Maik

    Um pequeno escritor com somente uma história :]
    Histórias 1
    Capítulos 96
    Palavras 180,5 K
    Comentários 112
    Tempo de Leitura 10 horas, 1 minuto10 hrs, 1 m
    • Capítulo 74: As Chamas do Sobrevivente

      Capítulo 74: As Chamas do Sobrevivente Capa
      por Maik As moléculas da dor dançavam na bochecha, e a pisoteavam até que ficasse inchada o suficiente para forçar o escorrer de seu sofrido sangue. Os lábios, abertos em agonia, suspiravam com pressa, indo do peito até o subconsciente, influenciando o movimentar dos ombros cansados. Seu coração estava agitado o suficiente para pulsar cada vez mais rápido. Os dedos, entregando-se à tremedeira da fadiga, davam o máximo de si para fecharem. Sobretudo, o destaque ia aos olhos. Presenciou o…
    • Capítulo 73: Tempo: o Refém da Velocidade

      Capítulo 73: Tempo: o Refém da Velocidade Capa
      por Maik Respirar não era mais involuntário; pelo contrário, estava difícil. O pulmão precisava de mais e mais ar a cada segundo que se passava. A mente, antes não pensava em nada, agora questionava tudo. Mesmo com seu ataque mais desesperado, não havia nem sequer um rastro de dano. “É possível vencer…?” Bastou uma semente da dúvida para florescer uma floresta infinita. Os braços cansados mal conseguiam se manter na guarda sem se tremerem. Sua mente não imaginava mais um futuro em que…
    • Capítulo 72: Escuridão Impecável

      Capítulo 72: Escuridão Impecável Capa
      por Maik O impacto foi tão repentino… Até um momento atrás, seu filho esteve diante de seus olhos. Agora, desapareceu em um único toque. Aos seus olhos, deixou de existir. “Filho…?” Seu coração falhava nas batidas. Apertava, quase explodindo em dor, mas isso não acontecia, não por falta de preocupação, e sim porque a alma sabia que ele estava vivo. Ainda que soubesse de sua sobrevivência, também houve a consciência de seu mal-estar. Em algum lugar da floresta, ele estava sofrendo sem…
    • Capítulo 71: Convite ao Fim

      Capítulo 71: Convite ao Fim Capa
      por Maik O ranger da porta ecoou feito apito. Ao horizonte, disse “Oi”. Também, grudou nos ouvidos dos participantes, e os indicou: esse pode ser o último som que vocês ouviram. Da mesma forma que veio, se foi. Por fim, o click da porta nasceu tão rápido quanto morreu, e, assim, cumpriu seu propósito de transporte. Antes que Luna se virasse, encostou a testa na porta e fechou os olhos lentamente, desejando consigo mesma para que tudo desse certo no final. Logo após, olhou para trás. Todas as…
    • Capítulo 70: Santa Divindade

      Capítulo 70: Santa Divindade Capa
      por Maik Chuva, que caía como lágrimas invisíveis, mas sussurravam os gemidos para o mundo. Chuva, mais parecida com tempestade, mas morava no regador. Monótonas feito algo artificial. Servia apenas para cair, e, depois, colidir com algo. O destino? Morrer tão rápido quanto nasceu, apenas com o direito da aceitação. Percebem, leitores, quão curioso isso é? Mortes artificiais, de alguma forma, geraram um ar tão vazio quanto gélido, que, aos olhos humanos, parecia neblina. Caminhava, então, até…
    • Capítulo 69: Vitória Impossível

      Capítulo 69: Vitória Impossível Capa
      por Maik Puro e, sobretudo, revigorante. Assim era o ar do leste, leve, que tentava enganar quem o respirava, dizendo-lhes aos ouvidos que ele não existia. Dessa forma, circulava-os feito redemoinho, refrescando a pele, apagando as preocupações e desconfortos que nem tiveram a chance de nascer. O ar, que se divertia com o conforto que oferecia aos humanos, também os distraía da cereja do bolo: as pétalas em tom rosado, que caminhavam em elegância. Eram poucas e andavam em grupo; no entanto, a beleza…
    • Capítulo 68: Dois Corações, Um Morrerá

      Capítulo 68: Dois Corações, Um Morrerá Capa
      por Maik Vermelho feito um diamante escarlate, mas escuro e espesso, como se nada além dessa existência importasse para esse mundo destruído. Também era grudento, com um ciúmes além do imaginável. Seja nas folhas ou nas árvores, ele deve estar presente em todos os lugares que há. Esse era o sangue, tanto nas gramas e até mesmo no céu, com as nuvens vermelhas se negando a sair, enquanto o ar insiste em levá-las embora em seu próprio ritmo. Morfius estava deitado nesse mar vermelho. As…
    • Capítulo 67: Orgulho no Sangue

      Capítulo 67: Orgulho no Sangue Capa
      por Maik Respirar, algo tão natural para nosso corpo, que sempre nos esquecemos que isso nos mantém vivos, tampouco sentimos o ar escalar o peito. Agora, tornou-se o sinal mais luminoso de vida; entretanto, instável feito energia em tempestade, e tão rápido quanto um carro de corrida. Antes, confortável. Atualmente, quente e abafado, como se tivesse engolido água quente, mas não havia nada de temperatura elevada em sua garganta. O suor acompanha o ritmo, escorregando no rosto feito crianças…
    • Capítulo 66: Morte Estelar

      Capítulo 66: Morte Estelar Capa
      por Maik #centro XX:32:30 centro# A floresta, tão escura quanto a escuridão que carrega, não era tão assustadora quanto deveria ser. Agora, era agradável, como entrar numa moradia onde é bem-vindo. Caminhava por ela sem pressa alguma há alguns minutos. Seus olhos, mais universais do que o próprio céu, iluminavam o que precisava de luz para que não errasse o destino do qual se aproximava. Os pés, mesmo pisando nas gramas, não faziam barulho, não as machucavam, tampouco tinham pesar; eram…
    • Capítulo 65: Olhos do Sacrifício

      Capítulo 65: Olhos do Sacrifício Capa
      por Maik Os pés estavam levianos sobre as folhas, ainda mais leves do que elas, como se nem as tocassem, mas ainda estavam ali, firmes, apoiando-se na delicadeza que ofereciam. Faíscas elétricas emergiam e explodiam em todo o corpo como um ciclo interminável, influenciando a mente a pensar que estava cheio de energia, mesmo que não fosse o caso. O olho intacto brilhava em um farol escarlate. A fenda que lá habitava estava dilatada como nunca antes, concentrando a atenção em um único ponto. O…
    Nota