Histórias 1
Capítulos 133
Palavras 270,0 K
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Tempo de Leitura 14 horas, 59 minutos14 hrs, 59 m

por Dellos — Carmen assistira séries de pronto socorro durante toda a sua infância e juventude. Sempre fora acostumada a ver a agitação urgente dos médicos e enfermeiros ocupando o espaço da tela, e cobrindo sua imaginação com um véu de fantasia sobre hospitais, atendimentos de emergência, e pronto-socorros. Naquele início de noite, esse véu se rasgou. Os soldados haviam retornado da caça ao urso. Haviam o matado, pelo que Carmen soubera, mas em nada pareciam vencedores. Ao menos seus rostos não… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Olá, DELLOS aqui! Quero agradecer a todos os leitores que acompanharam o primeiro volume da obra. Muitos dos quais me animaram diretamente a continuar com o projeto. As mensagens de incentivo me renovaram nesse ano que se passou. Dito isso, desejo falar algumas coisas.Crônicas dos caídos é uma novel escrita de uma forma diferente ao que normalmente é feito. Não digo a respeito de gêneros e estilos, mas quanto a pegada que a história se propõe. CDC não foi feita para ser simplesmente uma… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — O céu dourado brilhava acima. Enormes emaranhados de nuvens brancas lhe davam uma aparência celestial. Júlia caminhava pelos corredores vazios da escola. Seus passos ecoavam no vazio silencioso que tomava o lugar. Seus pés a levavam, mas não sabia para onde iam, apenas que seguiam para algum lugar. Sentia-se submersa em um transe profundo que adormecia todo o seu ser, porém lúcida o suficiente para perceber o que se passava ao seu redor. Ela relutava contra o seu corpo, tentando pará-lo,… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — — Sentes frio? — O funcionário da guilda perguntou antes de atirar um pedaço de tora na larga lareira que aquecia o escritório. Jonas deu-lhe uma tardia resposta, acenando a cabeça afirmativamente enquanto se via estranhamente hipnotizado pela forte luz produzida. A madeira logo foi engolida pelo fogo, sendo consumida aos poucos até virar um negrume flamejante que em breve se tornaria em cinzas. O som que fazia era relaxante aos ouvidos cansados de Jonas. O funcionário caminhou… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Zaya olhava para o teto de pedra lisa. Seu pescoço e costas doíam, seu estômago roncava devido ao longo tempo desde a última refeição. Passara a noite em claro encarando a escuridão silenciosa acima. Sabia o motivo de porque estava acordada, e o detestava. Aalyiah se remexeu ao seu lado, murmurando qualquer coisa em um grunhido sonolento. A garota dormira como uma pedra a noite inteira, abraçando Zaya com força. Não o fazia quando acordada e negava que o fizesse quando adormecida. Zaya… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Julia respirava pela boca, tentando não sentir o ar pútrido que se espalhava por todo o acampamento. Podia escutar os gemidos dos moribundos mesmo a distância. Sentia sua dor, seu medo e sua vida se esvaindo. Sentia uma sombra a se aproximar. Uma presença obscura e intrusiva. Sentia-a naquela tenda, junto de Eduardo. Sentia sua vontade. A de levá-lo. — Minha cara — Thierry começou a falar —, bem sei que ambos tinham sentimentos um pelo outro, tanto vós, como Edwardo. Então também sei o… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — — Está sublime — Senhora Arianne disse após analisar o bordado em que Carmen trabalhará na semana que se passara. Um labirinto de rosas, vinhas, e outras plantas que ela simplesmente inventara, gravados por sua linha em um vestido dourado, o qual julgará como longo demais para ser usado. Cada planta bordada no tecido dava uma cor contrastante à paisagem que ela moldara sobre aquele mundo dourado. Verde, roxo, vermelho, azul, rosa - cada pequeno detalhe pigmentado sendo distribuído de uma… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Havia um ninho… Eles passeavam pelas ruas familiares em que Júlia crescera. Nele, dois pássaros cantavam… Belos, alegres… As casas, calçadas, postes e comércios, tudo parecia como se lembrava. Como antes era. Exceto pelo céu. Nuvens brancas espalhadas em um céu dourado. Um céu divino sobre o firmamento mundano que sempre conhecera. Alegres por conta dos ovos… alegres por conta da vida… Não via ninguém além deles. Estavam sozinhos. Sozinhos em um mundo dourado. Ovos que… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Tudo a sua volta havia desaparecido novamente. O mundo se tornou um clarão branco, forte demais para seus olhos. Ele estava em pé, imóvel, mas sentia o seu corpo se mover. Como se estivesse sendo puxado através daquela imensidão vazia. Sua mente ficou turva por algum tempo. E então sentiu um baque como se o seu corpo batesse contra uma parede, mas não sentiu qualquer dor. E então o mundo, antes branco, se tornou em escuridão. Tentou abrir os olhos, mas sentiu algo áspero sobre suas pálpebras.… 270,0 K Palavras • Ongoing

por Dellos — Abrindo caminho por entre a relva alta, eles chegaram ao centro, onde o combate com o primeiro urso ocorria, ou ao menos era o que Eduardo pensava. Depararam-se, no entanto, com o grande cadáver vermelho do urso, caído sobre a grama amassada. A grande cabeça rubra, que estava separada do corpo, era segurada pelo cavaleiro, o qual olhava para os lados com uma expressão sombria. Ainda era possível escutar sons de luta, vindos mais ao longe. Eduardo pensou em onde Caio poderia estar naquela confusão… 270,0 K Palavras • Ongoing