Dellos

    Histórias 1
    Capítulos 148
    Palavras 299,4 K
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    Tempo de Leitura 16 horas, 37 minutos16 hrs, 37 m
    • Capítulo 59 - Estou indo.

      Capítulo 59 - Estou indo. Capa
      por Dellos Ítalo olhou para cima, observando a reluzente  ferida nas rochas, que dava uma visão estreita do noturno céu estrelado, onde milhares de pequenas luzes brilhavam em diferentes intensidades. Uma pergunta sem resposta surgiu em sua mente. E mesmo a julgando assim não conseguiu deixá-la de lado. Estrela. Era uma fenomenal formação natural, causada pela erosão pluvial que o rio provocava, escavando a rocha verticalmente por milhões de anos. Carregando os sedimentos desde o alto da grande…
    • Capítulo 26 - Desejos mundanos.

      Capítulo 26 - Desejos mundanos. Capa
      por Dellos Um grito se alastrou ao longe, sendo repetido próximo a Eduardo. Uma onda de suspiros de alívio o seguia. — Parada! — diziam. — Parada — repetiu, baixo o suficiente para apenas ele ouvir. De imediato os homens se espalharam, pisando nas folhas que cobriam o chão e formavam um tapete marrom sobre a grama úmida. Acomodaram-se em círculos junto a pedras, do tamanho de pessoas, ao pé da estrada. Eduardo saltou sobre uma, sentando de pernas cruzadas. Junto a ele se reuniram outros…
    • Capítulo 58 - As vozes dos que ficaram.

      Capítulo 58 - As vozes dos que ficaram. Capa
      por Dellos Uma pira ardia em frente ao castro, causando um buraco dentro da névoa noturna que encobria o vilarejo. Fora usada na noite de luzes para celebrar a colheita, a vida, e o favor de Ellday sobre os fiéis. Agora era usada para iluminar uma reunião de homens cansados de procurar, e fartos de encontrar. Seus rostos sombrios se amontoavam, com uma abundante variação de medo em suas expressões. Todos olhavam para a toalha estendida em frente a pira, onde foram depositados os resultados da busca. As…
    • Capítulo 57 - Ela quer ter certeza.

      Capítulo 57 - Ela quer ter certeza. Capa
      por Dellos A manhã estava fria e escura. Sentia a brisa bater em seu corpo, enquanto os pés a conduziam até o rio. Joen e Marrise a acompanhavam, conversando sobre o bebê de Núrya e comentando sobre o trabalho no ateliê, e reclamando da senhora Marjorie. Reclamação essa, sempre acompanhada de uma zombaria costumeira sobre a velha mulher. Natallie ria e brincava junto delas, enquanto caminhava com um novo incômodo em suas pernas. Suas coxas pareciam inchadas. Ao menos pensava isso. Sua mãe sempre…
    • Capitulo 56 - Quando olho para o leste.

      Capitulo 56 - Quando olho para o leste. Capa
      por Dellos — Jura que não sabe como saiu? — perguntou Julia, olhando para as costas desnudas de Leticia. — Que pergunta idiota. Acha que tem alguma clínica para remover tatuagens por perto? — respondeu ela, vestindo suas roupas após o banho. Haviam criado tal hábito nas primeiras semanas vivendo naquele mundo, por conta do tempo e esforço necessários para tomar banho. Recolhendo água, balde a balde, do reservatório de Thierry. E o mantiveram, de forma que já não parecia natural a Julia…
    • Capítulo 44 - Uma boa nova.

      Capítulo 44 - Uma boa nova. Capa
      por Dellos Um grito se alastrou pelo quarto quente, barulhento e movimentado onde meia dúzia de mulheres caminhavam de um lado para o outro seguindo as ordens de uma outra que parecia tão velha quanto a avó de Julia na última vez que a vira. — Empurre, garota. Empurre como se sua vida dependesse disso — ordenou ela com as mãos estendidas entre as pernas de Nurya. A jovem mãe, amordaçada com um pano, gemeu de dor enquanto fazia uma careta tão horrenda que por um momento distorceu sua feição…
    • Capítulo 77 - Olhos que observam.

      Capítulo 77 - Olhos que observam. Capa
      por Dellos A grama alta ao seu redor chacoalhava, balançando ao vento. Gritos se alastraram. De fúria, de dor, de morte. O que Chamlet prestava atenção, no entanto, era em outro som. O chiar gutural e estridente dos monstros que os haviam atacado. Alegrara-se quando o cavaleiro decepou a cabeça do urso. Apostara uma moeda de prata que sir Alóis mataria o urso pessoalmente, e já sentia o toque frio do metal em suas mãos. Então as criaturas vieram. Rápidas e brutais, arrastando homens para dentro da…
    • Capítulo 55 - Um homem simples.

      Capítulo 55 - Um homem simples. Capa
      por Dellos Eduardo molhou os lábios no cantil, quase cheio. Bebendo a água até que ficasse quase vazio. Suspirou de alívio ao terminar. — Bebeste demais. Não te sobrará água ao final do dia — observou sir Alóis com desaprovação, enquanto balançava ao movimento do garanhão castrado. Eduardo encarou-o com uma expressão esmorecida, antes de se voltar novamente para o chão em movimento abaixo dos cascos de seu cavalo. Por recomendação do cavaleiro, ele adotara uma disciplina com relação a…
    • Capítulo 54 - Não posso dizer se é bom ou mal.

      Capítulo 54 - Não posso dizer se é bom ou mal. Capa
      por Dellos A empunhadura era de couro negro com entalhes metalicos cor de cobre no pumo e no pequeno guarda mão losangular. A lâmina, do tamanho de seu antebraço, tinha um fio curvo como uma vírgula, feito para cortar. Estava posicionada centralmente na mesa, de forma que fosse vista primeiro por quem passasse para atrair a atenção da freguesia. Atraiu a atenção de Jonas, ao menos. — Se deseja apenas olhar, pode fazê-lo de longe — grunhiu o vendedor, entre fungadas de seu grande nariz…
    • Capítulo 49 - Preste atenção e talvez entenda.

      Capítulo 49 - Preste atenção e talvez entenda. Capa
      por Dellos “A bruma dança e o sol não se conhece. A noite persiste e o dia não amanhece. Talvez venha e um dia bom talvez traga. Ou algo melhor, ou talvez o nada. Nada pode ser bom se tudo for ruim. Assim dizia o velho pastor. De Vaarraiz a Mulím. Cansado estava de pregar. Ovelhas levava a algum lugar. Cansado estava de andar Ouviam sua voz sem escutar. O dia não vem! O dia não vem! Tolos que seguem o que convém. A noite chegou, a noite foi embora. Não entendem que…
    Nota