Histórias 1
Capítulos 10
Palavras 20,7 K
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por Barion Mey — A alegria de ter conseguido despertar meu núcleo está evidente, só não pulo pelos ares por causa da dor que sinto. Quero tomar um belo banho e tirar esse suor do corpo, deitar na minha cama e dormir por três dias seguidos. Sigo caminhando pelo breu da floresta me apoiando entre as árvores. Minha respiração? Estou quase desmaiando porque até isso é complicado. Acho que estou muito dentro da floresta… acredito que não foi uma boa ideia. No caminho, encontro alguns cervos dormindo, coelhos… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — Naquela noite, o sono não veio fácil. Mesmo deitado, envolto pelos cobertores rústicos e pelo calor tênue da lareira, meu corpo parecia leve demais, como se não estivesse completamente presente. E quando os olhos, finalmente, se fecham, o mundo ao meu redor desmorona em silêncio — e o sonho começa. Estou em um campo dourado, coberto por flores que brilham como brasas sob a luz de um céu estrelado. O vento sopra forte, mas não move nada. O tempo parece suspenso. Ao longe, uma melodia ecoa,… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — Algumas semanas se passaram, e sigo sem qualquer resposta sobre onde vim parar. Desde que despertei da escuridão, tudo o que vejo é um quarto tomado por mofo, com teias de aranha cobrindo as paredes e um telhado de palha tão gasto que parece prestes a ruir. Poderia ser um devaneio, uma ilusão forjada pelos deuses… mas há algo na textura do ar, na densidade do silêncio, que me diz: isto é real. E o mais duro dos fatos logo se impõe — renasci. Reencarnei no corpo de um infante. Tem ideia do… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — No dia seguinte, Lúcia me diz algo interessante que esqueceu de comentar. Quando me viu pela primeira vez tentando lutar contra o vento, comentou que era como se eu estivesse enfrentando um exército inteiro, sozinho. A forma como eu empunhava o galho lembrava meu pai. Evitei perguntar mais sobre ele, já que sabia o que ela responderia. Não era algo que eu queria ouvir. Meu plano é caçar monstros maiores do que coelhos e esquilos, mas ainda sou pequeno demais e fraco. Não consigo nem usar… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — Lúcia por um momento, entrou em transe. Ela ficou parada por alguns segundos, tentando raciocinar o que seu pequeno filho havia perguntado. — Nu-nunca ouvi falar sobre algo assim… — respondeu, desviando o olhar, inquieta. Ela sabia que a prática de forçar o despertar havia sido banida a eras por ordem do antigo rei de Dream e por decisão do conselho. Era algo que seres humanos normais não poderiam mais praticar livremente devido ao alto risco que colocava o corpo da pessoa de… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — Lembro-me vagamente de ter visto Lúcia sair cedo pela manhã. Nunca diz para onde vai, mas sempre volta com algo para o café, o almoço ou o jantar. O vestido que parece ter sido feito de uma cortina velha — de uma família ainda mais miserável que a nossa — costuma voltar coberto de lama. Imagino que vá até a floresta para caçar. — Está na hora de acordar, meu bebê — diz com aquela voz doce e aconchegante que ela usa quando quer me enganar. Ainda sonolento, só consigo pensar em… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — A noite cobria o mundo com um silêncio constante. O céu permanecia limpo, livre de nuvens, permitindo que todas as estrelas fossem vistas com nitidez. Elas brilhavam de forma regular, lançando uma luz pálida sobre a cidade, mais intensa do que o habitual. O ar era frio, impregnado pelo cheiro de pedra antiga e fuligem acumulada ao longo dos anos. Pelas ruas de Mighur, capital de Dream, um jovem de aparência robusta caminhava sozinho. Era um nobre — membro de uma das famílias mais prestigiadas do… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — A chuva cai com fúria, pesada e impiedosa, transformando o solo em um manto escorregadio de lama e sangue. O ar vibra com o cheiro metálico da morte. Em meio aos destroços da batalha, rostos pálidos e olhos esvaziados de esperança encaram o nada — moldados pelo terror, pela perda e pela certeza de que nada será como antes. Corpos dilacerados jazem espalhados como bonecos quebrados. A lama encharcada de sangue é a única testemunha do preço pago. Delgron, o deus da Ruína, o flagelo de Zendrut,… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — Era uma noite sombria. As nuvens escuras cobriam a lua, e tudo o que se podia ver era apenas o céu negro sobre os olhares das pessoas. Em uma cidade afastada do castelo, uma jovem garota corria desesperada, com roupas rasgadas e cobertas de sangue. Homens a perseguiam com lanças e espadas. Gritava por socorro, mas não havia ninguém por perto. Quem ousaria? O país estava em guerra contra o exército sombrio, liderado pelo deus da ruína, Delgron. Não havia quem se arriscasse. O brilho das… 20,7 K Palavras • Ongoing

por Barion Mey — “Dizem que, há muitas eras, quando a terra ainda sangrava e o céu chorava cinzas, surgiu um homem. Não era rei, nem deus. Era apenas um guerreiro. Enquanto os exércitos caíam diante do horror encarnado, e as cidades eram reduzidas a pó sob o rastro do deus da ruína, foi ele quem ergueu sua espada. Foi ele quem desafiou Delgron — o eterno, o imortal, o destruidor de eras. Não havia esperança. Nenhuma profecia, nenhum destino o escolhera. Mas ainda assim, ele foi. E no campo onde os… 20,7 K Palavras • Ongoing