Histórias 1
Capítulos 122
Palavras 265,0 K
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por Jota — O sol mal havia nascido, tingindo o céu de laranja e rosa, quando Nyran já suava no campo de treinamento da Serra da Vitória. O ar matinal ainda carregava o frescor da noite, misturado com o cheiro de terra batida e suor. Cada golpe de sua lança contra o poste de madeira era um esforço para disfarçar sua verdadeira missão: descobrir o segredo por trás da vitória quilombola sobre o exército do governador. “Tudo aqui parece um quilombo normal...”, pensou ela, os olhos disfarçadamente… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — Fernanda e sua filha Carlinha seguiram o guarda para dentro da mata, por uma trilha bem cuidada. À medida que avançavam, podiam ver outros homens, fortes e ocupados, carregando e descarregando sacos de produtos. Muitos olhavam para as duas novas com cautela, mas outros, assim como o guarda, lançavam olhares de compaixão. Para as pernas magricelas e cansadas de Fernanda e Carla, aquela caminhada sob a mata fechada pareceu interminável. Depois de um tempo, chegaram a um aglomerado de mocambos, mas… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — Carlos acordou com o sol quente batendo suavemente no rosto e um frio na barriga de expectativa. Hoje era o último dia de janeiro, o dia de ver todo o lucro que haviam conquistado durante o mês. Com a venda do aço, os ganhos seriam exorbitantes. Era uma pena que os comerciantes não conseguissem suprir a demanda de ferro — por causa disso, o conversor e seus trabalhadores passavam a maior parte dos dias ociosos. Mesmo assim, apenas duas fornadas haviam resolvido todos os problemas econômicos do… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — A ordem de "Sussurro" ecoou na mente de Sombra como um sino fúnebre, cortando instantaneamente sua vigilância sobre Nyran. A presença da irmã, normalmente tão etérea, estava carregada de um pânico tangível que fez o ar ficar gelado ao seu redor. Ele não pensou duas vezes. As sombras se contorceram ao seu redor, engolindo-o, e ele se moveu não como um homem, mas como um reflexo da própria escuridão, seguindo Sussurro em direção ao perímetro do Mocambo da Lâmina. O ar, que momentos antes… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — O peso das responsabilidades crescia a cada dia sobre os ombros de Carlos. Agora, sua rotina incluía verificar o andamento de todos os projetos, passar as tardes debruçado com Quixotina sobre os livros de ensino que escreviam para as futuras aulas, copiar esquemas de máquinas dos seus preciosos livros e dedicar horas no laboratório aos compostos químicos para as armas de repetição. E, como se não bastasse, havia um novo local a visitar: o terreno onde o conversor Bessemer seria construído. Um… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — O sol da tarde batia forte sobre a terra batida do quilombo, aquecendo o ar e preenchendo-o com o cheiro seco da poeira e o aroma distante da mata. Carlos estava em pé sobre um palanque tosco, erguido bem em frente à nova prefeitura. O coração batia acelerado em seu peito, não por causa do calor, mas pela multidão de rostos que tinha à sua frente. A prefeitura se erguia, imponente, como um sonho feito realidade. Suas paredes de cimento liso, de um cinza claro e uniforme, refletiam a luz do sol,… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — O resto de dezembro passou sem grandes mudanças. Carlos ocupava seus dias acompanhando o progresso da produção das máquinas a vapor e o início da construção dos edifícios de alvenaria que, tijolo a tijolo, começavam a substituir as palhoças do mocambo. Um cheiro constante de terra molhada, madeira serrada e cal queimada pairava no ar. Após inspecionar os projetos, ele se recolhia à recém-construída prefeitura, onde mergulhava em esboços de novas armas. O escritório era banhado pela luz… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — O sol do meio-dia incidia como um prego em brasa sobre a estrada poeirenta que saía de Areia Branca. Uma carroça solitária rangia sob o calor, carregando três escravos de mãos atadas a caminho de um pequeno engenho. O ar pesado e seco carregava o cheiro de terra queimada e suor. Dois homens e uma mulher mantinham os olhos fixos no chão, seus corpos movendo-se em sincronia com cada solavanco do veículo, num silêncio quebrado apenas pelo crepuscular das rodas e pelo zumbido insistente de… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — O sol da manhã já aquecia a terra vermelha do mocambo quando Carlos acordou. Após um chá de capim cidreira revigorante, partiu para sua rotina diária: verificar o andamento das obras da nova prefeitura e das estradas. O ar carregado de poeira de construção e o som ritmado de martelos e cinzéis guiaram seu caminho. A prefeitura, uma estrutura de alvenaria que começava a dominar a clareira, estava quase pronta; calculou que, se o trabalho continuasse no ritmo atual, estaria terminada antes do fim do… 265,0 K Palavras • Ongoing

por Jota — A luz do sol inclemente de Recife reverberava sobre as paredes pintadas de branco do Palácio das Duas Torres, fazendo o ar tremer. Na entrada principal, o Governador Bento Vidal, um homem jovem de trajes impecáveis, recebia seu novo Capitão-Mor. O suor já formava uma fina lâmina em sua testa, e o cheiro salgado da maresia misturava-se ao pó da rua. — Boa tarde, Senhor Caetano Velho — cumprimentou Bento, estendendo a mão. — Ouvi boas coisas sobre o seu trabalho como bandeirante nas… 265,0 K Palavras • Ongoing