Um pequeno escritor com somente uma história :] Histórias 1
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Palavras 215,9 K
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por Maik — Luz, esperança, confiança e fé. Esqueçam todas essas palavras, pois elas não existem mais para as almas daquelas sombras que se ergueram contra suas vontades. A escuridão que morava em seus olhos era tão presente que fazia a noite na ausência de luz parecer uma piada, como se nada tivesse sido criado. Todas aquelas almas perdidas tinham o estremecer nos lábios, deixando-os entreabertos inconscientemente. A dor não os permitia se mover. Sussurros de angústia ecoavam das gargantas. O som,… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Os lábios daquelas sombras, entreabertos e estremecidos, tentavam berrar a sede que tinham da luz que somente Ônix podia lhes oferecer, mas as cordas vocais não estavam funcionando. Os mesmos olhos que choravam escuridão também distorciam em cansaço, se juntando ao abismo de suas dores enquanto os corpos curvados juntavam-se ao chão. As mãos se jogavam no solo, sentindo o peso do mundo em cada um de seus dedos, mas, ainda assim, havia esforço para fazê-las levantar, apontando para onde… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Os raios que circulavam a besta do abismo cicatrizavam o solo, exibindo a marca da impiedade, deixando claro que aquele território estava em sua posse. À sua frente, encontrava-se o peregrino dos olhares escarlates, mantendo sua arma firme enquanto o encarava com determinação e, sobretudo, paciência. Nada, senão o vento, passeava por sua mente. O semblante neutro ocultava com um véu as brechas que poderiam existir, restando apenas seu espírito de batalha. Ocultando-se em sua sombra, estava… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Com a eliminação da ameaça, o ar, mesmo que estivesse infectado com o sangue da sobrevivência, estava repleto de alívio, tornando-se doce e agradável. A ausência de perigo influenciou as nuvens tempestuosas a se dissiparem, permitindo que a noite fosse iluminada pelo sorriso das estrelas. Saito, ainda que estivesse com os ossos destruídos, ou com os músculos descolados, se permitiu sorrir ao observar aquele céu que se parecia com os olhos de seu querido irmão. Junto a isso, a… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Na ausência de um coração pulsante, ou dos pulmões se estendendo para que o oxigênio o auxiliasse, nada existia senão o silêncio, que se tornara ainda mais forte quando esse detalhe foi percebido. Não havia quase nada a ser sentido. Das mãos aos braços, ou dos pés às pernas, tudo estava tão desligado que era mais fácil dizer que não faziam mais parte do corpo. Existia uma única coisa que sinalizava que sua existência não era falsa: uma intensa agonia, como se a ponta de uma agulha… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — O som abafado de uma respiração exausta era a única coisa que se podia ouvir. Nem o grito do silêncio poderia dizer se ele estava vivo ou não, tampouco o sopro do ar. Uma das poucas coisas que podia sentir vinha dos ombros. Eram tensos e rígidos. Alguém tentava empurrá-lo para baixo? Ou seu próprio peso era demais para suportar? Acompanhando o ritmo do pulmão, algo, parecido com um coração, começava a bater mais intensamente, expandindo seu som ao horizonte, como passos que quebram os… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Como um oceano infinito que recai sobre os presentes, todo o oxigênio foi roubado pelo além, deixando-os reféns com o trancar do pulmão que doava a atenção à criatura que surgiu. De um lado, uma monstruosidade com um olhar tranquilo, de certa forma até piedoso, como um adulto que observa um cachorro filhote latir em sua direção. Do outro, havia Saito, mantendo os pés firmes no chão, enquanto seus olhos escarlates fixavam-se no possível adversário que deveria enfrentar. Não haveria… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Árvores que pareciam mortas existiam aos montes. Ao mesmo tempo em que a ausência de vida as cercava, folhas tentavam ressuscitar o sorriso de seus hospedeiros, mas nada adiantava. O vento, como sempre, passeava pelo local em sua caminhada diária. Seu dever baseava-se em expandir sua presença para todos os seres vivos, e aquelas árvores não seriam exceção. As folhas foram tocadas pela sua gentileza, entregando-se à queda inevitável de seus lares, flutuando como bolhas de sabão até… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Os pés estavam levianos sobre as folhas, ainda mais leves do que elas, como se nem as tocassem, mas ainda estavam ali, firmes, apoiando-se na delicadeza que ofereciam. Faíscas elétricas emergiam e explodiam em todo o corpo como um ciclo interminável, influenciando a mente a pensar que estava cheio de energia, mesmo que não fosse o caso. O olho intacto brilhava em um farol escarlate. A fenda que lá habitava estava dilatada como nunca antes, concentrando a atenção em um único ponto. O… 215,9 K Palavras • Ongoing

por Maik — Puro e, sobretudo, revigorante. Assim era o ar do leste, leve, que tentava enganar quem o respirava, dizendo-lhes aos ouvidos que ele não existia. Dessa forma, circulava-os feito redemoinho, refrescando a pele, apagando as preocupações e desconfortos que nem tiveram a chance de nascer. O ar, que se divertia com o conforto que oferecia aos humanos, também os distraía da cereja do bolo: as pétalas em tom rosado, que caminhavam em elegância. Eram poucas e andavam em grupo; no entanto, a beleza… 215,9 K Palavras • Ongoing