David C.O.
Ou apenas um avatar de Elum, como preferir, é o autor por trás de diversas obras da literatura nacional. Entre seus títulos mais reconhecidos estão "A Ordem Espiritual" e "ECO", além de contos e poemas que transitam entre o sombrio e o sublime. Apaixonado por fantasia sombria, dramas além da compreensão humana e ação intensa, é movido por narrativas que misturam tudo isso em uma cadência única — uma verdadeira sinfonia caótica de emoções e ideias. Atualmente, seu foco está em concluir a primeira parte do universo de A Ordem Espiritual e iniciar o planejamento da sequência. Paralelamente, dedica-se à ambiciosa meta de levar ECO até, no mínimo, seus mil capítulos. Mas seus planos não param por aí. Projetos como "Esmeralda" e "O Apóstolo, a Raposa e o Sabiá" já espreitam nas gavetas — alguns com volumes inteiros prontos, outros ainda em forma de one-shots, aguardando o momento certo para ganhar vida. Histórias 3
Capítulos 437
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por David C.O — E não deu outra. A figura de Elohim brotou ao mesmo tempo nos quinze distritos. Cada praça, cúpula e vão de concreto projetava seu rosto. Uma pseudo-onipresença que se estendia por todo o Intermédio. Sem paredes. Sem véus. Sem desculpa pra fingir que não viu. Diante dele, todos os Guardiões — os da reunião, os de fora, os infiltrados, os mortos por dentro, e até os que só existiam porque alguém ainda se lembrava do nome — estavam ali. De pé. Qualquer um que ainda fosse capaz de ecoar uma… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — De repente. No aeroporto de Suppokasu, uma bela jovem de cabelos vermelhos e olhos azuis, tatuada da cabeça aos pés, desembarcava com três maletas maiores que uma moto. Magrinha, mas emburrada. Muito emburrada. O olhar grudado na tela do smartphone. A última mensagem havia sido enviada segundos atrás. E, como sempre... nada da resposta imediata daquele que ela ousava chamar de “amor”. — Cadê você... Cruzou os braços, tremendo de frio. Vestia uma minissaia e uma blusa fina demais para o… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — A verdadeira luta, enfim, começou. Não mais um confronto entre entidades mas entre calamidades. Duas forças titânicas colidiam, sacudindo o próprio tecido do plano onde se encontravam. A cada golpe, Elizabeth empurrava o demônio para trás. Para longe. Para o abismo do qual nunca deveria ter saído. Seus punhos, banhados em luz e ódio, quebravam os limites do corpo inimigo. Era a primeira liberação. De sua técnica inata. Uma das Três. Ocultas — proibidas até mesmo entre os exorcistas de… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Em uma dimensão onde o tempo não ousava cravar suas garras. — Tic Tac! — disse Asmael, navegando pelo espaço-tempo, rodeado por inúmeros portais, enquanto Luciel o seguia de perto. Cada um exibia uma cor própria, formando uma rede de conexões em uma sala criada pela luxúria a partir de sua dádiva do abismo. — Então... nosso plano de superposição quântica está funcionando? — resmungou, desconfiado, ostentando a altivez de um rei diante de seu servo. Mesmo tendo participado do… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Caindo como um meteoro. A sombra despencou. Rasgou o plano profundo — do Intermédio até as oito camadas que precedem o fim, quebrando as paredes que os separam com sua essência transitória. Ao tocar o solo, abriu uma cratera. O impacto não gritou — afundou. Silenciado pela calma natural de seu rei. Na verdade, mal teve tempo. A escuridão fechou por cima, como uma vontade transcendental por silêncio. Calmaria. De tanto olhar para o nada, passou a amar. Como quem nutre uma paixão platônica… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Quando as chamas atingiram a barreira, o coração da garota resolveu dar o ar da graça. Palpitou. Descompassado. Dramático. Quase performático. — S-senhorita Liora…? A voz dela saiu tremida, como se tentasse fazer contato com algo entre um salvador e um cabo de vassoura mágico. Ela olhou. Aflita. Umedecendo os lábios, esperando alguma resposta. Mas Liora? Continuava impassível. Como quem já tomou chá com a morte e achou o sabor insosso. Nem piscou. — Calma, Majim. Se ele não conseguir… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Mas… a morte. Essa senhora histérica, dramática e inconveniente, não conseguiu sequer beijar seus calcanhares. Nem arranhou sua epiderme trêmula, que se arrepiava inteira com aquele clarão súbito. Sem cerimônia. Sem flores. Sem trilha sonora. Por um microssegundo, cogitou: um anjo? Que piada. Nem teve tempo de concluir o delírio gospel, porque seus olhos — ainda cegos da explosão — se arregalaram, e seus sentidos foram tragados por um abraço. Forte. Quente. Intenso. Com um… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — — Vai me matar? A sombra flutuava acima da cidade espiritual, encarando o que jamais esperou ver: a liberação de Eco mais colossal de sua existência miseravelmente longa. Mesmo com mais de dois mil anos nas costas — e isso, por algum motivo vergonhoso, fazia até os pelos da nuca se arrepiarem. — Mas com um corpo tão grande assim… Não passará de um alvo. Gigante. E burro! Preparou outro disparo de Caos — No instante em que puxou na ponta do dedo, sua energia se manifestou num tom… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Após o clarão. Gabriel tombou para trás. Seu corpo foi lançado como um boneco de trapo, o abdômen brutalmente perfurado por uma lâmina negra, que cantarolava chamas em seu gume — escuras como o abismo. Grande demais para ser chamada de espada. Larga demais para virar só uma cicatriz. Cruel demais para ser perdoada. O sangue brotou em golfadas espessas, quase vinho sob a luz morna do pós-choque. Escapava com violência — com som — como se a própria alma estivesse sendo cuspida junto com o… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — — Sério, esse plano de vocês é hilário, pra caralho! — diz o velho Antônio, encarando os dois enquanto degusta sua vodca direto da garrafa, marcada com o rótulo Esplendor do Douro Vodka, de sua terra natal. Bebe como se fosse água, dando goladas entre as falas — Mas estou precisando disso… de algo imbecil. Faz tempo que nada me cativa! — reclama. — Entendo… então isso seria um sim? — diz Milk, entediado, naquele ambiente que fedía a álcool e mijo. Típico de um bêbado… 469,0 K Palavras • Ongoing