Histórias 1
Capítulos 133
Palavras 270,0 K
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Tempo de Leitura 14 horas, 59 minutos14 hrs, 59 m

por Dellos — — Onde caralhos aquele gordo filho da puta foi? — Tyler gritou, sua voz atravessava o acampamento, atraindo atenção. Ele coçava o cabelo, e chutava pedras a cada passo. — Sabia que alguma merda ia acontecer — concluiu. Pamela estava calada, olhando para o espaço vazio, onde o homem gordo havia sido deixado na noite anterior. — Ele levou a Daisy — disse ela, com um misto de desespero e confusão em seu rosto. Marcelo grunhiu e cuspiu no chão. — Eu disse pra deixarmos aquele… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — “Estrela”. Tyler o mandou correr até suas pernas não aguentarem mais. “Deserto”. Tyler o mandou fazer cinquenta flexões, mesmo com Ítalo afirmando não conseguir fazer mais de trinta. “Atravessar”. Tyler o mandou socar uma rocha quente até suas mãos sangrarem. — “Cê” tá brincando com a minha cara? Tyler deu de ombros. — Você me pediu para ensiná-lo a lutar, e agora tá reclamando? — Que tipo de treinamento maluco é esse? — perguntou, se… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Os homens em marcha avançavam pelo caminho dos vermes, nas encostas dos grandes paredões de rocha. Por vezes, o mar dourado podia ser visto no horizonte. Suas ondas de areia se movendo lentamente em razão dos fortes ventos. A frente da coluna, de forma orgulhosa, avançava Burak, montado em seu camelo dourado, cercado por seus guardas de confiança - também montados - e seguido de perto por um grupo de abençoados que, a pé, acompanhavam a comitiva, Zaya entre eles. Outros grupos estavam espalhados… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — O sol se pôs, deixando um rastro de luz dourada sobre a rocha escarpada que limitava a visão do horizonte. Ela projetava uma agradável sombra sobre eles, que tornava o clima um pouco mais agradável. Um vento forte soprava entre os corredores rochosos. Parecia cada vez mais forte a cada dia. A sua volta, Ítalo via uma confusão de pessoas e vozes se espalhar, enquanto o acampamento era montado. Comerciantes, famílias em busca de um outro lugar para viver, viajantes, e exploradores, vindos de… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Um som seco ressoou pelo ar. Jonas estava de frente para a janela quebrada, pelo qual o monstro havia arrastado Orland, e voado noite afora. As chamas consumiam parte do quarto, se alastrando entre os móveis, produzindo uma fumaça que labutava contra o frio da noite que invadia o cômodo. Os trovões ecoavam nos ouvidos de Jonas como rugidos monstruosos, e os relâmpagos eram como rastros de luz riscando de roxo o céu noturno. Abaixo, Jonas viu o lugar onde o cavaleiro caíra junto ao monstro. Nenhum… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — A chuva ficou mais forte, Graça percebeu. As suaves gotículas de água, que pareciam pairar sobre o frio ar da noite, em um piscar de olhos, transformaram-se em pequenas agulhas, caindo a luz da tocha dourada segurada por Túlio. A tocha mudara de cor ao menos duas vezes desde que o cavaleiro a deu a eles. Graça e Túlio se refugiaram próximos a o que parecia ser uma casinha de madeira, que deveria servir de estrebaria. Havia uma dessas na fazenda em que seu pai trabalhava. Havia muitos anos que não… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — O clarão dos relâmpagos atravessou as janelas dos inúmeros quartos que se seguiam no corredor, trazendo luz onde antes jazia escuro. E a sua frente, Orland teve uma visão digna dos monstros que aterrorizaram a humanidade nos primeiros dias, antes de Haradam pôr fim ao caos e as trevas. Uma criatura arqueada, grande como um cavalo de guerra, os fitava com oito olhos negros que brilharam à luz dos relâmpagos. “Goorthr, dê força a minha espada”, recitou Orland em sua mente, ao ouvir o… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — A torre fria e úmida se revelou para Jonas como algo saído de algum filme de terror dos anos sessenta, que seu avô gostava de assistir. Seus olhos, aos poucos se acostumando com a escuridão, percorreram o espaço vazio entre o portão e a entrada da torre, não vendo qualquer sinal de vida. A pálida lua, metade azul, metade negra, já se levantava alta no céu. As esparsas gotas de chuva continuavam a cair. — Não tem ninguém mesmo — Leandro falou. — Isso a gente já sabia,… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Na manhã seguinte, Jonas acordou com um respingar constante em seu rosto. Uma garoa fina descia lentamente sobre a terra. O calor das pedras parecia fazer os pingos evaporarem quando as encostavam, produzindo um vapor em volta do pequeno morro. O vapor incomodava um pouco o seu nariz, o levando a coçá-lo para que não espirrasse. Seus olhos estavam pesados. Ele passara boa parte da madrugada em claro. Não conseguira dormir direito ouvindo o som das risadas que ressoavam por trás das rochas. Vultos se… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — A trilha havia acabado e Jonas contemplou admirado o campo aberto à sua frente. Após semanas caminhando sufocado debaixo do claustrofóbico abraço de mil árvores à sua volta, ver um lugar tão vasto era algo quase inacreditável. Jonas engoliu em seco. Prados cortados por rios cobriam a terra à sua frente. Podia ver animais quadrúpedes correndo a distância e as margens dos rastros reluzentes de água. E acima de tudo isso, viu o céu cinzento que cobria tudo. Enfim tinham saído do… 270,0 K Palavras • Ongoing