P.R.R Assunção

    Histórias 1
    Capítulos 111
    Palavras 215,7 K
    Comentários 812
    Tempo de Leitura 11 horas, 58 minutos11 hrs, 58 m
    • Capítulo 11: A Chama dos leões (1)

      Capítulo 11: A Chama dos leões (1) Capa
      por P.R.R Assunção “‘Os antigos textos erífios os chamavam de ‘bárbaros da neve’ e afirmavam que para cada pessoa lá, havia ao menos cinco deuses diferentes e nomeados. Hoje pouco ainda resta desses textos, que, aliás, nunca afirmam a posição correta do lugar. É quase um mistério que exista e nunca tenham sido atacados por seus distantes vizinhos, e muito explica o porquê há tão pouco falar sobre eles: seu mar é ainda mais revolto do que o nosso’, pronunciei para eles as palavras da Alta-Mãe…
    • Capítulo 02: Quero ser como você (2)

      Capítulo 02: Quero ser como você (2) Capa
      por P.R.R Assunção Sentiu-se ensopada, como se uma grossa túnica encharcada estivesse pressionada contra sua pele; outra sensação quente e viscosa, ainda mais desagradável do que a outra, contribuía com isso. Alguma coisa latejava, ardia e ela não sabia dizer. A letargia fizera-lhe sentir enterrada por alguma coisa. Abriu os olhos e viu algo alaranjado, escuro, movendo-se com algo que lhe trazia frio. E dor. Respirar pareceu engolir dezenas de pontas de espadas. Hyd tentou gritar, todavia a dor foi explosivamente…
    • Capítulo 10: Os homens das flores

      Capítulo 10: Os homens das flores Capa
      por P.R.R Assunção “Uma das poucas coisas que não se esqueceria foi daquele final de tarde, a última que teve antes dos seus doze anos religiosos. Muito dos vindouros foram-lhe odiosos. Foram sua manhã e seu escárnio pessoal contra e por seus deuses.”  Izandi, a Oniromante Hyd deu o passo mais longo, rápido e lento da sua vida para se esconder sob a saia de Willmina. “Como reagir a isso?!” Sua mãe apertara-lhe protetivamente em sua coxa e tentara recuar, mas o zunido de espadas sendo desembainhas…
    • Capítulo 8: Azul

      Capítulo 8: Azul Capa
      por P.R.R Assunção “Alguns homens só podem ser si mesmos quando estão incapazes de pensar. Pensar é seu maior castigo, porém também a única forma de não se castigarem.” Izandi, a Oniromante — Então ficaram três contra mim — continuou Bert, com as costas descansando sobre uma pilastra. Rheider Beesh ouvia o que falava com afinco, como se seu rosto fosse apenas ouvidos. — A gente superava eles em número, obviamente. Eram, sei lá, um pra cada quatro? Ainda assim eles tinham coragem! — E…
    • Capítulo 7: O sobrevivente

      Capítulo 7: O sobrevivente Capa
      por P.R.R Assunção “‘Estou cego. Vejo cada vez menos, mas vejo com clareza: estou cercado de perda, de dor e de paranoia. Nada resta senão seguir a pouca luz que ainda vejo, esse tão fraco filete de luz… Estou débil. Estou cego, mas ainda vejo. Não tirarão isso de mim.’” Izandi, a Oniromante A Coroa dos Acenos tinha o mesmo tom áurico esverdeado dos cabelos do seu novo dono, reforjada habilmente para servir em sua cabeça; as proeminências metálicas permaneciam longas e altas, como mãos de ouro.…
    • Capítulo 1: O último filho

      Capítulo 1: O último filho Capa
      por P.R.R Assunção “‘Ficai bem atentos’, avisei — com grande tensão na voz. Haviam rodeado-me, clamando pelos conhecimentos que vinham de meus sonhos. De todas as vidas que vivi pelos olhos fechados, decidi que as contaria da forma clara; queridos e sedentos senhores da história. Sentei-me fronte a eles, no meu confortável sofá, com as janelas bem abertas e olhos caindo nas folhas e canetas.  ‘Começarei com sonho e literatura: em cada sonho, sonhei a vida e conheci cada conhecimento adquirido. Farei…
    • Capítulo 5: Presentes

      Capítulo 5: Presentes Capa
      por P.R.R Assunção “Os dons de sonhar também eram presentes nela. Não bons e precisos como os meus, todavia existentes e poderosos… à sua maneira. Ouso dizer que atrapalhavam mais do que ajudavam, pois, além de difícil interpretação, tardou para lhes dar atenção devida, pois esquecia parte considerável deles assim que abria os olhos.”   Izandi, a Oniromante A escuridão cerceando um lugar incrivelmente pálido foi a primeira coisa que seus olhos viram. Hyd gemeu de susto. Ventos fortes e…
    • Capítulo 4: Sob as costas da orca (2)

      Capítulo 4: Sob as costas da orca (2) Capa
      por P.R.R Assunção Nada aconteceu até o quarto dia da viagem. Viajaram, entendiaram-se, rezaram para o Deus-Azul — e somente Faina para os deuses das ilhas, cujos rostos estavam esculpidos em todas as montanhas de. Comeram e conversaram. As montanhas saíram do seu horizonte, indo para o Sul. A noite já era quase completa; os minúsculos traços do velho espirito Sol perdiam para a neve. “Se fosse para o sul agora, depois das Agulhas, seria pega por algum homem roxo?”, pensou. “Eles queimariam meu rosto…
    • Capítulo 4: Sob as costas da orca (1)

      Capítulo 4: Sob as costas da orca (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Venha, Ó, Fogo Pálido! Venha-nos e nos dê um rei! Venha, Ó, Chama Bruxuleante! Venha-nos e nos dê um rei! Venha, Ó, Negra Chama Correta! Destrua nossos inimigos e nos dê O Rei!” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” Achava o perfume de mel, das Ilhas Quentes, fedorento. Os óleos pesados e densos pingavam nos ombros e costas; pior somente quando os óleos eram esquentados pelo pente quente de sua mãe. Faina detestava ambas as…
    • Capítulo 3: O chamado do Metal (2)

      Capítulo 3: O chamado do Metal (2) Capa
      por P.R.R Assunção Do momento em que saíram da sala grande, atravessaram metade do castelo seguidos por um curto séquito de homens de armas até os frontões da entrada, parando no estábulo. Os servos abaixaram a cabeça e cumprimentaram o duque de uma forma que o cavaleiro admirava. “É como se fosse um pai para eles”, pensou. “Não seria diferente para mim?” Assim que os animais foram preparados, um séquito curto de quatro cavaleiros e o duque desceram a estrada para baixo. Os pedaços que despencaram do…
    Nota