Histórias 1
Capítulos 29
Palavras 46,7 K
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por C.TENENTE — Em cima de telhados, se movendo com liberdade na escuridão da noite e escondidos dos olhares de todos, quatro figuras misteriosas conversavam pacificamente sobre o que acabara de acontecer. — É a primeira vez que algo assim acontece. Nem mesmo as criaturas do lado de fora são assim! Pútridas, como cadáveres ambulantes. — Mas bem, de verdade, acho que a coisa mais impressionante que vimos hoje não foi aquela coisa. — A menina… aquilo sim foi bizarro, ela deveria ter o que, dez,… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Em uma rua sem saída, Yaci andou até o final e entrou em um estabelecimento. Lá dentro, viu a familiar padaria, paredes de azulejos brancos, diversas prateleiras, com inúmeras comidas deliciosas. 3 mesinhas de madeira, maltratadas pelo tempo, com duas cadeiras cada, igualmente velhas. Yaci tocou um sininho na bancada e se sentou, um tempo depois, uma senhora se aproximou. Seus cabelos loiros estavam ficando cada dia mais grisalhos, mas as rugas em seu rosto não eram suficientes para esconder a… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Dois homens caminhavam em direção às tendas, barracas e diversos cortiços que ficavam por perto. Um dos homens, grande e franzino, tinha uma dificuldade persistente em andar. Seu semblante gritava doença, enfermidade e fragilidade. Sua face, castigada por uma palidez mórbida. — Temos que achar um médico pra você Zé! Cê tá com um pé na cova. Há semanas sua pele vem perdendo a cor. E de ontem pra hoje seu cabelo caiu todo! Seu irmão não respondeu. Ficou olhando para cima,… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Quem era aquele homem? Ele era mesmo “só um homem”? Não, com certeza não, Yaci fez essa pergunta algumas vezes, mas algo estava muito claro naquela situação. “Ele” não era qualquer um! Afinal, ele carregava com ele um livro proibido para o público, além daquele livro estranho! Pode se supor que era um militar, já que o livro era proibido para civis. Entretanto, não era raro pessoas ricas contrabandeando coisas proibidas, nada era impossível para quem tem dinheiro o… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Nos becos mais profundos, nas favelas do grande Império da verdade, em meio a sujeira, podridão e dos horrores que espreitam a cada esquina. Através de um pequeno buraco em uma parede, Yaci rastejava de volta para casa, carregando sua nova bolsa, cheia de novos tesouros e comida, muita comida! Ela voltou para casa. Sentia que logo as coisas ficariam perigosas mais cedo que o normal. Essas mortes misteriosas, assassinatos brutais que ouviu falar, algo estava acontecendo. Seu encontro com aquele homem… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Desde o ano passado, essa tinha sido a sua vida, nada mais, e nada menos. Bem, às vezes menos. Entretanto, o dia dava sinais de estranheza. Havia uma comoção nas redondezas das áreas das pessoas de classe baixa. Ou como seus irmãos os chamavam: os pobres não tão pobres. Já que todos nas favelas estavam classificados simplesmente como miseráveis. — Por que esses riquinhos estão fazendo tanto barulho? Andando por aí, de beco em beco, de viela em viela, ela aos poucos foi… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Nos becos mais profundos das favelas do grande Império da verdade, em meio à sujeira, à podridão e aos horrores que espreitam a cada esquina, uma pequena garota de dez anos se escondia entre caixas de lixo, dormindo de olhos abertos, cansada e distraída. Aos seus pés, uma poça de água suja. Nela refletia sua pele, de um tom caramelo bem escuro, e seus olhos verdes sem luz, exaustos, com as pálpebras pesadas. Seu estômago se contorceu, urrou e gritou. O vazio em sua barriga, a fome, a… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Pulando de telhado em telhado, sem fazer nenhum barulho, sem dar sinais de que passaram por ali, como fantasmas, quatro figuras usando sobretudos escuros com bordados vermelhos e máscaras lisas de cerâmica seguiam um rastro de destruição. Eles estavam sujos, seus casacos fediam a sangue e morte, suas máscaras brancas, maculadas por uma estranha substância preta azulada. — É o terceiro de hoje! A situação tá indo de zero a cem muito rápido, desse jeito a gente vai morrer de… 46,7 K Palavras • Ongoing

por C.TENENTE — Yaci foi até a portinha na esquerda e passou pelo balcão. Daquele lado não tinha nada, a vitrine de vidro embaixo, onde ficavam vários doces e salgados, agora estava vazia. Era diferente ver as coisas por trás do balcão, até hoje, Yaci nunca havia cruzado para o outro lado. Procurou um pouco, por via das dúvidas, mas estava certa, não havia nada, nesse caso, só restava ir além da porta de madeira. A menina hesitou um pouco, mas a imagem daquela mulher lhe dando uma bronca por ser tão… 46,7 K Palavras • Ongoing