Lidec

    Histórias 3
    Capítulos 104
    Palavras 129,3 K
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    Tempo de Leitura 7 horas, 11 minutos7 hrs, 11 m
    • Capítulo 43: Nathan 2-V.

      Capítulo 43: Nathan 2-V. Capa
      por Lidec — Meu codinome é Megamix, a Grande Alquimista das Misturas! — Ela pôs uma mão na cintura, e a outra apontou a varinha contra Nathan. — E com essa humanidade sofrida, de seus pecados arrependida, farei uma grande…  E louca…  — Batida! “Não tinha uma vilã menos imbecil, não?” Ele se lançou contra a esfera de vácuo, caindo em pé na plataforma de Megamix. A mulher ainda apontava a varinha de um jeito imperativo, como se estivesse dizendo “xô, xô!” ao…
    • Capítulo 42: Nathan 2-IV.

      Capítulo 42: Nathan 2-IV. Capa
      por Lidec Era como ver um sorvete derreter ao sol. As ruas se liquefaziam, como se estivessem com calor. A barraquinha de sorvete, que ironia, ia se dissolvendo no asfalto, junto das árvores, dos carros e das motos estacionadas. A orla de Itacoatiara era uma vitaminada com sabor de piche, madeira, água doce e loucuras variadas. Um tuti-fruti nada saudável. Nathan via isso com assombro. Ele estava ali, como um idiota mergulhando em areia movediça, se debatendo feito louco. A mistura que o envolvia era…
    • Capítulo 41: Nathan 2-III.

      Capítulo 41: Nathan 2-III. Capa
      por Lidec Por que a galinha queria atravessar a rua? Para chegar do outro lado. Essa era a piada, né? Todos já ouviram, em algum momento. Eu, o Narrador, sendo uma existência estranha, perto de vocês, a ouvi em diversas ocasiões. E, por isso mesmo, posso afirmar: Ninguém nunca riu disso. Sim. Nunca houve um momento, em toda a história da humanidade, em que alguém riu dessa piada. Digo, em toda a história em que ruas e galinhas existiram. Galinhas vieram antes das ruas, isso é um fato. Se…
    • Capítulo 40: Nathan 2-II.

      Capítulo 40: Nathan 2-II. Capa
      por Lidec "Ao pensarEu me mutilo,Me assassinoQuando pensoNo motivoDe pensar."— Thanna. Ele odiava a chuva. A chuva começou no meio de Novembro, se estendendo até dezembro e piorando em janeiro. Chovia todos os dias. Em fevereiro, alternava dia sim e dia não. Em março, piorava outra vez. Era uma noite do terceiro mês do ano, pouco mais de dez dias antes dele findar. O jovem estava deitado na cama dos pais, enrolado nas cobertas e na escuridão. A chuva devia ter rompido algum fio, queimado…
    • Capítulo 39: Nathan 2-I.

      Capítulo 39: Nathan 2-I. Capa
      por Lidec Um grande mago amava muito sua aprendiz, e quando não tinha mais nada a ensinar, ele a entregou o seu bastão mágico. Disse a ela: — Vá e conquiste o mundo, pois ele é seu. O sorriso dela dizia tudo, e ele fechou os olhos. Não muito tempo depois, ele soube que diversas criaturas maléficas surgiram ao redor do mundo. As que já existiam foram perturbadas, e saíram do anonimato. A Sociedade da Magia, como era conhecida a comunidade global dos bruxos, passou por muita dificuldade. Era…
    • Capítulo 38: Nathan 1-II.

      Capítulo 38: Nathan 1-II. Capa
      por Lidec Era sexta-feira treze. — Que belo dia para se enfrentar zumbis, hein? Ele estava diante de uma casa azul. Um muro baixo a separava da rua, e um jardim cheio de ervas daninhas despontava por cima dele. A família que morava ali, aparentemente, não se importava com a imagem que passavam para os vizinhos. Moravam num subúrbio, afinal de contas. Ratos de lacinho ainda são ratos, eles diriam. Ele precisava ser rápido. — Você sabe como eles infectam outras pessoas? — Não —…
    • Capítulo 37: Nathan 1-I.

      Capítulo 37: Nathan 1-I. Capa
      por Lidec — Vamos começar do começo. — Sim, claro — murmurou o Ajudante, balançando a cabeça. — Vamos começar tudo de novo, depois de 37 exibições. — Ora, vamos! Nem é muita coisa. E não são exibições, meu caro.  — Sim, sim. Capítulos, como queira. O Narrador, alisando um quadro-conto, deu uma piscadela. — Creio que vamos falar sobre o seu xodó. — Como você sabia? — O Narrador fingiu surpresa, reagindo com exagero. — Eu nem lhe mostrei o cronograma de…
    • Capítulo 36: O Museu.

      Capítulo 36: O Museu. Capa
      por Lidec Naquele lugar entre os planos, havia um museu. Um museu que não guardava simples obras. Não havia esculturas de mármore, nem pinturas. Nada disso. Os quadros continham palavras, que formavam frases. Frases que teciam parágrafos, parágrafos que costuravam textos. O Museu de Quadro-Contos. Naquele lugar, duas pessoas caminhavam lado a lado. Uma delas, a mais velha, andava preocupado. Mexia e remexia a gola da camisa, como se estivesse com calor. Mil e uma coisas se passavam em sua mente. Era…
    • Capítulo 22: Conto Imbecil.

      Capítulo 22: Conto Imbecil. Capa
      por Lidec Eu subi as escadas. Eram de mármore. Quarenta passos. Cruzei a entrada, passando por entre as colunas jônicas. Quando passei pelo portão, lá estavam eles, os Quadro-Contos. Vi que haviam muitos, milhares deles. Eram quadros. Sim, retratos, mas não de rostos. Nem de paisagens, nem de natureza morta. Mas de palavras. É, isto é uma porta,…
    • Capítulo 35: Academia de Rangers.

      Capítulo 35: Academia de Rangers. Capa
      por Lidec Bom, vamos deixar os reinos de Neda de lado, por enquanto. Como dito anteriormente, Nohin é um dos reinos mais avançados do mundo. Quem visitasse qualquer cidade nohiniana, especialmente a capital, ficaria surpreso com a grande quantidade de prédios.  Em Nohin, apenas os nobres e a família real possuem carruagens à moda antiga, puxadas por cavalos — uma questão de status. As pessoas comuns, com exceção dos desfavorecidos, utilizavam outro tipo de veículo. Os spellmachines. Um nome…
    Nota