Eloisa S. Reis

    Histórias 1
    Capítulos 44
    Palavras 107,9 K
    Comentários 23
    Tempo de Leitura 5 horas, 59 minutos5 hrs, 59 m
    • Capitulo 12

      Capitulo 12 Capa
      por Eloisa S. Reis O quarto de Panacéia era o mais organizado do navio. Ela e Asteria o haviam transformado em uma mini carpintaria, onde cada ferramenta ocupava um lugar preciso, sempre pronta para ser usada. Agora, porém, a ordem do espaço contrastava com o silencio que pairava no ar. O cheiro denso de ervas medicinais misturava-se ao ferro do sangue. Panacéia jazia em sua rede, o rosto outrora vibrante agora pálido como a lua. Veias negras serpenteavam do ombro ferido até o pescoço, pulsando sob a pele como…
    • Capítulo 4

      Capítulo 4 Capa
      por Eloisa S. Reis O som das ondas quebrando contra a costa ainda ecoava na mente de Nix enquanto caminhava pela trilha estreita que a levaria de volta a Drakensberg. O vento frio chicoteava seu rosto, trazendo o cheiro salgado do mar misturado à umidade pesada que anunciava uma tempestade iminente. Ela apertava o passo, tentando afastar a imagem de Fallon parada na praia, os olhos confusos e feridos. O arrependimento era uma presença constante, um peso invisível que se agarrava a sua pele. Mas não podia voltar…
    • Capítulo 5

      Capítulo 5 Capa
      por Eloisa S. Reis O sol nascente derramava pinceladas de dourado e laranja pelo horizonte, mas o brilho suave não conseguia atravessar a atmosfera carregada dentro da mansão dos Fae. O saguão estava tomado pelo movimento, com caixas empilhadas próximas à porta e o som suave dos passos de Panacéia ecoando enquanto organizava os últimos detalhes. Suas asas de borboleta tremulavam quase imperceptivelmente, refletindo a luz em tons iridescentes. Ao lado dela, Vênus segurava uma pequena pilha de caixas, o rosto…
    • Capítulo 6: O Cais das Lágrimas

      Capítulo 6: O Cais das Lágrimas Capa
      por Eloisa S. Reis A chegada ao Cais das Lágrimas trouxe consigo um impacto imediato. O cheiro forte de sal e madeira úmida pairava no ar, enquanto o vento gelado cortava pela baía. O estaleiro Aurora, que Panacéia havia prometido ser o refúgio delas, era um cenário desolador. Construções desgastadas, quase caindo aos pedaços, cercavam um pátio aberto onde barcos semiacabados balançavam precariamente em suportes improvisados. — Então... este é o estaleiro? — Nix perguntou, franzindo o cenho ao descer…
    Nota