Um pequeno escritor com somente uma história :] Histórias 1
Capítulos 96
Palavras 180,5 K
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por Maik — Os olhos, que antes se maquiavam com o vermelho da dor, estavam limpos, como se estivessem acabado de ser concebidos pela graça de uma boa noite de sono. A angústia, que nascia no peito e se reproduzia na mente, teve seu fim assim que encontrou mais um motivo para viver, esquecendo do desejo da morte. O vento parecia dar voltas em si, como uma criança correndo ao redor de seu pai, com suas gargalhadas sendo tão claras quanto o dia. A grama sob seus pés dançava, sempre o lembrando que a… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — O vento ausentava seus movimentos, entregando-se à curiosidade que sentiu, silenciando até mesmo os seus sussurros para que pudesse ter total atenção. O coração fazia o papel de tambor. Mesmo que estivesse em um ritmo aparentemente calmo, a força de seus batimentos não escondia as incertezas. O universo que morava naqueles olhos tentava mostrar neutralidade diante do imprevisível, mas cada uma daquelas estrelas sabia da verdade. Conseguia ser mais desconfortável do que andar de olhos… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Um olhar redondo como um círculo perfeito feito na areia da praia. Pupilas dilatadas com a pura curiosidade do que havia acabado de presenciar, do começo ao fim. O garoto questionava consigo mesmo se o sistema havia ido embora depois de tanto tempo cuidando das flores que havia em sua humilde residência. Estava escondido no canto, observando Ônix com cautela para ver se algo de interessante aconteceria. A única mudança foi que, agora, o garoto amaldiçoado olhava-o de volta. A calmaria… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Aqueles olhos conseguiam ser mais verdes do que a própria cor podia proporcionar. Era intenso, mas, também, tão sereno quanto um mar que nunca conheceu a ondulação. Regava o girassol sem desviar a atenção nem sequer por um momento. A energia que a circulava era de completa paz. Nem a pior das tempestades a incomodaria. Poucos segundos depois, a água que caía do regador cessou sua presença, indicando que o seu trabalho havia sido concluído sem um rastro de falhas. Aquela flor estava mais… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Ba-dump… Ba-dump… Ônix enxergava apenas a escuridão. O som de sua respiração ecoava em sua mente enquanto sentia seu corpo ser levado pelo ar, tão leve quanto uma folha. Começou a sentir o ar frio o envolver. Suas costas entraram em contato com algo gelado como o metal, fazendo-o abrir os olhos lentamente. Sem que percebesse, estava deitado, encarando o teto. Ainda estava confuso; a escolha de ressurreição que lhe foi entregada não era apenas um sonho? Ele realmente… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Lá estava ela: uma criança tão pequena quanto um macio algodão, mas a presença tão leve quanto uma gentil folha que flutua, deixando-se levar pela brisa do ar. Seus olhos, grandes como bolinhas de gude e tão brilhantes quanto luminares, fitavam o olhar estrelado de Ônix com uma curiosidade palpável. “Que olhinhos lindos… E tão estranhos também…!” Aproximou-se ainda mais em passos lentos. Suas narinas cheiravam o ar discretamente, como se desejasse farejar a resposta que não se… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — O ar parecia gritar seu desespero, e a violência do vento, como se fosse um tornado envolvendo, desejava jogar para longe a pouca coragem que tinha. Aquele sorriso demoníaco permaneceu no céu por alguns instantes, até que se ausentasse por vontade própria, deixando a escuridão consumir o topo. Um involuntário alívio surgiu. Era uma ilusão? Ou aquela coisa desapareceu por não encontrar nada de interessante naquele vilarejo? Nenhuma dessas indagações importa, pois a segurança… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Tudo novamente tornou-se escuro enquanto a voz do sistema se distanciava como a sirene de uma ambulância. Não demorou muito para que retornasse àquele vilarejo. O casal ainda estava vivo e sorridente, aproveitando o almoço enquanto o sol beijava a janela para que seu calor se expandisse à cozinha, tornando-a seu território sagrado. Sua esposa se chamava Lua, mas seu nome era pouco dito devido aos apelidos carinhosos frequentemente falados. Seu marido, Max, também recebia o mesmo… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Eles abriram a porta. O seu rangido parecia cósmico, um sussurro das estrelas que ecoava por todas as direções. O chão parecia não existir, como uma queda infinita; porém, estranhamente iluminado. Saito, ainda que admirasse sua aparência convidativa, tinha receio em sequer pisar lá, o que o fez hesitar. Pensou: “Devo mesmo entrar? Não vou cair?” Seu suor frio entregava seu desconforto. Seu irmão não pensava da mesma forma. Ônix tocou seu pé naquele solo abissal. Apesar de parecer… 180,5 K Palavras • Hiatus

por Maik — Ônix baixou a cabeça e enxugou as lágrimas. Seus lábios torciam ao sentir o coração apertar. Saber que Celeste o observava causava um misto de dor e alívio. A distância o machucava, mas sua presença era notável. Em meio às suas dores, jurou ao céu que daria um jeito de vê-la. Como? Não era possível saber; “quando” era ainda mais enigmático, mas tinha certeza de que conseguiria de alguma forma. — Vamos… Um breve silêncio pairou no ar. Saito evitava olhá-lo, tentando se… 180,5 K Palavras • Hiatus