Histórias 1
Capítulos 111
Palavras 215,7 K
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por P.R.R Assunção — “Há certos hábitos, certas malícias e certas instruções que viram uma pessoa em algo que não era em sua originalidade, sua pessoa e alma. Tornam-se mais do que ordens, maus hábitos ou falta de bondade. Tornam-se devoções.” Izandi, a Oniromante — Calem-se! — bravejou conde Steken Siward, com tanto impeto que seu corcel ergueu as patas dianteiras e calou os Ritte e Boldey. Ereken fez sua espada uivar, riscando a bainha, mas sem sacá-la. A inimizade entre os Ritte e Boldey… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Eu vi-a. Vi e vivi-a. Nasci em sua pele e em seu escárnio estava-me presente. Em sonho, estive lá. Fui-me viva na sua pele, mesmo que jamais ouvisse seu nome; dou-me direito de falá-la e narrá-la. Tenhais piedade de mim! Tinha ela um pai justo e correto, um irmão arteiro e caçoador, e mãe que a amava acima de tudo e todas as coisas, tal como os outros dois.” Izandi, a Oniromante. Um ruído fez os olhos da menina saltarem. “Mais um?!” Tremeu os dentes e agarrou a base da cama,… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Sangue rubro e branco! Eis a festa da morte.” Izandi, a Oniromante — Permitam, Açaril, Menoril e Alharil, minhas eternas Senhoras do Mar, que uma senhora, esposa, mãe, avó e rainha retorne sua solene carne ao cálice de toda a vida que vem de vós e seu ventre azul. Mirta tomou um cálice de prata velho e derramou seu liquor no féretro de Auta, feito como um curto nau de proa acentuada, com uma vela de couro mal costurada. A sacerdotisa se ajoelhou e tirou uma das amarras que o… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — Assim que acordou, se equipou e tomou viagem. Seu séquito partiu com cavalos muito bem descansados. O conde seguia com a dianteira pelo caminho. As Três Irmãs os fitavam enquanto tomavam uma sinuosa elevação onde pedras e raízes congeladas jaziam à direita, e uma bela vista do terreno irregular dos restos do Planalto Cinzento, onde aclives pesados e colinas suntuosas erguiam pinheiros e decíduas tortas e neve. À direita, a Cordilheira os cobria com suas sombras e olhos por mais… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Dou uma continuidade a uma palavra antiga minha: indecisão é medo. Fraqueza é medo. Medo não surge sem razão.” Izandi, a Oniromante Tão densa era a Floresta dos Traiçoeiros que, se as folhas não tivessem desvaído com o inverno, não haveria luz chegando a Ereken e conde Siward. Independente disso, esguios galhos retorcidos enforcavam-se entre diversas decíduas e imponentes pinheiros, transformados em casa para ninhadas inteiras de esquilos brancos e gatos da floresta;… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “O primeiro Beesh registrado é Arjire, que foi rei do Sul de Aarvier, então chamada de Aelen. Foram um dos últimos a serem vencidos em guerra, com a unificação do reino de Aarvier. Sua linhagen de reis tinham como brasão uma montanha coroada. Sua descendência travou guerra contra os reis do Centro de Aarvier, os Lievhen. Os vencendo, ainda tiveram seu castelo destruido e realocado para o topo da montanha, o que facilitou a conquista quando a Casa Bloemennen surgiu, ainda na Era das… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Parece tão mais velha do que o bisavô”, imaginou Faina. No entanto, ela notou que talvez fosse até mais: a velha tinha as costas mais recurvas do que a idade permitiria a um Homem, longos cabelos grisalhos tocavam e se prendiam ao chão, aos lábios enrugados e boca sem dentes, aos cílios longos e à roupa. Estava descalça, e vestia somente um fino robe de uma camada quase transparente de liéve, que deixava seu corpo flácido à vista de quem a olhava. — Aah — palrou, com muita… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “O coração de mãe é o único capaz de perdoar de verdade todos os atos de maldade. Testemunhei isso centenas de vezes nos meus sonhos.” Izandi, a Oniromante A Boca do Leão era muito mais ameaçadora de perto; de cá, Faina conseguia ver toda a Capital de cima. Era uma vastidão tingida de branco: desde as casas, com chaminés altas e pungentes, cuspindo fumaça, à floresta de nevadeiras e pinheiros. Neve cobria a estrada que levava a capital até o portão ao oeste, que, mesmo sendo… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — “Era inegável que a maior arma dos Reinos do Oeste eram seus dragões-reais, que não cuspiam fogo e muito menos dominavam o clima, mas por vantagens morais e sua incrível capacidade de deixar o terreno mais pesado. Não somente, na história da guerra dos Reinos do Oeste, vários dragões-reais têm seu nome inesquecível na história. Eszes, Careninre, Fendal e Xenrir foram os mais legendários da Casa Godwill. Diz-se que os primeiros ancestrais desses quatro explodiam seus inimigos em… 215,7 K Palavras • Ongoing

por P.R.R Assunção — Um cavaleiro acordou poucos momentos depois de Bert recomeçar seu treino mental. Quis ter com o ele, porém estava fraco demais para conversar. Um boticário administrou uma erva fedorenta em sua boca, e ele logo caiu de sono. Pouco depois, fizeram o mesmo com Hydele e Willmina, mesmo que já estivessem desmaiadas há mais de dias, rijas como rochas. Agora a noite tomava o castelo com intensidade; seus olhos começavam a pesar. Ele saiu do banco com suas costas estralando, e, coçando sua ferida,… 215,7 K Palavras • Ongoing