Histórias 1
Capítulos 104
Palavras 150,0 K
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por Israel Ribeiro — O aroma de pão quente e ervas pairava no salão menor, mas naquela manhã parecia tudo amortecido, como se a mesa tivesse absorvido parte do silêncio acumulado da noite anterior. Aedin estava sentado à cabeceira, praticamente imóvel, apoiado nos antebraços. Nem tocara no prato. A vela ao lado dele ainda queimava, curta, como se tivesse sido acesa tarde demais. Melissa notou assim que entrou. — Bom dia… — disse ela, num tom que mais soava como um teste do terreno. Aedin ergueu o olhar… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — O sol ainda não havia rompido totalmente a névoa quando Aedin entrou no grande salão da fortaleza. Os vitrais quebrados deixavam a luz entrar de forma irregular, projetando recortes pálidos sobre a mesa comprida de carvalho. Melissa caminhava ao lado dele, relatórios pressionados contra o peito. Lá dentro, os nobres já os aguardavam junto de Eldric. E não eram nobres comuns. Eram veteranos.Sobreviventes.Os que sempre ficaram quando todos os outros fugiram. Lord Valcir, ombros largos,… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A dor veio primeiro.Uma martelada grossa atrás dos olhos, depois outra, como se alguém estivesse batendo ferro quente dentro da cabeça dela. Naira abriu os olhos devagar. Estava deitada sobre um tapete grosso e escuro, limpo demais para ser de taverna. Havia cheiro de casa bem cuidada. O teto era de madeira polida. Quando virou a cabeça, viu Ronan estendido ao lado, sem camisa, o braço dele servindo de travesseiro improvisado: sua cabeça estava apoiada ali. Naira sentou tão rápido que o mundo… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — O saguão da hospedaria era amplo, iluminado por janelas altas que deixavam entrar a luz clara da manhã. O cheiro de madeira polida e ervas secas penduradas em cordões criava um ambiente agradável e acolhedor para uma tropa em missão. O escrivão abriu um sorriso largo cumprimentando os primeiros membros da fila que estava se formando. — Vamos com calma, senhores. Todos terão seu nome registrado. — Ele ajeitou os óculos redondos no rosto e bateu a pena na borda da prancheta. — Nada mais… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — As muralhas do Portão Norte surgiram pouco a pouco entre a poeira da estrada, firmes e altas. Doze metros de rocha clara, trabalhada com precisão, formando um arco imponente que guardava a entrada da capital. O símbolo de Cervalhion, um cedro entalhado em metal escuro, adornava o centro do portão como um selo antigo. A caravana reduziu o ritmo das carruagens até parar completamente. Naira afastou discretamente a aba da cobertura. A luz da manhã atravessava o tecido, delineando poeira que… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — As chamas estalavam no meio da floresta, labaredas altas de fogo que consumiam os corpos empilhados. O cheiro era ácido, denso, uma mistura de carne e pelo queimados que parecia impregnar a pele. Eldrik e os soldados mantinham lenços presos aos rostos, mas o fedor ainda assim se infiltrava. Os soldados trabalhavam em silêncio, montando as pilhas de corpos enquanto Eldrik ateava fogo com sua mana. — São muitos corpos… — disse Aura, olhando ao redor com uma expressão indiferente. Dois… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A mata se fechava ao redor de Danurem conforme ele avançava, deixando a cidade para trás. O cheiro de umidade e terra viva substituía o das muralhas quentes e das forjas fumegantes. Ele caminhava como quem conhece seu espaço. O passo firme, o ombro relaxado, o enorme martelo de guerra apoiado no ombro como se não pesasse mais do que um feixe de lenha. — Trabalho chato ficou pra você, Eldrik. — murmurou, sem sombra de culpa. — Boa sorte com aquela papelada. Um sorriso torto se formou,… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Narrado por Eldrik Eu não sei que horas eram quando tiramos os último pedaços de madeira de cima dele. A noite já tinha caído há um tempo, mas eu só percebi quando a luz das tochas começou a projetar sombras longas demais nos escombros. Minhas mãos tremiam, mas eu continuei puxando, levantando, segurando peso onde dava. O machado já não era uma ferramenta, era extensão da minha vontade. Eu já não sentia o braço direito inteiro, só o calor pulsando dentro dele. O homem estava preso… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — O fim da tarde tingia o céu de um amarelo escurecido, puxando para cinza, como se o próprio sol estivesse cansado. A fumaça que ainda escapava das ruínas subia lenta, misturando-se à névoa que sempre rondava Cervalhion ao entardecer. O cheiro de madeira queimada, fuligem e terra molhada formava um gosto áspero na boca, difícil de ignorar. Eldrik desceu os degraus largos do castelo. A pedra estava coberta de pó fino que subia a cada passo. Ninguém precisou dizer para onde ir, todos sabiam.… 150,0 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Narrado por Aedin Valcor A poeira ainda dançava no ar quando dei o primeiro passo para fora do salão. Ela se misturava ao cheiro de sangue, pedra partida e fumaça fina. O chão estava coberto de fragmentos de vidro e madeira, e cada passo ecoava como algo irregular, como se o castelo respirasse com dificuldade. — Reúnam os feridos na ala sul! — gritei para os guardas que ainda estavam se recuperando do impacto. — Se alguém não conseguir andar, me digam. Eu cuido disso. VÃO REPASSEM A… 150,0 K Palavras • Ongoing