Histórias 1
Capítulos 20
Palavras 33,8 K
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Tempo de Leitura 1 hora, 52 minutos1 hr, 52 m

por Victor de Souza — Se os Olmecas e seus inimigos se juntassem, eles provavelmente me matariam antes do fim desse parágrafo. Parece que toda a cidade tá contra mim. A mulher luta para abrir os olhos. Cansaço, medo, arrependimento e o sentimento de estar trilhando um caminho sem volta.Uma batida ecoa pelo carro, ela demora alguns segundos até que identifica o som, um hip hop clássico de Copa City. O lado esquerdo do rosto dela está quente, encostando em algo reconfortante. Ah, sim. O braço de Marcus, ela reconheceria… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — Há horas Marcus se arrasta pelos túneis fúnebres e esquecidos sob a cidade. Esqueletos, restos humanos, o rapaz vê de tudo enquanto pensa o tempo todo que não deve ceder a loucura, porém está difícil, o cheiro, o ambiente, os vermes encostando e se contorcendo em seu braço... Tudo dificulta essa tarefa, mas a esperança é a última que morre, já que ele PRECISA chegar até o final. Se não... o quê? Por algum motivo esqueceu o porquê disso tudo, no entanto, parar não é uma… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — Há poucos minutos atrás, Anika era imparável. Uma sede de sangue tomou conta da mulher e promoveu um massacre para cima dos Olmecas que guardavam a saída, a liberdade dela e da mulher misteriosa. Agora? É apenas uma casca do que um dia foi, tentando entender o lugar dela nesse mundo. Ela cai e então se apoia na parede, levando a mão na boca para segurar a vontade de vomitar diante de tamanha carnificina. O pensamento de que tudo foi provocado por ela faz seu estômago revirar. Eu fiz isso para… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — Anika está suando frio. Os olhos não saem do Olmeca na frente dela, que faz questão de cruzar o olhar com o dela. Ele ri de forma cínica. Anika não aguenta, desvia o olhar até as mãos dele, e aí que se assusta e dá um passo para trás. Tudo isso parece acontecer em menos de um segundo, pelo menos na cabeça dela. A sensação de perigo iminente só aumenta com ela percebendo o que ele porta como arma. Uma katana com um fio limpo e luminoso, com um forte neon correndo por trás de toda a extensão… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — Plim... Plim... Plim... A cada segundo, uma gota cai e chia ao tocar os fios metálicos expostos, como se o lugar estivesse sangrando eletricidade. Emaranhados em cima de emaranhados, denunciando a condição do lugar em que o grupo está escondido. A cada PLIM, a mente de Anika se torna mais pesada, sufocada pelos próprios pensamentos. Ela sabe que não é a única. O cansaço e o estresse estão estampados no rosto de todos. Marcus não dorme direito há dias, sempre… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — O pilar não se move. Nem um centímetro. O teto range acima dela, prestes a desabar. Ela fecha os olhos. Que caia logo. A vontade de viver é uma fagulha fria, pequena demais para incendiar qualquer coisa. Diferente das chamas, que devoram o prédio com a fome de um carnívoro que não come há dias. Os fios elétricos expostos queimam e alimentam as brasas, que a cada segundo ficam mais poderosa. Gritos, gritos e mais gritos de sofrimento se espalham pelo edifício, todos tentando fugir… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — O Sol começa a se pôr no horizonte da cidade, trazendo consigo um clima ameno, com a temperatura abaixando. A sombra logo começa a tomar conta dos céus da cidade, emulando um sentimento de calmaria. Paz. Algo que Copa City com certeza não conhece. Um sentimento falso provocado por uma vista de mentira. Pode ser que seja uma invenção, mas é o sentimento que Julio tem ao observar beleza criada do andar, do sistema. Ele sabe que tudo não passa de circuitos e fios ligados ao metal, assim como toda… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — O silêncio da noite penetra em seus ouvidos, para um lugar tão barulhento, agora está em silêncio. As vozes, os comandos, as gritarias, os barulhos de perigo secos... tudo o perturba e parece já fazer parte de seu cotidiano. Ao mesmo tempo, tudo isso é tão divertido! Tudo novo. Os cheiros, sons, e toques. Tudo novo e prazeroso. Claro há aqueles que querem acabar com as brincadeiras e cismam em atacar. Não importa. Agora sabe revidar. É o que acabou de fazer e colocou todo um grupo… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — — ‘Cê assistiu o jogo ontem? — Kikki joga uma carta rindo de canto de lábio. Sabe que está prestes a vencer. — Nem. A mulher aporrinhou a noite toda, mas tô ligado que o Arraxca fez um golaço. — Golaço? É pouco para o que foi aquilo! — Outro homem no fundo grita, ele tenta sintonizar a televisão no canal de esportes e logo fica irritado com as quantidades de anúncios. — Desgraça! Não dá para pular nenhum! O resto dos homens na sala riem. — Alguém… 33,8 K Palavras • Ongoing

por Victor de Souza — “Você é a luz. Não tá em você, ela é você. Durante a sua vida, não deixe ninguém apagar a sua luz. Ninguém.” Os santos cantam para Rotimi. Sussurram no ouvido dele perguntando se ele está pronto para a ascensão e, com isso, o sofrimento. Para pagar por todas as escolhas que fez na vida. Ele balança a cabeça dispersando qualquer voz que não seja a sua própria. Assim, continua escondido. Agachado em um beco sujo, o primeiro lugar que pôde correr. Daquilo. Ele ouve passos se… 33,8 K Palavras • Ongoing