Dellos

    Histórias 1
    Capítulos 142
    Palavras 285,5 K
    Comentários 625
    Tempo de Leitura 15 horas, 51 minutos15 hrs, 51 m
    • Capítulo 20 - Palavras sem importância.

      Capítulo 20 - Palavras sem importância. Capa
      por Dellos “Vento”. Sempre ventava naquele lugar. Não uma brisa agradável, carregada da fragrância de perfumes sobrepostos e aromas de doces e comidas da qual fora acostumada. Sequer era o hálito quente dos esgotos abaixo das avenidas principais e ruas sujas dos bairros mais sujos a qual já pisara, ou do suor fresco de um metrô no final do dia. Não tinha cheiro de nada além de areia. As migalhas batiam contra seu rosto, alojando-se no nariz, boca e junto a suas pálpebras. Incomodava-a cada vez que…
    • Capítulo 3 - O sonho profundo, antes do despertar.Capítulo 3 - Prólogo de um sonho.

      Capítulo 3 - Prólogo de um sonho. Capa
      por Dellos Estava claro como o dia, mas não havia sol. Apenas um vasto céu azul sem nuvens. Vazio. Tão vazio quanto aquele lugar. A sua frente, estava uma enorme porção de água, semelhante a um mar. Mas era um rio, ela sabia, tão grande que não conseguia ver a outra margem. Podia perceber quão poderosa era a sua corrente pelo som de suas águas. Atrás de si, havia campos brancos, que se estendiam até onde a vista alcançava. Eles lhe davam uma estranha sensação de calma. Quando havia chegado ali? Não…
    • Capítulo 19 - Utilidade.

      Capítulo 19 - Utilidade. Capa
      por Dellos  — O que é esse azul, o céu? Por quê ele está embaixo? — perguntou uma voz sua, inocente e infantil, admirando um desenho estranho e curioso. Frustrou-se com a risada que recebeu como resposta. — Não, o céu está acima dele — Seu pai apontou com o dedo para o desenho. — Vê que essas cores são diferentes? Esse aqui é o céu — passou-o pela parte dita, de um cinza azulado repleto de partes brancas e então para um azul mais escuro, nunca por ela visto —, e esse aqui é o…
    • Capítulo 18 - O que falar?

      Capítulo 18 - O que falar? Capa
      por Dellos O vento rosnava por entre as escarpas cortantes e irregulares no alto da imensa formação rochosa que cortava o deserto ao meio como uma monumental muralha decaída. Ítalo cobria o rosto com uma manta que usava como capa, cobrindo seu corpo da cabeça aos pés para protegê-lo do vento. Fazia uma careta de dor a cada pisada. Os sapatos haviam se rasgado de forma irremediável noites antes, deixando os pés expostos a qualquer coisa que houvesse no solo. Areia escorria por entre os dedos…
    • Capítulo 49 - Seguindo o fluxo.

      Capítulo 49 - Seguindo o fluxo. Capa
      por Dellos — Jonas, venha cá — Ele ouviu uma voz rouca o chamar, e se apressou seu passo na direção em que ela se originava.  Ele entrou na garagem, sentindo cheiro de cigarro permeando o ar. Muito da rouquidão na voz de seu avô era devido a eles.  — Oi vô.  — Você mexeu no meu rádio? — O velho perguntou. Sua carranca retorcendo as rugas da face. Ele estava debruçado sobre a mesa, mexendo no rádio.  — Não, nem toco nisso. A gente tem tv hoje em dia,…
    • Capítulo 59 - Espadas mágicas.

      Capítulo 59 - Espadas mágicas. Capa
      por Dellos Quando criança, Ítalo assistiu a desenhos e filmes sobre guerreiros lutando, com grandes espadas mágicas, contra monstros e terríveis feiticeiros, desejando um dia ter uma espada e ser ele próprio um cavaleiro que venceria o mal. Sonhara, em seus delírios de infância, em derrotar dragões e feiticeiros, tal como aqueles heróis a quem crescera assistindo. Com a idade, a compreensão de seu mundo, e as palavras de sua madrasta, sonhos se transformaram em ilusões. Ilusões essas que o seu eu havia…
    • Capítulo 16 - Aromas da madrugada.

      Capítulo 16 - Aromas da madrugada. Capa
      por Dellos Jonas bateu com o copo vazio na mesa de madeira, ouvindo a risada desagradável do conde rubro encher-lhe os ouvidos. Sentia o estômago se revirar enquanto o hidromel se espalhava por ele. — Bom, bom, você aguenta bem, garoto — crocitou o conde, bebendo da sua própria caneca. — Mas falta… muito par… me “sulperar” — disse entre arrotos e soluços. Espero nunca superá-lo. — O senhor é insuperável, conde. Tanto no copo, quanto em generosidade — elogiou Eric, erguendo sua…
    • Capítulo 15 - Memórias lúcidas.

      Capítulo 15 - Memórias lúcidas. Capa
      por Dellos Era um dia dourado e sem sol. As ruas jaziam barulhentas e vazias. Sons como o bater de asas de mil pássaros podiam ser ouvidos ecoando por todas as vielas, mas não se via uma pena flutuando no ar. Não havia ninguém. E havia Ele a encarando. — Olá, portadora — saudou-a com a voz e o rosto familiares de sua mãe. Julia não respondeu. Aguardou, sabendo que Ele continuaria. E Ele continuou. — Vejo que está mais paciente do que em nosso último encontro. Isso fará lhe fará bem — Um…
    • Capítulo 2 - Hoje, o fim.Capítulo 2 - Hoje, o fim.

      Capítulo 2 - Hoje, o fim. Capa
      por Dellos Os dois times entraram na quadra, um ao lodo do outro, ficando em linha reta, de frente para a arquibancada principal, como se fosse um jogo de verdade. O hino nacional tocou, enquanto todos fingiam cantá-lo. Júlia achava tudo aquilo estupido. Não era como se fizesse qualquer diferença no jogo. Apenas Ítalo parecia cantar realmente. Após o hino terminar, as equipes se cumprimentaram. Ela olhou para Eduardo e notou algo. Nenhum de seus colegas de classe o cumprimentou enquanto passavam. As…
    • Capítulo 12 - Noite de luzes.

      Capítulo 12 - Noite de luzes. Capa
      por Dellos — Estão demorando — murmurou Piercy, olhando para a multidão em constante movimento ao redor, dançando e cantando. — São mulheres conversando, não é surpresa — brincou Théo com um tom sarcástico na voz. Debret riu. Um som que parecia saturado frente ao clima animado do festival que se desenrolava. — O garoto sabe das coisas — comentou ele. — De fato, se saíram para conversar, é de se esperar que não voltem tão cedo, uma vez que duas mulheres multiplicam cada assunto…
    Nota