Histórias 1
Capítulos 172
Palavras 268,3 K
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Tempo de Leitura 14 horas, 54 minutos14 hrs, 54 m

por Israel Ribeiro — Narrado por Aisha Ajustei a almofada sob a cabeça de Lucas com cuidado. Ele se mexeu um pouco, soltando um som baixo, mas não acordou. Melhor assim, a cor ainda estava voltando ao rosto dele. Puxei o lençol até o peito dele, hesitando por um segundo antes de cobrir completamente o ferimento. A poção tinha fechado a carne… mas eu ainda conseguia imaginar a dor que ele sentiu… do que Kael precisou fazer. Desviei o olhar. A respiração dele estava mais estável. Ainda… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Narrado por Kael Empurrei a porta com o ombro. A madeira rangeu alto demais para o silêncio da casa. Aisha levantou imediatamente, a mão indo para a espada por reflexo. Só relaxou quando me reconheceu na porta. Lucas soltou um gemido quando o peso dele mudou sobre meu ombro. — Mesa — eu disse. Aisha não discutiu. Ajudou a deitar Lucas sobre a mesa de madeira. O rosto dele estava cinza. Respiração curta. Errada. Aisha abriu a boca para perguntar algo. Eu já… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — — Não deixa ela falar contigo. Lucas cuspiu as palavras entre os dentes, a voz rouca e baixa. — Só… fica quieto. Kael se abaixou e segurou Lucas pelo braço, erguendo-o com cuidado. O peso do homem caiu sobre o ombro dele assim que ficou de pé. Lucas gemeu. Um som curto, involuntário. Logo depois veio a tosse. Sangue escuro respingou na terra. Kael olhou para o lado do corpo dele. A lateral direita do peito estava afundada, as costelas formando um arco estranho sob a… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Kael subiu primeiro. Movimentos firmes. Firmando as mãos nas pedras húmidas do poço. Helena estava presa a ele por uma corda passada sob os braços, amarrada ao próprio torso dele. Pequena demais para confiar na própria força. Ele segurava a adaga entre os dentes enquanto escalava a escadaria úmida. A menina tremia contra as costas dele. Quando emergiram no poço, a luz da manhã entrou como um corte. Aisha apareceu na borda. Estendendo a mão. — Kael— Helena… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A carroça avançava devagar pela estrada de terra. As rodas rangiam em um ritmo constante, quase preguiçoso. O cavalo soltava vapor pelas narinas, incomodado com o frio da manhã. Aisha estava sentada na beirada, uma perna pendendo para fora, a outra dobrada sobre o banco. A armadura leve já não era a mesma de quando saíram de Cervalhion. Couro riscado. Pequenas manchas de sangue seco espalhadas pelas mangas. O tecido escurecido pelo uso constante. O cabelo escuro, preso alto, deixava escapar… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A porta fechou atrás do último deles, abafando o som distante do palácio. Por alguns segundos, ninguém falou. A sala oval era sustentada por pilares de pedra abraçados por raízes grossas que desciam do teto e mergulhavam no chão. Um dos lados permanecia aberto, revelando o pátio interno contornado pelas raízes da Árvore-Mãe. A brisa da manhã atravessava o salão, mas não aliviava o peso no ar. Os quatro rostos carregavam a mesma tensão. O primeiro a quebrar o silêncio foi o homem… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Narrado por Dravis Assim que o Guardião pronunciou aquelas palavras, o chão estremeceu. Precisei flexionar os joelhos para não cair, mas alguns dos meus homens não tiveram a mesma sorte. Escorregaram, tropeçaram, afundaram brevemente na neve antes de se recomporem com olhos arregalados. Aquela terra atravessada por uma comitiva que rompeu a barreira... agora nos mostrava o porquê de seu isolamento. O Guardião moldou o desfiladeiro. Sem gestos grandiosos. Sem… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — Era o fim de tarde naquela praia congelada. Embora chamar aquilo de “praia” fosse quase uma piada cruel. Não havia calor, risos ou ondas quebrando na areia. O mar, se é que ainda podia ser chamado assim, era um manto branco de gelo espesso, sólido como pedra, estendendo-se até onde a vista alcançava. Nenhum som de gaivotas, nenhum cheiro de maresia. Árvores petrificadas pelo frio contornavam a paisagem, seus galhos retorcidos como mãos enfeitavam a paisagem dando um toque tanto belo… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A cidade fortificada de kharon despertava cedo. As muralhas de pedra clara cercavam o complexo como um anel rígido, interrompido apenas por torres de vigia e portões reforçados que jamais permaneciam abertos por muito tempo. Além delas, erguiam-se as torres de pesquisa, altas, angulares, marcadas por runas de contenção e dutos de escoamento alquímico que jamais cessavam de fumegar. O comandante Havelor iniciou sua inspeção como fazia todas as manhãs. Passos firmes. Mãos cruzadas atrás… 265,9 K Palavras • Ongoing

por Israel Ribeiro — A madrugada ainda segurava Cervalhion quando eles desceram as escadas da hospedaria. As lanternas da rua lançavam círculos pálidos sobre a pedra úmida, e o ar frio abraçava o ambiente tornando o momento mais melancólico. Kael caminhava à frente, usando roupas leves demais para alguém que partia para o leste. Aisha vinha logo atrás, capuz baixo, os passos mais silenciosos do que o necessário. Ian os esperava junto à porta. Não usava armadura. Apenas um manto escuro e o rosto cansado… 265,9 K Palavras • Ongoing