P.R.R Assunção

    Histórias 1
    Capítulos 111
    Palavras 215,7 K
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    Tempo de Leitura 11 horas, 58 minutos11 hrs, 58 m
    •  Capítulo 45: Cansaço fatídico (2)

       Capítulo 45: Cansaço fatídico (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Toma a espada Honra a Casa Espada e Asa” Izandi, a Oniromante Um suspiro trastoso fugiu dos lábios de Ereken. — Estava demorando — riu com uma lufada. Seus ombros cederam por um segundo antes de se recomporem e darem as costas lentamente para a garota. Abrindo e fechando a mão esquerda, cuja letargia parecia não a abandonar nunca, Ereken continuou a andar por meio das árvores. A noite se desenhava no céu pouco a pouco. Iluminado pelo brilho constante da Lua de Prata, o…
    • Capítulo 17: A insanidade da neve

      Capítulo 17: A insanidade da neve Capa
      por P.R.R Assunção “Afoite o couro e o tome pela foice.” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” — Aaahh! — agonizou. Filetes de lágrimas escorriam dos olhos negros da mestiça. A maravilhosa Dançarina das Ondas cura os marinheiros feridos com seu choro, era o que Mirta e sua mãe sempre lhe contaram quando criança; mas as suas lágrimas não curavam Auta de maneira alguma. Estava morta. Morta, de uma forma que até a mais inocente das crianças saberia que estava morta. —…
    • Capítulo 44: A Última Vez (2)

      Capítulo 44: A Última Vez (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Foi um nome que surgiu como o vento. Uma das três partes de algo que seria bem lembrado até o final daquela Era. Três metades: um dragão que tudo sobrevoa, uma espada que a tudo aguenta e uma cegueira que tudo enxerga.” Izandi, a Oniromante Apertou o grosso aglomerado de penas, que juntos pareciam um único par de longas penas prateadas. Seus músculos não relaxavam, mesmo no frio que vez ou outra fazia sua mente vacilar. A libré de Draconeiro o salvava nesse aspecto. Era composta…
    • Capítulo 43: O sono que nunca retornará (2)

      Capítulo 43: O sono que nunca retornará (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Relações de família não são meu forte.” Izandi, a Oniromante “Apesar de que já sabia ler e escrever desde os três…” E fechou os olhos. E os abriu. Estava arrematada no canto. Seu pescoço dobrado pressionava o queixo contra o peito dolorosamente. Acordara sentindo fedor de fumaça. Amava o cheiro de incenso, mas detestava o de fumaça… Jen acordou quase ao mesmo tempo. Rapidamente, ela saltou da cama e se cobriu com uma calça e um gambesão — a luz vermelha se…
    • Capítulo 43: O sono que nunca retornará (1)

      Capítulo 43: O sono que nunca retornará (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Relações de família não são meu forte.” Izandi, a Oniromante Hyd bramiu um gemido trôpego e doloroso, cuja metade ficou preso na garganta como se vomitasse areia quente. Algo — um solavanco — a fez mexer o pescoço, mole como se água, e um gemido ainda mais alto veio ao bater a cabeça em uma superfície de madeira. Ela cerrou os olhos doloridos, e sua cabeça bateu-se novamente. Lágrimas saíram dos olhos. “Mãe!”, chorou, e sua voz não saiu novamente. Era como se……
    • Capítulo 6: Sob os braços da leoa

      Capítulo 6: Sob os braços da leoa Capa
      por P.R.R Assunção “Para uma terra tão fria e escassa, não imaginei quando vi — e estive lá — que fosse tão cheia de vida. Não me surpreendeu quando vi que também estava cheia de doenças. E de sangue sobre a neve.” Izandi, a Oniromante Era uma mulher de sono leve. O piar de uma coruja, um bloco de neve caindo ou o passo de um eunuco de guarda passando perto do seu quarto a fazia acordar, mas sempre voltava a dormir. Agora estava pesada. Não sabia dizer se estava afundada em um sono profundo, como se…
    • Capítulo 42: A espada que prevalece (2)

      Capítulo 42: A espada que prevalece (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Alguma vez em vossa vida, mesmo que somente uma única vez, já experienciaram serem tão bons em algo, tão monstruosamente talentosos, que seus mestres sentiram medo e repulsa de vós? Se nunca sentiram isso, provavelmente nunca entenderão o coração de Ereken Zwaarkind.” Izandi, a Oniromante Fezes, das mais fétidas e acres que já sentira. O fedor foi tamanho que quase quis vomitar, empalidecido e de cenho franzido. “Como alguém vive nesse odor?!” Sua barriga estremeceu e…
    • Capítulo 42: A espada que prevalece (1)

      Capítulo 42: A espada que prevalece (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Alguma vez em vossa vida, mesmo que somente uma única vez, já experienciaram serem tão bons em algo, tão monstruosamente talentosos, que seus mestres sentiram medo e repulsa de vós? Se nunca sentiram isso, provavelmente nunca entenderão o coração de Ereken Zwaarkind.” Izandi, a Oniromante Neve despencava dos céus — mesmo com a tempestade ainda estando longe, ela parecia tão próxima… — E pensar que teria a chance de ver o grande Ceire Joran Cyreck, o homem que cegou…
    • Capítulo 41: As sinas do homem (2)

      Capítulo 41: As sinas do homem (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Ah! Pobrezinhos! Ratos possuem uma vida tão curta…” Izandi, a Oniromante Abaixou-se. A túnica de linho era a única parte da libré que ainda usava, e agora teria que pedir a alguém que a lavasse. A vela revelou profundidade de pés sobre os musgos. Pés leves indo à sua esquerda, pés ainda mais leves e distanciados à direta… “Ela correu. Puta merda!” Levantou-se de supetão, ergueu a vela e foi à frente. “Por favor, não morra.” A primeira dezena de passos quase…
    • Capítulo 41: As sinas do homem (1)

      Capítulo 41: As sinas do homem (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Ah! Pobrezinhos! Ratos possuem uma vida tão curta…” Izandi, a Oniromante O riscar áspero do metal da pena contra o papel cingia o escritório do rei como o único barulho além das cortinas farfalhando com o vento forte do céu em negrume, ainda assim, era o menos irritante. Vez ou outra, príncipe Howan Bloemennen fungava e mordia o dedão esquerdo, ou tragava um chá negro sarhyhardo de uma vez só para continuar acordado. O odor era forte, por si só deixando Cei Bert e Cei Gherrit…
    Nota