido (2)

      Capítulo 14: Sangue Prometido (2) Capa
      por P.R.R Assunção Um leve cheiro de lavanda, groselha e ervas se levantou. Um estrondo soou pela porta fechada à força. As janelas estrondaram — fechadas. Hydele parou de cantar e tentou se levantar. Nianna fechou o rosto e a princesa levou a mão a boca, dando um passo longo para frente.  Ereken se levantou de supetão, e um dos cavaleiros do rei deu passos longos em direção à porta, vestido apenas com um tabardo de couro e brigantina como armadura — Cei Cortiz. Os nobres o fitaram, mas o conde Siward saiu…
    • Capítulo 14: Sangue Prometido (1)

      Capítulo 14: Sangue Prometido (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Ah, não há tanto que consigo dizer sobre a mãe dela. Há realmente pouco a se dizer, pois pouco com ela consegui sonhar: eis uma de minhas particularidades, afinal. Entretanto, mesmo com relativos poucos sonhos, sempre tive muita certeza de quem era. Willmina era infame até aos deuses que adorava. “Ah, não há prazer maior do que vê-la sofrer!”, é o que imagino que pensem.” Izandi, a Oniromante — Onde está o outro? — Rei Rheider Beesh levou a mão ao queixo imberbe,…
    • Capítulo 13: A Cidade de Diamante

      Capítulo 13: A Cidade de Diamante Capa
      por P.R.R Assunção “A moeda de todas as coisas é o sangue.” Izandi, a Oniromante O frisco de coral projetava estrelas que eram espalhadas por todo o escritório, criando figuras luminosas que seguiam o oscilar da fraca chama da vela de incenso recifano. Havia outras luzes em castiçais bem espalhados em sua estante, mas suas luzes vacilavam tano quanto. A chuva forte e estrondos deixavam as orelhas de Ezekel em desconserto. “Trovões e chuva enquanto há neve”, pensou. Era quase como se os Deuses…
    • Capítulo 12: Nada a ser sentido

      Capítulo 12: Nada a ser sentido Capa
      por P.R.R Assunção “Havia uma canção em Flassam que dizia assim: ‘Pobrezinhos roedores! Pulinhos na neve, congelando! Dançando na chuva, não sentem dores? Que triste brincar, assim, roendo!’” Izandi, a Oniromante Inspirou até o máximo dos seus pulmões. Detestava a sensação do couro apertada contra os olhos e nariz, mas desta vez queria ir até mais longe. Imaginou os seis de sempre — e desta vez, começara contra o gigante. “Fios massudos”, sussurrou-se. “Grande, maior que o castelo, maior…
    • Capítulo 9: Vermelho, castanho e loiro (2)

      Capítulo 9: Vermelho, castanho e loiro (2) Capa
      por P.R.R Assunção O céu mesclava com a palidez das Luas e o alaranjado fraco do poente. Saíram da Torre de Visitas mais bem vestidos — Willmina com um vestido de lã justo com um broche de escudo no peitoril e botas, e Ereken com um colete de couro escuro cosido, com o mesmo broche, um gibão de linho de mangas longas e calças da mesma cor.  Puseram-se a observar o pátio pela balaustra, enquanto desciam as escadarias. Apertou seu xale; concentrando-se para perceber o pouco que sabia sobre esgrima, notou como a…
    • Capítulo 11: A chama dos leões (2)

      Capítulo 11: A chama dos leões (2) Capa
      por P.R.R Assunção Houve aclamações. Os Chefes regojizavam, mas Faina sentia um olhar raivoso caindo pelas costas. A gato se aproximou dela e sussurrou na sua orelha: deixa ele comigo um pouco, Oy rassa. Assim que a velha devolveu o filho, Faina entregou-o para a meia-irmã e retribuiu um sorriso e agradeceu. Podia ser uma gato, não tendo muito dos Arrundria, mas era tão linda que a deixava feliz só de olhar.     Em seguida, Faina se acomodou um pouco no cadeirão. Reparou o pai. Estava…
    Nota