Hergê

    Histórias 9
    Capítulos 236
    Palavras 405,9 K
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    Tempo de Leitura 22 horas, 33 minutos22 hrs, 33 m
    • Capítulo 138 | Aperto

      Capítulo 138 | Aperto Capa
      por Hergê No último capítulo Um som agudo de impacto metálico ecoou pela estrada. A espada escorregou pela superfície do couro, sem perfurar a pele e sem cortar um único fio de pelo. Teseu emendou outro golpe com o giro da empunhadura em um arco na direção contrária ao anterior. A espada resvalou como se encontrasse uma parede. O leão abriu a mandíbula e projetou o pescoço para a frente para uma mordida. Teseu baixou o tronco e deu um passo rápido para a esquerda.  Aproveitou a…
    • Capítulo 125 | O Silêncio da Deusa(1)

      Capítulo 125 | O Silêncio da Deusa(1) Capa
      por Hergê O sol da manhã entrava pelas frestas das janelas de madeira e iluminava as partículas de poeira que flutuavam sobre a mesa de jantar. Havia pão fresco, queijo de cabra e uma tigela de azeitonas. Aylla, esposa de Átalo, falava sobre os preparativos para o mercado e a necessidade de comprar tecidos novos, em um tom de voz animado. Átalo, no entanto, mantinha os olhos fixos no prato de cerâmica. Ele mastigava o pão lentamente e, sempre que ela terminava uma frase, ele esboçava um sorriso rígido,…
    • Capítulo 134 | Profecia

      Capítulo 134 | Profecia Capa
      por Hergê Ele emitiu um som gutural e baixo, e retribuiu o toque de forma desajeitada com os braços grossos. Hermes observou a cena por um momento. Depois, virou as costas e caminhou até o Potamoi. — Eu disse que o problema de Pérgamo não era meu — a voz de Hermes soou controlada e fria. — Mas a sua filha usou o nome de Afrodite. Ela corrompeu o culto. A deusa do amor virá até a cidade para cobrar essa ofensa. Para o seu próprio bem, a ninfa precisa ser punida antes que isso aconteça. O…
    • Capítulo 126 | O Silêncio da Deusa(2)

      Capítulo 126 | O Silêncio da Deusa(2) Capa
      por Hergê O peso da revelação de Átalo não parecia incomodá-lo tanto quanto a lacuna de conhecimento que o livro anônimo havia deixado em sua mente. Para o estoico, a política mortal era uma sucessão de eventos previsíveis, enquanto a lógica da Arché era um enigma que desafiava a própria percepção da realidade. Ele sabia que tinha mais com o que se preocupar. Ao cruzar o pórtico da biblioteca, ele foi avistado pelos mesmos dois estudiosos que o haviam atendido anteriormente. Desta vez, o mais…
    • Capítulo 139 | Caçadora

      Capítulo 139 | Caçadora Capa
      por Hergê O herói contraiu os músculos do braço direito e canalizou a energia bruta do seu poder de campeão para a arma.  Uma luz verde e contínua cobriu o metal danificado. Teseu firmou as botas na terra da via e correu em linha reta contra o animal. O leão ergueu a pata dianteira direita e executou um ataque rápido de cima para baixo.  Teseu não recuou.  Inclinou o tronco para a esquerda, evitou as garras por poucos centímetros e desferiu uma estocada frontal de baixo para…
    • Capítulo 140 | Assentamento

      Capítulo 140 | Assentamento Capa
      por Hergê Calixto abaixou o arco longo e olhou para o corpo do Leão de Nemeia estirado no chão. Depois, ela fixou os olhos em Teseu. A respiração do garoto ainda estava acelerada devido ao esforço da luta. — Vocês fizeram um bom trabalho contra a besta. O tom de voz dela sequer demonstrava cansaço ou alteração pelo combate. Teseu observou o rosto da mulher. Ele notou os traços familiares, as marcas de sol na pele e a postura reta.  — Calixto… Ela caminhou até o rapaz e estendeu…
    • Capítulo 141 | Ao Sul

      Capítulo 141 | Ao Sul Capa
      por Hergê — Nova Arcádia? — Calixto ergueu uma sobrancelha.  Teseu acenou positivamente. — Que coisa. Vocês estão indo para o nosso assentamento, então.  Licaão se aproximou, interessado na conversa. — Assentamento? Você sabe algo sobre Nova Arcádia? Calixto ajeitou a aljava nas costas e fitou o selvagem com um olhar incomodado. — Claro que sei. Eu vim de lá. Ela suspirou. — Mas fiquei ilhada na região de Tebas por duas semanas. Aquele leão bloqueou a…
    • Capítulo 127 | A Vontade de Can

      Capítulo 127 | A Vontade de Can Capa
      por Hergê Magno estava em um quarto nos fundos de uma taverna de baixa categoria, trocando sua túnica habitual por uma veste de linho grosseiro e sujo. O cheiro de suor antigo e serragem impregnava o tecido. Ele ajustou uma faixa de pano na cabeça para esconder parte do rosto e calçou botas de couro cru, reforçadas para o trabalho pesado. Seu objetivo era simples: observar a floresta de dentro, sem os olhos da guarda real sobre ele. Ele conseguira a vaga através de Elpenor, o guarda com quem conversara no…
    • Capítulo 142 | Na Beira da Estrada

      Capítulo 142 | Na Beira da Estrada Capa
      por Hergê Os troncos espessos das árvores começaram a rarear. A sombra da mata cedeu espaço para a luz direta do sol da tarde. Sob as botas de Hermes, Magno e Sêneca, o solo coberto por folhas úmidas deu lugar a uma estrada de terra batida que descia em um declive contínuo em direção ao sul. O som dos cascos do sátiro cessou. Hermes estacou alguns passos à frente e olhou por cima do ombro. O guia mantinha os pés sobre a última linha de grama da floresta, recusando-se a pisar na terra seca da…
    • Capítulo 143 | Hedonismo de Focéia

      Capítulo 143 | Hedonismo de Focéia Capa
      por Hergê Magno piscou devagar e falou para si mesmo, constatando o óbvio. — Outro sátiro... Hermes manteve a expressão controlada e cravou os olhos na figura acima. A tensão era visível na rigidez de seus ombros. — Não. Este é um Sileno. O sileno abaixou o aulos e o prendeu em um cordão de couro amarrado na cintura. Olhou para os quatro homens parados na estrada e abriu os braços em movimentos amplos e rápidos. — Sejam bem-vindos! — exclamou animadamente. — Vocês pararam bem na…
    Nota