Dellos

    Histórias 1
    Capítulos 138
    Palavras 279,2 K
    Comentários 602
    Tempo de Leitura 15 horas, 30 minutos15 hrs, 30 m
    • Capítulo 41- Garras e plumas.

      Capítulo 41- Garras e plumas. Capa
      por Dellos As harpias subiram aos céus. O coro estridente alcançou os ouvidos de Jonas antes de uma dúzia de silhuetas escuras surgir de entre as densas nuvens, revelando as criaturas aladas que planavam lá. Águias gigantes, do tamanho de pequenos aviões, erguendo suas asas, abrindo os bicos cobreados e reverberando gritos agudos que ardiam-lhe os ouvidos. Desciam em espirais sobre as rochas do monte, em mergulhos rasteiros, antes de erguer vôo novamente, aproximando-se cada vez mais de onde o grupo estava…
    • Capítulo 40 - Contar de gotas.

      Capítulo 40 - Contar de gotas. Capa
      por Dellos Ouviu um clamor distante. Agudo e estridente. A harpia parecia querer lembrar a todos que pudessem ouvir seu retorno ao monte. Como se a memória do ser cobrindo-os com sua grande sombra não fosse o bastante. O grupo seguiu, mais atento aos céus do que antes. Não viram sinais de outra harpia, nem Jonas ouviu outro grasnido de ave igual ou diferente a se aproximar. Ainda assim, apenas uma bastara para que o ritmo do grupo aumentasse pelo desejo de chegar até a caverna onde estavam as ervas matites…
    • Capítulo 39 - O que pode acontecer.

      Capítulo 39 - O que pode acontecer. Capa
      por Dellos A luz da manhã surgiu ao abrir de seus olhos. Fria e embaçada. Uma névoa fina tomava conta do lugar que um dia antes era aquecido pelo tão raro sol, que naquele momento estava ausente, escondido pelas grossas nuvens. A tenda era divida por ele e Erik, mas ao acordar, Jonas viu-se só. As garotas na outra tenda, Leovard na carroça, todos aparentavam dormir. Não havia som no acampamento, a exceção do áspero ruído que ocorria quando alguém riscava a terra. Jonas lembrava de ter ficado de…
    • Capítulo 23 - Espólios.

      Capítulo 23 - Espólios. Capa
      por Dellos Jonas virou seu pescoço na direção do som. Rochas nuas ao sol, folhas lançadas ao vento, Graça curvada em meio ao campo. Um grito a preencher o ar e os ouvidos. Com um salto ele disparou na direção da mulher de um braço que tinha idade para ser sua mãe. Estava longe, mas os passos que deu não pareceram mais do que dez. Surpreendentemente, viu Leandro a alcançando antes dele. Parou, se agachando ao lado dela, percebendo o brilho vermelho escorrendo por sua mão antes que Leandro a…
    • Capítulo 3 - De que adianta?

      Capítulo 3 - De que adianta? Capa
      por Dellos As névoas dançavam em volta das pedras nuas esverdeadas pelo bolor - restos de estruturas destelhadas e marcadas por anos de abandono - e rastejavam pelo chão, cobrindo os pés de todos. Sons eram amplificados pelo clima úmido e sem vento. O que fazia uma voz parecer mais alta do que o normal. — Tá bom, então escuta essa: dois pais e dois filhos foram pescar. Cada um pescou um peixe, e no fim do dia voltaram para casa com três. Como? — Leandro perguntou. Um sorriso convencido marcava seu…
    • Capítulo 37 - Missão.

      Capítulo 37 - Missão. Capa
      por Dellos Jonas olhava para o papel preso à parede, observando os rabiscos que não conseguia entender. Ainda assim, ele sabia o que estava escrito lá, ou ao menos tinha plena noção de seu conteúdo, dito por ele e Erik para a atendente da guilda, o qual escreveu tudo na folha. Abaixo estava a única coisa que ele conseguia entender. A recompensa pela missão que eles propuseram: seis moedas de prata por pessoa, o valor mínimo para uma missão para deconos. Foi dito pela atendente que a missão ficaria…
    • Capitulo 36 - Moedas.

      Capitulo 36 - Moedas. Capa
      por Dellos A bolsa bateu com um baque audível na negra mesa de madeira lustrada. As dezenas de moedas chacoalhando e retinindo por uma fração de segundo. O mais belo som de Jonas ouviu em tempos. Raggin, o ouvidor da guilda, encarou seus olhos, sorrindo de forma cordial. — Essa é vossa parte pelo javali de jatn, quarenta e sete moedas de prata. — anunciou. Jonas sentiu a garganta seca. Erik, até então parado ao seu lado, adiantou-se e deu um passo à frente, agarrando a bolsa  com ambas as…
    • Capítulo 34 - Seu olhar.

      Capítulo 34 - Seu olhar. Capa
      por Dellos Um homem sentado ao balcão pediu hidromel de Bernividt. A dois bancos dele, um jovem com chapéu de pena cantava uma jovem risonha com palavras sedutoras. Na mesa mais próxima a eles, um grupo de guardas da cidade reclamava de outros companheiros de serviço, batendo os copos na mesa continuamente a cada queixa. E no lado do salão oposto a eles, uma roda de seis caçadores jazia em uma mesa junto à parede, planejando sua próxima caçada dentro do abatedouro. E neles Jonas se concentrava, ignorando o…
    • Capítulo 35 - Nada.

      Capítulo 35 - Nada. Capa
      por Dellos Ouviu um piar distante. O canto de um pássaro tecendo uma melodia solitária entre os galhos secos do outono, que balançavam ante o frio vento. Frio demais para Jonas. Caminhava calmamente seguindo os passos de Leandro, que seguia os de Erik, e todos esperavam por Graça, que vinha atrás deles. A mulher dizia as direções que deviam seguir, apontando para onde o filhote de coelho unicórnio os levava. Graça conseguia sentir onde o animal estava indo. E este ia ao encontro de seus companheiros de…
    • Capítulo 33 - Ligados.

      Capítulo 33 - Ligados. Capa
      por Dellos Uma névoa dançava entre as pedras cobertas de vinhas, hera e outras plantas trepadeiras. O sol mais uma vez se escondia por detrás das nuvens cinzentas, que reinavam acima dos galhos nús que se erguiam aos céus como milhares de dedos esqueléticos. Jonas estava sentado em um obelisco caído, vestido de uma cota de malha, comprada com o dinheiro das tulípas. Ele esperava, junto aos demais. Graça cantava em voz baixa o décimo hino do dia. Vestia um manto grosso, que pensavam poder protegê-la…
    Nota