David C.O.
Ou apenas um avatar de Elum, como preferir, é o autor por trás de diversas obras da literatura nacional. Entre seus títulos mais reconhecidos estão "A Ordem Espiritual" e "ECO", além de contos e poemas que transitam entre o sombrio e o sublime. Apaixonado por fantasia sombria, dramas além da compreensão humana e ação intensa, é movido por narrativas que misturam tudo isso em uma cadência única — uma verdadeira sinfonia caótica de emoções e ideias. Atualmente, seu foco está em concluir a primeira parte do universo de A Ordem Espiritual e iniciar o planejamento da sequência. Paralelamente, dedica-se à ambiciosa meta de levar ECO até, no mínimo, seus mil capítulos. Mas seus planos não param por aí. Projetos como "Esmeralda" e "O Apóstolo, a Raposa e o Sabiá" já espreitam nas gavetas — alguns com volumes inteiros prontos, outros ainda em forma de one-shots, aguardando o momento certo para ganhar vida. Histórias 3
Capítulos 437
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por David C.O — (poV Cael) Cara… atravessar aquele portal foi tipo… uma brisa. Literal. Me senti sendo sugado para dentro de um mundo mágico — coelhinhos pulando, graminha verdinha, aquele clima de filme do Studio Ghibli… Será que era o tal pós-vida irado depois de virar panqueca no caminhão dos animes? Pois é. Não. Foi mais tipo levar um tapa na cara com a mão de Deus. Caí. Mas não foi qualquer queda, não — foi daquela maneira humilhante, estilo saco de batata, direto numa terra seca e estalando.… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Agora, caro leitor, deixe-me eu... Elar, assumir a narração. 22h. Necrotério do Cemitério do Bonfim. Lá estava. Estirado sobre a mesa de aço inox, pele parda já perdendo o tom, boca seca, roxa. Cabelos em low fade, cinco buracos no peito. Precisos. Frios. Sem chance de defesa. Mataram-o sem dó. Mas o tal bandido que o derrubou morreu com dezenove tiros logo depois. Se isso serve de consolo… — Tão jovem… A voz saiu baixa, quase um lamento. Era da médica legista: loira, olhos azuis,… 65,7 K Palavras • Ongoing

por David C.O — — Dois ratos… sozinhos? A voz cortava o ar como uma lâmina enferrujada. Um sussurro grotesco e dissonante, que parecia ecoar em todas as direções ao mesmo tempo. A criatura que surgia era um pesadelo ambulante, um ser forjado nas profundezas mais insanas da criação. Seus cabelos longos oscilavam como se fossem feitos de matéria estelar, com uma cor que não existia em nenhum espectro conhecido — uma tonalidade impossível, nascida da casa das infinitas possibilidades. O peito era uma afronta… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Antes do estrondo. Antes de Luciel romper as barreiras entre os mundos e mergulhar as raízes da criação no caos. Ele havia descido silenciosamente até as profundezas do Lago do Principado — um lugar esquecido por homens e entidades, onde o tempo parecia estagnado e a luz jamais ousava tocar as profundezas. Tais águas eram tão negras quanto a alma de um condenado pelo próprio pecado. E, como um carrasco que conhece bem o destino de suas vítimas, estendeu a mão e arrancou seis caixões do… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Quando o estrondo ocorreu, foi como se o próprio mundo tivesse prendido a respiração por um segundo. O chão tremeu sob os pés, e uma onda de energia reverberou pelo ar, fazendo as árvores próximas dobrarem-se como se reverenciasse algo muito além da compreensão mortal. E lá estava… Cansado, o corpo ainda encharcado de suor e poeira, despertando de seu estado de exaustão com uma feição intrigada — Megumi. Seus olhos semicerrados buscavam, naquele estrondoso trovão anormal, um lampejo de… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — As hordas se espalharam como pragas pelo continente devastado, essa fúria primitiva que se libertava, entrelaçada com o devaneio do prazer — não dos homens, mas das próprias divindades do mal. Eram momentos em que até os seres mais poderosos, tomados pelos anseios ocultos, perdiam o controle sobre sua racionalidade, deixando-se consumir por instintos mais primitivos. E para evitar que essa perda total de controle dominasse suas existências, surgiram, como sombras distorcidas, os seres malditos.… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Todos estavam ocupados, mergulhados em seus próprios dilemas, em suas próprias batalhas. A guerra dos tronos estava em seu ápice, e cada um, em seu canto, sabia que a única chance de sobrevivência era salvar a si. Não havia mais tempo para heróis ou alianças. Apenas a ânsia pelo próprio destino. A carnificina parecia interminável. Não havia mais sobreviventes, ou pelo menos ninguém que restasse para ser resgatado. E, no meio daquela ordem caótica de destruição e desespero, algo ainda… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — No elevador. O cansaço lhe pesou nos ombros como correntes invisíveis. Cada fibra de seu corpo gritava por repouso, mas ele sabia que o descanso era um luxo que já não lhe pertencia. Se recostou ao metal frio da parede. O contato gelado percorreu sua espinha como uma lembrança amarga. Quis apoio. Achou desconforto. Mais uma ironia no meio do nada. Lágrimas escorreram, silenciosas, como chuva num vidro trincado. Não soluçou, não estremeceu — já tinha chorado demais por dentro para dar… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Após se despedir de Shirasaki, que seguia de volta ao prédio, Yamasaki perdeu seus olhares por um instante na jovem, observando sua saia plissada balançar a cada passo. Em um movimento rápido, virou-se para seu reflexo no vidro do carro, vendo sua expressão mudar de envergonhada para séria — mas o que viu não foi a si. Em vez disso, era seu demônio particular, sorrindo de orelha a orelha. A entidade aparecia estranhamente diferente, com os cabelos tingidos de um negro profundo e vestindo o mesmo… 469,0 K Palavras • Ongoing

por David C.O — Em um quarto escuro, alguém assistia à televisão. No programa daquela noite, no canal sete, o velho cientista, Dr. Alberto Montalvo, ajeitava os óculos enquanto se preparava para explicar a teoria dos três mundos. A TV iluminava suavemente o ambiente, destacando a figura do cientista. Com um sorriso maroto, ele começava a andar até uma mesa de madeira, com uma lousa branca às suas costas. — Imaginem, meus caros, que o mundo é como um sanduíche. Temos o pão de cima, que é o mundo físico,… 469,0 K Palavras • Ongoing