Hergê

    Histórias 9
    Capítulos 236
    Palavras 405,9 K
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    Tempo de Leitura 22 horas, 33 minutos22 hrs, 33 m
    • Capítulo 169 | O Banquete de Sangue

      Capítulo 169 | O Banquete de Sangue Capa
      por Hergê A sombra de Letônio avançava devagar. Silvo a acompanhava com o arco firme nas mãos. O passo contido representava o limite do controle da aparição. A cada esquina, a forma escura parava por um ou dois segundos. Silvo aprendeu a ler aquelas hesitações. Elas significavam o custo de manter a direção contra a vontade opressora da escuridão de Nix. Eles viraram à esquerda e depois à direita. O muro do assentamento aproximou-se. Silvo percebeu a proximidade pelo eco dos próprios passos e pelo…
    • Capítulo 172 | Presas e Sombras

      Capítulo 172 | Presas e Sombras Capa
      por Hergê Veio de cima — de algum ponto alto que Theo não havia visto. Caiu com todo o peso, as patas dianteiras nos ombros do centauro, os dentes fechados no pescoço antes que Nesso pudesse processar de onde havia vindo o impacto. Nesso rodopiou, a criatura acabou em suas costas. O movimento foi violento o suficiente para triturar qualquer criatura menor. As garras se aprofundaram nos ombros e os dentes no pescoço. Nesso tentou alcançar o lobo com o braço livre e não chegou ao ângulo certo. Tentou de…
    • Capítulo 171 | Um Lobo

      Capítulo 171 | Um Lobo Capa
      por Hergê — Rompa o selo. A câmara estava em silêncio. O pedestal vazio, os fragmentos da espada bastarda ainda no chão ao redor, a erva-da-lua de Sophia com o brilho que havia diminuído mas não cessado. Licaão ficou de pé diante de Teseu com os ombros acima e os olhos que esperavam. — Rompa agora. Teseu não disse nada. Fechou os olhos e abriu o punho. A luz esverdeada escapou entre seus dedos, fluiu em direção ao rei e o envolveu. A aura vermelha dos lobos da visão ressurgiu, violenta,…
    • Capítulo 170 | A Luz da Batalha

      Capítulo 170 | A Luz da Batalha Capa
      por Hergê A escuridão engolia as lâminas dos soldados de Nova Arcádia. Theo desferiu um golpe horizontal com sua espada. O aço atravessou o peito de uma sombra e encontrou apenas o ar frio. A sombra parou por um instante, o buraco em seu peito remexeu e então retornou ao que era antes. O capitão recuou dois passos para desviar de uma lança etérea que rasgou a lateral de seu escudo. — Fechem a linha! — Theo ordenou. Calixto puxou a corda de seu arco e soltou três flechas em rápida sucessão. Os…
    • Capítulo 160 | Noite Eterna(1)

      Capítulo 160 | Noite Eterna(1) Capa
      por Hergê O jardim ainda exalava o perfume das flores quando o apito de Letônio cortou a noite. O som durou um único segundo — agudo, desesperado —, então cessou. Teseu ergueu os olhos para a escuridão da mata ao norte. O silêncio que se seguiu pesava soava mais preocupante que o agudo anterior.  Ficou imóvel por um instante com a veste entre os dedos. Correu para dentro da ala de cura, largou a veste no leito e foi até o baú. Theo havia deixado uma couraça nova dobrada sobre a tampa —…
    • Capítulo 166 | Memórias

      Capítulo 166 | Memórias Capa
      por Hergê Mnemósine ficou de pé na entrada do cofre com as mãos à frente do corpo e os dedos entrelaçados, e quando falou foi com o tom professoral e materno que causou a todos estranhamento. — Há muito tempo que este lugar espera pelo seu dono. É justo que ele o veja uma última vez. A mão direita se abriu e uma moeda com efígies de três luas, cada uma numa fase, se mostrou no centro da palma. Pulsou uma vez, escuro e fundo; sua mão parecia uma espécie de túnel. Teseu arregalou os…
    • Capítulo 168 | Reis e Deuses

      Capítulo 168 | Reis e Deuses Capa
      por Hergê O campo de batalha tremulou e cedeu ao salão outra vez. As mesas postas, o banquete intacto, as tochas acesas. E os deuses à mesa. Teseu os reconheceu pelos arquétipos que Plutarco o havia ensinado ao longo das viagens. Suas vestes, relíquias, porte físico. Depois reconheceu os rostos. E parou no terceiro da mesa. Cabelos louros. Ombros relaxados que nunca carregaram peso de verdade. Olhos dourados como ouro em brasa, mesmo sem a luz direta das tochas naquele ângulo. O deus jovem com a…
    • Capítulo 167 | A Guerra da Velha Arcádia

      Capítulo 167 | A Guerra da Velha Arcádia Capa
      por Hergê As paredes do salão se contraíram. Estremeceram, moveram-se num padrão circular, como se surgisse nelas um redemoinho. As colunas de mármore tremeram. A luz das tochas oscilou. E então o salão se expandiu: o teto subiu até sumir, as paredes se afastaram, o piso de pedra polida se transformou em terra batida e depois em terra revolvida por cascos e botas, marcas de muitos homens e muitos cavalos que haviam passado e continuavam passando. Um campo de batalha. Teseu e Sophia olhavam ao redor…
    • Capítulo 165 | Intróito às Lembranças

      Capítulo 165 | Intróito às Lembranças Capa
      por Hergê Os três centauros restantes mudaram de tática. Silvo percebeu antes de conseguir articular o que havia mudado — era uma questão de padrão de movimento, de como as manchas se deslocavam. Antes, cada centauro atacava em sequência, um de cada vez, como se testassem a resistência em pontos diferentes. Agora os três se posicionavam ao mesmo tempo, um na frente, dois pelas laterais. Nesso ainda não se movia. — Calixto. Eles vão atacar ao mesmo tempo. Frente e dois lados. — Quantos homens…
    • Capítulo 164 | O Cofre do Rei

      Capítulo 164 | O Cofre do Rei Capa
      por Hergê Lycomedes havia levado todos os civis para os abrigos. Ou quase todos. Dois velhos recusaram categoricamente e tiveram que ser convencidos com argumentos que ele não se orgulhava de ter usado. Uma criança fugiu do grupo e foi encontrada embaixo de uma mesa na tenda do ferreiro. Isso custou tempo que ele não tinha. Quando a última câmara de pedra fechou e o último ferrolho deslizou, Lycomedes ficou de pé no corredor subterrâneo e ouviu os estrondos lá de cima com o silêncio calculista. A ala…
    Nota