Dellos

    Histórias 1
    Capítulos 142
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    Tempo de Leitura 15 horas, 51 minutos15 hrs, 51 m
    • Capítulo 84 - Melodia febril.

      Capítulo 84 - Melodia febril. Capa
      por Dellos Chuva. Pela janela, ele a assistia cair sobre a rua abaixo. Podia ver a água escorrer pelos telhados de madeira que cobriam as maltratadas casas de pedra, e cair no chão coberto de calçamento. Jonas ouvia as gotas baterem contra o teto como se caíssem sobre ele próprio. Beuha era o nome daquela cidade, ou assentamento, como os que moravam nela a chamavam. Segundo o que Eric descobrira já foram uma grande cidade, nos tempos em que grandes e antigos impérios dominavam toda aquela região, até vir…
    • Capítulo 14 - Luzes que se apagam.

      Capítulo 14 - Luzes que se apagam. Capa
      por Dellos — Não, desculpe, não quero — Julia recusou mais uma vez o vinho. — Mas é o vinho de Ellday. Todos devem bebê-lo na celebração das luzes — protestou Debret, oferecendo sua jarra para que Julia a bebesse. Ainda que constrangida pela insistência, ela tornou a recusar. Nunca havia provado vinho ou qualquer bebida com álcool, e preferia se afastar de quem o estivesse bebendo. Mas por algum motivo continuava sentada ali. Podia ser porque seus amigos também estavam. Porque não…
    • Capítulo 28 - Como falamos.

      Capítulo 28 - Como falamos. Capa
      por Dellos O creme saltou da amurada, em direção ao chão. Andou por alguns centímetros, então parou para lamber as patas. O laranja o seguiu, esfregando seu peludo corpo na frente do primeiro gato, até a cauda enrolar-se na cabeça do companheiro. Então fez a volta, ao que recebeu uma sequência de lambidas na cabeça. Esfregaram-se por algum tempo, então o laranja pôs uma pata sobre a cabeça do creme, que a retirou com um tapa, se pondo em pé sobre as patas traseiras, e caindo sobre o outro gato. Um…
    • Capítulo 27 - Simples e estranha.

      Capítulo 27 - Simples e estranha. Capa
      por Dellos — Aqui está, este é um mapa de Andrias — Thierry desenrolou um pergaminho na perfumada mesa de madeira. Rasgos apareciam nas extremidades do papel amarelado de aparência antiga. Julia, Letícia e Theo se aproximaram para olhá-lo com mais atenção. Viram os desenhos detalhados de rios, montanhas e florestas, espremidos de forma harmoniosa em espaços curtos. Não havia fronteiras no mapa. Ainda assim, parecia possível dizer onde elas existiam. — Esse é o corredor rochoso das montanhas…
    • Capítulo 26 - Desejos mundanos.

      Capítulo 26 - Desejos mundanos. Capa
      por Dellos Um grito se alastrou ao longe, sendo repetido próximo a Eduardo. Uma onda de suspiros de alívio o seguia. — Parada! — diziam. — Parada — repetiu, baixo o suficiente para apenas ele ouvir. De imediato os homens se espalharam, pisando nas folhas que cobriam o chão e formavam um tapete marrom sobre a grama úmida. Acomodaram-se em círculos junto a pedras, do tamanho de pessoas, ao pé da estrada. Eduardo saltou sobre uma, sentando de pernas cruzadas. Junto a ele se reuniram outros…
    • Capítulo 86 - Epílogo: Sombras do passado.

      Capítulo 86 - Epílogo: Sombras do passado. Capa
      por Dellos — Mais de sessenta mortos. Uma tragédia — lamentou sir Alóis. Seus olhos avelãs, levemente manchados de cinza pelo uso de mana, refletiam o brilho dourado das velas acesas que iluminavam o escritório. Todas estavam acesas, à exceção de uma. O cheiro do melgráz quente nas canecas temperava o cômodo com um agradável aroma. — Não se poderia esperar algo diferente dada a situação. Por que demoraste tanto para ir à vanguarda do combate? — perguntou Thierry. Uma dor começara a…
    • Prólogo - Presságio de uma noite escura.

      Prólogo - Presságio de uma noite escura. Capa
      por Dellos — Coloque mais lenha, ou morreremos de frio antes que o inverno chegue — disse o pai de Odilon em seu tom imperioso. A serva se apressou para cumprir a ordem. Não estava tão frio, mas a carne do velho duque parecia se contorcer com a menor e mais breve brisa que fosse. Odilon o via se agitar enquanto era posto pelos servos no cadeirão da sala, coberto de peles e mantas grossas. As enormes pelancas pareciam prestes a cair de seus braços magros e esqueléticos cada vez que ele os erguia. A…
    • Capítulo 42 - Medos de uma covarde.

      Capítulo 42 - Medos de uma covarde. Capa
      por Dellos A luz do sol poente iluminava os campos dourados que muito em breve seriam colhidos, de acordo com Theo. Júlia estava em frente ao poço, lavando roupas. Suas mãos estavam doloridas e enrugadas. Estranhava não ter adoecido estando tão exposta ao sol e a água quente todos os dias. Na verdade, nenhum deles havia ficado doente, exceto talvez por Theo, mas aquilo fora diferente.  Na verdade, ela nem sabia ao certo o que tinha acontecido, sabia apenas o que os outros lhe falaram. Afinal estava…
    • Capítulo 22 - Sendo sincero.

      Capítulo 22 - Sendo sincero. Capa
      por Dellos Ventos frios sopravam por entre as árvores cobertas de musgo e neblina, fazendo as folhas chacoalhar e caírem. Jonas podia ouvir o coaxar dos sapos, o canto das cigarras, e mais além. Ouvia os passos das lebres, o uivo distante dos lobos de skoll, o som de um galho quando uma ave nele pousava e levantava voo. Ouvia a sinfonia que era mundo com seus inúmeros e caóticos instrumentos. E ouvia também os outros sons, mais próximos e conhecidos. — Lembrei de quando ia na casa das minhas…
    • Capítulo 21 - Mesquinhos.

      Capítulo 21 - Mesquinhos. Capa
      por Dellos Os ecos dos moribundos reverberaram pelos antigos paredões da garganta do camelo. Ossos à vista, carne rasgada de cortes feitos por  lâminas cegas, grandes hematomas e nódulos negros. Duas dezenas de homens estendidos como galhos secos de um sarça. Burak sabia que a maioria não viveria para além de algumas noites. Faria melhor coisa por eles dar-lhes a honra de serem oferendas ao deserto do que deixá-los viver um dia que fosse na miséria de um aleijado. E foi o que fez. Ordenou a meia…
    Nota