Um pequeno escritor com somente uma história :] Histórias 1
Capítulos 118
Palavras 215,9 K
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por Maik — A respiração começava lentamente pelo diafragma, massageava o peito e se despedia nas narinas em um suspiro sutil e discreto. O olhar ciano dilatava lento o bastante para parecer estar em câmera lenta, até eventualmente se entregar ao foco que buscava. A atenção o impedia de ver as gotas de chuva que caíam do céu, e tampava seus ouvidos a quaisquer sons externos, como se não existisse. Tudo o que podia ouvir e sentir eram os sons do próprio corpo; tanto o pulsar calmo do coração quanto a… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O ar do oeste estava frio. Passava entre as árvores, mas não incomodava as folhas. Repousava nas gramas, mas não havia nenhum sinal de sua presença. O vento, então? Coitado, nem ousava sussurrar. As únicas coisas que detinham o silêncio eram o som dos passos esmagando a grama. Entretanto, cada passo era seco e rápido, como se estivessem pisando em palhas que já estavam sem vida, ainda que nenhuma outra pessoa a conhecesse. Os olhares cianos e brilhantes de Waraioni olhavam para um lado e… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O vento, outrora gélido e incômodo, deixou de existir naquele momento, e o cheiro podre dos rastros da morte foi-se junto com ele. Em seu lugar, um aroma, doce feito chocolate, surgia. Não era animado demais para se movimentar, tampouco tímido para não se mostrar ao mundo… … Era difícil de explicar. Ao mesmo tempo em que existia, parecia vir de outro universo, um que não havia dor, tampouco conflitos para que o conceito de força ou fraqueza existisse. Esse cheiro agradável vinha… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O ranger da porta ecoou feito apito. Ao horizonte, disse “Oi”. Também, grudou nos ouvidos dos participantes, e os indicou: esse pode ser o último som que vocês ouviram. Da mesma forma que veio, se foi. Por fim, o click da porta nasceu tão rápido quanto morreu, e, assim, cumpriu seu propósito de transporte. Antes que Luna se virasse, encostou a testa na porta e fechou os olhos lentamente, desejando consigo mesma para que tudo desse certo no final. Logo após, olhou para trás. Todas as… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Respirar não era mais involuntário; pelo contrário, estava difícil. O pulmão precisava de mais e mais ar a cada segundo que se passava. A mente, antes não pensava em nada, agora questionava tudo. Mesmo com seu ataque mais desesperado, não havia nem sequer um rastro de dano. “É possível vencer…?” Bastou uma semente da dúvida para florescer uma floresta infinita. Os braços cansados mal conseguiam se manter na guarda sem se tremerem. Sua mente não imaginava mais um futuro em que… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O impacto foi tão repentino… Até um momento atrás, seu filho esteve diante de seus olhos. Agora, desapareceu em um único toque. Aos seus olhos, deixou de existir. “Filho…?” Seu coração falhava nas batidas. Apertava, quase explodindo em dor, mas isso não acontecia, não por falta de preocupação, e sim porque a alma sabia que ele estava vivo. Ainda que soubesse de sua sobrevivência, também houve a consciência de seu mal-estar. Em algum lugar da floresta, ele estava sofrendo sem… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Chuva, que caía como lágrimas invisíveis, mas sussurravam os gemidos para o mundo. Chuva, mais parecida com tempestade, mas morava no regador. Monótonas feito algo artificial. Servia apenas para cair, e, depois, colidir com algo. O destino? Morrer tão rápido quanto nasceu, apenas com o direito da aceitação. Percebem, leitores, quão curioso isso é? Mortes artificiais, de alguma forma, geraram um ar tão vazio quanto gélido, que, aos olhos humanos, parecia neblina. Caminhava, então, até… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O silêncio pairava no ar como um pássaro abraçando as nuvens, cobrindo aquele frágil ambiente com dor e angústia, guardando-a para si. O sangue se misturava com aquele sorriso bobo de Andressa, como se amaldiçoasse suas intenções, transformando-a em mais um gatilho para o passado. O céu, noturno e estrelado, presente nos olhos de Ônix, estava tão instável quanto a liberdade das andorinhas assim que a tempestade começa. Por que ela estava sorrindo? Que conquista houve no que fez? Tudo… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Tudo estava tão confuso. A água do silêncio externo afogava seus ouvidos, mas os berros de quem sofreu moravam no coração, e cada lágrima tinha seu próprio som. A visão era turva. Sombras circulavam suas pálpebras, tentando guiá-lo para uma direção, mas estava barulhento demais, impedindo até a mais simples das dicas. Enquanto tentava respirar de forma estável, o coração disparava, como se estivesse se desintegrando com as chamas que o abraçavam em dor. O mundo, aos seus olhos,… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Tal como um mar infinito, tingindo o abismo, havia o céu. Ele não estava sozinho; havia consigo incontáveis estrelas regando sua beleza como pétalas de uma flor. Encontrava-se acima de todos os seres, e os iluminava, guiando-os pela escuridão. Desde as árvores aos pássaros, todos cumpriam o seu papel diante da natureza. Sobretudo, não havia folhas caindo, tampouco os cantos que calavam o silêncio. Havia um único elemento que os fazia temer exercerem suas funções. Parecia uma explosão,… 215,9 K Palavras • Ongoing