Lidec

    Histórias 3
    Capítulos 104
    Palavras 129,3 K
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    Tempo de Leitura 7 horas, 11 minutos7 hrs, 11 m
    • Capítulo 13: Duelo de Abertura, parte 1.

      Capítulo 13: Duelo de Abertura, parte 1. Capa
      por Lidec Era pequeno e magro. Terrivelmente magro. Seu olhar era perdido, do tipo que enxerga tudo e nada ao mesmo tempo. Suas mãos, pequenas, tinham cicatrizes em ambos os dedos indicadores. Pareciam cortes. Em suas mãos, um celular quebrado piscava, semi-morto. Seu passatempo favorito morava ali, naquela tela. Agora, no vigésimo terceiro dia sem ele, o garoto fitou o quarto, deprimido. Limpo. Brilhante. Não era o quarto de um adolescente. A ausência do vício o forçou a ocupar a mente com outras…
    • Capítulo 12: Lara Nora, parte 1.

      Capítulo 12: Lara Nora, parte 1. Capa
      por Lidec Miti Li guardava a saída da cidade. Ele, de braços cruzados, recepcionava os viajantes, os valentes rostos que cruzavam o deserto. Ele quem apertava a mão dos mercantes, que vinham em grandes caravanas, todos para enriquecer na cidade atrás dele. Miti Li admirava todos os que cruzavam aquele lugar, indo ou voltando. O deserto era muita coisa, mas nunca um caminho fácil. Quem voltava, morria. Sem exceção. Mesmo se voltasse, não seria a mesma pessoa. Nunca seria. Não teria como ser. O…
    • Capítulo 9: Diário do versista. 

      Capítulo 9: Diário do versista.  Capa
      por Lidec 09/11/2022 De quantas mentirasSe faz um homem?De quantas, quais verdadesTodos somem? Quantas ilusõesCompõemO tecido realQue nos cobre O tipo de medoQue nos descobre? E vela,Por desvelarO desviarDos olhos  Quando nos encontramos,EncaramosNo reflexoDa almaNos ouvimosNo ecoDas palavrasQue dissemos  Sem pensarSem duvidarSe era real, normalNão faria malO que sentimos No lago, incomodaO vento que a água revoltaNo quarto, não consolaO nexo que falta  No discurso,No decursoDas…
    • Capítulo 11: Azul da cor do mar.

      Capítulo 11: Azul da cor do mar. Capa
      por Lidec Aaaah… Se o mundo inteiro me pudesse ouvir… Dizia Tim Maia, versando para todos que quisessem ou não ouvi-lo. Junto dele vinham gritos. Uns de dor, outros de alegria. Alguns eram os de alguém amolando os chifres. Sempre tinha alguém sofrendo de amor numa segunda-feira. E molhando os cornos no bar da esquina, e a cidade inteira, a chuva costumeira de janeiro trouxe um ar frio à noite. Ela fez o senhor Ronaldo levantar. Precisava esvaziar o tanque. Sua namorada, enrolada nos cobertores,…
    • Capítulo 10: Fala sério, Hikaru!

      Capítulo 10: Fala sério, Hikaru! Capa
      por Lidec Haviam inúmeros espelhos pela rua. Havia chovido, e as poças refletiam os vultos dos engravatados que iam de um lado para o outro, num vai e vem desenfreado.  Entre essas pessoas, alguns adolescentes, radiantes, rumavam pelo caminho do colégio. Eram invejados pelos adultos, por ainda terem aquele brilho — que, assim como eles, um dia vão perder.  Enquanto seus pesadelos não tinham formas de boletos e planilhas, uma dupla chamava atenção. Eram garotos excêntricos, para dizer o…
    • Capítulo 8: Um dia ruim.

      Capítulo 8: Um dia ruim. Capa
      por Lidec Ele queria vomitar. E quando não queria, né? Ele nunca teve um dia em que não quis botar o café, o almoço ou jantar pra escorrer pelo vaso. Era uma vida de merda. “Uma hora… falta só uma hora.” Uma hora para o fim do expediente. Uma hora para passar por entre os caixas, as mercadorias e sair por aquela porta, para então pisar em uma casa que não é sua. Maravilha, não acha? O relógio marcava 17:00 horas. Era um Cassio infeliz, custoso em passar cada segundo. Até os…
    • Capítulo 7: O Elfo Inútil.

      Capítulo 7: O Elfo Inútil. Capa
      por Lidec Nada demais acontecia em Durandar, a Cidade do Meio, como era conhecida na região. Localizada às margens do rio Yorates, se via na fronteira entre o reino de Yuror e a República Livre de Catche.  Era uma cidade independente, sendo respeitada por ambas as nações. Por ela passavam as mercadorias que seriam vendidas por todo o mundo, até para o Continente Sombrio, isolado no polo sul do planeta. Durandar se orgulhava da forte segurança exercida pelos Aventureiros, uma classe de trabalhadores…
    • Capítulo 4: One-shot tosco, parte 4.

      Capítulo 4: One-shot tosco, parte 4. Capa
      por Lidec — Você prometeu, não se esqueça disso — retomou ela, dando um soquinho no braço dele. — Certo… bom, acha que tem magia nessa porta? Eles encaravam a saída. Era uma porta de ferro.  — Acho que não. — Não? — indagou, surpreso. — Não. Ele deve ter confiado demais no Motor Mágico. Digo, ele nem devia saber muito sobre você, já que usou aquilo — disse ela, estufando o peito, se vangloriando de ter alguém como Nathan. — Só precisamos chutar essa bodega e…
    • Capítulo 2: One-shot tosco, parte 2.

      Capítulo 2: One-shot tosco, parte 2. Capa
      por Lidec Desânimo, falta de vontade. Algo assim já tinha acontecido antes. Um som ecoou distante, quase familiar. Junto dele, um fiapo de luz cortou a escuridão: — Vamos, Nathan, você consegue! Era aquela voz inconfundível…  — Mas mestra, eu… eu nem entendo direito — reclamou, soltando as mãos, antes estendidas diante dele. — Esse tal de kirei… energia espiritual… que coisa mais confusa! Ele nunca aprenderia algo assim, tão abstrato. “Por que isso, agora? Por que estou…
    • Capítulo 6: One-shot tosco, final.

      Capítulo 6: One-shot tosco, final. Capa
      por Lidec — Tá sentindo a ponte tremer? — Tô. Ela o soltou e olhou para trás. — Merda. — CORRE! Nem precisava dizer. Os dois correram em disparada, tropeçando nos desníveis que a Homosphera criou ao passar…  A ponte parecia cair em blocos, vindo desde a entrada do castelo. Os pés de Nathan vacilavam aqui e ali, deslizando por entre as pedras. — Nathan! — Que foi?! — gritou, quase sem fôlego. — Arf… arf… — tentou ela, o peito chiando igual sanfona. —…
    Nota