Histórias 1
Capítulos 111
Palavras 215,7 K
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por P.R.R Assunção — “Toma a espada Honra a Casa. Espada e Asa." Izandi, a Oniromante Era como um curto badalo. Um tremor rápido, curto… Um que fazia as folhas das sumagreiras farfalharem. Por um momento havia som, havia luz. Recordava-se do barulho. Era comum — tão comum desde o início da sua vida. Vush! Quando começara? Ereken não se recordava com plenitude. Aos dez? Não, fora antes… Com o instrutor Hebbel, que seu pai contratara? Logo, fora um som forte e seco, acompanhado de uma queimação… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — As crianças do orfanato haviam acordado muito cedo, até para os padrões do orfanato-quimteísta. Para seguir as tradições e manter o templo dos Quinze Deuses limpo, sempre honrosos, acordavam antes do sol raiar. Lembravam-se com muito amor de quando o Versicolista era mais jovem — mesmo que bem pouco —, de como era divertido limpar as coisas, com ele reclamando de quando um ou outro derramavam a água ensaboada dos baldes no piso, então usavam suas camisas como pano e seus corpos como… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Duas partes de agonia, três partes de ira, e uma parte de aflição. Coisas tenebrosas são misturadas no coração da bruxa.” Izandi, a Oniromante “Não, não, não…” Ela agarrou Cei Kinnes pela cota de malha, o puxando na sua direção. — Por favor, me diga… — tentou gritar, mas sua voz fora puro pranto e lágrimas… — Me diga que… — soluçou — estes não… — Não achamos sua filha lá, Vossa Graça. — Ah…! — suspirou como se em grito de… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Duas partes de agonia, três partes de ira, e uma parte de aflição. Coisas tenebrosas são misturadas no coração da bruxa.” Izandi, a Oniromante — Senhora Willmina — interpôs Nianna Beesh, com os olhos azuis e cenho claramente irritados. Willmina não se importou, ainda que surpresa com a força que a garotinha conseguia exprimir. “Talvez esteja no sangue dela”, refletiu. Desde o final de outono, alguns centímetros se adicionaram ao ruivo dos cabelos e as pernas belamente.… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Os antigos Rieqs de Norq’Riq nunca tiveram algo como uma ‘coroa’. A espada era o símbolo de seu reinado divino.” Izandi, a Oniromante. Mirta engoliu em seco. — Continue… — pediu Faina, tocando seu ombro. — Depois, vários dos seus partiram contra os Caras-Queimada. Suas flechas eram enormes e atravessavam as couraças dos homens com facilidade, e os escudos quase se quebravam com o impacto das flechas. No entanto, Chefe Tihimil segurou alguma coisa, e no segundo… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Os antigos Rieqes de Norq’Riq nunca tiveram algo como uma ‘coroa’. A espada era o símbolo de seu reinado divino.” Izandi, a Oniromante. Seus pés estavam soterrados pela neve e afundavam-se mais a cada passo; memórias ressurgiam na cabeça. O caminho para o Templo do Leão tinha sido feito dezenas de vezes na sua vida: quando nasceu, quando atingiu seu primeiro ano, quando chegou aos cinco, quando sangrou, quando descobriu sua gravidez de um pai que não conseguia recordar uma letra… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Naquele final de tarde, condenou sua alma a se dividir.” Izandi, a Oniromante Um medista, talvez o chefe do castelo — Bert não lembrava e nem fazia questão de lembrar (nunca precisou de verdade de um medista) —, abriu a boca do rei e despejou uma mistura de pós de ervas e coisas com cheiro forte. Deveria tê-lo feito no mínimo tossir, mas quem tossiu e pigarrou foi o príncipe aos braços do pai. “Não entendo”, pensou Bert. Até então, já testemunhara a morte de pessoas… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Naquele final de tarde, condenou sua alma a se dividir.” Izandi, a Oniromante Observando; guardando a princesa sentada à mesa poucos passos de distância, Cei Bert percebia que ela não se decidia se dava mais atenção para os garranchos nas folhas de papel e nos livros ou para detrás do ombro. Seus ombros delicados e pescoço delgado estavam à mostra pelo longo e decotado vestido das cores da primavera, com as costas bem cobertas pelos cabelos tricolores bem penteados, e os olhos tinham… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Dê-nos o Rei, dê-nos o Rei!” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” Seus olhos se abriram para o negrume mal iluminado por uma fogueira, um breu quase absoluto e úmido. Seu rosto molhado se ergueu no meio das águas como se desprendendo de uma camada grudenta de mel apodrecido e leite podre, e quando jogou os olhos desesperados que quase fugiam das órbitas, tudo ao redor era exatamente o que a mulher descreveu. Seu corpo estava quase submerso em uma corrente… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Dê-nos o Rei, dê-nos o Rei!” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” — Entorpecida pelo beber. Após, pelo medo e desespero. Segues fazendo-se tudo possível para não ter a clareza das coisas. Abrides vossos olhos, Faina Eykarisna Arrundria? Está em dores, e prestes a ver a pior de todas. Um frio colossal percorreu sua espinha. Ela grasnou, engolindo água gélida — fria, fria, fria. Eram como espinhos atravessando sua carne, espinhos com dentes afiados,… 215,7 K Palavras • Ongoing