P.R.R Assunção

    Histórias 1
    Capítulos 111
    Palavras 215,7 K
    Comentários 812
    Tempo de Leitura 11 horas, 58 minutos11 hrs, 58 m
    • Capítulo 34: Sangre, sangre, sangre! (1)

      Capítulo 34: Sangre, sangre, sangre! (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Sangue, sangue, sangue vermelho e branco Assim a Chama Branca regozija Sangue, sangue, sangue branco e vermelho Martiriza, martiriza, martiriza!” Izandi, a Oniromante. Excerto de “Mistérios da Pedra de Gelo” Um dos homens à frente se mexeu primeiro. Com um esforço que deixava as batidas do seu coração quase ouvíveis, tentou dar um passo, e o barulho da neve sendo empurrada pelo seu joelho foi quase como uma tortura para todos que conseguiram ouvir. O vento gritava alto,…
    • Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (3)

      Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (3) Capa
      por P.R.R Assunção “Quanto custa o preço da paz? Quanto é o preço da ação?” Izandi, a Oniromante — Boa-noite a vós também — falou, como se estivesse segurando isso há tempos. Pôs as mãos nas costas armaduradas, cobertas por uma capa verde-musgo, mas sua aparência não era como a das mulheres e homens que conheceu em Greanalg. Sua armadura era de aço-cinzento adamascado, com visíveis camadas de metal reforjado sobre metal nos fornos da Cidade de Ferro, desde as grevas ao manto e o elmo…
    • Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (2)

      Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Quanto custa o preço da paz? Quanto é o preço da ação?” Izandi, a Oniromante — Como consegues dormir sobre um monte de papéis e uma mesa dura, meu menino-moça? Ezekel cobriu o rosto e gemeu baixo. “Por que me lembrei desse dia?” Quando voltara para casa, sua testa sangrava feio. A ama de leite o socorreu e o boticário do paço costurou a ferida, feita por um galho que se revoltou contra seu braço fraco e atingiu o rosto. Depois disso, só pôde ouvir o choro de Sesje e o…
    • Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (1)

      Capítulo 33: O caminho das cinzas e do ferro (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Quanto custa o preço da paz? Quanto é o preço da ação?” Izandi, a Oniromante Os grilos estavam trinando alto, barulhos de fim de verão, e uma andorinha piou alto. O cheiro do orvalho nascido nas folhas verdejantes estava forte como um perfume. A grama sobre suas costas estava macia; e o solo, úmido, mas não o suficiente para sujar as suas roupas. Ao contrário. Sentia-se limpo. Sentia-se confortável, como se estivesse em uma cama. Ezekel abriu os olhos assim que um raio fraco de luz…
    • Capítulo 32: Alguém está feliz com isso?! (2)

      Capítulo 32: Alguém está feliz com isso?! (2) Capa
      por P.R.R Assunção Não bramira de dor ou gemera ou urrara; mas nenhum no salão conseguiu reagir ao ouvir estralos durante sua queda. Fora um segundo de inércia e susto… A princesa gritou de susto, tomada por palidez e medo. Príncipe Howan ficou com olhos arregalados e despencou no trono do pai… Bert saltou os degraus, junto de Cei Ressen, Cei Hilsen e Cei Gherrit. — Alguém chame um maldito MEDISTA! — bravejara Cei Ressen. No instante seguinte, os servos correram e partiram pelas portas, desaparecendo.…
    • Capítulo 32: Alguém está feliz com isso?! (1)

      Capítulo 32: Alguém está feliz com isso?! (1) Capa
      por P.R.R Assunção “O caminho para o inferno é decidido em poucos pensamentos.” Izandi, a Oniromante Princesa Silale encostou a mão esquerda na parede, enluvada e com uma pulseira de prata com uma safira pendendo. Longe à sua frente, ao final do corredor, a porta alta de mogno vermelho estava fechada; olhava-a com seus olhos azuis cheios de melancolia. Cei Bert ajustou a gorjeira da nova brigantina: vermelha, chegava aos joelhos protegidos por aço. Sua nova armadura ficara pronta há poucos dias. Placas…
    • Capítulo 31: Onde estão as boas notícias? (2)

      Capítulo 31: Onde estão as boas notícias? (2) Capa
      por P.R.R Assunção “Ouçam, devotos da força: seus mestres lhe chamam. Grande fora o dia em que pela primeira vez percebera fraqueza.” Izandi, a Oniromante Um vento gelado atingiu seu rosto como um tapa. Ergueu o cachecol e a gorjeira até altura da boca e a seguiu, em passo rápido até ficar ao seu lado. Logo se aproximaram daquele bosque. Seus pinheiros eram altos e tortuosos, com folhas verde-escuro como azevinho, escondidas por neve.  Os arredores da Fortaleza-Montanha não eram os mais espaçosos…
    • Capítulo 31: Onde estão as boas notícias? (1)

      Capítulo 31: Onde estão as boas notícias? (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Ouçam, devotos da força: seus mestres lhe chamam. Grande fora o dia em que pela primeira vez percebera fraqueza.” Izandi, a Oniromante Havia uma muito densa sombra de cansaço sobre Ereken. Pensou que estava em forma, que nunca tinha saído dela, antes ou depois de ser acolhido pelo duque Theolor Beesh. O final da tarde estava provando que estava errado.  Protegia-se do frio intenso, que fazia o orvalho congelar antes mesmo de se condensar, com três pesadas camadas de lã, couro e…
    • Capítulo 30: Ainda restam os sonhos (2)

      Capítulo 30: Ainda restam os sonhos (2) Capa
      por P.R.R Assunção — Você já ouviu centenas de vezes de… de Sua Majestade. — Desviou os olhos. — Mas nunca de você. — Cerrou os braços. As nuvens pesadas tinham parado de cuspir flocos de neve e aberto um pequeno espaço, mas que era grande o suficiente para ver as doze estrelas que compunham a Carruagem de Vymya. Sinal de morte olhá-la sem querer, lembrou-se do ditado. Ululou um barulho estranho e cuspiu na neve. — Vamos, me conte. — Abriu um sorriso amarelo e cansado. — Quero saber de você, minha…
    • Capítulo 30: Ainda restam os sonhos (1)

      Capítulo 30: Ainda restam os sonhos (1) Capa
      por P.R.R Assunção “Há figuras, confesso, que jamais pude exercer meus poderes por cima e ver seus corações. Sinas; estas são outras histórias.” Izandi, a Oniromante — Os deuses são cruéis, cruéis demais. Seu horizonte estava maculado de branco e de neve até o limite, e quando não era o chiado imparável da neve cortando o ar, era o ranger dos dentes das dezenas de homens que a rodeavam e protegiam. Era como se o céu, em todo seu negrume mal iluminado pelos Luas, estivesse vomitando novas…
    Nota