Hergê

    Histórias 9
    Capítulos 236
    Palavras 405,9 K
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    Tempo de Leitura 22 horas, 33 minutos22 hrs, 33 m
    • Capítulo 26 | O Conto de uma Flor que Desabrochou no Inferno das Minas (2)

      Capítulo 26 | O Conto de uma Flor que Desabrochou no Inferno das Minas (2) Capa
      por Hergê Uma tosse seca tirou Sêneca de seu torpor noturno. Era tarde da noite. Ágatha, com a garganta seca, esgueirou-se para fora para pegar água. O velho se forçou a permanecer deitado. Não devia fazer nada. O próximo dia logo chegaria e tudo se resolveria. Foi quando viu uma sombra passar em frente ao túnel. Uma sombra conhecida. Seus olhos se arregalaram e antes que sua mente pudesse protestar, já estava de pé.  Esgueirou-se entre as vigas de madeira nas paredes de pedra, seguindo na…
    • Capítulo 111 | Sobre as Cinzas de Tróia

      Capítulo 111 | Sobre as Cinzas de Tróia Capa
      por Hergê O sol da tarde iluminava as ruínas de Tróia. A luz era real agora, quente e amarela, dissipando o frio sobrenatural da noite mágica que fora deixada por Endimião. Seus poderes, mesmo sem o domínio da moeda, demoraram a se dissipar, e banharam as ruínas por horas antes de finalmente abandoná-las. Hermes estava sentado em um bloco de pedra calcária, perto da praia. Em suas mãos, ele segurava a Moeda do Olho Entreaberto. O metal negro parecia absorver a claridade do dia. Ele girava o objeto entre…
    • Capítulo 107 | Mapa do Tesouro

      Capítulo 107 | Mapa do Tesouro Capa
      por Hergê Semanas haviam se passado no reino dentro da cisterna. A umidade e o cheiro de mofo eram familiares, confortáveis. Eram o cheiro de casa. O grupo estava reunido em volta de um caixote de madeira que servia de mesa. Lia alisava um pedaço de pergaminho velho e manchado sobre a superfície áspera. — É aqui — disse ela, com o dedo para uma massa de terra desenhada de forma grosseira. — A Ásia. Dizem que as cidades lá são maiores que Therma. Dizem que ninguém passa fome. Vareta e Tico…
    • Capítulo 122 | Pérgaminho

      Capítulo 122 | Pérgaminho Capa
      por Hergê Sêneca saiu da casa de Sávio quando o sol ainda estava baixo no horizonte, orientado pelo próprio para tal, sob o argumento de que a biblioteca estaria cheia antes que o Sol alcançasse o Zênite. O ar da manhã estava frio e trazia um orvalho que tornava o calçamento de pedra escorregadio. Ele apertou o manto contra o corpo e iniciou a subida em direção à acrópole. Pérgamo era uma cidade que funcionava em degraus; para cada destino importante, era necessário vencer uma série de escadarias de…
    • Capítulo 109 | Lamúrios Ecoantes

      Capítulo 109 | Lamúrios Ecoantes Capa
      por Hergê Magno caiu de joelhos na terra batida. O impacto sacudiu seus ossos. A poeira roxa, levantada pelo ataque anterior de Hermes, cobria a área principal da batalha como uma neblina densa. Mas ali, entre as ruínas menores do pátio externo, o ar estava apenas sujo de terra e calcário. Ele tossiu e limpou a boca com as costas da mão. Ao seu lado, Sêneca tentava se levantar, mas as pernas do velho falhavam. — Fique abaixado — ordenou Magno, com a voz ríspida e urgente. Ele agarrou o braço de…
    • Capítulo 110 | O Rei dos Ratos

      Capítulo 110 | O Rei dos Ratos Capa
      por Hergê Hermes se levantou, limpando o sangue do canto da boca. Endimião, vendo seus guardiões formados, virou as costas e correu para dentro das ruínas, mancando e segurando o peito ferido. — Peguem ele! — gritou o feiticeiro enquanto fugia. Os três clones avançaram ao mesmo tempo. Eram silenciosos. O clone de Sêneca veio pela esquerda, com os braços estendidos. O clone de Magno desapareceu nas sombras à direita. O clone de Hermes atacou pelo centro, brandindo uma cópia negra da xiphos…
    • Capítulo 114 | O Ventre da Montanha

      Capítulo 114 | O Ventre da Montanha Capa
      por Hergê O terreno era hostil, composto por rochas afiadas e xisto quebradiço que deslizava sob as botas a cada passo em falso. O vento soprava com força ali em cima, gelado e constante, cortando o rosto e dificultando a respiração. O Guia ia à frente. Ele não parecia sentir o esforço e seus movimentos eram precisos. Ele saltava entre pedras instáveis com o equilíbrio de uma cabra montanhesa, sem usar as mãos para se apoiar. Ele subia trechos quase verticais com uma facilidade que irritava…
    • Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso

      Capítulo 115 | O Ninho do Parnaso Capa
      por Hergê A montanha inteira parecia se mover. Escamas gigantescas deslizavam umas sobre as outras num som de lixa raspante contra pedra. O chão tremia violentamente a cada impulso da Píton lançando arrepios aos corpos dos que dela fugiam. Teseu corria. Seus pulmões queimavam com o ar rarefeito e gelado. Atrás dele, o som do corpo colossal da serpente esmagando o caminho que eles acabaram de percorrer era um lembrete constante da morte. O caminho estreito à frente ziguezagueava entre fendas e penhascos.…
    • Capítulo 117 | Além do Topo (1)

      Capítulo 117 | Além do Topo (1) Capa
      por Hergê O vento no topo do platô soprava constante, agitando as penas da Águia gigante que agora repousava imóvel diante de Teseu. O brilho verde nos olhos do rapaz desapareceu, e o que restou foi uma expressão de cansaço súbito. Perto da saída da trilha, o Guia descruzou os braços. Ele bateu as mãos na túnica, limpando a poeira da caverna, e deu dois passos para trás, em direção à descida. — Meu trabalho termina aqui — disse o Guia. Sua voz estava calma, num contraste com a respiração…
    • Capítulo 118 | Além do Topo (2)

      Capítulo 118 | Além do Topo (2) Capa
      por Hergê — "Além do Monte Parnaso..." — sussurrou Teseu, lembrando-se das palavras do velho e do Guia. A compreensão atingiu sua mente junto com uma leve dor de cabeça pela lufada de ar frio contra o rosto. A Águia gritou e mergulhou nas nuvens. O mundo ficou branco. A luz do sol sumiu. O ar tornou-se gelado e úmido. Gotas de água condensavam instantaneamente em suas roupas e cabelos. Não era possível ver um palmo à frente do nariz. Licaão praguejou algo que o vento levou. Plutarco enterrou o…
    Nota