Ankintor

    Histórias 1
    Capítulos 25
    Palavras 46,0 K
    Comentários 15
    Tempo de Leitura 2 horas, 33 minutos2 hrs, 33 m
    • A editar

      A editar Capa
      por Ankintor
    • Capítulo 19: A Besta de Carga.

      Capítulo 19: A Besta de Carga. Capa
      por Ankintor O tempo em Tau Ceti f deixara de ser medido em horas ou ciclos solares. Ele era medido em milímetros de ferrugem, em gramas de solo fértil e na profundidade das olheiras no rosto de Elian Vane. Três meses haviam se passado desde a descoberta do "Coração-de-Fogo" e a estabilização do jardim. O Domo Geodésico, a Arca de Vidro, tornara-se uma bolha de sanidade num mundo que se dissolvia em lama e degelo. Mas o isolamento, tal como a gravidade, exercia uma pressão constante e esmagadora. A noite…
    • Capítulo 18: O Pomar Carmisim

      Capítulo 18: O Pomar Carmisim Capa
      por Ankintor O ar dentro da Redoma de Ferro não era mais o ar estéril de uma nave espacial, nem o ar cortante e seco de Tau Ceti f. Era uma sopa atmosférica. Pesado, úmido e tingido de vermelho, o ambiente cheirava a terra molhada, ozônio e, perturbadoramente, a frutas cozidas em excesso. Elian estava parado diante do canteiro de batatas, a arma de plasma ainda esfriando no suporte da armadura Atlas. Uma seção inteira do solo negro estava chamuscada. Ele não hesitou em incinerar os brotos roxos e…
    • capítulo 17: A Alquimia da Podridão

      capítulo 17: A Alquimia da Podridão Capa
      por Ankintor O silêncio que se instalara sob o domo não era de paz, mas de exaustão. A Arca de Vidro, majestosa em sua geometria contra o céu carmesim de Tau Ceti f, escondia em seu ventre um homem e uma máquina que haviam chegado ao limite da física. Elian olhou para suas mãos. Elas tremiam. Não de frio — o domo mantinha uma temperatura tropical de 25°C úmidos —, mas de uma fadiga que se entranhara na medula. A euforia da construção dera lugar à ressaca da realidade. Ele fechara o mundo lá fora,…
    • Capítulo 16: A Arca de Vidro

      Capítulo 16: A Arca de Vidro Capa
      por Ankintor O quadragésimo quinto dia em Tau Ceti f não nasceu com um nascer do sol, mas com o fim de um ruído. Por semanas, o som do mundo de Elian fora o grito do metal sendo dobrado e o rugido das turbinas da Vanguard expelindo calor. Quando o silêncio finalmente se instalou, ele era tão pesado que Elian sentiu a pressão em seus ouvidos, um vácuo acústico que sinalizava o fim de uma era e o início de outra. Ele estava de pé no centro do que outrora fora uma clareira de gelo. Agora, ele era o centro de…
    • Capítulo 15: O Deus Máquina e a Redoma de Ferro

      Capítulo 15: O Deus Máquina e a Redoma de Ferro Capa
      por Ankintor O tempo em Tau Ceti f não era medido por relógios, mas pela resistência do metal e pela fadiga da carne. Após o retorno da Necrópole Krael, o mundo de Elian encolheu para o diâmetro da baia de carga da Vanguard. O traje Frankenstein que ele montara nas pressas para emergir do abismo havia cobrado seu preço. A interface bruta quase esmagara suas costelas na subida, e as juntas de metal alienígena causavam microfraturas em seus próprios ossos a cada passo. Ele não podia continuar usando a…
    • Capitulo 14: O Julgamento do Sol Poente

      Capitulo 14: O Julgamento do Sol Poente Capa
      por Ankintor O silêncio na plataforma de controle era ensurdecedor, quebrado apenas pelo zumbido dos servidores milenares lutando contra a morte térmica. Elian não desviou os olhos das telas holográficas que a M.U.L.A. projetava no ar denso da necrópole. Ao redor deles, milhares de gigantes cinzentos de quatro braços aguardavam um amanhã que talvez nunca chegasse. ​Ele tocou a superfície do console principal. O pó cinzento sob seus dedos não era poeira vulcânica. Era o resíduo orgânico de milênios…
    • Capítulo 13: O Ferro Morto e o Novo Servo

      Capítulo 13: O Ferro Morto e o Novo Servo Capa
      por Ankintor O silêncio do túnel vitrificado era uma criatura viva. Ele não apenas preenchia o espaço; ele pressionava os tímpanos de Elian, lembrando-o de que cada centímetro que avançava para o centro do planeta era um centímetro para longe da luz, da atmosfera e da lógica. A descida em espiral terminou em uma antecâmara que desafiava a arquitetura convencional. O teto perdia-se em sombras que a tocha de seiva não conseguia alcançar, mas o centro da sala estava ocupado por algo que fez Elian…
    • por Ankintor O motor do Mamute deu um último suspiro engasgado e morreu. O silêncio que se seguiu no hangar improvisado da Vanguard foi pesado, quebrado apenas pelo estalo do metal esfriando e pela respiração ofegante de Elian. Ele conseguira. Vinte e duas toneladas de carne, osso e gordura de Leviatã estavam amontoadas diante da impressora 3D, uma oferenda grotesca à sobrevivência. Mas o relógio em seu HUD continuava a contagem regressiva impiedosa. 5 horas e 40 minutos. O bebê Krael na Necrópole…
    • por Ankintor O trigésimo segundo dia em Tau Ceti f não nasceu com um nascer do sol, mas com o fim de um ruído. Por um mês, o som do mundo de Elian fora o grito do metal sendo dobrado e o rugido das turbinas da Vanguard expelindo calor. Quando o silêncio finalmente se instalou, ele era tão pesado que Elian sentiu a pressão em seus ouvidos, um vácuo acústico que sinalizava o fim de uma era e o início de outra. Ele estava de pé no centro do que outrora fora uma clareira de gelo. Agora, ele era o centro de um…
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