Histórias 1
Capítulos 133
Palavras 270,0 K
Comentários 584
Tempo de Leitura 14 horas, 59 minutos14 hrs, 59 m

por Dellos — Um grito se alastrou pelo quarto quente, barulhento e movimentado onde meia dúzia de mulheres caminhavam de um lado para o outro seguindo as ordens de uma outra que parecia tão velha quanto a avó de Julia na última vez que a vira. — Empurre, garota. Empurre como se sua vida dependesse disso — ordenou ela com as mãos estendidas entre as pernas de Nurya. A jovem mãe, amordaçada com um pano, gemeu de dor enquanto fazia uma careta tão horrenda que por um momento distorceu sua feição… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Jonas olhou para cima, constatando com surpresa algo que a muito tempo seus olhos não viam. Pelo menos, desde que haviam chegado àquele mundo. Por entre os ramos nus das altas árvores que os rodeavam e encobriam, via-se intensos feixes de luz entrecortados pelos galhos, provenientes de algo mais alto, brilhante e belo. O sol. O calor da distante esfera tocava-lhe a pele, aquecendo seus músculos de forma reconfortante. Nunca pensou que se sentiria assim com uma coisa tão banal em seu outro mundo.… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Um espasmo de dor o fez saltar quando Keren iniciou a massagem em suas costelas com uma ardente loção que ela mesma preparara naquele momento, moendo um punhado de ervas em sua bolsa. Estava deitado no chão, sobre uma manta. A carroça era ocupada por Morda, que permanecia desmaiada. — Não vai mandar ele ficar quieto? — provocou Erik, sentado de frente para Jonas. — Ninguém fica quando faço isso — respondeu a mulher. Fora uma surpresa quando ele, apoiando-se em Erik, juntamente… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Seus pés doíam. Carmen nunca caminhou tanto em sua vida até aquele momento. Lembrou-se do carro de seu pai, um velho corsa que fedia a óleo, a qual se podia ouvir de longe pelo barulho do motor. Ela sentia falta dele, ou de pelo menos poder reclamar dele. Também sentia falta dos perfumes que sua mãe, e tias, lhe davam, dos ursos de pelúcia em sua estante, da penteadeira repleta de fotos de seus cantores favoritos, das pizzas que seu pai pedia sexta à noite. Sentia falta de muitas coisas de seu… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Ideias. “Ter ideias era a especialidade das mentes humanas em momentos de necessidade”. Jonas não sabia se ele havia inventado aquela frase ou ouvido de alguém. Sabia apenas que nenhuma ideia vinha a sua cabeça naquele momento de necessidade. As penas no topo da cabeça da harpia se eriçaram, irregulares devido ao corte feito por Erik. As asas arquearam para cima enquanto a cabeça e o bico apontavam para frente. Para eles. Jonas erguia sua lâmina da mesma forma, desafiando o bico da grande… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — A grama alta ao seu redor chacoalhava, balançando ao vento. Gritos se alastraram. De fúria, de dor, de morte. O que Chamlet prestava atenção, no entanto, era em outro som. O chiar gutural e estridente dos monstros que os haviam atacado. Alegrara-se quando o cavaleiro decepou a cabeça do urso. Apostara uma moeda de prata que sir Alóis mataria o urso pessoalmente, e já sentia o toque frio do metal em suas mãos. Então as criaturas vieram. Rápidas e brutais, arrastando homens para dentro da… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Os ouvidos de Júlia pareciam formigar. Embora a escutasse claramente, não conseguia identificar se a voz era de um homem ou de uma mulher. Murmúrios e sussurros se espalhavam enquanto as pessoas pareciam tentar entender o que aquilo deveria significar. — Quem é você, onde estamos? — gritou um homem mais velho que os demais. Apenas quando Júlia olhou com mais atenção, percebeu que era seu professor de educação física. — Vós estais no templo das eras. Um lugar criado entre os… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — As harpias subiram aos céus. O coro estridente alcançou os ouvidos de Jonas antes de uma dúzia de silhuetas escuras surgir de entre as densas nuvens, revelando as criaturas aladas que planavam lá. Águias gigantes, do tamanho de pequenos aviões, erguendo suas asas, abrindo os bicos cobreados e reverberando gritos agudos que ardiam-lhe os ouvidos. Desciam em espirais sobre as rochas do monte, em mergulhos rasteiros, antes de erguer vôo novamente, aproximando-se cada vez mais de onde o grupo estava… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Ouviu um clamor distante. Agudo e estridente. A harpia parecia querer lembrar a todos que pudessem ouvir seu retorno ao monte. Como se a memória do ser cobrindo-os com sua grande sombra não fosse o bastante. O grupo seguiu, mais atento aos céus do que antes. Não viram sinais de outra harpia, nem Jonas ouviu outro grasnido de ave igual ou diferente a se aproximar. Ainda assim, apenas uma bastara para que o ritmo do grupo aumentasse pelo desejo de chegar até a caverna onde estavam as ervas matites… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — A luz da manhã surgiu ao abrir de seus olhos. Fria e embaçada. Uma névoa fina tomava conta do lugar que um dia antes era aquecido pelo tão raro sol, que naquele momento estava ausente, escondido pelas grossas nuvens. A tenda era divida por ele e Erik, mas ao acordar, Jonas viu-se só. As garotas na outra tenda, Leovard na carroça, todos aparentavam dormir. Não havia som no acampamento, a exceção do áspero ruído que ocorria quando alguém riscava a terra. Jonas lembrava de ter ficado de… 270,0 K Palavras • Ongoing